Disclaimer: Essa história pertence à vickitori303, os personagens pertencem à Stephenie Meyer e a nós pertence a tradução!
Capítulo 15 – Não vou desistir desse amor
Tradução: Ju Martinhão
Bella POV
Pulei nas costas de James enquanto ele continuava batendo em Edward abaixo dele. Arranhei seu rosto na esperança de fazê-lo recuar. Ele se levantou e atirou-me de costas para a parede, minha cabeça batendo com força suficiente para causar um galo e eu caí, escorregando para o chão. Minha visão ficou embaçada e aquele latejar que foi empurrado de lado quando Edward me segurou, estava agora de volta na linha da frente, pulsando por trás dos meus olhos. Tentei controlar minha respiração e concentrar minha atenção no monstro de pé acima de mim zombando. Eu vi quando ele puxou sua perna para trás e a atirou para a frente em minhas costelas. Parecia que ele estava se movendo em câmera lenta; tão lenta que se eu quisesse, eu poderia detê-lo, evitar seu pé de fazer impacto. Mas eu não podia me mover. A adrenalina estava desaparecendo rapidamente do meu corpo; muito rapidamente e agora eu estava com medo. Abri minha boca para gritar em agonia e tudo o que saiu foi um suspiro. Onde estava a minha voz? Ela tinha ido embora junto com o ar em meus pulmões.
Tentei não focar na dor latejando através de várias partes do meu corpo. Em vez disso, voltei minha atenção para o meu salvador, o homem que não estaria aqui agora se não fosse por eu ser tão teimosa. Eu não sabia onde estava Edward, eu não sabia o quão mal James o tinha machucado. Eu só podia esperar que a polícia aparecesse logo. Esse pensamento e a imagem de Edward me salvando jogavam em minha mente enquanto minhas pálpebras fechavam em sua própria vontade.
Eu ouvi o movimento em torno de mim e grunhido e, em seguida, um estrondo que fez o meu corpo saltar e estremecer. Não muito tempo depois, senti braços fortes me puxando para um peito duro. Então ouvi o que eu acho que deveria ser alguém falando, mas para mim soava como o professor nos desenhos do "Minduim". Ua ua ua ua ua.
Tapas leves na minha bochecha e chacoalhadas no meu rosto me despertaram.
"Bella! Acorde..., Bella! Não, não... durma!" Ele gritou através de respirações forçadas.
Meus olhos lentamente vibraram, doeu para abri-los, tudo o que eles queriam fazer era descansar e Edward não os deixava.
"Eu ansada, ward." Eu murmurei. "E você aqui mais de um de você, certo?"
"Precisamos levá-la para fazer um check-out".
Ele me puxou com mais força contra ele, sua mão esquerda curvando sob as minhas coxas e sua direita circulando em torno da parte superior das minhas costas, eu gemi e mordi meu lábio para aliviar a dor.
"O quê? O que dói?" Ele perguntou, sentando-se de volta para baixo.
Ele lentamente levantou minha camisa e silvou para a marca do tamanho de sapato já formando no lado direito das minhas costelas.
"Sinto muito, querida. Eu tenho que levantá-la, mas eu serei gentil." Ele comentou.
Ele se moveu para levantar novamente, e desta vez os policiais chegaram gritando 'Ninguém se mexe' com suas armas levantadas. Eu gemi, agarrando-me ao pescoço de Edward mais apertado com o barulho repentino no pequeno espaço.
Porra, o que há com a porra da gritaria? Minha porra de cabeça parece que vai fodidamente explodir. Neste ponto, eu queria que essa porra explodisse simplesmente para parar a porra da dor. Por que eu estou usando tanto a palavra porra?
Edward deu um beijo suave em meu templo. Eles olharam em volta, em seguida, estabeleceram seus olhos sobre nós e abaixaram suas armas.
"Ele está morto?" O de aparência mais jovem perguntou.
"Não, ele bateu com a cabeça muito forte na parede, eu acho que ele só desmaiou." Edward explicou enquanto se levantava. "Suas inspirações são superficiais, então ele pode precisar de um pouco de oxigênio, mas agora eu não tenho coração para ajudá-lo".
Dois paramédicos vieram em seguida atrás do policial parecendo mais velho, que estava verificando a pulsação de James no pescoço. Ele acenou para os paramédicos e eles correram para o lado de James e começaram a trabalhar.
Eu lentamente movi minha cabeça na direção deles e imediatamente me arrependi. Mesmo mover em câmera lenta empurrava demais o cérebro. Esqueci-me que James estava mesmo ainda por aqui. Eu esperava que eles não fossem capazes de salvá-lo. Na minha opinião, ele merecia morrer por todas as coisas que ele me fez passar, não só desta vez, mas há dois anos também.
"Você conhece este homem?" O mais novo perguntou em um tom oficial.
"Ele é o ex-namorado dela." Edward respondeu.
"Eu não perguntei a você. Senhorita, você é capaz de nos dizer o que aconteceu?" Ele perguntou, olhando para mim.
"Acalme-se, Caius, esta jovem senhora parece que passou por uma experiência traumática. Não a trate como uma suspeita." O policial mais velho repreendeu. "Eu sou o sargento Marcus. Como você está?"
Mudei minha atenção para o policial de pé na minha frente, mas, como antes, minha mente não conseguia compreender as palavras que saíam da sua boca. Senti os braços de Edward apertarem ao redor das minhas pernas, tomando cuidado para manter um aperto frouxo na parte superior do meu corpo.
"Sargento, você se importa se nós fizermos o depoimento no hospital?" Edward perguntou. "Ela tem uma contusão na cabeça, alguns hematomas no pescoço e costelas e sua mão está inchada. Eu gostaria que ela fosse verificada, se você não se importar".
"E você é?" Caius perguntou em desgosto.
"Eu sou o namorado dela".
"Você terá que desculpar o policial Caius, ele é novo vindo da Academia e com um pouco de excesso de zelo para trabalhar." Sargento Marcus pediu desculpas.
"Eu entendo, mas isso estaria bem?"
"Sim, nós os encontraremos lá".
"Hospital Northwest." Ele citou.
Enquanto eles estavam conversando, meus olhos moveram de volta para os paramédicos, que estavam trabalhando em James. Eles tinham acabado de tomar sua pressão arterial e colocaram uma máscara de oxigênio sobre a boca dele. Eu vi quando eles colocaram um colar cervical nele, em seguida, amarraram-no à tábua antes de colocá-lo na maca. Os olhos dele permaneceram fechados quando o conduziram. No fundo, eu tinha a sensação de que ele estava fingindo, que ele estava realmente bem, e isso me assustou.
"Bella, amor, eu vou levá-la para ser verificada".
