Devo dizer que dos três este é o que eu gosto mais porque tem LEMON, por isso está avisado desde já, não gosta, não lê.
Para quem gosta aproveitem bem. É de um casal que certamente não estavam à espera.
Beijinhos e até uma próxima.
Draco POV
Realmente, se me dissessem que o meu dia ia começar mal, acabar por piorar, mas no final do dia eu iria ter uma boa notícia, eu diria que estavam malucos, que não tem cabimento algum que um dia péssimo possa gerar uma boa notícia.
Comecei o dia com uma experiência de quase morte. O maldito do testa rachada tinha de começar o dia a atirar-me das escadas abaixo. Eu sei que ele não teve culpa, até fiquei preocupado com ele e tratei-o de uma forma tão íntima que nem sei como ele não reparou nisso. Mas ao mesmo tempo que o meu lado sentimental me garante que ele não teve culpa, o meu lado racional (ou o meu lado Malfoy, como o meu pai gosta de dizer) não me permitiu pensar dessa maneira, fazendo-me ver o quanto ele me odeia e o quanto a minha presença o incomoda.
O que nos valeu aos dois foi que estava lá o meu padrinho e que nos tirou daquela embrulhada. É óbvio que ele ficou furioso com o Harry, mas eu tratei que retirar o veneno à cobra e de a amansar.
Não vou dizer que desgostei de todo ter sido puxado pelo cicatriz, mas a presença do meu padrinho fez com que não tirasse o máximo partido da situação.
O dia acabou por piorar com a aula de voo. Fiquei no mesmo grupo que o Harry e quase que dava pulos de alegria, na minha consciência claro, se eu também não estivesse no grupo da sangue de lama e do esquecido do Neville.
Inevitavelmente, quando nos juntamos alguma coisa tem de acontecer de diferente. Esta vez não foi exceção à regra. Resultado: uma busca atrás de um objeto estupido (só os idiotas é que usariam lembradores) e, a cereja em cima do bolo, um castigo. E foi o castigo que adveio da brincadeira com o lembrador do amnésico que me trouxe a notícia boa do dia. Ao menos o sermão do meu pai será menor.
O que me leva ao presente e à minha conversa com Marcus Flint, o capitão da equipa de Quidditch dos Slytherin.
- Malfoy, estás a vaguear demasiado. Ficaste assim tão pasmo que as palavras voaram da tua mente? - perguntou o Marcus.
- Ah? Ah, não só estava a pensar porquê agora.
- Só agora soubemos das tuas habilidades. Sabes não gosto de ver a minha família pressionada porque uma criancinha quer mostrar que é gente. Devo dizer que o Sr. Lucius Malfoy sabe muito bem como argumentar. Mas nunca pensei ceder sem realmente ter provas que não ia ser ridicularizado aqui.
- Os Malfoy têm sempre razão.
- Não, os Malfoy têm sempre a mania. - retorquiu o Marcus - E isso foi sempre comprovado. Por acaso, neste aspeto calharam de ter razão.
- Até parece que só temos razão algumas vezes.
- Olha lá Malfoy, queres entrar na equipa ou não? Se quiseres insultar-me estás à vontade, mas também não irás fazer mais nada. Queres ser o nosso Seeker ou não? Do que me disseram tu tiveste uma exibição espetacular, se bem que na minha opinião deve ter sido propositada. Um Malfoy não faz nada sem ser premeditado. E se não tiver uma recompensa no final.
- Calhou de lá estar alguém que pudesse apreciar os meus dotes na vassoura, nada de mais.
- Pois sim, está bem. Queres ou não queres?
Eu ponho-me a pensar para dar o ar de que estou ocupado e tenho mais que fazer. Mas isso não está a dar bom resultado porque ele já está a ficar irritado.
- Ok, eu aceito ser o Seeker.
- Perfeito. Já temos o nosso Seeker suplente.
- SUPLENTE? - gritei completamente fora de mim. - Pensei que ia ser o principal, e não o substituto. Os Malfoy nunca são postos em segundo lugar.
