Aqui está mais um novo capítulo especial de Natal.

Ah este contém lemon, por isso já estão avisados.

É sobre o Oliver e o Marcus, e toda a família dos dois me pertence pois saiu desta minha cabecinha.

Enjoy...

Capitulo 11

Oliver POV

Mais uma vez é Natal. Época de alegria e amor adorada por todos, menos por mim. É certo que já fui um adepto fervoroso do Natal mas nestes nos últimos anos não me tem corrido lá muito bem.

Tudo começou com a saída do meu pai de casa. Quer dizer, não é bem uma saída definitiva mas uma ausência. Teve que ir trabalhar para o estrangeiro e deixou-me ao encargo dos meus avós. E isto em plena época natalícia. Nem pôde sequer esperar um dia para comemorar a época comigo. Teve de ir à pressa na véspera de Natal. Maldito do patrão que o mandou para o Japão. Desde esse dia não ficou em casa mais de um mês seguido.

Depois disso foi a doença da minha mãe que piorou, no Natal seguinte. Infelizmente morreu nesse Natal. Já há anos que andava doente. Devido a uma das suas muitas experiências com feitiços novos ficou maluca. Quando parecia que a doença regredia um pouco, voltava um tempo mais tarde com o dobro da força. E foi assim que morreu, no meio de um dos seus ataques diários. Por causa da doença da minha mãe o meu pai foi-se embora, para conseguir mais dinheiro para os tratamentos dela. Mas de nada valeu o esforço do meu pai para isso. Nem os melhores tratamentos conseguiram tratá-la.

Por fim, no ano seguinte soube que o meu primo em segundo grau ia casar-se. Para cúmulo foi precisamente no Natal. Para além de perder de vez a esperança de ter alguma coisa com ele, visto que há anos que gostava dele, ainda se foi casar com uma prima horrorosa do Marcus Flint. Ela deve ter o destino bem traçado com tantas pragas que lhe roguei quando soube e no dia do casamento. Como cereja no topo do bolo eu fui o padrinho escolhido pelo meu primo e o Marcus era o padrinho por parte da noiva. Resumindo: tive de o aturar a cerimónia toda e depois a comemoração. Nada melhor do que ver o alvo da nossa paixão se casar e passar esse mesmo dia ao lado do nosso inimigo.

Por tudo isto que se passou, a minha esperança de ter um bom Natal esmoreceu a cada ano que passou. Agora só espero que esta época passe. Não vou passar sozinho pelas festividades. O meu pai veio sempre a casa por esta altura e, além disso tenho os meus avós. Por isso vai ser um Natal sossegado e em família. Só queria que desta vez nada corresse mal.

Estamos todos reunidos à mesa para começar a ceia. Como todos os anos a ementa é peru recheado no forno. Esteve toda a tarde a assar e deve estar bem tenro. O meu pai está a cabeceira da mesa, pronto para trinchar o peru. Mas parece que nunca mais quer comer.

- Oh pai parte lá o peru. Estamos à espera.

- Calma Oliver. Já parto. - disse o meu pai calmamente. - Mas antes disso tenho algo a anunciar.

Não me digam que ele conheceu alguém no Japão e agora quer ir viver definitivamente para lá e arrastar-me consigo. Eu não irei. Estou muito bem em Inglaterra. Não tenho que o acompanhar. Eu já posso escolher ficar com os meus avós em vez de ir com ele.

- Bem o meu patrão ficou muito satisfeito com o trabalho que eu fiz na filial no Japão e decidiu promover-me. - eu e os meus avós aplaudimos a boa notícia. Já estava na hora de ser promovido. - Ainda há mais. A partir de agora estão a falar com o novo gerente da filial de Londres.

- Eu não acredito. - grito de alegria e saio da mesa e atiro-me para cima do meu pai. Como ele não estava à espera caímos os dois no chão.

- Vais voltar? - o meu pai disse que sim com a cabeça.

- De vez? - mais uma vez disse-me que sim.

- Esta é a melhor prenda de Natal que recebi em anos. Estou tão encantado que nem acredito. Nunca pensei que algum dia fosse agradecer ao teu patrão pai.

- Bem agora vais-te fartar de me ter por perto. - disse o meu pai em tom de brincadeira. - Mas não vamos jantar só nós os 4 hoje.

O quê? Quem vem aí? Ouço a campainha ao longe a tocar e vejo que mais três pratos aparecem na mesa. Mas quem será que vem? Fico em espectativa a olhar para a porta da sala de jantar à espera que se abra. Não vale a pena perguntar ao meu pai. Ele está com cara de quem diz que eu vou gostar mas que não vai falar. A porta abre-se e vejo o meu primo entrar. Eu nem acredito que o Luke veio cá jantar. Pensei que fosse passar com a Britney, a mulher dele.

- Luke... Que bom que vieste. - quase que grito de emoção ao mesmo tempo que vou ter com ele e lhe dou um abraço apertado. Eu ainda sinto qualquer coisa um pouco indefinida por ele, mas sei que ele só me vê como o primo mais novo. Ele é 3 anos mais velho que eu e eu sou o único primo mais novo dele.

