Bem nem sei se anda alguém a ler, por isso gostaria de receber algum feedback por favor.

Vou pôr mais um capítulo a ver se comentam alguma coisa.

Boa leitura...

Capitulo 2

Já começou o tão esperado plano. Há um mês que eu e o Ron começamos o treino. Realmente confirmou-se o que o Ron disse. Irei ser skeeter e apanhar a fugidia snitch.

Apesar de não ter andado antes de vassoura, parece que tenho aptidão para a controlar. Já dei uns valentes sustos à Mione (decidimos chamá-la assim, torna-se mais fácil). Ah, ela não sabe o porquê desta vontade de aprender, ou melhor, a verdadeira razão. Disse-lhe que deste modo tentava aproximar-me do meu pai (também ele grande jogador).

Faltava só que alguém me visse. Acho que a diretora da minha equipa já me tinha visto, e segundo o Ron era só uma questão de tempo até me chamarem. Estava expectante.

Já as coisas com o resto da escola estão a correr bem. Sem dúvida que na disciplina de Defesa contra as Artes das Trevas sou quase tão bom quanto a Mione, ao nível da teoria. Na prática, sou o melhor da turma. Quando o Malfoy ouviu isso, não expressou nada. Mas ele é gelo autêntico, exceto quando está a falar mal de mim. Mas tenho a certeza que estava a ferver de raiva por dentro. Consegui apagar aquele sorrisinho patético, que tanto me irrita da cara dele. Ele que aguarde pois virá mais alturas em que o irei derrotar. E uma está bem próxima.

Neste momento, estou numa sessão de estudo com a Mione e o Ron. Não me apetece muito, mas como a Mione mesmo disse tenho de estudar para ser melhor que o Malfoy. Acho que ela se está a aproveitar deste facto de eu querer ultrapassá-lo em tudo para pôr a mim e ao Ron a estudar. De outra forma, estaríamos a aproveitar os poucos raios solares que por aqui existem.

Mas isto está a dar frutos. Consegui fazer uma poção parcialmente certa. E o prof. Snape não reclamou muito. É claro que continua a tirar-me pontos por tudo e por nada. Mas pelo menos não pode criticar-me quanto ao resto. Já o Ron, parece não ter queda para isto mesmo. Aliás para qualquer matéria que temos de estudar. Sente-se bem em cima da vassoura e pouco mais.

Hoje, estava eu a cortar os ingredientes para a próxima poção quando a nossa aula foi interrompida.

- Peço desculpa pelo incómodo prof. Snape mas preciso de chamar o Sr. Potter. É necessário que ele vá falar com o diretor da escola. - diz a prof. McGonagall, a diretora da minha equipa.

- Eu bem me parecia que vinham daí sarilhos grandes. Não conseguias estar muito tempo sem fazer asneiras, não é Sr. Potter? Vai lá para a aula poder continuar a decorrer normalmente.- diz o prof. Snape com ar de poucos amigos.

Nisto aquela criatura platinada também decide azucrinar-me enquanto caminho para a porta.

- Não consegues estar quieto, não é Potter? Deve-te esperar um castigo bem grande para seres chamado assim ao gabinete do diretor.

- Malfoy mete-te na tua vida. Já deves ter muito com que te entreter.

E assim saí da sala acompanhando a professora. E estava a pensar o que tinha feito de mal nos últimos tempos para ser assim chamado. Com a prática do plano, pouco tempo me sobrara, entre isso e os estudos. Não fizera nada para ser incriminado. Ou será que mesmo assim havia qualquer coisa?

- Não te preocupes muito que o assunto é leve.

- Mas porque é que fui chamado professora? Não fiz nada de mal nos últimos tempos.

- Como já te disse trata-se de algo leve. E muito provavelmente vais gostar da notícia.

Tínhamos acabado de chegar ao gabinete do diretor. E lá estava ele, muito sereno, sentado na sua secretária. Quando entramos, olha na nossa direção, endireita os óculos de meia lua e começa a falar.

- Boa tarde Harry. Como tens passado?

- Bem senhor diretor.

- Presumo que queiras saber o motivo pelo qual te chamei aqui, certo?

- Sim professor.

- Bem, é o seguinte. Ao que parece tens uns certos talentos e alguém quer te perguntar se os pode usar. Acho que em parte é do teu interesse.

- Está a falar ao certo do quê professor?