- Ai não? - pergunta ele divertido. E não sei sinceramente onde está a piada. - Pensa assim, há sempre uma primeira vez para tudo. Não te ia pôr na equipa principal se já temos lá alguém bom.
- Mas o Potter entrou para a equipa principal. E eles já tinham um Seeker.
- Nem queiras comparar. Tu não viste o que eles tinham lá. A equipa era boa mas tinha um Seeker da treta. É claro que era mais fácil para nós, mas a equipa melhorou entre si para compensar o desastre que tinham. A chegada do Potter só veio dificultar o nosso trabalho. Se alguma tragédia cair sobre o nosso Seeker, sem que alguém interfira, tu irás jogar no seu lugar.- disse a olhar atentamente para mim. Lá se vai a hipótese de uma rasteira manhosa. - E só nessa circunstância. Até lá tu treinas na mesma connosco. E é tudo o que tenho a dizer.
Ele olha para o relógio e apressa o passo em direção da saída do dormitório. Pelo vestuário dele diria que ia jogar Quidditch. Mas eu sei perfeitamente que hoje não é o dia de treino da nossa equipa, mas sim de outra. Ah, claro só pode ir ter com...
- Malfoy, eu sei que sou bonito, mas estou com pressa. Por isso vais ter de te despedir do meu fabuloso corpo porque eu tenho mesmo de ir.
- Como se eu o quisesse para alguma coisa. Eu não aprecio nada disso.
- Mas podes ter a certeza que há quem o aprecie. - disse piscando-me o olho e saindo rapidamente para que eu não tivesse a hipótese de o empatar mais.
Toda a equipa sabe dos interesses do Marcus, aliás não é o único por aqui, mas ninguém comenta, nem faz caso. É como se fosse normal. E de certa maneira é, porém ninguém sabe para quem é que ele corre de cada vez que foge dos amigos. Eu, por acaso descobri um dia destes, quando o persegui. Aliás se eu queria entrar na equipa à base de chantagem tinha de descobrir algo mesmo bom para poder usar.
Mas continuando, isso entre a nossa comunidade é perfeitamente normal. Durante anos o meu pai me alertou para esse facto, aliás desde que comecei a compreender a realidade. A única coisa que dizia era que se por acaso acontece-se comigo, que eu escolhesse um bom partido. Acho que, de certa forma, o meu pai até prefere que eu arranje um namorado, pois assim não tem de aturar as crises femininas. Talvez só houvesse a questão da descendência, mas se o meu pai prefere assim é porque até essa questão pode ser ultrapassada.
Apesar de ser o suplente, eu entrei na equipa no primeiro ano. O Potter não é o único a conseguir esse facto. Se bem que ele pode mesmo entrar no campo e ter a oportunidade de jogar. Já eu vou poder ficar no camarote reservado à equipa, juntamente com os encarregados da água e das toalhas.
Estou mesmo contente por ter conseguido este feito. Quem também vai ficar satisfeito será o meu pai, ou assim eu espero. É melhor eu escrever uma carta e enviar ainda hoje para a mansão.
...
A carta já está escrita e já estou no local das corujas para enviar a carta. Para além da minha bela coruja, só há aqui outra que é muito gira, uma coruja-das-neves. É mesmo linda. Porém, muito sinceramente, eu gostaria antes de trazer para aqui o meu gato, mas como aqui não me serviria de nada optei por trazer uma coruja. Mas o gato era muito melhor na minha opinião. Poderia fazer-me companhia à noite, enroscar-se nos meus pés, como costuma fazer. O meu pai não gosta nada que ele fique na minha cama, mas a minha mãe deixa-me ter esse privilégio.
Aproveitando que ando por aqui vou num instante ao gabinete do meu padrinho dar-lhe a boa nova, pois fica a caminho do meu dormitório. Ele agora não tem nada para fazer, a não ser estudar possíveis novas utilidades e combinações dos ingredientes. Acabei de chegar, e como esperava a sala está vazia. Contudo ouço movimento no seu gabinete. Deve estar a preparar uma nova poção.
