-Você quase nunca emprestava pra gente! Fala aí, Moony!

-Mentira! Diz pra ele que é mentira, Moony.

E lá estávamos nós, vendo a maior briga de criança acontecendo entre dois adultos. Adultos com os quais eu cresci. Não é pra menos que eu seja meio desregulada...


-Sloghorn? – Mamãe perguntou confusa. – Dumbledore o chamou para voltar?

-Pois é. – Harry disse dando de ombros. – O cara parece ser um aproveitador... Com aquele papo de clube que ele tinha com os alunos mais influentes...

-Nem me lembre. – Tio Pads disse rolando os olhos. – Isso era a coisa mais ridícula.

-Da qual você sempre quis participar. – Tio Moony o interrompeu.

Eu sorri debochada. Típico de Sirius Black dizer isso sobre as coisas das quais ele não fazia parte.

-Então o novo professor de Defesa era professor de Poções? – eu perguntei confusa.

-Aparentemente... – Harry deu de ombros. – Dumbledore sabe o que faz.


-Tédio mortal! – Ginny disse deitada no quintal da frente de casa.

-Concordo. – Jenny disse deitada ao seu lado.

Já estávamos lá, deitadas, olhando para o céu por umas boas horas.

-Podíamos ir ao Beco Diagonal. – eu sugeri me apoiando nos cotovelos. – E a gente podia levar a Anne para fazer compras.

-Isso não! – Jenny disse se sentando. – Ela já fica me enchendo o saco, falando que ela é uma bruxa e eu não... Me irrita!

-Ah, mas é assim mesmo! – Ginny sorriu. Falando por experiência própria. – Todos os anos eu passava por isso. Fred e George vivam dizendo "nós vamos para Hogwarts! Você não...". Eu simplesmente batia neles. – ela completou com um sorrido um tanto malvado.

-A mesma coisa comigo e Harry. – eu emendei balançando a cabeça. – Mas isso passa.

-Acontece que eu nunca vou para Hogwarts, se esqueceram? – Jenny perguntou se sentindo um pouco de fora. Eu não tinha parado para pensar nisso; ela nunca iria para Hogwarts; Jeniffer jamais seria uma bruxa.

-Mas não tem problema, trouxinha linda! – Gin tentou animá-la segurando o riso. – A gente gosta de você mesmo assim, tá?

Nós não agüentamos e começamos a rir descontroladamente, tanto que eu até deitei de volta na grama e as duas me acompanharam.

CRAC.

-Vixi! Será que alguém quebrou alguma coisa? – Jenny nos perguntou sem tirar os olhos do céu nublado.

-Pra mim parece mais com o som de alguém Aparatando. – Gin respondeu dando de ombros.

-Mas como ela é espertinha. – tinha alguém lá mesmo. O pior de tudo é que não estávamos prestando atenção. Poderia ter sido qualquer um se eu não conhecesse aquela voz.

-Só deveria prestar mais atenção em quem se aproxima. – uma outra voz disse e isso me fez abrir os olhos no mesmo instante e sorrir. – Oi! – Fred disse olhando pra mim.

-Quando foi o nosso primeiro encontro? – perguntei pousando as mãos por trás de minha cabeça.

-Puts, não podia ter escolhido uma mais difícil? – George se intrometeu. – Até eu sei essa!

-Então quando foi? – Gin perguntou também se intrometendo.

-Foi no primeiro fim de semana em Hogsmeade... 31 de outubro. – ele respondeu cheio de si.

-Tá vendo como você se mete muito na minha vida? – Fred comentou empurrando George de lado. – Manda outra pergunta, Allie.

-A cor preferida do tio Pads. – eu disse rindo. Sabia que um dia, numa aula de Transfiguração, tio Pads fez essa pergunta para ele.

-Você tá curtindo uma com a minha cara, é? – ele perguntou rolando os olhos. – Faça uma pergunta de verdade.

-Mas agora eu já sei que é você, amor. – respondi me levantando.

-Mas agora eu quero responder uma só de raiva. – ele respondeu cruzando os braços. Não é possível! Estou cercada de crianças disfarçadas de adultos.

