Disclaimer: Essa história pertence à vickitori303, os personagens pertencem à Stephenie Meyer e a nós pertence a tradução!


Capítulo 5 – Jantar e almoço com o Dr. Correto

Tradução: Lary Reeden

Bella POV

Edward me levou para jantar no sábado à noite. Ele deve saber que eu tenho uma coisa por comida italiana, porque ele me levou ao Serafina. Serafina é este restaurante de bairro pitoresco com paredes amarelo-alaranjadas que são muito reminiscentes da paisagem toscana, pelo menos pelo que eu vi em filmes e livros, de qualquer maneira. Eu achei esse jantar mais íntimo do que o nosso primeiro encontro, provavelmente por causa da atmosfera. O restaurante simplesmente gritava romance.

Nossa conversa do jantar foi centralizada principalmente sobre as nossas famílias. Eu contei a Edward tudo sobre meu pai, Charlie. Como ele e Renée se conheceram no colégio, se apaixonaram, casaram e me tiveram – tudo antes dos 20 anos.

"Então, sua mãe pegou você e foi embora quando você tinha quatro anos?"

"Sim. Ela disse a ele que ela não podia ficar em uma cidade tão pequena e entediante como Forks, que ela não poderia se enterrar ainda mais abaixo das raízes. Ela disse que estava se sentindo presa; que ela precisava abrir suas asas e se encontrar. Eu ainda me lembro da expressão no rosto do meu pai quando ela lhe disse isso – ele ficou arrasado." Eu expliquei, agora enojada com as ações da minha mãe.

"Bem, ele a amava, é claro que ele ficaria arrasado".

"Mas ela nunca viu isso, ela pensava que ele parou de amá-la".

"Por quê?"

"Charlie não é o homem mais carinhoso do mundo. Ele fica desconfortável ao falar sobre sentimentos. Ele é um típico homem turrão. Eu entendo, eu costumava ser assim." Eu disse, olhando para minhas mãos que estavam em meu colo.

Edward pegou minha mão direita e deu um beijo nas costas dela, em seguida, ele a segurou em seu colo. Eu dei-lhe um sorriso fraco, olhando para ele através dos meus cílios. "Eu acho que não ajudou o fato de que ele trabalhava muito, ele queria sustentar a sua família. Renée não foi sempre feliz sobre isso. Se o mundo não girar em torno dela, ela encontra uma maneira de torná-lo assim. Mesmo que isso signifique correr e ir embora".

"Sua mãe mudou-se com você para Phoenix, e foi lá que você cresceu. Você via seu pai frequentemente?" Ele perguntou, tomando um gole do seu vinho.

"Todo verão até eu ter 12 anos eu voava para Forks. Nós não fazíamos muita coisa – principalmente pescávamos, ou passávamos o tempo na reserva com Jake e seu pai." Eu dei de ombros.

Edward me olhou com ceticismo. "Eu não consigo imaginar você pescando".

"Eu não pescava, mas me dê um bom livro e luz solar e eu estou lá. Lembro-me da primeira vez que ele me ensinou a pescar." Eu ri, balançando minha cabeça quando a memória retornou à minha mente. "Ele me ensinou como lançar e explicou que era tudo um jogo de espera. Eu o fiz colocar a isca porque eu não tocaria aquela coisa viscosa e ondulante".

Edward riu daquele comentário.

"Então, eu coloquei a vara de pesca para baixo, puxei meu livro, recostei-me e esperei. Eu acho que fiquei tão absorta que nem sequer percebi que a vara tinha sido puxada do barco e estava sendo arrastada por algum peixe. Charlie foi o primeiro a notar e ele começou a gritar. Ele estava divagando sobre como aquilo era o nosso jantar para a noite e que agora nós morreríamos de fome, que aquela era uma vara nova que ele tinha emprestado do seu melhor amigo. Ele me disse para ir buscá-la, então eu mergulhei na água, completamente vestida. Pensei que ele estava bravo comigo, então eu queria corrigir meu erro. Quando eu não subi de imediato, Charlie pulou atrás de mim, assustado que eu tivesse batido minha cabeça e estava afundando inconscientemente." Eu tentei explicar através das minhas risadas.

