Nala - Próximo capítulo!!! Como foi q o Carlo...
Carlo - ¬¬
Nala - Er... Máscara... Ficou tão mal??? n.n0
Dite - Nhai... Vc precisava mesmo trazer isso à tona...? u.u
Nala - Ah... Os leitores querem saber... Todo fã de Saint Seiya quer saber. Acho q eles tem direito de entender um personagem de sua série tão querida u.u
Carlo - Dexa, Dite... Eu ñ ligo mais pras coisas do passado... u.u
Dite - Nhai! Q bom!!! \o/
Nala - Bom... Vamos lá então. n.n
Carlo - É bom mesmo continuá... Pq o capítulo passado foi tão pqno q deu até dó ¬¬
Nala - Er... n.n0
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Respondendo ao coment da Dreinha-chan: Nhai, q bom q gostou n.n Bom... É vdd sim essa coisa da inocência... Embora o Carlo já estivesse se preocupando c/ os outros rindo por ele andar c/ um "afeminado" =P
Dite - Pessoal preconceituoso... u.u
Rsrs... Mas bem q o Carlo sempre acabava fazendo os gostos do nosso pisciano... =P
Carlo - Vcs, piscianos, são inocentemente persuasivos demais pro meu gosto... ¬¬
Hehe... n.n0 Bom... vamos pro segundo capítulo então? Dite, quer fazer as honras?
Dite - Eba!!! Quero sim!!! Boa leitura a todos, esperamos q gostem e comentem, por favorzinhu!!! n.n
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Capítulo 2 – Trauma e Psicose
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Dois anos se passaram, certo dia, Dite estava cuidando de suas rosas enquanto Carlo foi para Rodório comprar mantimentos. Uma confusão se armou no mercado, alguém gritou "pega ladrão", mas os que se juntaram para deter o rapaz foram derrubados com incrível facilidade, dava para sentir um cosmo até que forte vindo dele. Carlo sorriu, correndo até lá, reconheceu um aspirante a Cavaleiro de prata que, embora bastante forte, não conseguira uma armadura e fora expulso do Santuário por ter um certo instinto de maldade.
--- Ora... O que encontramos aqui? Um idiota rejeitado querendo levar porrada... Tô com sorte.
Ele sorria com ironia, o outro sentiu seu cosmo, mas não imaginava que o menino fosse um futuro dourado. Os dois acabaram brigando, Carlo se segurava para não entregar seu posto, por isso teve algum trabalho, fazendo o outro se engrandecer.
--- Vai te catar! Acha que um fedelho Zé roela como você pode bater em mim? Eu tenho o poder de um Cavaleiro de prata, sabia?
--- Grande porcaria. Tu foi expulso, ô babaca! - Carlo explodia de raiva quando menosprezado - Cê tem noção de quem eu sou?! - quase gritou.
Ele explodiu muito levemente o seu cosmo, mas já era um absurdo para aquele rapaz, atirando-o longe, com muita força contra um muro. Dite pôde sentir o cosmo do amigo de sua casa, e se levantou preocupado, saindo em disparada na direção do vilarejo.
--- Droga, ele se meteu em encrenca de novo... E dessa vez foi sério.
O jovem se levantou com dificuldade, todo machucado, aquilo fora o suficiente para que percebesse com o que estava lidando, saiu correndo, com muito medo. Carlo sorria satisfeito, mas não percebera que sua pequena explosão atingira acidentalmente uma pessoa normal. Seu sorriso morre quando, com uma mulher nos braços uma criança grita para ele, fazendo-o tomar-se de espanto.
--- Assassino!!! Você matou minha mãe! - gritava a menina aos prantos - Assassino! Assassino! Atena vai te castigar! Por que matou a minha mãe?!
Ele não sabia o que fazer, dava passos para trás, com os olhos arregalados de espanto e remorso. Dite chegava a tempo de ver a cena, mas antes que pudesse perguntar ao amigo o que acontecera, Carlo sai em disparada para casa. O pisciano só entenderia tudo por relatos dos que estavam ali antes, percebendo de pronto que tudo fora um terrível acidente, mas também pura imprudência do amigo. Retorna então ao Santuário, subindo até a casa de Câncer para tentar conversar com Carlo. Chegou perto do garoto, que estava parado, sentado num canto a olhar para o nada, quase um autista.
--- Carlo... - chamou, mas nada - Carlo...
--- Vai embora - respondeu seco.
--- Mas eu queria conversar...
--- Mandei ir embora!
--- Por favor, Carlo...
O canceriano se levantou numa velocidade absurda, agarrando o colarinho de Dite como se o fosse estrangular. Seus olhos estavam diferentes, pareciam insanos, até mesmo psicóticos. O pisciano resolveu obedecer, calou-se e foi embora, passando semanas sem ver o amigo. Depois daquilo, ele não era mais o mesmo, não brigava, estava sempre muito quieto, mas sua ironia parecia ter se transformado numa maldade insana e psicótica.