Chego mais perto da porta e ouço um ruído estranho. A voz do meu padrinho está demasiado rouca. Será que ele está doente? Mas eu nunca o vi doente em toda a minha vida. Aproximo-me ainda mais da porta e apercebo-me que esta encontra-se entreaberta. Ora o meu padrinho quando está a trabalhar nalgum projeto tem sempre a porta fechada e repleta de feitiços. Ele está mesmo a pedir que alguém venha espreitar e ver o que diabo se passa aqui.
- Hum… Isso assim está melhor. Ao menos já consegue fazer alguma coisa de útil. Estava a ver que não. Não é preciso ser-se muito inteligente para executar isso.
Ok, a voz do meu padrinho está mesmo estranha. Até parece a minha mãe quando se derrete a comer chocolate negro, o preferido dela, mas sem dar a entender que realmente gosta de chocolate.
- Vá só um pouco mais para baixo. Está a ver, não é assim tão difícil. Não estive aqui eu a ensinar para nada. Já que é para fazer ao menos que saia com um mínimo de qualidade. Hum… É isso mesmo…
Como se costuma dizer, a curiosidade matou o gato. Pois mas eu não sou um gato e portanto tenho de me aproximar e ver o que de facto se está a passar. Estou agora a tentar espreitar e… Quem me dera não ter olhado. Ok o que eu vi não é novidade nenhuma, porque já sei muita coisa sobre o assunto. Mas não estava preparado para ver o meu padrinho sentado em cima da secretária, com as calças pelos tornozelos e com alguém na frente dele a… a… ai nem consigo dizer. O melhor é mesmo ir embora daqui antes que se acabe o serviço que estão a fazer no meu padrinho.
Oh que coisa. Eu não acabei de pensar nisto. E agora como vou conseguir olhar na cara do meu padrinho? Eu nem sei como vou conseguir dormir hoje. É que o meu padrinho é bem dotado. Ah, também não acabei de pensar nisto. Nossa vai demorar para esta imagem me sair da cabeça. Mas agora quem é que estava com ele? É que eu vi o meu padrinho, vi as figuras que estava a fazer mas só vi as costas da pessoa que estava com ele. E não deu para perceber se era homem ou mulher, ou melhor, uma coisa percebi. Era estudante daqui, pois estava a usar o uniforme e a única coisa que vi foi a capa com o capuz colocado.
Pois… realmente assim o caso muda de figura. Para além de um pervertido de primeira, o meu padrinho também é um pedófilo. Sim, a imagem do meu padrinho melhorou consideravelmente. Apesar de tudo o que vi só há agora uma pergunta que não me sai da cabeça. Mas quem poderá ser a pessoa que estava com ele? Eu não estou a ver por quem o meu padrinho se poderá ter… Oh… Não… não, não, não, não. Não quem eu estou a pensar… Oh meu deus é desta que eu vou ficar doente. Porquê? Mas porque é que eu decidi ir espreitar? Porque é que não fui do local das corujas direto para o dormitório?
Neste momento só me apetece espetar com a cabeça na parede de modo a tirar as imagens da minha cabeça. Ah e também os barulhos que ouvi, e a conversa, e os cheiros… Não é como se o que eu visse eu já não tivesse visto. Mas é completamente diferente ver algo porque fomos assim instruídos por familiares do que ver por pura curiosidade e ser com pessoas que eu conheço bem de perto. É, eu tenho uns parentes afastados de França que sempre que impunham a sua presença gostavam imenso de me torturar com imagens e fotografias das suas conquistas no campo da virilidade. Por isso eu já não sou puro, de mente, como a minha mãe gostaria que eu permanecesse.
Ah, mas também não sou nenhum inocente. Como eu andei a seguir o Marcus por todo lado sei com quem ele foi ter agora. Aliás, também já assisti à sua performance e devo dizer não sei como é que alguém o aguenta. Ele até podia ter o corpo mais bonito de todos. Mas a personalidade dele não dá para aturar. E aqueles dentes também não ficam bem. Ele devia estar em St. Mungus por ter um cemitério na boca.