- Isso tudo são saudades minhas? Para uma próxima tens de ir de férias para minha casa.

Não gosto lá muito dessa ideia mas também não digo nada. A Britney entra na sala e eu só tenho vontade de expulsá-la daqui. Mas como o Luke ainda está abraçado a mim não lhe ligo. Ela vai cumprimentar todos na sala enquanto eu troco meia dúzia de palavras com o meu primo.

- Peço desculpa pela intromissão. - diz o Marcus que entra de repente na sala. Eu fico espantado a olhar para ele. Não contava ter de estar com ele nas férias. Ele não pareceu muito contente por me ver, ou assim me pareceu. - Obrigado por me deixar vir partilhar a ceia de Natal com a sua família Sr. Wood.

Eu não acredito? O meu pai sabia e não me disse nada. Claro que se tivesse falado alguma coisa eu teria negado a presença dele aqui em casa. Já me basta ter de aturar a prima dele. Eu vou ter uma bela conversa com o meu pai.

- Não há problema nenhum. - disse o meu pai. - Aqui em casa temos lugar na mesa para mais um. E espero que esta noite fiques confortável no quarto de hóspedes. Realmente foi uma má altura para a viagem de negócios do teu pai. Mas ao menos assim tens companhia até ao fim das férias.

- Ele vai ficar aqui até às aulas começarem? - pergunto demasiado exaltado e afasto-me do meu primo e vou em direção ao meu pai. O Marcus olha para mim e começa a rir-se da situação. Isso goza comigo e vais ver o que te acontece mais tarde. Vais-te arrepender desse riso de gozo.

- Pai por favor diz-me que não é verdade. Tu não queres que o teu filho tenha um ataque esta noite pois não? - sussurro perto do ouvido dele e faço beicinho. Sei que é infantil, mas não resisti.

- Oliver, ele não tinha ninguém em casa. Ele ia passar estes dias em casa da prima, mas como eles vinham para cá, perguntaram-me se ele podia vir. Aliás foi o Luke que sugeriu que ele ficasse aqui até ao fim das férias. Assim tem companhia da idade dele.

Tenho de me lembrar disto e de esganar o meu primo no final do jantar. Mas será que o Marcus não tem mais familiares ou amigos onde possa ficar? Porque tem de ser aqui?

- Mas pai, tu sabes que eu não o suporto.

- Hum, pareceu-me que te destes muito bem com ele no casamento do ano passado. Dá-lhe uma oportunidade Oliver. Se o conheceres melhor quem sabe o que o futuro pode reservar. - diz isto com uma cara carregada de esperança e lança-me um olhar muito entendedor.

Será que o meu pai sabe do envolvimento que tive com o Marcus? Pela cara dele diria que sim. Ora só me faltava esta. O meu pai armar-se em cupido. O que preciso de dizer ou fazer para que percebam que eu não quero ver o Marcus à minha frente?

Decido acabar eu com a conversa e vou em silêncio para o meu lugar. Claro que o Marcus tinha de se sentar ao meu lado de modo a ficarmos com um pouco de privacidade em relação aos outros. Quando o meu pai mete na cabeça que quer me juntar com alguém faz tudo o que der para fazer. E a sugestão do meu primo caiu como uma prenda do céu.

O jantar correu bem, dentro dos possíveis. O Marcus esteve o tempo todo a provocar-me ao me tocar em todo o meu corpo que estava escondido debaixo da mesa. Só me apetecia esmurrá-lo. No fim levantei-me sem fazer grande aparato e decido raptar o meu primo. Preciso de saber o que ele quer com tudo isto.

-Ei priminho! Não devias ter arrastado outra pessoa para esta sala sem ser eu? - pergunta-me com um sorriso perverso gravado na cara.

- Era precisamente sobre isso que queria falar contigo. Que é que te deu para sugerires que o Marcus ficasse cá em casa?

- Calma Oliver. Pensei que fosses gostar?

- Mas porque é que haveria de gostar? Eu não o posso ver à minha frente.

- Não foi o que me pareceu no meu casamento. Só faltou tu saltares para cima dele e começarem a despedir-se em frente de todos. Digo-te uma coisa, estavam os dois quase a arder de tanta paixão.

- Eu não tenho qualquer tipo de paixão por ele. EU ODEIO-O!

- Sabes que o ódio e o amor são dois sentimentos que estão separados por uma ténue cortina de seda. Mas diz-me antes o que se passou. Pensei que esta fase estava ultrapassada. Pelo que me dizias nas cartas parecia que estava tudo a correr sobre rodas.

Pois o Luke é o meu melhor amigo desde que me lembro e conto-lhe tudo sobre a minha vida, principalmente a amorosa. E contei-lhe que estive algumas vezes com o Marcus. Ele bem me pediu pormenores porém eu recusei sempre.

- Estava a correr bem, mas ele tinha de estragar tudo.

- Mas o Marcus ainda hoje comentou comigo que estava tudo bem. Aliás, mais que bem.

