No dia seguinte assim que chegou ao hospital, House foi direto falar com Cuddy, essa que, já havia chegado há um bom tempo. Sentado à sua frente começou seu falatório fazendo-lhe algumas exigências: dispensa da clinica por dois meses logo após o acordo acabar; a melhor vaga do estacionamento do hospital e canais pagos na TV de sua sala. Cuddy concordou em aceitar suas exigências, embora totalmente contrariada ao achar que House esteja se aproveitando com pedidos ''extras''.
As horas passaram rápido. House passou a maior parte do tempo envolvido com sua equipe, procurando desvendar cada sintoma de seu paciente. E Cuddy, ocupou-se em meio a telefonas e reuniões com os demais administradores do hospital.
Chegada à hora de ver House na clinica e Cuddy fielmente vai até lá, entra em uma das salas, senta na pequena mesa e fica à espera de House. Não tarda muito e House surge na sala com uma pasta - a suposta ficha de Cuddy - na mão.
- Olá, Lisa. – ele saudou-a com um sorriso sínico, mancando até o banquinho onde o pegaria para sentar. - Vejo que gostou da consulta de ontem e resolveu voltar. - House disse arrastando o banco para perto da mesa, sentando.
Mais uma vez estavam ali, um de frente pro outro, numa sala fechada. Cuddy o olhava quente e as cenas de seu sonho erótico lhe surgiram de imediato. De repente o constrangimento lhe tomou conta ao lembrar que havia se masturbado por um homem que agora estava ali, a sua frente, olhando-a como se estivesse prestes a devorá-la. Cuddy permanece em silêncio, mas sua inquietação na pequena mesa fez com que House sentisse seu desconforto.
- No que estava pensando? - House pergunta especulativo.
- Em nada de importante. - Cuddy responde em seguida morde o lábio nervosamente.
- Bom, - House começa. - Vendo esse seu decote enorme, - ele desvia o olhar para o decote. - Suponho que seu problema deve ser na respiração. - ele pausa voltando a olhar nos olhos de Cuddy. - Suas meninas mal respiram nesse sutiã extremamente apertado. - House volta a desviar o olhar para os seios, que dessa vez, pareciam ter aumentado o ritmo do sobe e desce.
Cuddy continua calada, os olhares de House lançados em seus seios deixaram-na mais nervosa e ela apenas tentava controlar sua respiração. Sem aviso House se levanta assustando Cuddy e ela ergue o queixo para poder olhá-lo.
- Vou precisar te examinar. - House avisa, sua voz é morna, possivelmente divertida.
- Examinar? - Cuddy respira, achando sua voz.
- Tire a blusa. - ele ordena seus olhos iluminados com algum pensamento perverso.
Cuddy começa a tirar sua blusa lentamente e House a observa sem aparentemente demonstrar nenhuma reação. Ele se direcionou até um pequeno armário que ficava na lateral da mesa, abriu a primeira gaveta e tirou um estetoscópio. Pegando-o voltou para perto de Cuddy e pronto para fazer a auscultação, encostou-o em suas costas nua. Quando o pequeno aparelho tocou sobre a pele de Cuddy um arrepio tomou conta de todo o seu corpo.
- Inspire e expire devagar. - House pediu calmamente e ela assim o fez. - Novamente. - obedecendo, ela repete. - Agora diga: Greg House. - ele pede inusitadamente e mais uma vez Cuddy o obedece.
Ela, é claro, achou o pedido totalmente bobo e sorriu, não podia negar para si mesmo que estava gostando. House moveu seus lábios num pequeno sorriso ao ouvi-la repetir seu nome, notando no tom de sua voz certa excitação.
- Sua respiração está irregular. - disse-lhe afastando o estetoscópio de suas costas. - Preciso ouvir seus batimentos cardíacos.
House coloca-se de frente a ela mais uma vez e ela ergue o rosto para poder encará-lo. Ele encosta o aparelho em seu peito e com a mão que estava livre passa o polegar pelo rosto e pelo lábio inferior dela.