"Mal sabia ele que eu tinha nadado todo o caminho até a vara de pescar debaixo da água. Eu apareci, pegando a vara e gritando 'Peguei!' Olhei para o barco e não o vi, então eu comecei a surtar. Eu nadei de volta, no estilo Tarzan, procurando em volta por ele. Eu estava no meio do caminho quando ele saiu da água parecendo aterrorizado. Eu gritei 'pai', e o alívio que tomou conta do seu rosto foi como nada que eu já vi. Foi a primeira vez que eu verdadeiramente percebi o quanto eu significava para ele." Eu disse, um sorriso rastejando no meu rosto com o pensamento do meu pai.

"Quantos anos você tinha?" Edward perguntou, enfiando um pedaço de cabelo atrás da minha orelha.

"Eu tinha quase sete anos".

"Como você sabia nadar assim?"

"Eu estava na equipe de natação em Phoenix. Meus treinadores disseram que eu tinha um grande potencial, mas nunca cheguei a ver o quanto. No ano seguinte, Renée me tirou da natação".

"Você deveria ter sido a morte do seu pai. Entre você mergulhar atrás de varas de pesca, seus passeios de motocicleta e sua falta de jeito, eu estou surpreso que ele a deixou sair de casa." Ele riu. "Como é o seu relacionamento com ele agora?"

"É ótimo. Ligamos um para outro algumas vezes por semana para contar as novidades. Às vezes eu recebo uma carta dele do correio. Ele não é um grande conhecedor da tecnologia. Ele fica constantemente me dizendo o quanto ele odeia o computador da delegacia. Eu apenas dou risada dele e escrevo de volta. Ele nunca se queixou sobre a minha caligrafia ruim também. Eu tento dirigir até Forks com Jake e Leah a cada duas semanas, na verdade, eu estou lhe devendo uma visita." Eu mencionei, fazendo uma anotação mental na minha cabeça.

"Agora, eu já contei a você sobre Charlie e Renée, eu quero ouvir sobre a sua família. Eu sei que seu pai é um médico, mas o que sua mãe faz?" Perguntei, animada para ouvir mais sobre ele. Sua família era definitivamente mais emocionante do que a minha.

"Bem, minha mãe é uma designer de interiores. Ela meio que caiu nisso. Veja, com o meu pai sendo um médico e herdando o dinheiro do meu avô, não havia realmente nenhuma necessidade de ela trabalhar. Ela decorou a casa da família como se fosse para sair no catálogo da Pottery Barn*. Suas amigas amaram tanto seu trabalho que lhe pediram para decorar suas casas. Mais pessoas começaram a pedir a ajuda dela e ela estava ficando sobrecarregada. Rose tem seu próprio negócio e sugeriu que minha mãe devesse começar um também. Então ela começou, ela abriu seu próprio negócio. Eu acho que ela tem cinco pessoas que trabalham para ela, mas ela tem uma palavra a dizer em todos os projetos que eles possuem".

* Pottery Barn: é uma rede de lojas de móveis e decoração, presente nos EUA e Canadá com sede em São Francisco, Califórnia. Fundada em 1950, já foi citada nos seriados Friends, The Big Bang Theory e Glee.

"Ela decorou a sua casa?" Eu perguntei, colocando meu cotovelo na mesa, descansando meu queixo no meu punho.

"Sim, ela decorou".

"Eu sabia que parecia muito aconchegante para ser decorado por um cara!" Eu o provoquei.

"Ei, agora." Ele ergueu uma sobrancelha, me cutucando no lado e fazendo-me contorcer-me um pouco.

Depois disso, Edward me contou sobre o resto da sua família. Seu irmão mais velho, Emmett, tem 30 anos e é treinador de futebol em uma das escolas locais. Ele também ajuda Rose com seu negócio: restauração e venda de carros clássicos. Ela encontra clássicos que precisam ser restaurados, então os vende por um preço elevado. Oh, ela também é mãe de gêmeos de seis anos de idade. Como ela consegue tudo isso e ainda ter a aparência de uma super modelo de 29 anos está além de mim. Edward disse que Emmett e Rose se conheceram em seu último ano do ensino médio, ficaram juntos através da faculdade e praticamente se casaram assim que se formaram. Cerca de um ano mais tarde, nasceram Aiden e Ethan. Ele disse que sua família é realmente muito unida, e mesmo que eles não tenham ficado felizes quando ele decidiu se mudar para ir à faculdade, todos eles realmente apoiaram. Ele disse que sua mãe, em especial, está em êxtase que o seu 'bebê' está de volta.