-Tá. Essa é boa. Quando foi o nosso primeiro beijo? – eu tinha certeza que ninguém sabia dessa porque ambos estávamos muito envergonhados para comentar algo no dia que isso ocorreu e não acho que Fred tenha o mencionado em algum momento.

-Fala sério! Provavelmente no dia 31 de outubro. – Jenny disse pela primeira vez desde a chegada dos gêmeos. Ao fundo Gin e George concordaram.

Fred apenas sorriu.

-Ah, essa eles não sabem. Boa, amor. – disse piscando para mim.

-Você tá me dizendo que não teve coragem o suficiente para beijá-la no primeiro encontro? – George perguntou com desdém. – Patético.

-Ao contrário, meu caro irmão. – Fred disse sorrindo marotamente. – Foi no dia 1º de setembro.

-É VOCÊ! – eu gritei fazendo graça e correndo pra cima dele.

Gin engasgou.

-Foi por isso que você ficou tão distante quando voltou pra cabine! – ela exclamou. Nossa, eu nem me lembrava o que tinha comido ontem. Como eu ia lembrar se tinha agido desse jeito há quase um ano?

-A pequena Alexis ficou sonhando com o beijo, foi? – George perguntou com uma voz de bebê. – Ah, que coisinha mais fofa. Aposto que foi o primeiro beijo dela.

-Eu não quero nem comentar, ok? – respondi virando os olhos. Sinceramente? Não, aquele não tinha sido o meu primeiro beijo, mas fora o melhor.

A gente sempre lê aqueles livros em que não há nada melhor do que o primeiro beijo, de como isso é mágico e que nós nunca queremos esquecer.

Bom, no meu caso isso é totalmente diferente: Eu queria sim esquecer o meu. Não havia nada de mágico nele. E com certeza há muitas coisas melhores, tipo chupar um picolé de limão num dia de verão. Aposto que a minha língua teria muito mais ação.

Eu tive meio que nojo do meu primeiro beijo e por muito tempo eu me perguntei o porquê disso, já que todo mundo vivia dizendo as mais maravilhosas coisas sobre beijos enquanto eu ficava lá pensando: Puts, será que só eu que não gosto? Isso me faz alguma aberração?

Mas depois eu entendi que quando você não sente atração nenhuma pela pessoa, o beijo não tem muito valor.

Com quem foi não vem ao caso, porque não queremos difamar a pessoa, mas eu realmente finjo que Fred foi o meu primeiro beijo. E, deixe-me dizer, que beijo! Naquela cabine no Expresso indo para Hogwarts... E quem foi o bastardo que o interrompeu? Bem, vamos deixar em off.

-Ih, acho que não foi não, hein? – George disse novamente e isso me fez enrubescer. – Aí, Fred, alguém já roubou esse lugar de você.

-Cale a boca. – Fred o repreendeu rolando os olhos. – Não liga, tá bom? – ele sussurrou para mim.

-Só tá de palhaçada comigo porque essa noite ele dormiu de calça. – eu retruquei semi-cerrando os olhos para George.

Não deu outra. Gin, Jenny e Fred começaram a rir na mesma hora.

-É assim, né? – ele retrucou. – Você não perde por esperar!


-Olá Sra. Potter. – Fred disse logo que entrou em casa.

-Fred, querido! Como vai? – mamãe respondeu tirando os olhos do fogão e o abraçando. – George! – ela emendou abraçando o outro.

-É um prazer revê-la. – George disse educadamente.

-O que fazem por aqui? – minha mãe perguntou voltando-se para o almoço.

-A loja não estava muito movimentada, então resolvemos fazer uma visitinha. – Fred disse e piscou para mim.

-Não caia nessa laia de bom moço, Sr. Potter. – Gin disse segurando o riso.

-É, ele só veio aqui para ver a Al. – George completou.

-Quem veio aqui só para ver a minha filha? – papai perguntou entrando na cozinha seguido por tio Moony e tio Pads.

Fred arregalou os olhos.

-Weasley, meu rapaz! – tio Pads saudou-o.