- Dos teus talentos para o Quidditch. Certas pessoas estiveram a observar-te e a equipa de Quidditch de Gryffindor quer usar os teus talentos. Ou seja, querem que faças parte da equipa. Como deves saber os do primeiro ano não costumam entrar na equipa, mas decidimos abrir exceção para os alunos que são mesmo bons. E ao que parece tu és bastante bom. É melhor deixar o capitão da tua equipa explicar.

E nisto eu vi um rapaz entrar na sala. Claro que eu sabia quem era. Não era à toa que treinava em frente do Oliver Wood, o capitão da equipa.

- Olá Harry. - disse-me, apertando-me a mão. - Muito provavelmente já deves saber que queremos-te na nossa equipa. O nosso skeeter lesionou-se e não pode estar apto para o primeiro jogo da época, por isso decidimos antecipar a tua convocação para a equipa. O skeeter de reserva não é tão bom como tu. Já estive a observar-te várias vezes e apresentas um total controlo sobre a vassoura e és impecável a encontrar a snitch. O que me dizes a entrar para a equipa?

- Antes de responderes Harry, deves ter em atenção certos parâmetros. - diz o prof. Dumbledore. - Primeiro, isto é um desporto em que te podes magoar seriamente. Segundo, tens algumas regalias, como por exemplo o uso de certos balneários mais luxuosos, como se costuma dizer. Terceiro, se fores assim bom a jogar, vais ter mais pessoas a admirar-te e a andar atrás de ti. Tudo depende do que escolheres. Então, o que tens a dizer?

Tudo o que o professor referiu já eu sabia. É certo que ia ter mais pessoas atrás de mim, mas isso era um preço que podia perfeitamente suportar por apagar aquele riso trocista da cara do Malfoy. Esse sim será o melhor dos prémios que irei receber.

- Eu vou aceitar o convite professor.

- Ainda bem. Precisávamos mesmo de ti agora. Depois quem sabe se continuas como principal. Tudo depende de como te portares no jogo. Algo me diz que te vais sair bem. - diz o Oliver.

E assim entrei na equipa de Quidditch, como tinha planeado. Não vou ser apresentado para já como membro de equipa. Vai ser a surpresa do jogo. Vou fazer alguns treinos clandestinos com a minha equipa para me ambientar ao modo de jogar com eles todos. E depois é esperar pelo grande dia para entrar em campo. Fiquei mesmo contente.

Quando saí do gabinete, alguém me deu um empurrão. E olhei para trás e vi que fora um dos "guarda-costas" do Malfoy.

- Estás demasiado contente para quem acabou de sair do gabinete do diretor. O que andaste a fazer para ser assim chamado? – disse aquele loiro irritante.

- Não tens nada a ver com isso. E não devias estar na aula?

- O professor mandou-me ir buscar uma coisa. Já estava a voltar quando reparei na tua cara feia.

- Se não gostas, não olhes. Simples quanto isso.

- Ah agora és um rapaz simples? Sempre achei que fosses demasiado complexo. Por isso é que tens de usar a muggle para resolver essa complexa cabeça e o traidor de sangue para aparvalhar a tua existência. Sinceramente, não podias ter escolhido melhor.

- O que tu querias Malfoy era seres tu a desvendar o que se passa na minha cabeça. Mas não irás ter esse prazer. Agora deixa-me em paz que quero voltar para a aula.

E apressei o passo para não ter de o aturar mais do que o necessário. A hora aproxima-se Malfoy. Quem ri por último, ri melhor. E vou ser eu a ganhar.

Quando cheguei à sala, o prof. Snape revirou os olhos com a minha presença. Já não devia estar a contar comigo. Deve ter pensado que eu ia ouvir um sermão enorme. Nem lhe passa pela cabeça porque é que eu fui chamado. Se todos soubessem, não teriam olhado daquela maneira para mim.

Sentei-me de volta do meu caldeirão e a Mione interrogou-me com o olhar. Eu disse por gestos que lhe dizia depois. Já o Ron parecia ter adivinhado, e é claro que ele percebeu. Acenei-lhe que sim e ele desatara a rir. Foi mesmo engraçado. Ninguém estava a perceber e por causa do tumulto geral foram retirados alguns pontos a Gryffindor. Ou seja, o mesmo de sempre.

Felizmente a aula acabou logo e eu e o Ron saímos da sala a rir às gargalhadas. Depressa a Mione veio ter connosco e eu informei-os de tudo o que se tinha passado no gabinete.