- Como é que pode estar tudo bem? Ele anda a aproveitar-se de mim. E isso não admito. Eu não estou aqui para ele me foder quando lhe apetecer e depois descartar-me. Eu sou mais do que um corpo para dar prazer.

- Eh lá. O que ele andou a fazer? O que ele te fez? Se não me dizes eu vou lá neste momento e arranco-lhe à força a verdade. - disse ele muito preocupado.

- Ele nem deve ter a noção do que fez. Um dia apanhei-o a meio de uma conversa que ele estava a ter com um amigo dele. E basicamente disse que estava com alguém que era muito bom de cama. Por meias palavras disse que eu só servia para isso. E o amigo disse que ainda bem que ele arranjou alguém assim. Que ele estava a precisar. Diz-me lá se isso não é o suficiente para estragar tudo.

- Tens a certeza disso Oliver? Eu sei que parece estranho estar a tomar o partido de outra pessoa, mas eu não tenho essa opinião dele. Pareceu-me demasiado envolvido contigo para pensar só nisso. Não reparaste que quando ele chegou estava para matar alguém com a quantidade de ciúmes que carregava?

- Ciúmes de quê? Ele não tem, razão para ter. – digo e começo a olhar para o chão. Não acredito que ele tenha ciúmes. De quem? Do Luke? É apenas meu primo, não pode haver nada connosco.

- Muito sinceramente, achas mesmo isso Oliver? Ele tem sim, e não é pouco. Ele não gostou sem dúvida de te ver agarrado a mim. Isso é certo. Tu tiveste uma reação muito espalhafatosa quando eu cheguei e não o recebeste com o mesmo entusiasmo. Ainda achas que não tem razão nenhuma?

- Acho. Tu és o meu primo, da minha família. Ponho sempre a minha família à frente dos outros.

- Neste caso, puseste o teu antigo amor à frente do novo. Elevaste um pedestal para mim enquanto deixaste-o ser ignorado. Pensa no assunto Oliver. E fala com ele. De certeza que não é tudo como tu pensas.

- Não sei se quero conhecer saber a verdade… Não quero. Se for realmente verdade vou ficar em frangalhos. Eu não quero sofrer mais.

Estou quase a chorar e sinto isso. Não quero chorar, não quero chorar por ele. Ele nem é assim tão importante. Mas… quem é que eu penso enganar com isto? Ele passou do nada a tudo em pouco tempo e ainda não me consegui adaptar à nova realidade. Está tudo a ser demasiado rápido para assimilar. Não contava precisar dele. Mas preciso. E quando a realidade apareceu o melhor que fiz foi ignorar. Achei que assim me conseguia esconder dele. Contudo isto raramente corre como quero. Contava esquecer o Luke, isso aconteceu. Desejava manter-me a salvo do Marcus. Não aconteceu.

- Hei Oliver. Não fiques assim. – fez um carinho na minha cara e elevou-me o rosto de modo a eu ter de o fitar. – Vais ver que tudo se resolve. Vais ter alguns contratempos, principalmente com os amigos dele, mas no fim tudo se resolve. Tanto o teu pai como o pai dele estão interessados nesta união. Porém, apesar de ser vantajoso para ambas as partes, tens de perceber que aqui ninguém te quer forçar a nada. O teu pai só te quer feliz e não assim triste. Pensa nisso com calma. Eu estou aqui para te apoiar sempre. E se a tua decisão for dar cabo do Marcus, eu sou o primeiro a ir prestar contas com ele. Ninguém te faz infeliz. Eu e o teu pai, certamente também os teus amigos, queremos que sejas feliz.

Dito isto saiu da sala onde estávamos, não antes de me pôr a mão na cabeça e despentear um pouco os meus cabelos. Sinceramente adoro este jeito do meu primo. Em pouco tempo pôs a minha cabeça em água e deitou por terra tudo o que tinha pensado até agora. É verdade que as atitudes do Marcus não levam a que só esteja interessado no meu corpo. Todavia isso não sai da minha cabeça. Preciso que ele me diga isso, que demonstre o que realmente sente por mim. Gostaria que o fizesse o quanto antes, para eu ter tempo de me adaptar à nova realidade. Para ter tempo de continuar com este sentimento ou arranca-lo antes que faça mais estragos.

Volto à sala de jantar, mas encontra-se quase vazia. Eu vejo o Marcus em pé em frente à lareira a observar as labaredas e tenho uma vontade enorme de ir na direção oposta. Todavia, a conversa do Luke ainda está demasiado presente nos meus ouvidos para eu ignorar. Opto então por me sentar num cadeirão que está perto da lareira. Ele nota a minha presença, porém nada faz para encurtar a distância entre nós e permanece de pé de costas para mim. Honestamente agradeço o facto de não o fazer. Certamente iria desfazer-me em lágrimas, as mesmas que estavam prestes a ser derramadas aquando da conversa com o Luke.

- Pensei que fosses ficar contente por me ver aqui. Se soubesse que não me querias ver teria cumprido essa tua vontade.