"A propósito, minha mãe quer que eu a convide para o brunch* de domingo." Ele mencionou despreocupadamente enquanto pegava uma colherada de sorvete da taça.

*Brunch: é uma refeição de origem americana, que combina o café da manhã com o almoço. É normalmente realizada aos domingos, quando toda a família se reúne entre 10 e 14 horas em torno da mesa.

Eu praticamente engasguei com o meu vinho, sentindo-o queimar quando desceu pela minha garganta e eu tossi no meu guardanapo. Ele deixou cair a colher e começou a esfregar minhas costas.

"Você está bem, Bella? Aqui, beba um pouco de água".

Ele pegou o copo, colocando-o contra os meus lábios para que eu pudesse tomar um gole. "Desculpe, eu não achei que você reagiria dessa maneira." Ele enxugou as lágrimas que tinham escapado dos meus olhos durante o meu ataque de tosse com o seu polegar, segurando-o em meu rosto mesmo após as lágrimas terem desaparecido.

"Você atira o brunch com os seus pais em mim e não pensou que eu reagiria dessa forma?" Eu perguntei, incrédula.

"Não, eu não pensei. Não é uma grande coisa - você já conheceu minha mãe e Rose. Agora você pode conhecer meu pai e meu irmão." Ele deu de ombros suavemente, acariciando minhas bochechas com seus polegares.

"Eu... Eu... Edward, eu não posso." Eu gaguejei, desviando meus olhos para o meu colo. Eu não estava pronta para conhecer sua família desse jeito.

"Está tudo bem, Bella. Eu entendo, é muito cedo." Ele se inclinou para a frente e deu um beijo casto em meus lábios. Ele então se recostou em sua cadeira, pegando sua colher de sorvete e dando uma mordida.

Coloquei minha mão em sua perna, inclinando-me para ele, "Edward, eu quero conhecer o resto da sua família. Podemos apenas esperar mais uma ou duas semanas? Eu quero te conhecer mais, e ouvir suas histórias antes de eu ouvir coisas sobre você da sua família." Eu sorri para ele através dos meus cílios, o que ele me disse que adora.

"Quando você olha para mim desse jeito, como eu posso dizer não?" Ele perguntou, colocando sua mão em cima da minha.

"Venha aqui, Dr." Eu ordenei, colocando minha mão livre em sua bochecha e dando-lhe um beijo apaixonado de boca fechada. A língua estava sendo guardada para mais tarde.

Saímos do restaurante e nos dirigimos ao meu apartamento. Edward me acompanhou até minha porta, depois de bater o pé mais uma vez mais sobre dar amassos no carro. Mais uma vez eu perguntei se ele queria entrar, mas ele educadamente recusou. Eu não pude ficar muito desapontada, ele me deu um beijo quente e deliciosamente longo de adeus.

Como ele se inclinou para baixo, envolvendo seus braços ao redor da minha cintura, eu levantei nas pontas dos meus pés, deslizando meus braços ao redor do seu pescoço. Nossos lábios se tocaram e, como sempre, senti aquela faísca – como se meus lábios estivessem em chamas. É a sensação mais incrível e eu esperava que isso acontecesse toda vez que nos beijássemos no futuro. Ele aprofundou o beijo desta vez, traçando sua língua ao longo do meu lábio inferior, e eu abri minha boca para dar-lhe um melhor acesso. Ele me segurou mais apertado, levantando-me do chão. Eu queria envolver minhas pernas ao redor da sua cintura, mas vendo que eu estava usando um vestido, eu não achei que isso seria muito adequado. Então, novamente, eu estava dando uns amassos com o meu namorado na frente da minha porta. Minhas mãos se emaranharam em seu cabelo e ele e eu gememos com a sensação. Eu estava esperando por Edward congelar, colocando-me de volta nos meus pés e enviando-me uma boa noite, mas ele não o fez. Ele continuou me beijando até que a necessidade de ar tornou-se insuportável. Mesmo assim, ele manteve um controle em mim, colocando beijos castos no meu rosto antes de descansar sua testa contra a minha.