Edward manteve o meu corpo embalado em seu peito e eu deitei minha cabeça em seu ombro, fechando meus olhos enquanto eu respirava o cheiro dele que flutuava em torno de mim, o cheiro de Primavera Irlandesa e uma pitade de xarope de bordo? Meu cérebro parecia como se alguém o tivesse puxado para fora e decidido jogar basquete com ele. Tentei focar nas questões rodando ao redor daqui, implorando para serem respondidas; eu não sabia por onde começar, então eu disse a primeira coisa que veio à mente.
"Você estava certo e eu sinto muito." Eu sussurrei.
"Eu não queria estar certo, Bella. Não se isso significasse que você se machucaria assim." Ele fez uma careta.
"Obrigada por ter vindo." Eu disse, olhando em seus olhos quando ele me sentou no banco do passageiro do seu Volvo.
Edward puxou o cinto de segurança sobre o meu peito e o fechou. Ele pressionou seus lábios na minha testa antes de fechar a porta e caminhar ao redor da frente para o lado do motorista. Ele abriu a porta e deslizou para o assento, prendendo seu cinto de segurança e saindo.
Observei enquanto seus antebraços flexionavam e os nós dos seus dedos embranqueciam, o aperto aumentando ao redor do volante quando atingimos o tráfego. Olhei para o seu rosto desalinhado e fiz uma careta vendo os hematomas já começando a se formar em torno do seu olho e ao longo da sua mandíbula. Eu lentamente estendi a mão para tocá-lo, querendo aliviar sua tensão.
"O que você está pensando?" Eu perguntei suavemente, tentando não usar muito ar.
Ele agarrou minha mão e deu um beijo em cada dedo antes de entrelaçar nossos dedos e colocá-los no seu colo. Seu aperto era um pouco apertado, mas eu não estava prestes a recusar.
"Como você me salvou de matar aquele cara. Eu queria, Bella. Acredite em mim, eu queria fazê-lo pagar por machucar você, por tocar em você, por nos fazer brigar." Ele ferveu. "Mas quando eu a vi deitada lá, imóvel, com os olhos fechados, meu coração parou. Eu sabia que tinha que colocar minha raiva de lado para cuidar de você, meu amor".
Ele ofereceu um pequeno sorriso e meus olhos começaram a cair, eu não lutei contra a necessidade de dormir. Meus olhos só haviam fechado pelo que parecia ser um milésimo de segundo, quando Edward começou a gritar meu nome.
"Bella! Bella, amor! Acorde! Não durma!" Ele exclamou, tentando chacoalhar-me acordada.
"Ai, ai." Eu chorei, segurando minhas costelas pensando que isso ajudaria a parar a dor.
"Desculpe. Eu sei que você está cansada, mas eu preciso que você fique acordada por mim. Eu senti falta desses belos olhos castanhos e eu quero roubar olhares para vê-los." Ele implorou, gentilmente passando as costas dos seus dedos ao longo do lado do meu rosto.
Eu agarrei a mão e dei um beijo nas costas dela, bem como ele tinha acabado de fazer para mim. Ele passou o polegar sobre a minha mão quando eu a coloquei no meu colo, e a sensação calmante não estava ajudando na minha necessidade de uma pequena fechada dos olhos. Edward está aqui. Edward me salvou. Mas por que Edward está aqui?
"Bella, aguente aí, amor. Estamos quase no hospital".
Edward acelerou e, em poucos minutos, entramos no Hospital Northwest. Por que ele me trouxe ao Northwest? O Centro Médico da Universidade de Washington é mais perto. Ele estacionou o carro, correu em volta e puxou a porta aberta. Naqueles segundos, meu corpo ficou quente e as gotas de suor escorriam pelos poros da minha testa. A náusea estava tomando conta e minha visão ficou turva. Quando a massa chegou à minha garganta, eu arremessei a parte superior do meu corpo para o lado e vomitei, agarrando meu lado quando uma dor aguda rasgou minhas costelas. Edward pulou fora do caminho quando o conteúdo do meu estômago respingava sobre o cimento.
Quando nada mais estava vindo, Edward manobrou em torno da bagunça e me ajudou a sair do carro. Ele me levantou tão delicadamente quanto podia e levou-me contra o seu peito. Eu aninhei meu rosto em seu pescoço, não me importando que eu tivesse acabado de vomitar. O ar fresco do ar condicionado atingindo meu rosto era bom quando passamos pelas portas automáticas.
"Oh, Edward, olhe para você todo crescido." Uma mulher com olhos redondos cumprimentou. Ela tinha cabelo loiro curto que mal tocava seus ombros, um nariz pequeno e um rosto redondo. Suas feições a tornavam toda doce e quente, mas seus olhos. Eu estremeci... seus olhos me assustaram. Ela estendeu a mão para tocar o rosto de Edward, preocupada, "Oh, o que aconteceu?"
"Não é nada, Jane. Você sabe onde meu pai está?" Ele perguntou, descartando-a.
"Mais uma vez, o que aconteceu?" Ela perguntou sob sua respiração.
"Precisamos ver meu pai".
Sua atenção voltou-se de Edward para mim. Eu não sei o que ela viu no meu rosto, mas suas sobrancelhas enrugaram quando ela me olhou.
"Por que você não a coloca naquela cama e eu vou bipá-lo." Ela apontou.
"Obrigado, Jane." Ele suspirou.
Edward me colocou para baixo, carinhosamente. Tentei ficar confortável na cama do hospital, o que é uma coisa difícil de fazer quando parece que uma faca foi enfiada nas suas costelas e deixada lá.
Ele segurou meu rosto e olhou nos meus olhos. Eu esperava que ele pudesse ver o amor que eu tinha por ele e o quanto eu lamentava. Seus olhos verdes estavam cheios de amor, simpatia, preocupação e, aquilo era... culpa? Sobre o que ele se sente culpado?
"Por que viemosatéaqui?" Perguntei num só fôlego.
"Meu pai está trabalhando hoje. Eu quero que ele verifique você." Ele encolheu os ombros.
"Mas eleéochefe e eleestáprovavelmenteocupado. Eu não queroatrapalhá-lo." Eu argumentei.
"Bella, em primeiro lugar, você precisa respirar normalmente. Eu sei que dói, mas respirar da forma como você está fazendo agora não está ajudando. Em segundo lugar, você provavelmente tem uma concussão, você tem costelas machucadas, um corte perto do seu olho e você precisará de uma tala para essa sua mão. Eu quero que você tenha o melhor. Concorde comigo, por favor." Ele fez beicinho.
Senti o desejo de beijar seu beicinho, mas eu sabia que o movimento não era do meu melhor interesse.
"Tudo bem." Eu disse, fechando os olhos e apertando meu peito.
"Não, não, amor. Fique acordada, apenas um pouco mais." Ele ordenou, sacudindo-me.
"Aqui está um pouco de gelo, Edward." Jane disse, entregando-lhe um saco. "Seu pai estará aqui em um minuto. Deixe-me começar a limpar o corte perto do olho dela".