Durante noites após o ocorrido, vozes sussurravam em seu ouvido, uma lhe parecia a mulher que matara, cobrando-o por lhe ter tirado a vida. A voz da menina também ecoava o tempo todo: "Assassino! Assassino!". As outras lhe pareciam demônios, ou espíritos maus, mas talvez fossem seu subconsciente tentando provar algo sem sentido para si mesmo.
"Não foi nenhum crime. Você estava punindo alguém mau. A justiça é relativa, os fortes são os justos. Você é forte, por isso é o justo. Aquela mulher não tinha de estar ali, a culpa foi dela. Afinal, alguns sacrifícios são necessários para se manter a justiça e a ordem. Sacrifícios são necessários... Sacrifícios são medalhas para o seu poder... Você será o justo..."
Ele se levou por tal insanidade, nem a preocupação do amigo pôde livrá-lo disso, mas mesmo que ele estivesse diferente, Dite prometera estar sempre ao seu lado para apoiá-lo. Quem sabe um dia ele não voltaria a ser como antes... E o pisciano queria estar ao seu lado para recebê-lo de volta.
Carlo resolvera seguir com sua nova crença, travando batalhas sem pensar em quem estivesse ao redor, sacrificando pessoas em meio aos combates. Não importava se eram homens, mulheres, velhos ou crianças, não importava seu medo, angústia, raiva ou ódio. Sob o pretexto de derrotar inimigos pela justiça, ele sacrificava quem quer que estivesse por perto.
"Sim... Eu sou forte, portanto sou o justo, e pela justiça não importa quem eu deva sacrificar. Esses sacrifícios... Eles são símbolos de meu poder e da justiça que fiz, então vou guardá-los como se fossem minhas medalhas."
O templo de Câncer se encheu de cabeças mortas, do cheiro pútrido e do clima pesado. Foi então que ele resolveu se chamar "Máscara da Morte". Mas ainda assim, Dite permanecia ao seu lado, pacientemente esperando a volta de seu amigo, suportando até mesmo o fedor do ódio e da morte, e os olhos insanos do canceriano. Ele nem mesmo se importava que o amigo passara a chamá-lo de Afrodite, e que exigisse ser chamado por seu novo nome.
Até o dia em que Cavaleiros de bronze venceram os dourados, pondo abaixo a crença encalacrada na mente de Máscara da Morte, e fazendo-o novamente entrar em colapso, mesmo que já no mundo dos mortos. Lá estava ele, novamente, como aquele menino assustado, olhando fixamente para o nada do submundo, quando Afrodite sentou ao seu lado.
--- Pára com isso, Máscara da Morte. Até parece uma menina com depressão.
--- Vai embora.
--- Não dessa vez... Nem que eu tenha que bater em você, você vai me ouvir.
Ele não respondeu, apenas continuou a olhar para o nada.
--- Você era mesmo um moleque imprudente, mas não matou aquela mulher por maldade. Estou errado?
--- Sacrifícios são necessários... Para se manter a justiça...
--- Ai, cala a boca... A gente acabou de se dar mau com essa "justiça dos fortes". Devíamos ser Cavaleiros de Atena e nós quase a matamos.
Ele se levantou de súbito e deu um soco com toda a força na parede, mas ela não se despedaçou, e sua mão sangrou, com os ossos quebrados (ou pelo menos o que ele sentia como se fossem ossos e sangue, já que não tinha mais um corpo). Caiu de joelhos, segurando o punho com expressão dolorida, enquanto Afrodite se mantinha calmo.
--- Não temos mais o poder de Cavaleiros de ouro aqui... E mesmo que tivéssemos, socar a parede não muda o passado.
--- QUE QUER QUE EU FAÇA?! - gritou o outro - E A PORRADA DE GENTE QUE EU MATEI?!
--- Ora, pelo menos você acordou para ver que estava errado. Pois é... Vamos ter muito que pagar aqui e na próxima vida...
--- Vamos...? O que você tem a ver com isso?!
--- Também matei gente que não tinha nada a ver. Albion, por exemplo. No fundo eu sabia que "só cumprindo ordens" era uma desculpa das mais esfarrapadas.
--- Cáspita! Eu sou um merda mesmo.
Afrodite apoiou o cotovelo na cabeça do amigo, sorrindo.
--- Provavelmente nós dois somos. E aí... Posso te chamar de Carlo de novo?
--- Faz o que quiser. Mas menos na frente dos outros, ou eu te capo... Se bem que você já não usa mesmo...
--- Heim...?
--- Deixa pra lá... - disse, dando de ombros.
