Ficaram se fitando por alguns minutos, um olhava diretamente nos olhos do outro, parecia que ambos podiam ver o que o outro estava pensando, até que Sesshoumaru da as costas para a hanyou avançando em direção a floresta.

Hyrin, por sua vez, fica observando a silhueta do youkai desaparecer entre a brancura da neve que cobria as árvores.

-Isso ainda vai causar muitos problemas. Murmura a jovem levantando-se e levemente retirando o pouco de neve que havia ficado grudado em seu kimono rubro e adentrando o casebre.

O youkai andava sem rumo, pensativo, pensava em tudo o que Hyrin havia lhe dito:

-'' Você é o único que a faz sorrir...''

Andou por mais algum tempo até chegar a um campo aberto repleto de neve, sua brancura era tão intensa que chegava a ofuscar visão.

Sesshoumaru volta a contemplar a imponente e majestosa lua em busca de respostas.

-O que devo fazer?- Sesshoumaru, pela primeira vez em sua vida não sabia o que fazer, pensava as vezes em retornar para o seu palácio mas...

Não. Não poderia voltar sem sua Rin, já cometera este erro uma vez, não ira comete-lo de novo ainda mais que agora eles tem uma filha juntos.

-Não irei cometer o mesmo duas vezes. Sesshoumaru serra os punhos com força.

O youkai é acometido por um arrepio e uma sensação de insegurança seguida de uma forte pontada em seu peito.

-Mais que diabos será isso?- Sesshoumaru leva sua mão direita ao peito pressionando o local da dor.

Enquanto isso, em um grande mausoléu, habitavam três seres repugnantes á planejar sua vingança contra os Tayoukai.

-Ginka, venha até aqui.-Soou a voz imponente de Kaiyme.

Ginka se aproxima do pedestal onde se encontrava a esfera.

-Sim, minha Lady? -O youkai põem-se de joelhos perante o pedestal a espera das ordens da Lady.

-Vamos colocar nosso plano em prática ainda esta noite.

-O que desejas que eu faça?

- Vai atrair aquela hanyou para longe de Sesshoumaru e daquela humana.

- Somente isso, minha senhora?

-Não, quando estiver com a garota irá saber. Agora vá.

-Sim!- Ginka se levanta e põem-se a correr para executar a ordem que receberá.

Hyrin ainda não conseguiu dormir, não por que não queria mas por que não podia.

Estava com uma sensação estranha e com uma certa insegurança em seu peito.

-O que é que esta acontecendo aqui?- A garota faz o mesmo gesto que o pai, colocou a mão direita sobre o peito e o pressionou mas o que erra antes uma simples sensação, tornou-se uma dor intensa e logo tomava conta do seu corpo.

-M-mas o que esta acontecendo...?- Hyrin sentia que seu corpo começava a formigar e não respondia mais ao seus comandos.

Repentinamente uma doce melodia começou a ser ouvida pela hanyou que não pode mais se segurar, teve que seguir a doce música que vinha da parte mais obscura da floresta.

Sesshoumaru sentia a sensação ficar cada vez mais insuportável, tinha vontade de sair correndo em direção ao casebre de Rin.

E foi exatamente isso que fez.

Correu o máximo que podia, mas parecia que a cabana estava cada vez mais longe.

Rin acorda atordoada com fortes dores de cabeça.

-Aonde estão Sesshoumaru e Hyrin?- Rin se levanta e sai da cabana mas não os vê em lugar algum.

-Isso não é bom...

-Rin!- Chamou Sesshoumaru saindo do meio das árvores.

-Sesshoumaru! Você sabe onde está a Hyrin?

O Youkai aqueia as sobrancelhas.

-O que houve Sesshoumaru??- Rin começa a entrar em pânico.

-Espere aqui! -Sesshoumaru adentra a floresta seguindo o cheiro da jovem.

Hyrin continuava a andar até chegar na parte mais densa da floresta quando suas pernas simplesmente ficaram paralisadas.

-Quem esta ai?- Pergunta a hanyou com voz firme.

-Ora, ora... sensitiva como seu pai.- Ginka desce de uma das mais altas árvores e fica bem diante de Hyrin. - Agora você esta em minhas mãos...