Como sabia muito bem que não eu não seria o primeiro a falar, decidiu quebrar o silêncio antes que ficasse estranho de mais. Porém, se calhar também saberia que não queria olhar para a sua cara, continuou de costas para mim de modo a pôr-me mais à vontade. É engraçado que agora, tão perto do fim, ele age assim. Quando eu queria que ele fosse mais compreensivo ele não foi. Quando eu precisava de estar com ele, só a fazer-lhe companhia, recebia sempre a recusa como a resposta habitual.

- Deixa de ser assim agora. Nunca o foste antes. Escusas de tentar ser simpático agora.

O Marcus solta um largo suspiro e passa a mão pela cabeça. Como eu adorava saber o que ele pensa neste determinado momento.

- Porque é que ages como se fosse o fim?

- E não é? - digo eu a sussurrar e a olhar para baixo.

- Acho que tu é que queres pôr fim a isto. Por mim ainda não terminou Oliver.

- Realmente o que não começa não pode acabar. - digo mais uma vez a sussurrar.

- Oliver… - ele vira-se para mim e vem ter comigo. Só desejava ter força para me levantar e me afastar dele. Quando chega à minha beira ajoelha-se à minha frente e levanta-me a cabeça. - Olha para mim, por favor.

- Que é que queres Marcus?

- Quero esclarecer esta confusão toda. Estás a fazer uma tempestade num copo de água. Estás a minar o caminho entre nós.

- Pensei que eu só era uma aventura para ti. Porque é que não tornamos esta aventura mais perigosa? Eu sei que gostas de desafios. E este certamente deve ser muito interessante para ti, não achas?

- Não, pois pelo andar da carruagem em vez de chegar ao fim vou ser varrido do tabuleiro sem ter a oportunidade de jogar verdadeiramente. Estou a ser expulso do jogo por alterações de última hora que foram adicionadas sem o conhecimento do criador do jogo.

- Isto para ti não passa de um jogo, não é? O que ganhas com isto? O facto de poderes usar e abusar de mim sem qualquer contrapartida? Eu não sou um objeto que possas usar enquanto tu quiseres e depois deitares fora porque não queres mais.

- Não Oliver. Tu és uma pessoa que eu gostaria de ter, neste momento, ao meu lado.

Eu estou sem reação. Não acredito que ouvi isto. Eu desejo agarrar com toda a minha força esta reminiscência de esperança, mas não pretendo voar mais alto que o céu.

- Oliver. Tudo o que se está a passar neste momento na tua cabeça não passa de um mal-entendido. Isto é o que dá quando ouves sem querer uma conversa e não a apanhas desde o início. Ouve-me e depois pensa o que quiseres no fim. Não gosto quando fazem interpretações erradas do que eu disse porque não me escutaram desde o princípio.

O Marcus terminou e ficou à espera que eu dissesse algo. Optei por ouvi-lo, não perdia nada com isso. Eu só queria saber o que o levou a dizer o que disse. Indico-lhe que pode continuar e ele decide sentar-se no chão em frente ao meu cadeirão. Começa por respirar fundo antes de começar a falar.

- Eu andava nos últimos tempos um pouco disperso. Nem todas as pessoas ao meu redor notaram, contudo o meu melhor amigo reparou que eu estava diferente. Um dia apanhou-me a jeito e começa a interrogar-me. Queria saber porque andava assim. Estava preocupado comigo, por isso decidiu que era melhor uma abordagem direta. Começou por fazer perguntas muito vagas, mas criou um questionário que abordava principalmente a minha vida amorosa. Aí descobriu que eu tinha alguém em quem me apoiar. Foi aí que eu disse que achava que me estava a apaixonar por alguém.

Neste preciso momento decide pausar o seu discurso e deixar-me à espera. Eu olho para ele e vejo-o fixar o seu olhar no meu. Aí percebo que tudo o que disse até agora é verdade. Eu não consigo mais desviar a minha atenção para outro lugar. Estou apenas concentrado nele. O Marcus pega-me na minha mão e começa a acaricia-la. Quando dou por ela já estávamos com as nossas mãos entrelaçadas.

- Ele disse que desconfiava que isso pudesse ter acontecido. Ao que parece eu suspirava de vez em quando e, segundo o que ele me disse, calhava sempre depois de estar contigo. Ele não sabe quem é a pessoa com quem estou. Não lhe quis dizer. Não lhe dizia respeito. Acho que primeiro devia ser uma coisa só nossa antes de podermos partilhar com os outros. Foi depois de falar sobre o que eu sentia por ti que ele me perguntou se já tínhamos estado juntos. Eu respondi que sim. A partir daí já ouviste o que dissemos um ao outro. O facto de ele dizer que era bom eu ter arranjado alguém assim referia-se ao facto de me ter apaixonado por ti e pelo facto de nos darmos bem em vários sentidos, sendo que o único que tu pensaste foi a nossa relação na cama. E pronto isto é o que te tenho a dizer. Não te incomodo mais, se for isso que tu realmente desejas.

