Esse será o último de hoje, vou tentar colocar mais amanhã :)

Capítulo 7: Am I Ready For Love?

Lea estava pensativa ao colocar o seu vestido. O que se passara a minutos atrás foi diferente de tudo o que ela já sentiu. Ela sentiu prazer, não foi obrigada como antes. Aquilo era impossível. Se pegou pensando no marido, ele não assustava mais, não como quando se casaram. A garota espantou os pensamentos, não devia estar pensando nele.

Cory: Está tudo bem Chérie?- aquela voz a fez assustar. Ele saía do banheiro agora, com os cabelos molhados e bagunçados e a toalha em uma das mãos secando-os.

Lea: Por que não estaria?- falou sem pensar. Ele entenderia como segundas intenções mas ela não tentou consertar

Cory: Você nem notou a minha presença quando saí do banheiro...Pensando no que?- ele estreitou os olhos, fazia isso sempre quando estava interessado em algo. Lea não respondeu nada, não devia satisfações ao marido.

Lea: Suas mãos me machucam, não consigo me tocar sem sentir dor...Só estava pensando nisso- a garota ajeitou os cabelos antes de girar o pé para sair do quarto. Cory só a observava, agarrando seu pulso logo depois.

Cory: Essas mãos te machucam Chérie?- Lea sentia o coração acelerar após aquele toque, mas não sabia o porque daquilo. O que estava acontecendo afinal?- Só que por incrível que pareça são ESSAS MÃOS que fizeram você se arrepiar a minutos atrás.

Ela o afastou imediatamente. Infelizmente viu um sorriso vitorioso se formar nos lábios do marido, ele pensava que tinha vencido. Mas ele estava vencendo, a garota tinha se entregado totalmente. Cory pegou sua camisa vestindo-a, e depois o colete. A esposa olhava aquele vulto que sorria a sua frente, sentiu seus olhos arderem e de repente, já soluçava. O marido fechou o riso e a encarou. Lea chorava, as mãos dela tentavam limpar as lágrimas que insistiam em sair.

Cory: L...Lea?- por um momento perguntou preocupado, não imaginara que aquela simples brincadeira poderia tocar assim, a moça- Você está chorando?

Lea: Me deixe em paz Cory! Eu não quero mais te ver!- a garota correu para fora do quarto. Aquelas malditas lágrimas insistiam em sair.

Cory ficou incrédulo. Ele não queria vê-la chorar, pensou até em ir atrás dela. "Não Cory, isso é só uma simples cena", pensou consigo mesmo. Lea voltaria a mesma minutos depois, mulheres tinham mania de manipular os homens assim. Seu sorriso do vitória voltou, ele havia conseguido, estava fazendo a vida dela um inferno. Assim ele poderia finalmente ter o que queria. Saiu do quarto tranquilamente e enquanto isso, Lea chegou ao lado de fora da mansão. Num canto bem isolado, onde ninguém a veria. E gritou. Gritou de ódio de si mesma.

A moça sentiu a claridade em seu rosto e fez uma careta ainda de olhos fechados. Percebeu que estava deitada e braços fortes a abraçava. Não sabia o que fazia ali, ela tinha que jantar com Chord, visitar criancinhas em um orfanato e …Não acreditava. Ela tinha saído com Mr. Overstreet, se lembrava muito bem disso.

Ela tinha a levado em um restaurante luxuoso no centro da cidade, eles conversaram, riram juntos e ele foi um cavalheiro. Mas Naya se encheu de champanhe, ela delirava, nem lembrava de suas próprias palavras. Reclamou de frio e Chord a acolheu, tentando resolver algo.

XXXX: Bom dia querida- uma voz sedutora falou. A moça percebeu estar deitada sobre o peito de alguém, abriu os olhos devagar e viu que estava sem as suas roupas, só com o lençol sobre si.

Naya: Ah Meu Deus!- se sentou rapidamente tentando se cobrir. Chord gargalhava colocando as mãos por trás da cabeça de deixando o seu abdômen definido a mostra.

Chord: Que foi? Vergonha de mim docinho?- aquilo não estava acontecendo. Lady Monteith tinha ido para a cama com Mr. Overstreet, e infelizmente, isso era um fato- Só saiba que não tem nada aí que eu não tenha tocado ou beijado.

Naya: O ...O que aconteceu? O que nós fizemos?- ela o olhava assustada

Chord: Sabia que você é tão irresistível...Você arrepiava só de eu chegar perto, e quando eu te beijei...- falou com um belo sorriso safado

Naya: Cala a boca Chord! Eu...Eu não acredito que fiz isso!

Chord: Já que temos certa intimidade agora, pode me chamar do que quiser docinho- ele acariciou o rosto dela- Você estava tão excitada ontem...

Naya: Não toque em mim seu...Seu SAFADO!- ela deu um tapa em sua mão- CACHORRO! Como pode fazer isso?

Chord: Não se faça de difícil querido- a garota se levantou da cama enrolada nos lençóis e Chord a seguiu, mas sem os panos.