- Respire, Lisa. – ele sussurra fitando-a e Cuddy solta o ar que estava respirando.
A pele de Cuddy ardeu por onde ele passou o dedo, seus lábios quase tremeram ao seu toque na ânsia por um beijo dele e ela desviou seu olhar para baixo. A calma na qual House encontrava-se era extremamente irritante, Cuddy não suportava a idéia de ficar tão nervosa diante dele e não vê-lo da mesma forma por ela. Se odiando por estar sentindo tudo aquilo na frente dele, ela tentava - embora não tendo tanto sucesso - parecer o mais calma possível.
- Seus batimentos também estão irregulares. - House disse em seguida pôs a mão no peito dela.
- House! - Cuddy o repreendeu voltando a encará-lo segurou em seu pulso.
- Só estou te examinando. – ele explicou-se sem esconder o sarcasmo.
- Continue usando apenas o estetoscópio. - diz Cuddy livrando seu peito da mão boba.
- Fique de pé. - House ordena carrancudo e se afasta.
Cuddy assim o faz. House manca ao redor de Cuddy e pára o corpo por trás
dela.
- Agora usarei as mãos. - House sussurra perturbadoramente capturando seus seios por trás.
Cuddy dá um longo suspiro fechando os olhos. House fecha suas mãos em cada seio, apertando-os e Cuddy derrete-se molhando a calcinha ainda mais.
- Dói quando você respira? - ele pergunta suavemente fechando o pequeno espaço entre seus corpos e Cuddy sente a ereção dele presente em suas costas.
- Não. - ela murmura e House cheira-lhe o cabelo. - Pra quê isso tudo, House? É pra me excitar? - ela pergunta em voz baixa.
- Eu sei que você já está encharcada. - ele responde apertando os mamilos com o polegar e indicador.
Cuddy geme e os lábios de House esboçam um sorriso safado.
- Chega House! - diz Cuddy afastando-se dele.
Ela vira-se para encará-lo, em seguida pega sua blusa e a veste rapidamente, e sem dar a ele um segundo olhar, ela deixa a sala. Cuddy passa pelos corredores da clinica feito um furacão sem olhar pra nada e nem pra ninguém, ela apenas foca o caminho em direção ao seu escritório. Cruzando a porta de sua sala, ela caminhou até a poltrona que ficava próximo ao armário e sentou-se. Enquanto se esbofeteava mentalmente por se achar uma idiota, burra e uma fraca que não conseguia disfarçar seus desejos por House, ele fazia o mesmo caminho que ela havia feito e logo entrou na sala desconcentrando-a de seu espancamento mental.
- O que você ainda quer House? - ela pergunta secamente sem olhá-lo, seu cotovelo no braço da poltrona e a mão apoiando sua cabeça.
- Vim terminar a consulta. - House responde caminhando até ela, sua voz soava irritação.
- Não temos nada o que terminar, vá embora! - Cuddy pede encarando-o ao levantar da poltrona.
- Temos sim. - disse-lhe ao se aproximar. - Faltou isso aqui. - House agarrou-a pela cintura e colou seus lábios nos dela.
House empurrava sua língua contra os lábios dela, que hesitou por alguns instantes, mas logo lhe deu entrada ao abrir a boca e também invadi-lo com a mesma intensidade. Com as mãos segurando o pescoço dele, Cuddy o puxava aprofundando o beijo cada vez mais. As línguas se empurravam e se contorciam entrelaçando-se numa dança intensa, provando-se revelando o desejo que um sentia pelo outro. House abandona os lábios dela finalizando o beijo e ofegante - assim como Cuddy - ele a encara com olhos bravos.
- Da próxima vez só deixe a clinica quando eu mandar. - House diz soltando-a logo em seguida vira-se e deixa a sala.