Se antes eu mal me mexia, agora parecia que nem conseguia respirar. Foi preciso um grande esforço para a informação entrar na minha cabeça. Entendi que tudo o que eu tinha formulado até agora estava errado. Contudo ainda não consegui ser iluminado pela chama da esperança, que antes dava um brilho ténue ao contrário de agora que parecia que um novo sol tinha surgido na sala. Eu não disse nada, não me conseguia mexer. Tentei de tudo porém o meu corpo não me respondia.

O Marcus ficou algum tempo à espera de alguma resposta da minha parte. Tento assimilar tudo o que me disse e apercebo-me que fui um grande idiota. Analisei tudo de forma errada. O Luke tinha razão, não devia ter pensado nada sem primeiro ter esclarecido todos os pontos. Agora quero mexer-me, quero fazer alguma coisa, mas o meu corpo não responde aos meus comandos.

Ele entende a minha falta de reação como uma resposta ao pedido mudo dele e decide afastar-se de mim. Larga-me as mãos e levanta-se. Olha para mim uma última vez e vira-se para ir embora. Neste momento o meu corpo entra em choque. Se eu não fizer nada irei arrepender-me largamente disso, por isso num impulso saio do cadeirão e vou ter com ele. Como vou tão rápido acabo por me chocar com ele e, para não cair, agarro-me como se o Marcus fosse a minha boia salva-vidas.

- Não vás… por favor. Fica. Eu quero que fiques.

Aperto-o mais um pouco para completar com esse ato tudo o que eu queria demonstrar para além das palavras.

- Mas eu não vou muito longe Oliver. Vou só até ao meu quarto. - diz ele a rir-se. - Eu não ia muito longe. Ia só dar-te um pouco mais de tempo. Não penses que eu desistiria de ti assim tão facilmente.

- Eh… Eu pensei que sim. - largo-o e fico de frente a ele. O Marcus parece tão sereno agora. Quase não parece ele. - Eu não queria que as coisas terminassem assim.

- Então sempre queres acabar? - diz ele com um tom de voz triste.

Em resposta eu lanço-me ao seu pescoço e aperto sem o magoar. Ele reage da forma que eu queria e rodeia a minha cintura com os seus braços. Permanecemos assim um pouco até que me separo dele o suficiente para ver a cara dele. Movendo-nos como um só encurtamos a distância que nos separava e unimo-nos num singelo beijo. Foi um beijo só de reconhecimento. Um beijo que apagou todos os resquícios de perda que tínhamos.

- Não, não quero acabar. Quero continuar o que temos agora. Quero ficar aqui contigo.

- Bem, não podemos ficar aqui para sempre. Que me dizes de irmos ter com os outros e despedirmo-nos do teu primo?

- Eu achava que não ias com a cara dele Marcus.

- E não vou, mas sei que ele não irá embora sem te ver primeiro e tu darias cabo de mim se eu te impedisse de ires.

Ele colocou o braço dele por cima dos meus ombros e acompanhou-me em todo o percurso até ao salão de jogos. Estavam lá todos enfiados a ver uma partida de xadrez entre o meu pai e o Luke. Claro que o meu pai ganhou, mas foi por muito pouco. Depois de acabar o jogo o Luke foi-se embora com a mulher dele. Quando me abraçou ao pé da porta pude constatar que ele estava aliviado por eu ter resolvido as coisas com o Marcus. O que ele queria ao certo era ver-me feliz.

Quando todas as pessoas foram embora, fiquei sozinho com o Marcus. Eu estava cansado, mas não queria ir dormir. Gostaria que este dia não tivesse fim. Não queria ficar separado dele e acabei por lhe mostrar a casa. Quando o deixei no seu quarto, nem quis acreditar que o tinha feito. Gostaria de o ter trazido para o meu. No fundo gostaria de lhe dar o presente que queria oferecer para pôr um ponto final na nossa história.

Estava já eu a ser embalado pelas ondas do sono quando alguém bate à porta do meu quarto. Quase a sussurrar digo para entrar, não acreditando que me estão a acordar quando mal acabei de me deitar. A porta abre-se e vejo um vulto entrar. Como estou quase de pálpebras cerradas não consigo distinguir quem seja, mas tenho um forte palpite. As minhas suspeitas confirmaram-se quando sinto o cheiro do perfume do Marcus quando ele entra na cama e se deita ao meu lado, depois de acender a luz da mesa-de-cabeceira.

- Não conseguia dormir. – disse ele suavemente ao meu ouvido enquanto mexia nos meus cabelos.

- Pois eu estava quase a adormecer, senão tivesses interrompido o início do meu sono.

- Desculpa, mas eu queria dar-te o presente que comprei para ti antes do sol nascer.

Ele colocou na minha mão um embrulho verde decorado com um enorme laço. Como não podia deixar de ser fiquei super curioso com o que estava lá dentro. Num instante acabei com a barreira física que separava os meus olhos do que pudesse estar dentro do embrulho. No seu interior, bem acomodado por veludo verde, estavam dois belos relógios de bolso, um de ouro e outro de prata, os dois com uma quaffle inscrita na superfície do relógio. Os dois eram perfeitos. O Marcus pegou no relógio de ouro e deu-mo para a mão. Por dentro era ainda mais bonito. No lugar dos números existiam rubis e os ponteiros eram ondulados e de ouro. Por trás da tampa tinha um desenho com as letras dos nossos nomes entrelaçadas. E também mal abri uma bela música começou a tocar.