Naya: Vai vestir uma roupa! Não me toque ou eu grito!- ela tampou os olhos com uma mão e com a outra, tentava se cobrir. Ninguém merece ver aquela criatura como veio ao mundo.

Chord: Que isso docinho, não há nada aqui que você não tenha visto- ele tentou se aproximar mas recebeu um belo tapa em seu rosto, um que deixou as marcas dos cinco dedos de Naya, bem perfeitinhos- AI! Mas que...

Chord não terminou a frase. Sua voz foi abafada pela batida da porta do banheiro. Sorriu, ele conseguiu o que queria. Naya se fazia de difícil mas era porque ela, no fundo, tinha gostado. O rapaz vestiu as roupas e deixou o quarto do simples motel, já que não havia muitos desses nessa época, riu feito um bobo, enquanto uma pessoa chorava descontroladamente ao sentir a água cair em seu corpo.

XXXX: Mrs. Monteith? É você?- uma voz doce a chamava. Lea ainda chorava isolada no jardim, ainda sentia nojo de si mesma.

Lea: Quem é? Perguntou secando as lágrimas. Pensava que aquele lugar era vazio, não gostava de ser interrompida.

Mark: Sou eu, Mark. O que faz aqui?- o rapaz surgiu do meio das rosas do jardim. Como estava no verão (N/A: O tempo já passou um pouquinho viu gente?), fazia sol durante o dia e o rosto de Mark era iluminado pela claridade.

Lea: Eu é que te pergunto, como me achou?

Mark voltava do escritório. Como sempre, dava uma checada no local. Olhava para ver se tudo corria bem. Ele teve uma conversa séria com o pai hoje, era sobre casamento. O rapaz pediu para se casar, queria alguém ao seu lado. Mas Alfredo não parecia ouvir. De volta a casa, ouvira soluços de alguém e resolvera ver quem é. Até encontrar Lea no meio do jardim, com as mãos sobre o rosto.

Lea: Então quer se casar?- a moça perguntou depois de um longo tempo de conversa. Mark estava sentado ao seu lado na grama, agora vestindo só as calças, a camisa, o colete e os sapatos. O calor era de matar ali com aquele tanto de pano.

Mark: Não posso ficar sozinho pelo resto da vida, preciso de alguém- ele sorriu para a garota. E pensar que um dia ela seria a sua prometida- Preciso dar amor a alguém.

Lea o encarou. Ah se Cory fosse assim, ela se sentiria nas nuvens. Mark era tão amoroso, mal a conhecia e já a tratava como alguém especial. Ele a fazia rir em questão de segundos, coisa que o marido nunca conseguiria. Cory não tinha sentimentos.

Mark: Tudo bem Lea?- ele perguntou percebendo que a garota voltaria a chorar- Vo...Você não me contou porque chorava.

Lea: Não precisa se preocupar Mark, eu estou ótima- eles já tinham criado certa intimidade, por isso só se chamavam pelos primeiros nomes.

Mark secou uma lágrima que escorreu pelo rosto dela. Lea se lembrou das últimas horas, no momento em que ela estava com o marido, tudo parecia tão perfeito. Ele foi carinhoso por um minuto, por um minuto ele não a machucava, ela fez aquilo porque quis. Ela se virou para beijá-lo porque quis. Quando viu, Lea já chorava intensamente e sentiu os braços do amigo em volta de si.

Ela o abraçou de volta, não tinha saída. Mark perguntou novamente o motivo daquilo mas ficou sem resposta. E de repente entendera tudo, era ele. É óbvio, ele poderia ser a única razão. Sua Lea chorava por causa do idiota do seu irmão. Então ele fez o que o seu coração mandava, correu de volta a casa. Mesmo com os gritos da garota, ele seguiu o caminho. Andou com passos fortes até o escritório de Cory.

Mark: CORY!- gritou com a voz grossa dentro da mansão. Sem resposta, só o silêncio.

Voltou a andar. Subiu as escadas e avistou o escritório. Nem bateu na porta, não tinha paciência para fazer isso, se acertaria com o irmão depois. Agora ele queria era tirar satisfações, Lea estava sofrendo. Abriu a porta com força, Cory, sentado em sua mesa, tinha fotos e papeis sobre ela.

Mark: Mas o que foi...- sua voz ficou no ar. O irmão não teve tempo de guardar as fotos espalhadas.

Os dois não falaram mais nada. Cory, estático e nervoso, só olhava para Mark, que encarava o rosto da mulher na mesa do irmão. Na verdade, eram vários rostos, todos os mesmos. A feição delicada e angelical. Nas cartas, a caligrafia pequena e com belos traços. Quem era aquela mulher?

Mark: O que é isso Cory?- perguntou sem o olhar

Cory: O que faz aqui? Já disse para não entrar no meu escritório sem bater!- falou grosso. Se levantou da cadeira indo em direção a Mark imediatamente.