Eu não sei quanto tempo ficamos ali olhando para os olhos um do outro. Pareceu horas, embora eu tenha certeza que foi mais como minutos. Tentei decifrar seus sentimentos naquele momento, eu podia ver alegria, desejo, luxúria... talvez até remorso, ou uma pitada de tristeza. Edward estava tendo os mesmos pensamentos sobre mim? Ele viu a alegria, luxúria e até mesmo... amor nos meus olhos? Eu nem sequer sei se posso chamar isso de amor, mas eu sei que eu estava me apaixonando por Edward.

Eu empurrei minha cabeça para frente, pressionando suavemente meus lábios aos dele. Eu sabia que era hora de ir, que eu precisava ser aquela a dizer adeus primeiro. Eu poderia dizer que Edward estava lutando com suas emoções. Eu devia estar fazendo a mesma coisa, já que esse foi apenas o nosso segundo encontro, mas eu não pude. Meu corpo não me deixaria, era como se fosse atraído para ele e sentisse uma perda aguda no momento em que ele se afastava.

"Tudo bem, Dr., eu acho que esta paciente precisa voltar para o seu quarto antes que ela faça algo inapropriado. Obrigada por mais uma noite maravilhosa." Eu disse, dando-lhe outro beijo casto e soltando meus braços do seu pescoço. Ele me colocou de volta no chão e eu dei um passo para trás.

"Foi um prazer, Bella. Vou te ligar amanhã, para dizer-lhe como foi o brunch de domingo com a minha família." Ele piscou.

"Parece bom. Estou ansiosa para vê-lo na segunda de manhã." Eu sorri.

"Bons sonhos, linda".

"Boa noite, Edward." Eu o observei se afastar e desaparecer pelas escadas antes de eu abrir a porta e entrar.

Na quarta-feira, Edward me enviou uma mensagem, perguntando se eu queria encontrá-lo para almoçar. Decidimos ir ao Zoka Roaster Coffee & Tea Company, já que era perto tanto do hospital como da creche.

Eu cheguei primeiro, pedi dois sanduíches de peru e chás gelados, então encontrei uma mesa. Um atendente trouxe o nosso almoço exatamente quando Edward chegou.

"Ei, linda." Ele disse calorosamente.

Ele deslizou no assento ao meu lado e deu um beijo em meus lábios. Ele estava usando uniforme verde do hospital, que fez seus olhos se destacarem e meus joelhos fraquejarem.

"Olá, Dr." Eu sorri. "Como você está hoje?"

"Eh." Ele encolheu os ombros. "Tem sido um dia difícil, é por isso que eu lhe pedi para almoçar comigo. Eu realmente precisava vê-la." Ele suspirou.

Ele parecia cansado, e eu esperava que nossas conversas ao telefone tarde da noite não estivessem começando a ser demais para ele.

Afastei a franja dos seus olhos, então movi minha mão para cobrir sua bochecha.

"Você quer falar sobre isso?" Eu perguntei, oferecendo um sorriso fraco.

"Nah, eu não quero estragar o nosso almoço falando sobre o meu dia ruim." Ele disse com aquele seu sorriso torto. Ele pegou minha mão na sua, beijou a palma, então colocou nossas mãos em seu colo. "Obrigado, no entanto".

Revirei meus olhos. "Edward, isso é o que os casais devem fazer. Se você estiver tendo um dia ruim, você deveria falar comigo sobre isso. Eu quero ouvir sobre o que está acontecendo com você".

"Eu só estou estressado. Há algumas enfermeiras que não sabem como tomar um não como resposta." Ele mencionou antes de dar uma mordida em seu sanduíche.

O quê? Algumas vadias estão convidando o meu namorado para sair? Eu acho que posso precisar fazer uma visita ao trabalho do médico.

"Bem, você sabe que eu sempre posso ajudar a obter um ponto de vista." Eu ofereci com uma piscadela.

"Obrigado, babe. Eu estou levando isso por enquanto. Como tem sido o seu dia?"

"Não tão agitado quanto o seu, aparentemente. Então, novamente, um dos meninos me trouxe um buquê de flores quando estávamos no jardim esta manhã. A melhor parte foi que as raízes e a sujeira ainda estavam ligadas. Ele saiu correndo depois disso para brincar com Alexis".