- Oh, é tão lindo. É perfeito. – disse eu quase de lágrimas nos olhos.

- É ainda mais perfeito do que pensas. Isto ainda se abre mais um pouco. Mas para isso precisa de uma palavra passe. A qual não é muito difícil de adivinhar.

Eu sorri para ele e murmurei o nome dele na direção do relógio. Havia ainda outra abertura no relógio por baixo dos ponteiros. Dentro podia-se ver todo o mecanismo de roldanas do relógio. Não percebi bem porque isto tinha um modo de abertura diferente. O Marcus pegou no relógio de prata, por dentro tinha esmeraldas onde no meu tinha rubis. Ele também murmurou o meu nome e eu vi que também no dele se via todo o mecanismo do relógio. Então ele disse uma frase para o relógio. A configuração deste mudou e eu vi que as esmeraldas, juntamente com outras peças, escreviam qualquer coisa por cima das roldanas a voar. Ao mesmo tempo senti o meu relógio mudar. Tremeu e aqueceu um pouco. No lugar do mecanismo podia-se ver uma frase escrita. "Eu adoro-te."

- Oh eu também te adoro Marcus. – disse eu abraçando-o. Mais um pouco e eu pareço uma rapariguinha apaixonada, mas quero lá saber.

- Esta é uma maneira de comunicarmos um com o outro sem dar nas vistas. Isto é se ainda quiseres falar comigo. Tudo não passou de um desentendimento da tua parte. Espero que tenhas percebido agora.

- Não te preocupes com isso. Eu deveria era ter ouvido a conversa desde o início para não ter tirado conclusões demasiado precipitadas, ou não devia ter cedido à curiosidade.

- Realmente, costuma-se dizer que a curiosidade matou o gato. Neste caso ia estragando tudo.

- Mas o que é o tudo que temos Marcus? Não é amizade, não chega a ser amor. No fundo é algo que está no meio disso e que nos arrastou para esta situação. É um pouco…

- Difícil de definir? – disse ele completando a minha frase. – Sim é difícil, mas se a vida fosse fácil não teria piada. Então, gostaste do meu presente?

- Sim gostei. Porém não tinha comprado nada para te dar. Pensei que…

- Não me fosses ver? – mais uma vez completou a minha frase. Isto está a tornar-se esquisito. – Não faz mal. Não importa o que gastes com a prenda, desde que ponhas uma parte de ti na prenda, já vale tanto como uma muito cara.

- Tu nem me deixas falar Marcus. Terminas sempre as minhas frases e não estou a gostar disto. O que tenho para te dar não é algo que eu poderia comprar, mas é algo que tu gostarias. Disso tenho a certeza. Antes ia dar-te para pôr um fim a tudo. Hoje quero dar-te a mesma coisa mas para mostrar que percebi o quanto me enganei e o quanto quero estar ao teu lado.

- Mas que é que poderá ser tal coisa que eu quero muito?

- Não consegues adivinhar?

- Não e sinceramente estás a matar-me de curiosidade Oliver.

Bem, como ele não ia lá chegar tão cedo decidi agir em vez de esperar por um milagre. Aproximei-me dele e beijei-o. Depois do choque inicial pelo meu atrevimento ele começou a corresponder ao beijo de uma forma inesperada. Primeiro começou de forma demasiado calma para o que estávamos acostumados. De repente as coisas começaram a aquecer. Os beijos tornaram-se mais ávidos. Ele começou a não conseguir-se segurar e apertou-me como se eu fosse escapar-lhe das mãos.

Assim que foi necessário respirar separamos os nossos lábios o Marcus atreveu-se a tirar-me a camisa do pijama. Como eu não impus nenhum entrave ele continuou a sua tarefa ao mesmo tempo que dava beijos por todo o meu pescoço. Eu, por outro lado, tentava tirar-lhe a roupa, sem muito sucesso. Ele não parava quieto e não facilitava. Por fim decidiu parar o ataque contra o meu pescoço e tirou ele mesmo a parte de cima. Eu só podia salivar em resposta à maravilhosa visão que tive.

Mais uma vez a iniciativa veio da parte dele e empurrou-me contra a cabeceira da cama. Geralmente, eu não deixava que ele me encurralasse, que ele toma-se o controlo. Todavia hoje ele podia fazer o que quisesse. Esse era o meu presente para ele. Deixá-lo por uma vez assumir as rédeas de toda a situação. Lentamente foi apercebendo que eu não o iria impedir e não conseguiu segurar um sorriso quando finalmente tudo ficou claro.

- Hoje vou finalmente fazer as coisas à minha maneira? – eu indiquei-lhe que sim e o sorriso dele aumentou de tamanho contagiando-me. – Quer dizer que hoje vais deixar a tua teimosia de lado e ficares ao meu dispor? Nem sabes o quanto eu não esperei por este dia. Só por causa disso vai ser tudo tortuosamente lento.