Jane se inclinou sobre mim, olhando nos meus olhos e eu recuei sob o seu olhar.
"Eu não vou machucar você, querida. Eu só quero te limpar." Ela sorriu, tocando ao redor do corte. "Você vai precisar de alguns pontos. Eu já volto".
Jane levantou e voltou minutos depois com um pouco de pomada e curativos. Ela sentou em um banquinho com rodinhas e rolou até perto da cama.
Edward segurou o gelo na minha cabeça enquanto Jane limpava o sangue seco que havia escorrido pela lateral do meu rosto. Ela então espalhou um pouco de antibactericida sobre o corte, fazendo-me assobiar. Edward se inclinou e soprou sobre ele. Agora, isso é um tratamento de doente.
"Bella, eu vou anestesiar a área, por isso, mantenha-se imóvel enquanto estou usando a agulha." Ela instruiu.
Uma vez que a área foi anestesiada, Jane começou a costurá-la. Olhei para Edward, não querendo ver a agulha e linha passando pela minha pele. Você pensaria que eu estaria acostumada a isso com todos os meus acidentes, mas isso ainda me extrapolava. Quando terminou de costurar, ela colocou um curativo sobre ele para mantê-lo coberto.
"Isso terá de ser mantido limpo e seco." Jane explicou. "Tenho certeza que Edward não terá problema em ajudá-la com isso".
"Obrigado, Jane." Edward sorriu.
"Vou esperar seu pai vir antes de fazermos qualquer outra coisa. O que há com estas contusões no pescoço dela, Edward?" Jane questionou, dando a ele um olhar.
"Ela foi atacada, razão pela qual ela está aqui com as lesões. Os policiais devem nos encontrar aqui".
"Edward, filho, o que você... o que aconteceu com vocês dois?" Carlisle perguntou, avaliando a nossa aparência quando fechou a cortina atrás dele.
"Ela foi atacada, pai, pelo ex dela. Eu acho que ela tem uma concussão. Ela vomitou quando chegamos aqui. Suas costelas estão machucadas e sua mão está muito inchada, acho que ela a fraturou. Jane acabou de dar pontos no rosto dela. Os policiais devem vir aqui para tomar o depoimento dela e tirar algumas fotos dos seus ferimentos".
"O que aconteceu com o seu rosto?" Ele perguntou, entrando em modo de pai protetor.
"Eu entrei na extremidade da luta e o cara me bateu. Eu estou bem, pai, Bella é a única que precisa ser olhada." Eu ressaltei.
"Oi, Bella." Ele sorriu.
"Oi, Dr. Cullen." Eu o cumprimentei, lembrando de tomar respirações normais como Edward havia instruído. Continuei tentando não mostrar a dor no meu rosto.
"Só porque estamos em meu local de trabalho não significa que você precisa me chamar de Dr. Cullen. Por favor, me chame de Carlisle. Eu vou avaliar a extensão dos seus ferimentos agora." Ele mencionou, movendo-se para a beira do leito. "Edward, você pode nos deixar a sós, por favor".
"Não! Edward fica!" Exclamei, estendendo a mão para o seu braço. "Ah!"
Costelas estúpidas. Esqueça a dor, pense em Edward. Eu acabei de tê-lo de volta. Nunca mais farei algo tão estúpido a ponto de fazê-lo se afastar de mim. Ele é muito importante.
"Bella, eu acho que seria melhor para ambos..."
"Não..."
"Pai, eu serei aquele tomando conta dela. Eu verei tudo, de qualquer maneira." Edward disse a ele, correndo seu polegar ao longo da minha testa, acalmando-me.
"Ok então." Ele assentiu.
Carlisle começou com a minha cabeça, ele tirou o saco de gelo e pressionou seus dedos em várias partes. Quando eu mantive minhas emoções intactas, ele me repreendeu.
"Bella, eu preciso que você me diga onde dói. Se você não quer que Edward saiba, eu vou fazê-lo sair".
"Não, não, desculpe." Eu me desculpei.
"Ok, diga-me onde dói em uma escala de um a dez".
Seus dedos voltaram ao trabalho, pressionando os lados da minha cabeça e depois se deslocando para a parte de trás, onde eu sabia que havia um galo enorme das vezes em que a minha cabeça bateu contra as superfícies duras. Eu assobiei sob seu toque leve como pena.
"Eu mal toquei nisso. Jane, ela precisará de uma tomografia computadorizada na cabeça. E seu olho está limpo. Jane fez um bom trabalho de limpeza aí. Hematomas ao longo do pescoço, parece que alguém a estava segurando." Ele transferiu sua atenção para a minha mão direita. "Seus dedos estão inchados, vamos fazer um raio-x disso. Bella, vou levantar sua camisa, está bem?"
Eu assenti e seus dedos frios no meu estômago me fizeram lembrar de James me tocando e eu tensionei, segurando minha respiração.
"Respire, Bella. Está tudo bem, eu não vou machucá-la." Carlisle disse, tentando aliviar o desconforto.
Balancei minha cabeça, tentando fazer com que a imagem de James me tocando saísse dos meus pensamentos. 'Não, não, não, não' eu repetia baixinho, mal movendo meus lábios enquanto as palavras saíam da minha boca. Senti o lugar ao meu lado afundar e dedos descansarem no meu maxilar.
"Bella, volte para mim, linda." Meus olhos focaram nos dele enquanto ele levantou meu queixo. "Isso mesmo, olhe para mim. Só você e eu".
Bati no colchão buscando a mão dele, incapaz de desviar meus olhos dos seus verde-esmeralda. Ele deslizou a mão para a minha e nossos dedos entrelaçaram. Eu o segurei com força, como se ele fosse a minha salvação, a única coisa me impedindo de enrolar dentro de mim.
Carlisle levantou minha camisa de novo e pressionou para baixo ao longo do meu estômago e costelas. Eu choraminguei quando ele atingiu os ossos do meu lado direito. "Precisaremos fazer raio-X das costelas dela também, Jane. Bella, você está machucada em algum outro lugar? Ele a tocou em outro lugar? Preciso pegar um kit de estupro?"
"Não, não, ele não teve a chance. Ele tocou no meu peito, mas por cima da minha roupa. Minhas costas estão um pouco doloridas, assim como estão as minhas pernas, mas é isso." Eu garanti a ele enquanto meu rosto ficava quente.
"Ok, Jane e eu já voltamos." Carlisle disse, seguindo Jane para fora e fechando a cortina atrás dele para nos dar alguma privacidade.
"Bella, ele realmente não tocou você?" Edward sussurrou.
"Não, ele tentou, no entanto. Eu sabia que se ele tivesse passado pela porta, ele teria feito isso. Eu não podia deixar isso acontecer. Eu disse a ele que você estava vindo, eu menti e ele sabia disso. Eu o deixei louco".