De certeza que a temperatura por aqui anda a subir em flecha. A começar na gabinete de poções (oh não estou outra vez a rever aquele momento) e a acabar nos vestiários. Eu só não sei como é que não foi descoberto ainda. Dá para ver ao longe o fogo que por lá passa às vezes.
Narrador POV
De facto, apesar do castelo durante o pico do inverno ser demasiado frio à noite, parece que hoje particularmente certos espaços estão a ser especialmente quentes esta noite. Um já foi dado a devida atenção. Pois quem diria que o gélido Prof. Snape poderia virar uma caixinha de surpresas ardente. Só mesmo quem tudo vê, quem tudo observa.
Mas o mais importante esta noite não será o casal que está no gabinete de poções. Aliás por volta desta hora já está tudo acabado. Já a sala esfriou devido à pouca preocupação de um certo loiro na fuga que nem reparou no barulho que fez. Mas é um casal que certamente irá dar que falar. Aliás não é todos os dias que vemos o imponente professor interessar-se por alguém. E logo por quem.
Não, o mais importante não é dentro das instalações, mas sim lá fora, no mais gélido ar. Quem se atreveria a brincar a esta hora no meio da escuridão? Pronto, talvez não na escuridão, nem tão pouco no ar gélido, mas não deixam de estar fora do edifício principal. Acabou há pouco o treino de Quidditch da equipa que se mantém na frente do campeonato. E é para alguém dessa equipa que Marcus Flint tão desesperadamente corre.
Quem diria que um insensível como ele se tornaria tão apegado a alguém. Ainda mais sendo ele uma serpente, foi-se logo meter na jaula dos leões. Mas, como por vezes acontece, os opostos se atraem. E, se tivermos a contar com umas férias de Verão forçadas a passar com o nosso mais que convicto odioso colega, seria natural sair da situação em que se encontravam com algumas nódoas, não com o coração totalmente entregue, mesmo que temporariamente, nas mãos desse odioso colega.
Oliver Wood é o tal de odioso colega, que passou desse maldito posto a um conhecido, daí a possível amigo e agora algo mais em apenas mês e meio. Se os colegas de equipa o vissem neste momento a literalmente se babar por estar a imaginar o corpo do Oliver iriam certamente tentar expulsá-lo da equipa. O alvo das suas atenções está neste momento a guardar o material enquanto já todos foram para os balneários. Como esperado ele será sempre o último a ir tomar banho, o último a vestir-se e o último a sair. Não porque goste de estar sozinho mas sim porque é um maldito de um responsável, segundo Flint, e gosta de ter tudo arrumado e fechado quando sai.
Flint até poderia criticá-lo bastante por isso, visto que passou os últimos tempos a investigar toda a rotina do Oliver, mas é precisamente esse lado dele que permite que os dois possam estar algum tempo juntos, isto se o Flint lhe apetecer aparecer. Então não é com surpresa nenhuma que vê todos os elementos dos Griffindor a sair mas não o seu amado. Ah, se ele soubesse os verdadeiros motivos que o fazem perseguir o Wood certamente que não ponha aqui os pés. Como um verdadeiro Slytherin ele não mostra os seus sentimentos. Segundo ele, o que o move é poder ter um pouco de diversão esporadicamente.
Tomada finalmente uma decisão ele decide entrar no balneário. A primeira coisa que faz é trancar a porta e silenciar o local, que daqui a pouco estará repleto de barulho. Só espera é que o Wood aceite bem esta sua visitinha. A primeira coisa que repara é que as roupas do Oliver estão em cima do banco, o que significa uma coisa: neste momento ele está a tomar banho. Ah como adoraria ali entrar. Naturalmente o próximo passo que dá é tirar toda a sua roupa e entrar para o chuveiro para ir ter com o Oliver. Não demora muito até que o Oliver sinta algo a envolver-lhe a cintura.
- MAS QUE RAIOS PENSAS QUE ESTÁS A FAZER FLINT? - berra o Oliver por ter sido surpreendido enquanto tomava banho.
- Como diabo sabias tu que era eu?
- Ora porque mais ninguém, com uso das suas capacidades mentais em pleno, entraria aqui e interromperia o meu banho assustando-me dessa maneira.