O Marcus não perdeu muito tempo com a promessa e deitou-me carinhosamente na cama. Começou por me beijar ao de leve na cabeça e foi descendo à medida que me acariciava com as mãos. Quando chegou à minha cintura eu fiz de tudo para não gemer, mas foi impossível controlar. E, quando eu queria que ele descesse ainda mais, ele saltou diretamente para os meus pés fazendo com que eu resmungasse um pouco. Lentamente foi subindo as mãos pelas minhas pernas até chegar à beira das calças e puxa-las devagar na sua direção. Ficou um pouco desiludido ao reparar que eu usava boxers por baixo das mesmas, porém eu acho que isso serviu apenas para prolongar mais um pouco a minha tortura.

No momento em que me vi sem calças ele iniciou um percurso ascendente de beijos e carícias desde os meus pés. Estava tão bom que não pude evitar expressar o que sentia. No momento em que atingiu as minhas coxas eu não pude evitar gemer por antecipação. À medida que ia se aproximando perigosamente do início dos boxers ia lançando-me uns olhares cheios de luxúria. Principiou a descida dos bóxeres com os dentes e ia animando-me ainda mais. Mal podia ver a hora em que estivéssemos os dois como viemos ao mundo.

Quando já nada me tapava ele subitamente parou de me tocar. Senti o abandono do toque dele no meu corpo, mas não ia implorar. Em vez de me tocar, voltou a vestir a camisa e saiu do quarto. Não acredito que me deixou sozinho, sem roupa e sem a menor ideia do porquê de se ir embora. Voltou no momento em que eu ia-me levantar e ir procurá-lo.

- Desculpa, mas precisava da minha varinha e não a tinha trazido há pouco.

- Eu podia usar a minha varinha Marcus. Escusavas de ir perder tempo.

- Não foi perder tempo. Eu disse que te ia torturar e que ia ser tudo demasiado lento.

Com um toque da varinha uma musica começou a tocar no meu quarto vinda sabe se lá de onde. Porque o fez, não sei. A única coisa que reparei é que era a mesma música que tocava nos nossos relógios. Sinto também os meus pés e as minhas mãos serem subitamente amarrados. E o Marcus a rir-se das minhas tentativas desesperadas para me soltar.

- Solta-me Marcus. Assim não posso fazer nada.

- Não precisas de fazer nada. Tenho-te exatamente onde quero, e não vou desperdiçar nem um segundo.

Ele salta para cima da cama e fica em pé a admirar a bela vista em baixo. Não é todos os dias que me tem completamente despido aos seus pés. Ele começa a dançar suavemente ao ritmo da música e a tocar-me muito rapidamente com os seus pés descalços por todo o meu corpo. Só quando ele retira muito lentamente a sua camisa do pijama é que me apercebo que ele vai realizar um striptease para mim. Eu estava nitidamente animado, porém completamente frustrado porque não poder saciar o meu próprio corpo que irradiava desejo.

As carícias continuaram pelo meu corpo todo, sem nunca me tocar onde eu realmente necessitava de ser tocado. Quando o vi finalmente a tirar as calças, depois de muita dança sensual, custou-me acreditar que ainda havia um intruso que afastava os meus olhos de todos os pedaços do corpo dele. Precisamente o que eu mais queria ver e tocar neste momento, que crescia a olhos vistos, estava tapado pelos bóxeres.

- O que queres Oliver? Estás demasiado irrequieto. - diz ele numa voz rouca. Decidiu parar precisamente nesse momento com tudo o que estava a fazer e provocou-me ainda mais porque não tirava a porcaria do único trapo que ainda o cobria.

- O que eu sei é que não te posso deixar tomar o controlo. Tenho de me lembrar para não o voltar a fazer.

- Ora, não estás a gostar? É que pelo que vejo estás a adorar.

Com outro gesto da varinha as fitas que prendem as minhas pernas encolhem fazendo com que eu abra as pernas. Com o pé ele volta a provocar-me e toca-me na parte interna de ambas as minhas coxas. Como seria de esperar isso sabe-me tão bem que não consigo evitar de gemer. Mas não passa da lá da linha da minha virilha. Eu estou a desesperar. Quero mais contacto com ele e o Marcus nega-mo. Se isto continua assim sou capaz de me derramar sobre mim sem que o meu pénis tenha tido qualquer tipo de carícia.

- Se não fizeres nada nos próximos segundos, juro-te que nunca mais tocas num centímetro que seja do meu corpo. E tu sabes que eu falo a sério.

Ameacei-o na esperança que isso resolva alguma coisa. Estou prestes a trepar paredes, isso se por acaso não estivesse amarrado à cama.

Parece que deu efeito pois rapidamente tirou aquele incómodo trapo e finalmente mostrando toda a sua plenitude. Ele ajoelhou-se perto dos meus pés e pegou-me no pé e iniciou uma bela massagem, que era alternada entre beijos e lambidelas. Continuou a progredir pelo meu corpo alternando entre os meus dois membros inferiores. Eu lutava para me ver livre das fitas até que acabei por desistir. Não valeu a pena, só serviu com que ficasse ainda mais apertado. Espero que não deixe marca.