"Você não mentiu, eu vim." Ele respondeu.
"Eu sei, mas naquele momento eu não sabia. Por que você veio? Eu sou tão grata que você tenha vindo, mas, por quê?" Perguntei quando uma lágrima escorregou e eu mordisquei meu lábio.
"Pensei em você a noite toda. Se eu não tivesse Lexi, eu teria ido até você".
"Eu queria ir até você também, mas eu tinha medo que você não quisesse me ver. Você simplesmente foi embora e isso esmagou-me, Edward." Eu chorei.
"Bella, meu coração estava quebrando. Eu queria ver você, falar com você, mas você não estava pensando claramente e eu não queria ter outra briga com você. Eu sabia que levaria a isso quando Jake me disse que você não estava ouvindo ninguém. Você tinha que descobrir isso sozinha, baby. Eu não poderia fazê-la ver a razão tanto quanto eu queria." Ele explicou, puxando-me em seu peito.
"Eu precisava tanto de você. Meu coração estava com tanta dor; doeu mais do que minhas costelas. E não tenho ninguém para culpar por essa dor além de mim. Como eu pude ter brigado com você assim? Como eu pude ser tão estúpida? Eu poderia ter arruinado tudo." Eu soluçava.
"Shh, está tudo bem. Você não estava nem perto de estragar nada. Foi uma briga, Bella. Casais têm brigas o tempo todo. Simplesmente foi pior para nós porque foi a nossa primeira desde que ficamos sérios. Eu entendo que você estava chateada. Você não estava pensando claramente, eu sei disso".
Sua voz era reconfortante, relaxante. Ele esperou até que meus soluços de choro fossem apenas soluços antes de continuar. Ele levantou meu rosto para que eu estivesse olhando em seus olhos.
"Eu acordei esta manhã do pequeno sono que eu tive e eu tinha essa sensação muito estranha na boca do meu estômago. Minha mãe me ligou para dizer que meu pai tinha que trabalhar e não haveria brunch. Ela poderia dizer pela minha voz que algo estava errado, então eu disse a ela que nós tivemos uma briga. Ela se ofereceu para cuidar de Lexi para que eu pudesse falar com você. Eu a descartei no início, sabendo que você precisava do seu tempo e espaço para pensar, mas eu não podia afastar a sensação de que você precisava de mim. O sentimento em meu estômafo moveu para o meu coração e eu pedi à minha mãe para vir imediatamente. Eu só desejo que eu pudesse ter chegado lá mais cedo".
"Você veio no momento perfeito. Edward, eu me sinto livre depois de chutar a bunda dele. Eu não sou mais a vítima. Sim, eu tenho inchaços e contusões e cortes, mas não fui deixada sentada no chão dessa vez. Ele foi. Eu sei que eu o machuquei mais do que ele me machucou. Eu nunca realmente pensei que ele tivesse mudado, eu não sabia como explicar isso. Eu apenas tinha essa sensação de que não houve fechamento entre nós e não havia. Eu precisava provar a mim mesma que eu era melhor do que ele. Que eu era mais forte. Eu precisava mostrar para ele que eu não era mais fraca. Eu só desejaria ter percebido isso antes da nossa briga".
"Quando você teve a sua epifania?" Ele perguntou.
"Esta manhã quando eu estava repassando o dia inteiro na minha cabeça uma e outra vez. E Jake me disse algumas coisas que eu não sabia e isso ajudou, mas foi principalmente você. Sabendo que eu o machuquei, feri alguém que eu amo. Deus, Edward, eu nunca esquecerei o jeito que você olhou para mim quando nos separamos ontem. Eu te machuquei tanto e eu sinto muito." Eu solucei.
"Eu tenho algumas próprias desculpas que eu deveria estar fazendo. Sinto muito por dizer que você não se importa com Lexi. Eu sei que você a ama como se ela fosse sua. Eu também sinto muito por dizer a você para ir para casa. Eu apenas imaginei que nós dois poderíamos usar o espaço para pensar e isso não era possível com você na minha casa sem um carro para ir embora se fosse necessário. Sinto muito por pegar Lexi sem ver você, mas, como eu disse, você precisava tomar a decisão por conta própria. Deus, minha casa ficou tão vazia sem você lá para me cumprimentar quando eu abri a porta." Ele confessou.
"Eu te amo tanto, Edward." Eu disse a ele, olhando profundamente em seus olhos, em sua alma.
"Eu também te amo, Bella." Ele se inclinou para frente, lambeu seus lábios e fechou os olhos. Cobri minha boca percebendo que ele estava vindo para um beijo. Seus lábios fizeram contato com as costas da minha mão e seus olhos se abriram.
"O quê?" Ele perguntou confuso.
"Eu tenho hálitodevômito." Murmurei por trás da minha mão.
Ele puxou minha mão.
"O quê?" Ele perguntou confuso.
"Eu tenho hálito de vômito." Eu disse timidamente.
"Eu não me importo com isso. Bella, nós acabamos de sobreviver à nossa primeira grande briga. Eu estaria fazendo alguma coisa para você agora se não fosse pelo fato de que você está ferida e no hospital, então deixe-me ter o meu beijo." Ele rosnou.
Eu bufei, puxando meu lábio inferior entre os meus dentes. Edward balançou sua cabeça quando levou a mão até meu rosto. Ele puxou meu lábio livre e o traçou com o polegar.
"Eu passei 24 horas sem esses lábios." Ele mencionou. "Eu não quero fazer isso de novo".
Edward se inclinou lentamente e pressionou seus lábios macios e carnudos contra os meus. Meus olhos flutuaram fechados e eu sorri. Obrigada aos poderes superiores por trazer este homem incrível para mim. É preciso muito de alguém para me aturar e ele faz isso tão bem quanto me desafia. Não muitos homens teriam voltado, seus egos sendo grandes demais de um negócio para eles, mas Edward voltou. Ele ainda me quer, com teimosia e tudo. Sua língua levemente tocou meu lábio inferior antes de ele chupá-lo. Agarrei o rosto dele e o segurei perto de mim, sua mão direita deslizando no meu cabelo e seus dedos emaranhados no ninho, segurando-me a ele também. Nós dois precisávamos um do outro, precisávamos mais um do outro e disso, mas nossos lábios se movendo juntos em tal movimento fluido teria que ser suficiente por agora.
A cortina foi puxada para o lado e alguém limpou sua garganta. Nós dois viramos a cabeça para a cortina, mas mantivemos o nosso domínio sobre o outro.
"Aham, eu não quero interromper este momento." Jane disse, com um sorriso brincando em seus lábios. "Mas há dois cavalheiros que gostariam de falar com vocês dois".
"Mais tarde." Ele sussurrou, o brilho em seus olhos estava de volta. Ele enfiou meu cabelo atrás da minha orelha e sentou-se ereto. "Vamos vê-los, Jane".