- A sério? O capitão estava lá para te fazer esse convite? Espetacular. Quem me dera ter a tua sorte. - suspirou o Ron.

-Sabes Ron? É preciso ter treino e também talento. Deves ter herdado do teu pai, de certeza. - referiu a Mione.

- Vocês os dois não podem dizer nada a ninguém. É suposto ser surpresa. Todos vão saber quando entrar no campo.

- Vai tudo cair do banco. Até agora, sempre que alguém do primeiro ano entrasse na equipa, entrava no segundo jogo da sua equipa. Tu vais entrar no jogo de estreia do campeonato. Ainda por cima, o jogo é contra os Slytherin. É um dois em um. Nem eu teria calculado melhor. - afirmou o Ron.

- Não me digas que isto foi mais um dos teus planos. Qual era o objetivo deste afinal? - pergunta a Mione.

- É óbvio. Era que o Harry entrasse para a equipa de Quidditch. Porém não imaginava que fosse tão cedo.

- Ron, até aí tinha chegado. Qual foi a razão para ir para a equipa? - retorna a perguntar a Mione.

- Ora essa. É fácil. Ele... Ele só queria que as pessoas deixassem de o perseguir. - inventou o Ron à pressa. É claro que não foi uma ótima sugestão.

- Endoideceste Ron? O facto de ter entrado só vai contribuir para que haja mais gente atrás dele. Só foste provocar ainda mais a multidão.

- Mione, ele não quer que as pessoas o vejam como o menino que sobreviveu. Se as pessoas o querem admirar, ao menos que tenham motivos para isso.

- Só vai piorar as coisas desse modo. Será que sou a única a ver isso?

- Mione, deixa para lá. O que interessa é que o Harry está feliz. Não é?

- Eu percebo o teu ponto de vista Mione. Mas já está feito. Mal ou bem, venha o que vier eu estou preparado para isso. - respondi, pondo assim um ponto final na história.

E a Mione aproveita o meu humor para nos pôr a estudar. Mas vontade, essa hoje não tenho muito. Faltam 5 dias para o jogo. Vou andar a contar o tempo, tenho a certeza. Espero que o tempo passe depressa...

...

Finalmente, o tão aguardado dia chegou. Estou contente por isso. E tremo que nem varas verdes. Estou farto de repetir para mim mesmo que não há razão para estar nervoso, mas não consigo parar de andar de um lado para o outro. Respira lá fundo, e acalma-te.

Treinei nos últimos dias com a equipa e acho que estamos em sincronia. Ninguém ficou chateado por eu ter vindo para a equipa. Nem mesmo o skeeter suplente. Pensei que ele não fosse gostar lá muito da ideia. Mas, depois em conversas que tive com ele soube que ele até preferia que fosse eu a jogar.

- Acontece Harry que tu és, sem dúvida, bom nisto. Melhor até que eu. Não te preocupes que não tenho problemas em teres ficado com o meu lugar. Esta lesão do Josh foi planeada, a meu ver pelos Syltherin. Tenho a certeza que foi de propósito para ser eu a jogar, na época passada não estive lá grande coisa nos jogos. Esta lesão calhou mesmo na altura certa. Uns dias antes e teríamos tempo suficiente para termos feito provas para encontrar alguém melhor, ou então o Josh conseguia recuperar o suficiente para jogar. - afirmou-me o Stuart, o skeeter suplente.

Com um peso enorme a sair de cima dos meus ombros, fiquei tranquilo com a minha integração na equipa. Não podia ter melhor começo. É claro que todos esconderam que eu ia fazer parte da equipa. Era o elemento surpresa do jogo. E um trunfo destes não se pode descartar na primeira jogada, como disse o capitão.

Até a nossa lista de convocados foi entregue ao responsável, sem fazermos grandes alaridos. Vai tudo saber quando pisar o relvado pela primeira vez. O comentador do jogo também sabe disto. Ele faz parte dos Gryffindor, por isso prometeu que só revelava na altura ideal. E com tanto secretismo, eu fico nervoso. Quero saber como vão reagir à minha entrada. Espero não desiludir todos na minha equipa. Estão todos bastante confiantes uns nos outros e não quero ser eu a estragar isso.

O Ron e a Mione já passaram por aqui a desejar-me um bom jogo. Eu estou bastante agradecido com a presença deles. Serviu para acalmar-me um pouco. Bem, está na hora de entrar em campo. A outra equipa já entrou, por isso restamos nós.

