Olá outra vez!
Acho que não será necessário dizer mais vezes que Harry Potter não me pertence e que esta fic tem conteúdo Yaoi.
Como o prólogo era muito pequeno eu decidi postar logo o primeiro capítulo para poderem desfrutar masi um pouco da história.
Boa leitura...
Capítulo 1
Os dias continuam a passar como se tudo fosse normal. Como se a minha situação fosse banal e não o que na realidade é. Tirando isso, os meus amigos têm vindo sempre a apoiar-me.
Até tenho tirado notas um pouco razoáveis. Principalmente graças à Hermione mas mesmo assim devo dizer que até eu estou espantado. A única coisa em que não sou bom, nem razoável é a poções. Não percebo o porquê de termos de ter aulas sobre como as fazer. Podemos pura e simplesmente comprar ou mandar fazer. Mas não tínhamos de as fabricar também. Se tivesse um professor que realmente me explicasse como as faço e não me criticasse o tempo todo poderia ir a algum lado. Mas assim não vai lá.
Ainda por cima é a disciplina predileta do Malfoy. Nem sei como é que ele gosta daquilo. É cortar aos cubos ou aos triângulos, é ter atenção ao tamanho do corte, é espremer, revirar, mexer. Eu não tenho queda para aquilo. E ele vive a atirar-me isso à cara. Ainda no outro dia arquitetou um esquema para me serem retirados pontos na aula. Mas eu não posso dizer que é a culpa dele que toda a gente diz que não viu nada. Principalmente o prof. Snape. Não gosto mesmo nada quando ele começa com a lengalenga "tal pai tal filho. o teu pai também era um zero à esquerda". Mas quem ele pensa que e para falar mal do meu pai?
E como se isso não bastasse ainda tenho de ter todos a olhar para mim. Eu não sou nenhuma aberração. Quase que me apetece gritar. Safei-me da morte certa? Sim, mas deixem de me olhar assim. A sério por vezes gostaria de não ter vindo para aqui só para não ter as pessoas a olhar para a minha cicatriz e a relembrarem-me quem sou e o que me aconteceu. Um deles mais uma vez é o arrogantezinho que tenho de aturar. Qualquer dia dou cabo dele se continua com isto.
Bem tirando isso vou aproveitar agora o resto do dia com os meus amigos. Está-se bem aqui, a aproveitar os últimos raios de sol do dia.
- Sabes Harry? Devias tentar entrar na equipa de Quidditch. De certeza que lhe davas o jeito. Manuseias a vassoura como ninguém.
- Oh Ron, sabes perfeitamente que não metem os do primeiro ano na equipa.
- Se forem muito bons Hermione metem de certeza. Eles é que não o viram ainda. Quando o virem vão logo convidá-lo.
- Era preciso ter uma boa dose de sorte mesmo assim. Teria de ser tão bom ou mesmo melhor que todos eles. Se não nem sequer era convidado.
- Ok, és mesmo desmancha-prazeres. Mas a sério Harry tenta. Quem sabe se não vêem um grande talento em ti.
- Ainda nem sequer sei que posição sou melhor. Teria de passar por todas.
- Quase de certeza que darias um bom Skeeter. Tu vês melhor que sei lá o quê.
- Isso é graças aos óculos Ron. Caso contrário não veria nem uma palma à frente do nariz.
- Não interessa mas as coisas mais pequenas e fugitivas tu encontras sempre por isso darias te melhor nessa posição tenho a certeza. Quem me dera ter o teu talento.
- Se praticares um dia conseguirás entrar para a equipa também. Não tenhas pressa. Olha que eu não tenho.
- O engraçado era a Hermione jogar não achas?
- Eu? Estás parvo. Deves ter batido com a cabeça em algum lugar, só pode.
- Era mesmo engraçado. Particularmente porque não pararia de gritar por ter medo das alturas. Ah devia ser mesmo um espetáculo digno de se ver.
E assim a rirmo-nos da ideia do Ron, ouvimos uma gargalhada atrás de nós. E começamos a ouvir a voz que mais desprezo.
- Vejam só quem aqui está. O Potter e seus seguidores. Devias era estar com gente de melhor calibre Potter e não com essa gentinha. – Lá está, tinha de aparecer agora? Ainda por cima com os seus capangas atrás dele.
- Mete te na tua vida Malfoy. – Replicou o Ron.
- A conversa não chegou a ti, doninha. Estava a falar com o Potter, não contigo. – Porque é que o Draco não podia ir à vidinha dele?
- Estás a falar com todos nós. Por isso posso interromper. – Respondeu-lhe o Ron.
- Seu troll. Eu não quero falar contigo. Já te disse isso seu cérebro de galinha. – E Malfoy a contra atacar. Eu tenho de lhe responder à letra.