"Ok, eles estão aqui, senhores".
"Bella, este é o Sargento Marcus e o Policial Caius. Eles estão aqui para lhe fazer algumas perguntas. Você está pronta para isso?" Edward perguntou, pegando minha mão.
"Claro." Eu sorri fracamente.
"Ok, Bella. Você se importa se eu chamá-la assim?" O Sargento Marcus perguntou.
"Não".
"Nós chegamos ao final de tudo, então você pode me dizer o que aconteceu antes. Como é que a briga começou?"
"James e eu temos uma história que remonta há cerca de três anos. Nós constumávamos namorar e isso terminou mal. Ele me bateu e eu o tinha colocado na cadeia. Eu não o tinha visto por cerca de dois anos, então eu não sabia se ele ainda estava na cadeia ou não, até que eu o vi trabalhando na casa de Edward cerca de quatro meses atrás. Ele trabalha para uma empresa de serviços de jardinagem. Depois desse avistamento, ele se aproximou de mim para pedir desculpas pelo que fez na faculdade. Eu aceitei e pensei que nunca o veria novamente, mas eu o vi mais e mais depois disso e ele acenava, dizia oi sempre que me via. Hoje, eu fui ao Starbucks perto do meu apartamento e ele apareceu por lá. Ele começou a falar comigo e eu me senti assustada, então eu disse a ele que tinha que ir." Eu arqueei meus ombros e os pelos em meus braços se levantaram, lembrando a maneira como ele me cobiçou. "Ele se ofereceu para me levar de volta para a minha casa, já que eu estava a pé, mas eu recusei. Eu não queria que ele soubesse onde eu morava, mas quando voltei para a minha casa, ele estava do lado de fora do edifício fumando. Ele me disse que morava lá." Eu tremi.
"Eu comecei a subir as escadas e ele me seguiu. Eu juro que os cabelos arrepiaram na minha nuca e eu sabia que algo ruim estava para acontecer. Ele perguntou se podia ver a minha vista, já que eu mencionei que a minha era ruim. Eu disse a ele que Edward estava vindo e não era uma boa ideia. Ele alegou que eu estava mentindo, trazendo à tona um incidente do nosso passado e começou a me tocar. Eu o empurrei e ele me bateu contra a porta, segurando-me pelo pescoço. Ele me chamou de vagabunda e pressionou seu corpo contra o meu. Eu me senti enjoada sentindo-o em mim, lambendo e me beijando. Então ele me disse que fomos feitos um para o outro." Eu disse com desgosto enquanto as lágrimas escorriam. "Ele me deu um soco e é quando eu reagi. De alguma maneira eu o tinha no chão e eu simplesmente o chutei uma e outra vez até que Edward apareceu e me afastou".
Eu olhei em seus olhos quando eu disse o nome dele. Havia uma mistura de orgulho, compaixão e amor olhando para mim.
"Como vocês todos acabaram no andar de baixo?" O sargento perguntou, sem erguer os olhos de seu bloco de notas.
"Edward me carregou pelas escadas e chamou a polícia. Ele desligou o telefone e veio em minha direção..."
"Eu vi James descendo as escadas prestes a bater em Bella, então eu a empurrei para fora do caminho e levei o soco. Ele continuou me batendo, batendo-me ao chão. Eu acertei alguns socos, mas não consegui tirá-lo de mim." Edward explicou.
"Eu pulei nas costas de James e arranhei seu rosto. Ele se levantou e bateu-me de costas na parede. Eu deslizei para o chão e ele atirou um chute nas minhas costelas. Eu desmaiei e, quando voltei, eu ouvi uma briga. Eu não vi o que aconteceu".
"Levantei-me e corri para James por trás. Eu bati o rosto dele na parede. Eu acho que foi forte o bastante porque ele simplesmente caiu no chão. Então vocês apareceram".
"Então, você está me dizendo que foi tudo auto-defesa?" O Policial Caius perguntou.
"O que mais poderia ter sido?" Argumentei, irritada com a sua acusação tácita.
"Ignore o Policial Caius. Então, temos a sua declaração. Podemos tirar fotos dos seus ferimentos?"
"Você pode, mas eu não quero ele aqui." Eu respondi, sentindo-me desconfortável.
"Tudo bem. Deixe-nos, Caius".
"Mas..." Ele se opôs.
"Eu disse para sair".
O policial Caius irrompeu para fora, fechando a cortina atrás dele. O Sargento Marcus puxou uma câmera do bolso e começou a tirar fotos dos meus ferimentos. Ele mudou-se para tirar uma foto da minha mão e eu o parei.
"Por quê?" Ele perguntou.
"Eu soquei uma parede. Eu também dei um soco em James, o que eu tenho certeza que não ajuda, mas eu tinha a lesão antes disso".
Edward olhou para mim com suas sobrancelhas franzidas. Dei a ele um olhar que dizia 'vou explicar mais tarde'. Ele acenou com a cabeça, em seguida, levantou minha camisa.
"Tudo bem, Bella, nós estamos prontos para você." Carlisle disse, juntando-se a nós. "Oh, desculpe-me".
"Pai, este é o Sargento Marcus. Ele veio para obter a declaração de Bella e para tirar fotos dos seus ferimentos. Sargento Marcus, este é o meu pai, chefe da cirurgia, Dr. Carlisle Cullen".
"Prazer em conhecê-lo. Você terminou aqui? Porque eu quero cuidar de Bella. Como está a sua cabeça?" Ele perguntou, virando sua atenção para mim.
"Quero tirar o meu cérebro para parar a dor, mas, tirando isso, bem." Eu respondi seriamente.
Carlisle riu. "É bom ver que você ainda tem o seu humor".
"Aqui está meu cartão, se vocês tiverem alguma dúvida, me liguem." O Sargento Marcus entregou seu cartão de visita para Edward.
Havia perguntas que eu queria fazer; uma em particular sendo a condição de James, mas eu não achei que agora fosse a hora certa. Eu queria ter todos os exames feitos e terminados para que eu pudesse ir para casa.
"Obrigado, nós estaremos em contato".
Ele se afastou e Jane se juntou a nós.
"Nós checaremos essa sua cabeça primeiro. É um bom sinal que você ainda esteja acordada e conversando..."
"Sim, isso não é por opção." Eu olhei para Edward, que riu junto com Carlisle.
"E então nós vamos cuidar dos seus raios-x. Eu não acho que nada esteja quebrado, apenas fraturado ou ferido, mas eu prefiro prevenir do que remediar. Edward, filho, você terá que ficar aqui".
Eu fiz beicinho quando Carlisle mencionou isso e Edward sorriu.
"Eu estarei bem aqui esperando você voltar. Eu não vou deixá-la." Ele disse, levantando-se. Ele me levantou e colocou-me na cadeira de rodas.