Subitamente, ele abocanhou o meu pénis quando eu menos esperava. Parecia que tinha decorrido séculos desde que ele entrou no meu quarto. Ele estava a cumprir fielmente o que eu lhe mandei. O meu raciocínio já tinha ido à vida e agora acabava de perder o controlo sobre as minhas emoções. Não foi de admirar que depressa o Marcus sentisse o meu sabor na boca dele. Completamente satisfeito do meu desejo mais imediato, o Marcus deu-me a provar o meu próprio sabor enquanto trocava-mos um tórrido beijo. Por um momento ele deixou-me controlar aquele beijo e soube-me tão bem que não queria que se desfizesse nunca.

- Valeu a pena a espera? Atreve-te a dizer que não gostaste.

- Eu adorei. Contudo não gostei da tortura. Mas desamarra-me. Também te quero tocar. Não podes ser só tu. - disse num sussurro e fazendo um biquinho com os lábios.

- Lá por ser Natal não quer dizer que possas ter tudo o que desejas. E nem sempre foste um menino muito bem comportado.

Todo ele emana sexualidade. Ele senta-se em cima da minha barriga e começa a mexer no próprio pénis. Como se pode resistir à tentação quando a mesma está bem à nossa frente? Para cúmulo, começou a mexer as ancas estimulando o meu próprio pénis. Ele ainda me leva à loucura hoje. A cereja em cima do bolo foi quando começou a estimular os meus mamilos, primeiro com os dedos, depois com a língua. Deitou-se em cima de mim e encurtou a distância entre nós tentando tocar-me o máximo possível.

Enquanto me marcava o pescoço e o peito evocou o tubo de lubrificante e começou a preparar-me para a sua próxima jogada. Eu queria que ele fizesse isso através de um feitiço tornando tudo mais rápido porém ele foi prazerosamente lento. Com muito cuidado foi introduzindo um dedo de cada vez até estarem lá dentro quatro dedos. Ficou imenso tempo só com os quatro lá até achar que já estava bem preparado. Para minha surpresa ainda fez o feitiço de lubrificação no final.

- Finalmente…

- Finalmente o quê Oliver?

- Está calado e passa à ação num instante…

- Oliver, Oliver, Oliver… Tens de ter um pouco mais de calma. Estás muito apressadinho hoje.

- Tu é que estás a demorar imenso tempo. Despacha-te e entra em mim de uma vez e depressa.

Ele riu-se de mim e eu tive a sensação de que ia fazer precisamente o oposto. Para me distrair ele beija-me e mais uma vez volta a marcar o meu pescoço. Eleva-me as pernas e eu quase que dou graças por estar tudo a culminar neste momento. Sem me dar tempo para pensar ou sequer preparar, ele entra completamente em mim de uma só vez. Obviamente que sinto um desconforto inicial por ser preenchido de uma forma um pouco brusca. Contudo as carícias que continua a fazer por todo o meu corpo e os beijos sôfregos que trocamos acabam por se sobrepor.

Dou-lhe indicação que se pode mexer e ele sai completamente e volta a estocar com força. Sempre que volta a entrar aumenta ainda mais o turbilhão de sensações que sinto. O Marcus, em vez de começar a acelerar como eu queria, inicia uma séria de estocadas lentas que me levam ao delírio. Assim que atinge a minha próstata todo o meu corpo exulta de prazer. O Marcus nota isso e passa a estocar com mais força e mais rápido no mesmo lugar. Como ainda estou amarrado sem poder fazer alguma coisa sem ser sucumbir às emoções ele principia os movimentos de via vem no meu pénis de acordo com a velocidade com que entrava e saía de mim.

O termo de todas estas ações está cada vez mais próximo, por isso a velocidade aumenta e a troca de beijos torna-se frenética. Tudo à nossa volta parece que deixou de existir e só restamos nós dois no mundo, unidos como se fossemos um só.

- Oliver… eu… adoro-te…

- Marcus… ahhh…

O clímax alcançou-nos ao mesmo tempo tão avassalador como das outras vezes, mas de certa forma parecia especial e não como os outros. Assim que as nossas respirações acalmaram vi-me livre das fitas que me impediram o tempo todo. Foi graças a elas que esta foi uma experiência muito especial, não apenas por não assumir o controlo, mas também pela conclusão da nossa conversa anterior.

Não estava perto de imaginar que teria finalmente uma reviravolta na minha vida. Sem margens para dúvidas este foi o melhor Natal até agora. Mal posso esperar para que o próximo chegue, visto que este acabou por passar. Como é óbvio não vamos ficar por apenas uma rodada. Contudo quem agora manda sou eu. Vou poder lhe mostrar o quanto eu adorei o seu presente. O Marcus que se prepare, pois agora é a vez dele de ser amarrado…

N/A: E então gostaram? Sinceramente eu adoro estes dois e não podia deixar de fazer um capítulo natalício com eles.