Cuddy fica paralisada e sem ação observa House ir embora levando consigo todas as suas forças roubadas durante o beijo, e ainda surpresa tentava recuperar o fôlego. Voltando a sentar, Cuddy procurava entender o que havia acontecido minutos atrás. Aquele beijo deixou-a ainda mais confusa, com raiva e com certeza mais apaixonada por ele. House era um idiota, sarcástico e infeliz, mas era o único homem capaz de desestabilizá-la por completo, tirava o chão de seus pés com um único gesto ou uma única palavra. Era difícil saber o que ele pretendia ao fazer aquilo tudo, uma vez que, recusou ter uma noite de amor com ela e preferiu ficar no seu joguinho de manda-e-obedece.
O que ele estava tentando provar para si mesmo, ou quem sabe, para ela? Talvez que poderia resistir a ela, mas que ela não poderia resistir a ele. Ou quem sabe fazê-la perceber que ele não era tão insensível quanto muitos pensavam e por isso recusou transar com ela em troca de um favor. Para Cuddy era difícil saber suas devidas intenções, mas estava disposta a deixar se levar por seu jogo e suas provocações. Ela era uma mulher forte e decidida, porém sua única fraqueza era ele, era House e todos os sentimentos que ela nutria por este homem tão complicado.
Finalmente chega o ultimo dia do acordo entre House e Cuddy, depois do dia anterior ela não sabia o que House iria fazer. Aquele beijo inesperado ainda provocava reações em seu corpo, era só fechar os olhos que ela podia sentir os lábios dele nos seus. Tentando concentrar-se apenas em seu trabalho, estava sentada á sua mesa fazendo algumas anotações quando House adentrou em sua sala trazendo dois cafés em uma das mãos.
- Bom dia Dra. Cuddy. - House cumprimentou-a cruzando a sala. Deu-lhe um dos cafés e sentou.
- Obrigada. - Cuddy agradeceu pegando o copo e dando-lhe um olhar desconfiado por tal gesto.
Eles não estavam nem um pouco constrangidos com o que havia acontecido entre eles. Ao contrário, eles pareciam super à vontade um com o outro. Cuddy poderia aproveitar o momento para questionar sobre o beijo e House para se explicar sobre o mesmo, mas não, eles resolveram não tocar no assunto.
- Último dia do acordo. Que pena. - House comentou dando um gole em seu café. - Não vai tomar o seu? - ele pergunta fitando-a.
- O que tem aqui? - Cuddy pergunta segurando o copo que House havia lhe dado.
- Você está insinuando que coloquei algo em seu café, é isso? - House tentou parecer ofendido, mas não teve muito sucesso. - Se eu quisesse fazer algo com você com certeza não te drogaria, pelo contrário, iria querer você bem consciente do que estava fazendo. - House diz olhando-a sorrir enquanto ele falava.
- Você nunca me trouxe café. O que achava que eu poderia esperar. - ela diz e sem mais hesitar finalmente dá um gole no café.
- Só mais um dia e você vai se vê livre de mim. - House diz e seus olhos parecem divertidos.
- Eu nunca vou me vê livre de você, House. - ela pausa. - Eu não quero me vê livre de você, mesmo as vezes você transformando o meu dia num inferno. - ela sorri - Você é o melhor médico que já conheci. - Cuddy completa olhando-o com verdadeira admiração.
Eles ficam se olhando por alguns instantes, havia se formado um clima perigoso entre eles e fazendo questão de quebrá-lo, House levantou rapidamente da cadeira e dando as costas para Cuddy caminha em direção a saída.
- Aonde você vai? - Cuddy pergunta estranhando tal fuga.
- Vou até a sala de Wilson contar que acabei de te drogar. - House responde abrindo a porta sem olhar para Cuddy.
Ela abre a boca em formato de ''O'' ao demonstrar surpresa.
- Te peguei! - diz House sorrindo voltando a abrir a porta após ter saído. - Na verdade vou contar pra ele quem sumiu com os dois cafés que estavam na mesa dele. - House fecha a porta mais uma vez e vai embora deixando Cuddy com um sorriso divertido nos lábios.