Mordi meu lábio inferior quando eles me levaram embora, eu segurei a mão dele até que eu não pudesse mais alcançar. Jane conversava trivialidades enquanto me empurrou para a radiologia. Ela perguntou quanto tempo Edward e eu estávamos namorando, como nos conhecemos, sobre a família dele. Dei-lhe respostas curtas, ainda não me sentindo confortável ao seu redor. Ela então me disse como conheceu Edward. Aparentemente, ele costumava ser um interno aqui quando estava em casa da faculdade e ele foi um sucesso não só com as enfermeiras, mas também com os pacientes. Ela me contou sobre uma mulher que vinha para o P.S. pelo menos três vezes por semana reclamando de algo só para ver Edward. Ele tinha o melhor tratamente de doentes.
Fazer a tomografia computadorizada foi estranho, a mesa moveu através do scanner e Jane me pediu para tomar uma respiração profunda e segurá-la até que eu não pudesse mais. Ela me pediu para fazer isso um par de vezes. Eu fiz uma careta sentindo a dor disparar através da minha caixa torácica a cada vez. Ela tentou me consolar, mas simplesmente não era o mesmo que ter Edward fazendo isso. Tentei sintonizar o zumbido, mas como eu já tinha uma dor de cabeça, não importava. Depois de alguns minutos, a mesa deslizou de volta para fora e Jane entrou na sala.
"Ok, o radiologista vai olhá-los enquanto vamos tirar algumas radiografias." Ela mencionou enquanto eu me abaixava de volta na cadeira, segurando meu peito.
Em outra sala, outro radiologista fez um raio-x do peito e da mão. Isso levou cerca de 15 minutos. Eu comecei a ficar nervosa no final, tendo que ficar parada por tanto tempo. As salas frias e ficar parada não ajudavam a minha necessidade de dormir. Encontrei-me à deriva um par de vezes antes de Jane gritar comigo. Finalmente, eu fui capaz de voltar para a minha pequena cama na sala de emergência e, fiel à sua palavra, Edward estava esperando por mim. Seu rosto se iluminou no momento em que me viu através da cortina branca.
"Como foi?"
"Eu só quero dormir." Eu gemi.
"Logo, linda. Eu prometo, e vou dormir com você se isso ajuda." Ele sugeriu.
"Isso ajuda, um pouco." Eu resmunguei.
Edward pegou-me da cadeira e deitou-me na cama. Ficamos ali conversando tranquilamente sobre o que Jake me disse. A mandíbula de Edward apertou e ele estava tenso o tempo todo. Ele disse que ligou para Jake e Alice enquanto eu estava na radiologia. Eles queriam vir me ver, mas, felizmente, Edward os fez mudar de ideia. Carlisle finalmente se juntou a nós com os meus raios-x e uma mulher de uniforme de hospital e um jaleco.
"Bella, esta é a Dr. Heidi Volturi, ela é a radiologista que examinou seus raios-x. Sua tomografia computadorizada está limpa, é apenas uma concussão menor. Heidi?"
"Obrigada, Carlisle. Suas costelas estão apenas fraturadas, o que é bom, nós não queríamos ver deslocamento. Não há nada que possamos fazer além de dar a você alguns analgésicos. Elas terão que curar por conta própria. Já para a sua mão, você a fraturou e ela está um pouco deslocada. Precisamos realinhar seus ossos, em seguida, colocá-los em uma tala até que o inchaço diminua".
"Você e Lexi estarão combinando." Edward brincou. "Ela ficará tão animada".
"Haha." Eu fingi rir.
"Ei, isso é o que você ganha por socar paredes." Ele sussurrou.
Apertei meus olhos para ele e ele estava ali sentado com um sorriso de satisfação no seu rosto.
"Obrigado, Heidi." Carlisle sorriu quando Heidi nos deixou.
Enquanto esperávamos pelo ortopedista, Carlisle anestesiou minha mão. Eu sabia que estava recebendo tratamento extra; tenho certeza que ele não faz mais esse trabalho tedioso.
"Carlisle, eu ouvi que temos um paciente especial aqui." Comentou um médico, puxando a cortina.
"Eu realmente deveria ter pedido um quarto. Essa cortina é irritante." Edward mencionou.
"Eu estou bem. Além disso, estamos quase terminando aqui".
"Ah, Demetri, sim, esta é Bella. Ela é parte da minha família e ela precisa dos seus ossos realinhados em sua mão. Aparentemente, ela socou uma parede um par de vezes e depois um cara".
Meus olhos dispararam para Carlisle quando ele mencionou que eu era parte da família e eu não consegui parar o sorriso que se formou em meu rosto. Meu coração parecia que explodiria do meu peito, eu estava tão exultante. Edward levantou minha mão e beijou as costas dela.
"Bem, você não é uma mal-humorada." Demetri brincou. "A mão dela já está anestesiada?"
"Sim, já fiz isso".
"Uau, você tem o Chefe fazendo um trabalho tedioso, impressionante. Podemos precisar que você venha com mais frequência".
"Preste atenção, Demetri." Carlisle riu.
Demetri realinhou meus ossos, em seguida, envolveu em uma tala.
"Volte em sete dias para colocar um gesso. Você foi uma excelente paciente." Ele sorriu.
"Obrigada. Podemos ir embora agora?" Eu perguntei, reclamando.
"Sim, pai. Eu quero levá-la para casa".
Edward queria me levar para casa. Eu sorri. Ele chamou sua casa de minha casa. Espere, estamos indo para a sua casa ou para a minha casa? Agora estou confusa. Devo expressar meus pensamentos ou apenas esperar? Oh, eu realmente espero que ele queira dizer sua casa. Não creio que me sentirei confortável em voltar para a minha casa sabendo que James vive lá. Eu definitivamente preciso encontrar um novo apartamento.
"Sim, você precisa preencher alguns papéis e, em seguida, vocês podem ir embora. Vou deixar uma receita para um anti-inflamatório e vicodin para a dor na recepção com Jane. Bella, eu quero que você cuide de si mesma. Você precisará de muito repouso, quanto menos movimento, melhor, especialmente quando se trata das suas costelas. Lembre-se de respirar normalmente, mesmo que doa".
"Eu posso..."
"Sim, você pode cair no sono. Nós não vimos nada em sua tomografia para se preocupar".
"Obrigada, Carlisle." Eu suspirei.
"Sim, obrigado, pai".
"Sem problemas. Diga à sua mãe que eu sairei por volta das seis".
"Eu direi, pai".
Ele deixou Edward e eu sozinhos. Ele comentou sobre como estava feliz que não houvesse nada seriamente errado com a minha cabeça, beijando meu templo para tranquilizar.
"Eu farei aquela papelada para você. Já volto." Edward se levantou e foi embora.
Enquanto Edward conversava com o pessoal da recepção, fechei os olhos para descansar um pouco, mas não durou muito tempo.
