-Não pense que não teremos uma conversa mais tarde, Alexis. – Ginny disse ainda deitada e de olhos fechados.

Ou talvez tudo vá por água a baixo.


-Ginny... – comecei, mas não tinha o que dizer. Ela havia me pego no flagra. Voltando para o quarto depois de ter passado a noite fora.

-Sua sorte foi que todos foram dormir cedo. – ela disse se sentando na própria cama. – Mas não pense que Harry não percebeu.

-Harry? – tinha certeza de que estava pálida. Por mais que Harry não tivesse nada com a minha vida pessoa, você nunca quer que seu irmão mais velho saiba que você saiu por aí fazendo... Coisas... Com seu namorado.

-Aham. –Ginny concordou balançando a cabeça. – Eu te dei uma cobertura, mas não acho que ele acreditou na minha história de "Alexis não faria nada desse tipo, Harry."

Eu estava muito mal na fita.

-Desculpe-me, Ginny. – disse correndo para o seu lado. – A intenção não era ficarmos fora a noite toda, mas acabamos dormindo.

-Imaginei. – ela sorriu. Talvez minha amiga me perdoasse. – Só saiba que eu quero saber dessa história, ouviu, senhorita Potter?

-Quer mesmo saber sobre sua melhor amiga e seu irmão? – perguntei fazendo uma careta. – Eu não saio por aí perguntando de você e Harry, não é?

-Tentarei ignorar o fato de que é meu irmão. – ela respondeu sorrindo.

E naquele momento eu percebi que poderia contar com Ginny. Nos conhecíamos desde que nascemos. Ela não contaria para ninguém.


Algumas horas mais tarde, ouvi o barulho de passos na escada, então Ginny e eu corremos para fingirmos que estávamos dormindo.

No momento em que puxei as cobertas sobre mim, a porta do quarto se abriu.

-Sei que não estão dormindo. – George disse da porta. – Então levantem e me façam café.

Abri os olhos e olhei para ele.

-Você só pode estar tirando uma com a minha cara. – rolei os olhos – Cale a boca e me deixe dormir, George!

Ouvi-o dando uma risada nasalada.

-Alexis, colega, deixe a encenação para mais tarde. Vai precisar. – ele disse e piscou com um olho para mim antes de sair do quarto.

Olhei para Ginny com os olhos arregalados.

-Você não pensou que ele não fosse perceber, não é? – ela respondeu.

Mais pessoas do que eu gostaria já estavam sabendo. Era uma questão de tempo até meus pais e meus tios saberem também, e quando isso acontecesse... Merlin, tome conta!


O café da manhã estava indo às mil maravilhas; ninguém perguntou nada, ninguém agia estranhamente...

Quando Fred desceu, me cumprimentou com um beijo na bochecha, como se não tivéssemos nos visto desde ontem à noite, quando ele me deixou, galantemente, na porta do quarto de Ginny e despediu-se de mim.

-Alexis! – tio Sirius disse se sentando ao meu e me dando um tapa na perna. – Bom dia!

-Em primeiro lugar: AI! De verdade! Para que isso, homem? – ele tinha acertado bem em uma parte que tinha um roxo enorme. Agradeço ao Fred. – Em segundo lugar: você já bebeu tão cedo?

-É quase Natal. – ele respondeu dando de ombros, o que me fez continuar olhando para ele. – Estou alegre. E eu nem bati tão forte assim.

-Estou com um roxo enorme onde você encostou. – respondi e senti meu rosto começar a esquentar. Ah, não. Não podia ficar vermelha agora.

-O que aconteceu? – mamãe perguntou, confusa.

Rapidamente dei um olhar a Fred, que estava de olhos arregalados e petrificado. Ótimo, estava nessa sozinha.

-Eu bati no banco da mesa ontem. Bem na quina. – respondi, esperando que aquilo fosse o bastante para que eles acreditassem.

-Ai! – Harry disse com uma cara de dor. –Isso dói.

-Aham. – respondi, suspirando aliviada internamente.

Meu irmão podia não saber, mas acabou de salvar a minha vida, pois acho que todos acreditaram.

Depois daquele susto, fui até a pia para lavar o meu copo e como ainda não posso fazer mágica fora de Hogwarts, tive que usar a maneira trouxa: bucha e detergente.

-Essa foi por pouco. – Fred sussurrou de aproximando de mim.

-Se você não tivesse virado um mudo, a resposta teria sido melhor... Eu acho. – respondi de volta, olhando pelo meu ombro para ver se alguém estava por perto. – Na verdade, se não tivesse me mordido, nada disso teria acontecido.

Fred sorriu.

-Não foi minha intenção, mas não vi você reclamando.

-Fred! – disse virando-me para ele e jogando água em seu rosto.

-Sem molhadeira na minha cozinha. – Sra. Weasley disse sorrindo.

Tenho quase certeza de que a escutei murmurando algo como "ah, o amor."

-Te amo, sabia? – Fred disse me abraçando por trás e depositando um beijo no canto da minha boca. – Demais.

Abaixei a cabeça com um sorriso bobo no rosto; Acho que nunca me acostumaria a ouvir aquelas palavras saindo de sua boca. Elas me faziam me sentir querida, de um jeito totalmente novo para mim.

-Também te amo. – respondi virando-me de frente para Fred e dando-lhe um beijo delicado.


Era noite da véspera de natal e somente eu, Fred, George e Fernanda estávamos acordados conversando.

Então, me diga, Fernanda, como conheceu George? – perguntei para a futura Sra. Weasley. Não que ela soubesse disso, claro.

-Ah... – ela começou a ficar ruborizada. – Já o conhecia, só nunca havíamos nos falado antes. Mas esse ano eu fui visitar a loja deles no Beco, e lá ficamos conversando por um tempo.

-Por um tempo? Eu tive que me virar sozinho por mais de três horas. – Fred interrompeu, rolando os olhos.

Fernanda corou ainda mais e George segurou o riso, para, em seguida, dar-lhe um selinho.

-Ah, que amor. – Fred ironizou.

-Cale a boca. – George disse.

-Vingança, meu irmão, vingança.

Olhei, rindo para a morena em minha frente.

-Não se preocupe, você se acostuma. – eu disse balançando a cabeça.

-Alexis que o diga.- George disse suspirando.

-Tive que aguentar você se intrometendo no meu namoro, é verdade. – respondi petulantemente. – Mas como Fred disse, agora é vingança.


Eu sei que está curtinho, mas não sei mais o que escrever nesse capítulo, então aqui vai mais um. Desculpem-me pela demora. Não foi intencional. Vou tentar escrever o próximo o mais rápido possível, ok?

Beijos