"Alguma concorrência de quatro anos de idade." Ele acenou com a cabeça com um sorriso. "Vou ter de confrontá-lo mais tarde".

"Infelizmente para Chris, eu gosto de homens mais velhos".

"Quanto mais velhos? Estamos falando de dez, quinze anos? Porque eu quero dizer que eu sou apenas três anos mais velho..."

"Sorte para você, Dr. Cullen, acontece que três é um número mágico." Eu disse enquanto me inclinava na direção dele.

"Sorte não tem nada a ver com isso. Se fosse mais velho, eu teria que simplesmente fazê-la mudar de ideia." Eele me deu aquele sorriso sexy, em seguida, outro beijo.

"Mmm, eu acho que nós precisamos nos encontrar para almoçar com mais freqüência".

"Eu tenho que concordar. Eu não sei por que eu não pensei nisso antes".

Uma vez que tínhamos menos de uma hora, comemos nossos sanduíches, bebemos nossos chás gelados e falamos sobre a nossa infância.

Eu disse a Edward sobre as aulas de dança em que a minha mãe me inscreveu, que foram um desperdício de dinheiro. Ele se curvou de rir quando lhe contei sobre o recital de dança da primavera. Eu chutei, bati ou tropecei em todas as meninas - completamente por acidente, é claro. Havia grilos cantando no final da performance. Eu estava no palco sozinha, bochechas completamente coradas. Eu queria correr, mas minhas perninhas não se moviam. Todas as outras meninas estavam no chão chorando, algumas delas estavam me dando olhares desagradáveis. Então havia um mar de mães correndo para o palco para verificar suas filhas. Eu tinha cinco anos.

Quando ele parou de rir, Edward me contou sobre suas habilidades musicais.

"Minha mãe disse que eu era um menino prodígio quando se tratava do piano. Ela quase me mandou para Julliard*, mas não pôde suportar ficar longe de mim. Eu não me importei, contanto que eu pudesse tocar." Ele deu de ombros.

*Julliard School é uma escola de música, dança e artes cênicas. Localizada em Nova York, EUA. Considerada um dos principais conservatórios e escola de dramaturgia do mundo.

"Você ainda toca?"

"Às vezes, quando estou na casa dos meus pais, minha mãe me pede para tocar e eu a divirto. Meu coração simplesmente não está nisso. Tanya adorava quando eu tocava. Ela me tinha tocando para ela todas as noites quando ela estava grávida de Alexis." Notei que os olhos felizes e brilhantes de Edward ficaram tristes no momento em que ele mencionou Tanya.

Estamos correndo para isso muito rapidamente? Ele não está pronto? Ele algum dia vai superá-la, ou ela sempre estará no fundo da sua mente? Ela foi seu primeiro amor e a mãe da sua filha, é claro que ela sempre estará lá. Se ele quiser parar com isso e apenas ser amigos, eu seria capaz de aceitar isso?

Instintivamente, eu bati a mão na minha testa e murmurei estúpida.

"Bella? Por que você está batendo em si mesma?" Ele perguntou, tentando não rir.

"Hum, eu não estou muito certa. Minha mão meio que se moveu por conta própria." Eu respondi. Desviei meus olhos, completamente envergonhada pela minha ação.

"Você sempre me surpreende, Isabella Swan".

"Sim, essa sou eu, Isabella Swan. Sempre surpreendendo as pessoas, nunca fazendo o que elas esperam." Eu murmurei. Levando meu lábio inferior entre os meus dentes.

"Pare de morder seus lábios, Bella." Ele ordenou, traçando seus dedos sobre eles. "Você vai se machucar, fazê-lo sangrar, então vai doer quando eu tentar beijá-la. Eu não quero qualquer coisa ficando no caminho do nosso beijo." Ele sorriu. "Você entendeu?" Ele perguntou quando segurou meu rosto. Ele moveu seu polegar sobre o meu lábio inferior.

"Sim, eu entendi." Eu murmurei.

(Beep Beep, Beep)

"Merda." Edward amaldiçoou.

Ele soltou minha mão e puxou seu pager da sua calça. Ele olhou para ele tristemente, então voltou sua atenção para mim.