Bad boys, bad boys whatcha gonna do?
Whatcha gonna do when they come for you?
Bad boys bad boys whatcha gonna do?
Garotos maus, garotos maus, o que vocês farão?
O que vocês farão quando eles vierem atrás de vocês?
Garotos maus, garotos maus, o que vocês farão?
Eu gemia ouvindo o toque muito familiar. Edward se aproximou rindo enquanto olhava para a tela.
"Você realmente fez esse o toque do seu pai?" Ele provocou.
"Não ria, o toque do seu pai é o tema de Doogie Howser*".
*Doogie Howser: seriado exibido de 1989 a 1993. O personagem título era um brilhante médico adolescente que, ao mesmo tempo, encarava os problemas da profissão e de ser um adolescente normal.
"Touché, aqui." Ele passou o telefone para mim e eu aceitei a ligação.
"Oi, pai." Eu o cumprimentei, em seguida, fiz uma careta quando ele passou a repreender-me sobre a situação James.
Ele explicou que um velho conhecido ligou para ele sobre o incidente de hoje e ele não está feliz que eu não contei a ele que James esteve basicamente me perseguindo. Edward me observou de perto enquanto eu falava com Charlie. Ele não precisou perguntar o que estava sendo dito na outra linha, já que Charlie estava gritando muito, eu tive que puxar o telefone longe da minha orelha. Apontei para a papelada e movi minha mão, dizendo para Edward continuar escrevendo para que pudéssemos ir embora. Ele estreitou os olhos para mim e relutantemente voltou a preencher a minha papelada.
Tentei explicar para o meu pai, durante os poucos momentos que ele me deixou ter uma palavra, que eu não queria que ele se preocupasse e que não havia nada que ele pudesse fazer de Forks. Eu rapidamente aprendi que isso foi um erro porque Charlie rapidamente ficou quieto, sua respiração pesada sendo o único sinal de que ele ainda estava no telefone. Eu então pedi desculpas por fazê-lo se sentir culpado por não estar lá para mim de novo, mas que eu tinha alguém cuidando de mim, olhando por mim, que me amava. Dei a Edward um pequeno sorriso, levantando minha mão para escovar seu rosto enquanto eu falava sobre ele e ele me deu uma piscadela. Charlie sabia que eu estava namorando Edward, mas ele não sabia que tinha ficado tão sério até a minha pequena confissão. Eu não tinha tido oportunidade para atualizá-lo sobre a minha vida com tudo o que vinha acontecendo entre o cronograma de Edward e o meu recentemente. Charlie então perguntou sobre minhas lesões e onde eu ficaria para me curar.
Fiquei sentada em silêncio, olhando para os lençóis da cama, sem saber como responder a essa pergunta. Edward pegou o telefone da minha mão e colocou a prancheta lá, em vez disso.
"Preencha todos os espaços em branco que deixei enquanto eu falo com o seu pai." Ele ordenou com um sorriso. "Oi, Chefe Swan, aqui é Edward, o namorado da sua filha. Ela ficará na minha casa enquanto se recupera. Eu prometo tomar conta dela, então você não precisa se preocupar com nada".
Eu não conseguia me livrar do sorriso que estava estampado em meu rosto. Preenchi a informação que Edward deixou para mim; informação social e seguro, para citar alguns. Uma vez terminado, trocamos novamente e ele pegou a prancheta de volta para a mesa. Eu disse adeus a Charlie e prometi ligar para ele em alguns dias. Coloquei o telefone ao meu lado e esperei por Edward.
"Vamos para casa, amor." Ele sorriu.
"Sim, casa, por favor." Eu sorri.
Edward me carregou para dentro da casa depois de estacionar na garagem. Fizemos uma parada na farmácia para pegar meus remédios das receitas antes de irmos para a sua casa.
"Bella!" Alexis gritou, quase caindo da sua cadeira e correndo até nós. "O que aconteceu com a sua mão? Você caiu também?"
"Não exatamente, mas eu a machuquei. Agora, nós combinamos." Eu comentei, esticando minha mão enquanto Edward se inclinou contra o balcão no meio da cozinha, ainda me segurando.
Eu vi Esme se levantar pelo canto do meu olho.
"Como você se sente, Bella? Carlisle ligou e me contou o que aconteceu." Ela confessou. "Espero que você não se importe".
"Não, está tudo bem. Estou realmente muito cansada e os remédios que me deram no hospital estão começando a passar o efeito".
"Mãe, eu vou levá-la lá em cima para que ela possa dormir." Edward mencionou.
"Tudo bem." Ela disse, ocupando-se com os pratos.
Edward dirigiu para as escadas e eu vi Alexis o seguindo como um cachorrinho. Quando ele parou para ajustar suas mãos na parte inferior da escada, ela correu diretamente na bunda dele. Ele balançou um pouco da batida inesperada e eu agarrei em seu pescoço, movendo-me de uma forma que minhas costelas machucadas e mão ferida protestaram. Mordi meu lábio tentando impedir o grito que queria escapar de ser libertado e Edward ficou com raiva.
"Alexis Grace!"
"Sinto muito, papai, eu não queria bater em você. Foi acidente." Ela rapidamente se desculpou, um olhar assustado em seu rosto.
"Lexi, querida, por que você não vem acabar de colorir aquele desenho para Bella." Esme sugeriu.
"Não, eu quero ficar com Bella." Ela afirmou.
"Eu sei que você quer, mas Bella está indo para cima para dormir".
"Eu durmo com ela. Hora do nana, vovó".
"Ah, então é por isso que você esteve se segurando mais cedo. Mas, sinto muito, querida, Bella tem de ficar sozinha".
"Mas, eu quero Bella." Ela fez beicinho, seu lábio inferior tremendo. "Eu faço ela feliz e ela tá tiste".
Meu coração estava partido quando vi essa menina argumentando para ficar comigo.
"Edward, ela pode se sentar comigo um pouco?" Perguntei baixinho.
Ele suspirou quando passei minha mão boa pelo seu cabelo, sabendo muito bem que ele mesmo teria feito isso se não estivesse me segurando. Ele me olhou, então eu continuei.
"Enquanto você pega meus remédios e um copo de água, ela pode me fazer companhia." Eu argumentei em nome de Alexis.
"Tudo bem. Vá na nossa frente, Lexi. Eu tenho que subir as escadas devagar." Ele disse a ela, saindo do caminho dela.
Ela enxugou o rosto com a mão, em seguida, correu pelas escadas. Mesmo com Edward subindo cada degrau com calma e devagar, ainda doía.
"Nós precisaremos de um quarto no andar de baixo na próxima casa." Eu mencionei, segurando minha respiração.