- E agora, a melhor equipa de todas, pudera é a minha, vai entrar em campo. - falou o Zabine, o comentador através do feitiço de megafone.

- Não podes demonstrar favoritismos Zabine. Se dizes isso deixas de comentar os jogos. - replicou uma professora.

- Peço desculpa. Continuando, aí vem a equipa. Nada de novo nos convocados, são os mesmos do ano passado. Porém o skeeter habitual está lesionado, não se sabe se por acidente, ou intencionalmente. Por isso foi preciso recorrer aos reforços. - e ouve-se um riso geral da parte dos Slytherin pois pensam que é o Stuart a jogar.

- Mas desenganem-se todas as pessoas da plateia pois não será o Stuart a jogar. Este ano temos um reforço muito bom acabadinho de jogar. Uma ovação de pé senhoras e senhores para o... Harry Potter.

E, com as pessoas de boca aberta por ser eu o escolhido, entro em campo, vestido com as cores de Gryffindor. Os meus colegas aplaudem a minha entrada, deixando mudos os da equipa adversária. Do cimo da minha vassoura posso observar tudo e todos. E o que mais prazer me deu foi ver uma cara platinada com um olhar atónico. Pois é, tirei-te esse riso patético da cara.

- Bem, assim a minha equipa está completa. Pode dar-se começo ao jogo.

Por esta não estava ninguém à espera. E eu até sinto uma certa alegria nisso.

- Harry, estás pronto? - perguntou-me a Angelina, uma jogadora da minha equipa.

- Sim. Vamos lá arrasar com eles.

E tem início o jogo. Começa a algazarra de vozes, a torcer pela respetiva equipa, a troçar da adversária. Parece outra dimensão. Eu subo um pouco e fico a ver o jogo de cima. Por pouco que não levei com uma bludger em cheio na cara.

- Isso não vale. Estão a tentar dar cabo do meu skeeter. Vocês são tramados. Isso é jogo sujo. - comentou o Zabine.

- Já te avisei antes. Nada de opiniões pessoais no relato.

- Oh professora aquilo devia ser proibido. E Angelina marca. Ah com tanto tumulto nem daria por ela. Gryffindor está à frente no marcador. Bem feita para vocês. E lá vai o Oliver...

E deixo de ouvir o relato mais uma vez. Acho que já avistei a snitch, mas quando me dirigi a ela reparei que não passava de um reflexo. Ainda bem que está uma tarde solarenga. Dá para ver melhor assim. Já avistei também o Ron e a Mione. O Ron quando viu que eu estava a olhar para lá esbracejou tanto que quase caia da bancada. Foi mesmo eng... Ai, esta doeu.

- O que vocês estão para aí a fazer? A tentar arrancar um braço ao Harry? Estão doidos?

- Zabine...

- Oh professora, aquilo foi falta. Ele estava ali quieto e sossegado e bam leva com a bludger em cima. O jogador devia ser expulso.

Bolas esta doeu. Tenho de estar mais atento às bludgers.

- Harry estás bem? - pergunta-me o Oliver.

- Sim estou.

- Eles andam a fazer-te marcação. Mantém-te fora do campo de visão deles. Voa na direção da luz que torna-se mais difícil para eles verem-te.

- Quanto está o jogo?

- Estamos a ganhar por 100 - 85. Já podes concentrar-te na snitch. Vou pedir aos gémeos Weasley para te protegerem das bludgers. Foca-te agora na snitch. O tempo de empate terminou. Hora de começar o jogo a sério para ti. Mostra-lhes do que vales.

E lá vai ele comunicar aos outros. Agora chegou a minha vez. Já esperei o que foi preciso. Agora tenho de a apanhar o quanto antes. Assim que voo para o outro lado do campo, o skeeter adversário vem atrás de mim. Ele não está à procura. Está a ver se eu a vejo, para poder roubar-ma. Tenho de lhe trocar as voltas.

Primeiro tenho de encontrá-la. Depois decido o que fazer. Decido olhar para a zona das bancadas a ver se ela está por lá. E paro. Há um par de olhos platinados que me prende a atenção. Rodeados por um cabelo dourado que quase se confunde com o sol. Só agora reparei como a pessoa portadora desses olhos é bonita, parece que tem uma aura dourada à volta dele. É pena o seu caráter. Ele está completamente absorvido no jogo. Deve ser a primeira vez que o vejo a sorrir verdadeiramente. E é uma coisa linda por sinal. O rosto dele fica tão sereno, quase parece um príncipe no meio da multidão. Se ele não tivesse uma personalidade terrível até podia ser que nos dessemos bem.