-Qual? – eu perguntei olhando para ele com as mãos na cintura. Lá vamos nós na sessão humilhe seu namorado (n/a: Gente, se eu contar que isso realmente acontece na minha família vocês acreditam? Haha).

-O genro não sou eu! – George disse com as mãos para cima, se rendendo.

-Eu sou só a amiga e sou garota! – Gin emendou.

-James... Sirius... – tio Moony os alertou. – Será que vocês não podem deixar o menino uma vez em paz?

-Obrigada! – eu exclamei sorrindo.

-E qual é a graça nisso? – George se intrometeu. Merlin, isso porque eles eram gêmeos e não se desgrudavam nem por um segundo.

-Eu acho que o George aqui tem razão. – papai disse sorrindo marotamente. – Então, Fred, como vão as coisas?

Espera. O que? Só isso? Suspeito.

-Vão bem. – Fred disse soando mais aliviado. – A loja vai bem...

-Não seja modesto, garoto! – tio Sirius se juntou. – Ficamos sabendo que é o maior sucesso.

-Bom... É – Fred concordou. – Está muito bem.

-Ótimo! – papai exclamou sorridente. – Quem sabe não damos uma passadinha lá, certo Padfoot?

-Mas já estamos demorando pra dar uma olhada, não acha? – aqueles dois tinham um brilho no olhar. Certas coisas nunca mudam. – Sei que já estamos fora dessa área há um tempinho, mas nada mais justo do que vermos como estão as coisas agora, né?

-Eu ainda não acredito como não tivemos essa idéia. – papai se queixou. – Francamente, onde já se viu trabalhar nesse Ministério quando se pode ter uma loja de pegadinhas?

-Tenho certeza de que vocês vão estar no paraíso no momento em que puserem os pés lá dentro. – mamãe disse sorrindo. – Vocês quatro são perfeitos um para o outro.

George sorriu e então tio Pads o abraçou.

-Você é o filho que eu nunca tive! – disse secando uma lágrima imaginária em seu rosto.

-Pai! – George disse o abraçando também.

-Você é o genro que eu sempre quis ter! – papai disse se virando para Fred. – Alexis, se você não se casar com ele...

-PAI! – E então entramos na sessão humilhe sua filha/sobrinha/afilhada (mesmo tio Moony não tendo nada a ver com isso tudo.).

-Estou falando sério! – papai disse se virando para mim. – Eu vou te deserdar e vou adotá-lo no seu lugar.

-Bom saber, pai... Bom saber.


Então... Mals ae a demora! Mas eu voltei. E não disse que ia ter Marotos e Gêmeos? Foi curtinho, eu sei, mas to sentindo que se eu não postar esse logo, vocês irão me matar... Então, tá! Aqui está!

Ah, estive pensando... Se eu passar pra vocês um link de uma outra história minha, vocês leriam? Não tem nada com Harry Potter, mas é que eu queria saber a opinião de vocês. Me respondam na review, ok?

Lys Weasley: EU TAMBÉM OS AMO! VOCÊ É MESMO MINHA FILHA! AGORA VOCÊ QUER UM IRMÃO? HOJE MAIS CEDO DISSE QUE QUERIA SER FILHA ÚNICA PRA SEMPRE. ESCREVER IGUAL A MIM? JUNTE PALAVRAS QUE APARECEM NA SUA CABEÇA NO MOMENTO. É ISSO QUE EU FAÇO! BEIJOS I LOVE YOU!

Tori-Chan-Madrigal: haaha... Tem razão. Algumas tem um vocabulário muito complexo, mas mesmo assim é legal. Aí, Tori! Eles estão juntos! Beijooos!

Bet97: Obrigada! Você recebeu minha mensagem na qual eu te passei o meu twitter e o tumblr? Beijos

V Weasley Malfoy: TIPO... EU QUASE SURTEI LÁ! *-*Posso voltar no tempo? Please?

OK! VOLTA E PARA! Você é GD, Potterhead, se chama Fernanda e ainda é Poynter (também sou!)? Não é possível! Fomos separadas ao nascer! Só pode! Na verdade, isso depende. Quantos anos você tem? Haushaushaus

Desculpe a demora. Espero que tenha gostadoo! s2