"Eu tenho um comentário espertinho que eu quero dizer, mas depois de tudo que passamos, eu não acho que seja apropriado. Então, eu vou dizer que concordo. Eu poderia sempre converter meu escritório para um quarto nesta casa , mas isso vai levar um par de dias." Vi seus olhos brilharem enquanto discutimos o nosso futuro. Eu soube então que ficaríamos bem e que superaríamos tudo isso, mais fortes e mais apaixonados.
Alexis não estava no quarto quando entramos. Edward fechou a porta atrás dele e a trancou, em seguida, colocou-me na cama.
"O que você está fazendo?" Eu perguntei, confusa. "Você disse que ela podia".
"Eu queria que você trocasse de roupa e tirasse essas. Eu as queimaria, mas sua bunda fica muito malditamente boa nessa calça." Ele sorriu.
Eu ri quando ele me ajudou a levantar e andou comigo até o banheiro. Ele sabia exatamente o que eu precisava naquele momento, uma escova de dentes e creme dental. Eu nem sequer precisei pedir, isso é o quanto esse homem me conhecia bem. Ele me segurou enquanto eu limpava minha boca e me livrava do gosto horrível nela, e então eu lentamente virei-me em suas mãos e agarrei sua camisa, puxando-o para baixo aos meus lábios.
"Obrigada, por tudo." Murmurei contra seus lábios.
"Eu... amo... você." Ele disse entre beijos.
"Mm, eu também te amo." Lambi meus lábios, provando Edward na minha língua quando me afastei.
Ele me trouxe de volta para a cama e me inclinou contra a barra nos pés da cama enquanto ele carinhosamente tirou minha camisa, fazendo-me me mover muito pouco. Ele então gentilmente me puxou contra ele para tirar a calça. Ele enganchou o polegar em ambos os lados e a empurrou para baixo. Eu ouvi um gemido escapar do seu peito e ele estava olhando para a minha calcinha.
"Você sempre usa calcinhas rendadas sob sua roupa de malhar?" Ele engoliu em seco.
"Não, eu preciso lavar roupa." Eu corei.
"Não é de admirar que a sua bunda parecesse tão malditamente boa. Deus, se você não estivesse ferida..."
"O que você faria?" Eu perguntei, olhando para ele através dos meus cílios.
"Bella, você não pode me provocar assim. Eu já estou no limite com você contra mim usando o que você está vestindo".
E ele estava certo, sua ereção estava pressionando contra o seus jeans.
"Eu desejo que eu não estivesse ferida também. De repente eu tenho uma nova dor".
Senti a umidade escorrendo em minha calcinha enquanto estávamos um contra o outro. Meu coração estava batendo descontroladamente e me perguntei se o dele estava também. Levantei minha mão esquerda e a coloquei em seu peito, seu coração estava acelerado exatamente como o meu. Edward colocou suas mãos sobre a minha e a levantou aos seus lábios. Ele beijou cada dedo antes de soltar minha mão e ela cair ao meu lado.
"Você é tão bonita".
"E você é quente." Eu comentei, tentando obter o controle das minhas inspirações quando cada uma acelerando fazia minhas costelas expandirem.
O balançar da maçaneta nos puxou para fora do nosso estado de espírito cheio de luxúria.
"Papai, você disse que eu podia vir." Alexis queixou-se.
"Só um minuto, Lex. Bella está trocando de roupa." Ele disse, puxando minha roupa íntima.
"Depressa, por favor. Eu quero entrar".
Edward olhou para o meu corpo nu por alguns segundos e depois suspirou enquanto caminhava até a cômoda para pegar algumas roupas para mim. Ele pegou um par de calções rosa e preto de bolinhas de pijama, um sutiã preto rendado e um par de calcinhas short. Ele se aproximou de mim, jogando os itens na cama ao meu lado e me vestindo rapidamente, tendo o cuidado com todas as minhas lesões. Ele então puxou as cobertas e me deitou, aconchegando-me. Ele beijou a ponta do meu nariz e se moveu para levantar novamente, mas eu queria mais. Agarrei em seu rosto e trouxe seus lábios nos meus. Seus braços pressionados contra o colchão em ambos os lados do meu corpo, mantendo-o para cima. Eu precisava sentir seus lábios contra os meus; mostrar a ele que meu amor é todo para ele, que eu nunca jamais o afastaria, não importa o quão teimosa, estúpida, ou ingênua eu possa ser às vezes.
Ele mordeu meu lábio inferior e se afastou com ele entre os dentes.
"Eu quero ser o único a mordiscá-lo." Ele disse sem fôlego.
"Esses lábios só pertencem a você".
Ele me beijou mais uma vez, em seguida, levantou-se e ajustou as calças enquanto caminhava até a porta. Eu respirei fundo para me acalmar. Meu corpo estava em chamas e dolorido por ele. Ele destrancou a porta e a abriu; Alexis caiu de costas no chão, um monte de bichos de pelúcia caindo ao redor dela.
"Oh, Lex, você está bem?" Ele perguntou, agachando ao lado dela.
Ela se levantou rapidamente, esquecendo-se dos brinquedos e o descartando enquanto corria em volta da cama para subir ao meu lado.
"Oi, Bella." Ela sorriu.
"Oi, Lex, como está o seu braço?"
"Ele coça".
"Sinto muito, mas, ei, os nossos braços coçam agora".
Edward nos deixou para conversar.
"Você está bem? Você tem um dodói." Ela apontou para o corte perto do meu olho.
"Estou melhor agora que estou em casa." Alexis se inclinou sobre mim e beijou o corte.
"Eu faço ficar melhor. Eu não gosto quando você não está aqui e papai não gosta também. Ele sente falta de você, eu sinto sua falta. A briga acabou?"
Meu rosto caiu quando ela fez essa pergunta. Ela é muito inteligente.
"Sim, a briga acabou e seu pai e eu estamos melhor. Sinto muito que você teve que ver isso, Lex. Você sabe que não tinha nada a ver com você, certo?"
"Sim, Jakey-Poo me disse".
"Bem, ele estava certo. Seu papai e eu amamos muito você".
"Eu também te amo. Bella, você vai ser a minha mamãe?" Ela perguntou em voz tão baixa que eu não tinha certeza que eu a tivesse ouvido direito, mas quando seus brilhantes olhos azuis me olharam através dos seus cílios, esperando pela minha resposta, eu sabia que meus ouvidos não estavam enganados. Fiquei espantada por ela fazer essa pergunta. Sim, nós agíamos como mãe e filha, mas eu nunca pensaria que ela perguntaria algo assim. Frascos de remédio caindo ao chão desviaram minha atenção do olhar dela.
Nota da Tradutora:
Que tenso toda essa briga com James, espero que ele tenha morrido, ou então que passe o resto da vida na cadeia... ainda bem que os ferimentos da Bella não foram tão graves... e o que é essa Lexi, gente? Praticamente pedindo a Bella em casamento em nome do Edward... kkk
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Ju