Ups, parece que fui apanhado. Ele está a olhar para mim. Mas parece-me que continua a sorrir. Espera lá, não pode ser. O Malfoy a sorrir para mim? Devo estar a ver mal. Mas observando bem é isso que parece. Mas se calhar nem sequer está a olhar mesmo para mim. Não consigo ver onde ele está a focar o olhar. Está demasiado longe para conseguir perceber. Seria estranho se fosse eu o alvo daqueles belos olhos. Quais belos. Eles são é irritantes, sempre a troçar de mim. Tal como o ser humano que os carrega. Ora, já se viu um dia em que ele me olhará como a um amigo? Nem em sonhos.

Estava eu em tais observações quando vejo algo a passar precisamente à frente da cara do Malfoy. Um rasto de ouro foi deixado para trás quase se confundindo com o dourado que emana do Malfoy. E aí apercebo-me da snitch. Que estou num jogo onde tenho de mostrar o que valo, não para ficar a apreciar a beleza do ser mais arrogante que conheço.

Olho na direção do skeeter adversário e vejo que ele não se apercebeu do sítio onde paira a snitch. Se eu me mexer nessa direção ele chega lá primeiro de certeza. Está mais perto que eu. Então decido fazer uma manobra de diversão. Desço rapidamente como se estivesse atrás da arisca bola dourada e ele morde o isco. Vem atrás de mim, não se apercebendo onde estou a vê-la. Como calculava, ele chega primeiro que eu (a minha vassoura não é tão rápida como a dele), porém ele não sabe onde ela está. Eu sei. Por acaso continua no mesmo sítio, a pairar frente ao Malfoy, pude observar rapidamente olhando para trás. Subo rapidamente em direção ao céu, mas não na direção da snitch. Tenho de ganhar altitude para poder descer mais rápido.

O outro skeeter vê-me a subir, mas como estou a olhar para todos os lados deve ter pensado que eu a perdi de vista. Então vira-se de costas para mim à procura dela. Erro crasso. Agora, nem ele tem reflexos assim tão rápidos para lá chegar primeiro que eu. Volto a descre de repente, ganhando cada vez mais velocidade. Estou quase a chegar ao pé da snitch, quando o outro se apercebe dos meus movimentos. Ainda tenta apanhar-me, mas não consegue. Apanho a snitch mesmo em frente à cara do Malfoy, olho para ele e digo-lhe:

- Gryffindor ganhou. Eu ganhei. Tu perdeste.

Ele ia a responder-me, mas não o deixei. Ou melhor, não deixaram. Foi uma euforia geral em todas as bancadas e no campo que nem voltei a olhar mais para ele. Os meus colegas de equipa vieram todos depressa ter comigo que quase fizeram com que eu caísse da vassoura abaixo. E só se ouve o nome da minha equipa por todo o lado.

- E Gryffindor ganhou o primeiro jogo da época. Eu logo vi que tínhamos no Harry um grande talento. Armaram-se em espertos em lesionar o Josh e acabaram perdendo na mesma. Sem dúvida o melhor jogo de todo o sempre. E a forma como o Harry empatou o outro skeeter foi um máximo. Sem dúvida temos aqui um grande jogador. E vivas para o Harry. – pede o Zabine.

E todos me saudaram, me tentaram abraçar. Quando aterramos, fui levado aos ombros por todos. Era festa geral. Fui em seguida levado para o balneário para me trocar. Sempre em cima dos meus colegas.

No final do banho e de voltar a pôr o uniforme, decido voltar a olhar mais uma vez para o campo. Nem acredito que saí daqui vencedor. E tudo porque a snitch estava à frente do Malfoy.

Resolvo olhar para cima e constato que ele ainda se encontra na mesma posição onde estava quando eu apanhei a snitch. Parece que não mexeu um músculo. Neste momento está a olhar para mim, com um olhar desafiador. Se pensas que vais ganhar está muito enganado Malfoy.

Posso ter perdido várias batalhas até agora, mas vou vencer muito mais. A guerra ainda não está perdida. Eu vencerei, contra o Voldemort, e contra ti. Não te esqueças disso Malfoy.

Eu irei vencer esta guerra entre nós.

N/A

Então o que acharam?

Estou mesmo a precisar que digam algo. Estou a ficar um pouco triste.

Pensei que ao menos alguém diria alguma coisa.

Vamos lá ver se é desta :D