- Pois somente eu faria isso não é? Ainda bem que me conheces assim tão bem. - disse ao ouvido apertando suavemente o abraço que dava no Oliver, fazendo com que ele tremesse.
- Sim. SOMENTE UM PREVERTIDO COMO TU!
- Ei, não achas que é melhor acalmares-te? Alguém pode ouvir-te.
- Como se eu não soubesse que tu lacraste a porta e puseste feitiços de silenciar na porta. - disse baixando o tom de voz e relaxando um pouco nos braços de Flint.
- Hum, sendo assim já que sabes isso por que não saltamos logo para a parte boa?
- Só vieste aqui por causa disso? Só sabes pensar nisso? - A cada frase ele tentava soltar-se do abraço firme a que estava sujeito nos braços do Flint. – VAI EMBORA. Não te quero ver neste momento à minha frente.
Bem aqui está o barulho de que vos falei. Sabendo como o Oliver reage sempre às investidas do Marcus, parece que estão no meio de um festival de fogo-de-artifício, o local deve ser sempre vedado e silenciado, senão o mais certo seria serem interrompidos.
- Não. Estou mesmo bem aqui. Está quentinho aqui debaixo da água.
- Ótimo. Então fica aí sozinho. Eu vou acabar o que estava a fazer e vou-me embora. - disse o Oliver libertando-se do Marcus e indo para outro chuveiro.
- Mas onde pensas que vais? - Marcus agarra no braço do Oliver e arrasta-o para a sua beira encostando-o à parede, pondo os braços ao lado do corpo do Oliver. - Vais ficar aqui quietinho ao meu lado.
- Tu realmente não me conheces, não é? Já devias saber que não acarreto nenhuma das tuas ordens. - Num instante inverte as posições atirando o Marcus contra a parede gelada. - Parece que vou ter de te ensinar mais uma vez.
- Ah, está frio aqui.
- Então ainda agora estava quente, afinal está frio. Decide-te, pareces uma mulherzinha que não sabe escolher a cor do vestido para o baile.
- EU NÃO SOU NENHUMA MULHER, WOOD. SOU MUITO HOMEM.
- Ai sim? - disse ao ouvido num tom acentuadamente rouco, o que faz com que o Marcus trema da cabeça aos pés. -Pois não parece. Tu estás a tremer com o que te estou a dizer. E não me digas que é porque estás com frio.
- Eh, eu... - diz quase sem voz e a fitar o chão. Depois clareia a voz e diz de forma mais firme. - Eu estou com frio.
- Sim é isso. Conta-me histórias que eu estou a adorar. - A cada palavra que proclama aproxima cada vez mais a boca do pescoço do Marcus, provocando-lhe arrepios cada vez maiores. - Estás a ver? Pareces uma menina completamente encantada e deliciada na sua primeira vez com o namorado. Agora o que é que está a provocar esses arrepios todos? Hum, o que será? Vais dizer a verdade ou não desta vez?
- Nã... Não há nada a dizer.
- Ai não? Então porque é que pareces reagir cada vez que me aproximo ainda mais de ti? - Oliver estava a adorar provocar o Marcus. Pode ser que desta vez ele admita o que realmente quer. - Pareces que queres muito uma coisa não é?
- Eu quero sim. - Finalmente consegue libertar-se do aperto constante a que estava a ser sujeito e olha diretamente nos olhos do Oliver.
- O que queres? Posso saber?
- O que eu quero, posso obter de muitas maneiras. Escusa de ser contigo. - estava a tentar ser convincente nas palavras que dizia, mas como é óbvio estava a falhar.
- Ai é? Pensas que não sei o que queres? O que queres é poder entrar em mim e foderes-me intensamente, como se não houvesse amanhã. E não venhas com tretas de "qualquer um serve". Se assim fosse não saías do castelo à noite, às escondidas dos teus amigos, para vires ter comigo de modo a obter uma coisa que podes ter no quentinho do teu dormitório. Pensas que não sei que há muitos a desejarem que tu os fodas?