- Hei tu não tratas assim os meus amigos Malfoy. Se quiseres falar assim vai ter com os do teu calibre, não é assim?
- A sério Potter? A imitar-me? Deves ter me em boa conta para usares as minhas palavras.
- Tenho-te na conta certa, nada de algo mais. Não passas de alguém que quer ter tudo à sua volta e manipular o máximo que conseguir. Faz um favor a ti próprio e sai-me da frente. Preciso ir para dentro.
- Sua alteza acha que eu vou fazer isso?
- Quem se acha aqui és tu. Tu é que tens o rei na barriga. Eu apenas me limito a viver com o que tenho, não quero mais do que posso ter.
- Pois devias ter ambição Potter e subir ainda mais para alcançar o que quiseres. Com as pessoas certas chegas lá de certeza.
- As pessoas certas são estas que estão ao meu lado. Ou pensas que tu e eu devemos tornar-nos grandes amigos? Isso não vai acontecer, nem agora nem nunca.
- Veremos. Ainda virás a rastejar para mim Potter. E nesse dia eu é que não vou querer nada contigo.
- Isso só nos teus sonhos Malfoy. Eu não farei nada disso. Nem agora nem nunca.
- Pois, pois. Veremos então. – e dito isto afasta-se. Sempre com os seus seguidores atrás.
- Ah como eu o odeio. Qualquer dia nem sei o que lhe faça.
- Acalma-te lá Harry. Não vale a pena ficares assim por causa dele. – pois só podia vir dela. Demasiado pacifista é o que ela é.
- Realmente pessoas como ele não vale mesmo a pena conhecer. Nem sei como um dia isso me passou pela cabeça.
- Estás a falar do quê?
- De nada Hermione.
- Ok. Olhem, nós devíamos era ir acabar o trabalho de transfigurações.
- Vai andando que nós já te apanhamos.
- Ron é para virem fazer os trabalhos. Não é para ficarem a conversar e a meterem-se em sarilhos.
- Ok não te preocupes.
Depois dela se ir embora o Ron vira-se para mim com cara de quem está a aprontar alguma.
- Harry devias mesmo tentar entrar na equipa de Quidditch.
- Ron outra vez essa conversa? Não chega?
- Não ainda não aceitaste seguir o meu conselho.
- Ainda é muito cedo para isso.
- Não é nada. Se queres ganhar a guerra com o Malfoy deves tentar ser mais popular. Fazer as pessoas acreditarem em ti e venerar-te, mas pelas coisas boas.
- Ron eu não quero que continuem a venerar-me. Detesto o olhar delas em cima de mim o tempo todo. Parece até que sou um monstro que por aí apareceu.
- Por isso mesmo. Só me estás a dar mais razão. Faz as pessoas seguirem-te mas sem ser por isso. Tens de as pôr a vibrar com as tuas habilidades. Com os estudos já se está a ver que não vai ser tão cedo.
- Obrigada pela parte que me toca.
- Temos de ser realistas Harry. Poderás atingir o mesmo nível do Malfoy, até mesmo da Hermione nos estudos mas não agora. O caminho que deverias seguir agora é onde te realças mais. Entrar para a equipa de Quidditch no primeiro ano é algo raro. E ser titular é ainda mais. Pelo que vi até agora o Malfoy ainda nem sequer pensou nessa hipótese. Podes passar-lhe à frente nisso. E aí atirar-lho á cara que conseguiste e ele não. Deve chegar para lhe tirar o ar de superior que ele tem.
- Sabes Ron? Às vezes quando tu usas o cérebro até pensas bem. Realmente assim ele deixava de me rebaixar por algum tempo. E sempre lho podia recordar todos os dias. Mas não faço ideia de quais são as regras Ron.
- Eu ensino-te. Aprendi tudo desde pequeno. Como somos muitos lá em casa dá para fazermos equipas e jogarmos. Ponho-te pró num instante.
- A sério Ron? És mesmo um grande amigo. O que seria de mim se não tivesse as tuas ideias brilhantes?
- Serias tu e nada mais. Mas nada de dizer à Hermione. Se sabe que a ideia é minha e com que objetivo a vais realizar dá cabo de nós dois.
- Sim nisso tens razão. Ficará entre nós.
E assim passamos o resto do tempo a planear tudo em pormenor. Demoramos tanto que quase que eram horas do jantar e nós por ali a conspirar.
Agora que finalmente estou no dormitório mal vejo a hora de pôr o plano em prática. E tirar aquele risinho patético da cara do Malfoy. Não serei eu a dar o braço a torcer. Nem irei a rastejar até ele. Isso nunca. Aquelas palavras vão custar-lhe bastante caro. Ai se não vão…
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É eu sei que é cedo. Mas pedir para saber a vossa opinião não custa, não é?
Beijinhos da psique0