"Eu tenho que ir, mas eu não quero deixar a nossa conversa assim".

"Não, está tudo bem. Seu trabalho te chama." Eu sorri. "Eu não posso ficar brava com isso. É uma das coisas que eu gosto em você, Dr. Cullen".

Nós dois levantamos. Edward agarrou nossa bandeja e jogou o lixo enquanto eu me dirigi para fora para esperar.

"Bella, estou falando sério. Quero terminar esta conversa mais tarde." Ele agarrou minha mão e a apertou. "Há algo acontecendo nessa sua cabecinha e eu quero saber o que é." Ele deu um beijo na minha testa enquanto eu me empurrei para mais perto dele. Soltei sua mão e passei meus braços em torno da sua cintura. Eu me aconcheguei em seu peito, respirando seu cheiro de sabonete Irish Spring*.

* Irish Spring: sabonete/desodorante americano produzido pela Palmolive/Colgate.O nome traduzido seria "Primavera Irlandesa", e o slogan dele até diz que o Irish Spring traz todo o frescor da Irlanda para você.

Eu amo que ele não use perfume no trabalho.

"Vou vê-la por volta das 19hs. Dê um grande abraço em Lexi por mim." Ele murmurou. Eu o senti me apertar mais forte.

"Eu vou. Tenha um bom resto de dia, Dr." Eu disse. Levantei minha cabeça para olhar em seus olhos.

"Você também, linda".

Ele curvou-se e pressionou seus lábios contra os meus. Achei que seria apenas um selinho, mas ele me surpreendeu. Edward manteve um braço ao redor da minha cintura enquanto o outro se moveu por trás da minha cabeça, segurando meu rosto no dele. Senti meu corpo simplesmente derreter no seu. Eu me sentia tão em casa em seus braços.

Ele sentiu meus pensamentos mais cedo? Ele está tentando responder às minhas perguntas? O que quer que seja isso, eu vou pegar.

Edward puxou seus lábios para longe muito cedo, e eu choraminguei com a perda.

"Tchau, linda. Dirija com cuidado".

Ele deu um beijo na minha testa, em seguida, se virou.

"Tchau, Edward." Eu sorri.

Eu o observei quando ele atravessou a rua, entrou em seu carro e partiu.

Espero que ele esqueça sobre essa conversa. Eu não quero que Edward saiba que eu estou insegura sobre o nosso relacionamento.

Senti um suspiro de alívio quando vi Esme chegar para pegar Alexis às 18hs. Ela avisou-me que Edward tinha ficado preso com uma papelada que tinha que ser concluída esta noite. Eu estava chateada por não conseguir vê-lo, mas feliz de não ter que terminar aquela conversa.

Eu nem tenho certeza do quanto teríamos sido capazes de discutir com Alexis na sala, de qualquer maneira. Edward e eu tentamos manter as coisas profissionais quando estamos na New Moon Rises. Nós nunca nos beijamos ou abraçamos quando ele deixa Alexis de manhã. Se ela é a última criança lá à noite, então ela e Edward me levam para o carro, onde nós rapidamente nos beijamos, abraçamos e dizemos adeus.

Um pouco depois das 19hs, eu apaguei as luzes, peguei meus pertences e me dirigi para a porta. Eu estava trancando quando ouvi passos atrás de mim, chegando mais perto a cada passo. Eu podia sentir meu coração disparar quando minha respiração engatou com o medo. Já estava escuro e não havia ninguém por perto.

Senti meu cabelo arrepiar na minha nuca quando a pessoa atrás de mim pressionou seus lábios na pele agora exposta. Respirando, meu corpo imediatamente relaxou quando o meu perfume favorito invadiu minhas narinas.

"Olá, linda".


Nota da Autora: Comentários deixam o Dr. Cullen feliz.

Nota da Tradutora:

Deixe eu rir do Irish Spring TODO O FRESCOR DA IRLANDA PARA VOCÊ KKKKK. Publicitários me matam ¬¬'

Espero que seja por causa das férias e feriados, mas antes eram 45 reviews , que caíram pra 30 e então 23 O.O , quase que não posto hoje, mas preso a quem comentou.

Espero que quem leia os anteriores depois, comente neles. Feliz 2012

Até fevereiro não estarei seguindo o cronograma!

Beijos Lary Reeden