- Eu sei que sou lindo e que todos me querem. Tenho pessoas a fazer fila para me terem. Posso escolher qualquer um que queira.
- Só tens um problema nessa história toda.
- Ai sim? Pois eu não vejo o quê.
-O único que queres é o único que não podes ter. O teu desejo mais profundo é poderes possuir o corpo que tens neste momento à tua frente e fazê-lo a qualquer hora do dia e todos os dias da semana. Mas é a única coisa que não tens acesso e isso deixa-te frustrado.
- Não me deixa frustrado. Só faz com que eu aproveite melhor o tempo que tenho.
- Então porque é que estás a desperdiçar preciosos momentos com a tua covardia?
- EU NÃO SOU COVARDE.
- És sim. - Oliver pega numa mão do Marcus e direciona para a sua fenda entre as nádegas. - Porque não admites que estás ansioso por te perderes aqui dentro? Por me marcares de forma a eu não me esquecer de ti?
Marcus tenta apertar as nádegas do Oliver mas não consegue. A cada investida fica cada vez mais frustrado por não estar a conseguir colmatar os seus desejos mais profundos. Ele está a necessidade de um alívio para tudo o que está a sentir, mas só consegue pensar na perna do Oliver que o está a provocar de forma dolorosa. O próprio Oliver está numa situação semelhante e está a esfregar-se na perna de Marcus. Parece que afinal não deve demorar muito até que Marcus admita o que quer.
- Oliver... Está a tornar-se insuportável. Por favor.
- Por favor o quê?
- Tu sabes. Tu também estás a precisar de alívio.
- De me aliviar? Ah, não te preocupes. Posso fazê-lo sozinho. - disse afastando-se de Marcus.
Não há nada melhor do que fornecer mais lenha para a fogueira de modo a aumentar o fogo logo o Oliver começa a fazer movimentos de vai vem no seu pénis já há muito ereto. Como seria de esperar isso serviu para provocar ainda mais Marcus. E, como se a tortura ainda não tenha sido suficiente, pega no gel de banho pondo um pouco na mão ao mesmo tempo que se vira de costas e começa a introduzir os seus próprios dedos dentro do seu tão desejado buraco.
- Não achas que este lugar deve ser bem limpo? - disse provocando Marcus. - Eu cá acho, mas se calhar há algo maior do que os meus dedos que poderia ajudar ainda mais, não achas?
- ...
Marcus fica sem saber como reagir perante tal visão. Mas antes que possa ter a oportunidade de avançar sobre o Oliver, este vira-se de frente para ele e volta a encostá-lo à parede.
- Bem afinal parece que não tenho razão. - disse o Oliver começando a passar as mãos em todo o seu corpo e por vezes passando em alguns pontos estratégicos do corpo do Marcus. - Acho que vou ter de resolver sozinho.
Volta a virar-se de costas e, empinando o rabo, aproxima-se da região pélvica do Marcus. Este começa a gemer de prazer perante tal contacto e puxa a cintura do Oliver para mais perto dele de modo a aumentar o contacto entre os corpos. Perante tal aproximação começa a beijar ferverosamente o pescoço do Oliver provocando arrepios em ambos. Como Marcus ainda não disse exatamente o que queria Oliver afastou-se mais uma vez. Marcus não o iria ter enquanto não lho dissesse.
- Oliver...
- Que é que queres? Eu não faço ideia, ainda não mo disseste.
- Por favor...
- Por favor o quê?
- POR FAVOR DEIXA-ME FODER-TE.
- Hum, sabes Marcus, não devias gritar. - disse aproximando-se perigosamente de Marcus. - Porém, como pediste com jeitinho eu estou tentado a ceder.
Dito isto encurta ainda mais a distância entre os corpos e decide atacar os lábios do Marcus, cedendo finalmente ao prazer que estava a sentir a partir do momento em que ouviu a porta a ser trancada e que ouviu passos a aproximarem-se de si.
Depois de muito tempo de desidratação o primeiro gole de água é sempre mais sôfrego do que os próximos. Os outros são mais controlados, não deixando de serem mais necessitados. E é o mesmo que se passa com estes jovens. Os beijos trocados entre si tornam-se cada vez mais necessitados, porém controlados. Depois de tanto tempo de tortura seria de esperar que as coisas evoluíssem mais rápidas, mas se formos por aí eles já estão nus. Não há roupa para tirar.
Mas não deixam de se provocarem. Desta vez o Marcus tenta impor o ritmo dos toques entre os corpos, só que não passa mesmo da tentativa. Num movimento muito rápido o Oliver pega na varinha e faz um feitiço de lubrificação, que é mais eficaz do que o simples passar do gel de banho. Num ápice estão os dois prontos para entrar em ação. Marcus tenta mais uma vez comandar mas infelizmente nesta relação ele definitivamente não serve de capitão.
Oliver encosta-o mais uma vez à parede do chuveiro e empurra-o em direção ao chão, fazendo com que ele se sente no mesmo. Ajoelhando-se ele pega no pénis do Marcus e provoca-o mais um pouco ao fazer movimentos de vai vem nele. De seguida senta-se no colo dele e dá-lhe um beijo bastante molhado ao mesmo tempo que faz com que o rabo toque no pénis mais que preparado do Marcus. Num só instante, ele encaixa-se melhor e deixa finalmente o Marcus enterrar-se nele de uma só vez.
- Finalmente. - disse o Marcus. - Será que agora posso ser eu a impor o ritmo ou não?
- O que é que achas? Claro que não vou deixar. Hoje portaste-te mal e mereces ser punido por causa disso. Não tinhas nada que aparecer aqui sem avisar e tentares manipular-me de modo a que eu te deixasse ficar comigo, mais uma vez.
- Resultou, não resultou?
- Não, porque foste obrigado a assumir de uma vez por todas que querias estar comigo e ainda pediste. Por isso quem ganhou desta vez fui eu. E para quem estava com pressa está a falar muito e a ter menos ação.
Dito isto começa finalmente com os movimentos demasiado lentos para o bem dos dois. Oliver sabia que o Marcus queria um momento rápido, bom e bastante suado. Porém não lhe ia dar esse gostinho, obviamente. Mas as suas próprias necessidades rapidamente sobrepuseram-se à vontade que tinha de contrariar Marcus e começou a mover-se cada vez mais depressa. E tudo o que neste momento se ouvia no tão atribulado balneário era os gemidos que ambos soltavam às vezes, quando não estavam demasiado ocupados a beijarem-se ou quando Marcus não estava a estimular os mamilos do Oliver com a sua boca.
Em alguma ocasião, nem eles sabem precisar quando nem o irão admitir, as mãos de ambos se encontram e se entrelaçam num ambiente carinhoso que, se não soubéssemos à partida que eles eram antagónicos até há pouco tempo, diríamos que se amavam profundamente há anos. Mas está claro que isto não passou de um lapso momentâneo, que tem vindo a acontecer muito ultimamente.
Da mesma forma que começa rápido, também o fim assim chega. Lendo os sinais do corpo do Oliver, Marcus acompanhou o esfregar dos dois com carícias cada vez mais frequentes no pénis do Oliver, de modo a atingirem os dois o auge ao mesmo tempo. Cansados, depois de um culminar bastante intenso, ficaram parados nos braços um do outro até as suas respirações voltarem ao normal.
Todavia, a troca de carinhos e afetos não acabou por aí. Beijaram-se no fim e durante o banho que ambos tomaram no fim. A troca de carícias continuou até estarem os dois vestidos e prontos a sair. Juntos e, de mãos dadas, saíram dos balneários e caminharam assim até à entrada no castelo. Antes mesmo de entrarem deram um último beijo, atrás de uma árvore. Depois disso seguiram ambos separados para os respetivos dormitórios, sempre a pensarem um no outro.
N/A:
Será que todo o meu esforço valeu a pena?
Para compensar por muito tempo à espera sem nada eu coloquei não 1, nem 2 mas sim 3 capítulos, por isso acho que merecia uns reviews, não acham?
Precisava de saber se gostaram do novo casal e se querem que eles apareçam mais vezes.
Beijinhos e até à próxima... :)
