Era pouco mais das 15hrs quando House e Cuddy se cruzaram em um dos corredores do andar de cima do hospital. Ambos estavam indo pegar o elevador quando os olhares se encontraram.

- Bom te ver rebolando por aqui. - diz House ao se aproximar de Cuddy. - Estava mesmo querendo falar com você. - ele disse olhando-a apertar o botão para as portas do elevador se abrir.

- O que você quer? - Cuddy perguntou no mesmo instante em que as portas se abriram, ela entra no elevador e House a acompanha. - Estou atrasada para uma reunião. - disse-lhe ao apertar o botão para o elevador descer.

House observa as portas deslizarem, quando finalmente se fecham ele espera o elevador se movimentar e logo depois aperta um dos botões e o elevador pára.

- Tire a calcinha. - House pede com os olhos vidrados nos dela.

- O quê? - Cuddy pergunta incrédula.

- Isso mesmo que você ouviu. - ele fala impassível.

- Você só pode estar brincando. - ela diz sem disfarçar um sorriso zombador, e não dando a mínina para tal pedido ela estica o braço para alcançar os botões e fazer com que o elevador volte a movimentar-se.

Antes que o fizesse House a detém segurando seu braço. Em fração de segundos Cuddy sente seu corpo preso entre uma das paredes do elevador e o corpo dele. Surpresa, seu coração estava a ponto de pular de seu peito de tão forte que eram os batimentos, sua boca entreaberta estava seca e a respiração ofegante cada vez mais a entregava. Estava nervosa, surpresa, excitada. E nada do que ela fizesse poderia disfarçar tudo isso.

House pressionou seus lábios contra os dela e com a boca já aberta ela recebeu a língua dele calorosamente. Com as mãos nos quadris de Cuddy, House empurrava sua pélvis contra a dela, provocando-a enquanto provava sua boca em um beijo cheio de posse e necessidade. Assim que seus lábios sentiram o abandono de House, ela soltou seus braços nos quais apertava no ritmo do beijo. Afastando-se, ele não tirou os olhos dela.

- Ainda acha que estou brincando? - House pergunta ainda ofegante pelo beijo.

- House, eu tenho uma reunião. – Cuddy o lembra novamente tentando fazê-lo desistir do pedido. Sua voz era baixa e fraca, suas pernas ainda estavam bambas.

- Quanto mais você hesitar, mais iremos demorar trancados aqui. Então, prefere chegar sem calcinha e atrasada ou apenas sem calcinha? - House disse firme, não iria deixá-la ir sem conseguir o que queria.

House realmente havia deixado claro que estava falando sério. Cuddy viu que não teria saída a não ser ceder e fazer o que ele pedia. Sem jeito ela levou suas mãos para a barra do vestido que usava - seu comprimento ficava logo acima dos joelhos - levantando-o um pouco foi subindo suas mãos por dentro do leve tecido até chegar ao fino elástico da calcinha.

House continuava de olhos vidrados em Cuddy, observando atentamente cada movimento que ela fazia para tirar a calcinha. Cuddy estava totalmente ruborizada e mal conseguia olhar nos olhos de House. Apoiada na parede do elevador deu graças a Deus por ter que desviar seu olhar para baixo e deixar os olhos de House por alguns instantes ao curvar-se um pouco para poder descer a pequena peça até os joelhos. Soltando o lado esquerdo da calcinha ela levanta a perna esquerda para poder passá-la por seus sapatos de salto, ao apoiar-se na perna que havia levantado fez o mesmo com a direita e finalmente ficou sem a peça como House tanto queria.

- Satisfeito? - Cuddy pergunta segurando a calcinha e encarando-o.

- Quase. - House responde com um meio-sorriso nos lábios. - Agora me entregue. - ele pede com a mão estendida.

Cuddy engoliu em seco, o beijo havia excitado-a e ela sabia que a calcinha iria revelar isso. Mas não tinha escolha, ela teria que entregá-la e assim o fez. Seu constrangimento era tão grande que Cuddy não conseguia mais olhá-lo nos olhos.

Ao passar os dedos na calcinha House sentiu que a mesma estava levemente molhada, uma pontada em seu membro ameaçou o inicio de uma ereção. Rapidamente ele guardou a calcinha no bolso de sua calça e tentou manter o desejo longe de seu pênis. Não poderia sair do elevador de pau duro, ha não ser apenas o da bengala.

Cuddy apertou o botão e o elevador voltou a movimentar-se. Ela precisava sair dali e fugir dos olhares penetrantes de House. Os segundos que o elevador passou para chegar ao térreo duraram uma eternidade. Assim que as postas se abriram Cuddy saiu apressadamente e foi direto para a sala de reuniões. House parecendo tranqüilo caminhou até a sala de Cuddy e lá ficou admirando a calcinha até Cuddy voltar da reunião. Não tardou muito e Cuddy ao entrar em sua sala deu de cara com House saindo do banheiro.

- O que você estava fazendo no meu banheiro? - Cuddy pergunta ao cruzar a sala e sentar em sua cadeira.

- Quer mesmo que eu diga? - House disse fechando a porta do banheiro. - Você me deu uma calcinha molhada. Como acha que fiquei? - disse-lhe se direcionando para as duas cadeiras que ficavam de frente a mesa, sentando em uma delas.

- Você estava... - Cuddy começa, porém não completa a frase de tão pasma que havia ficado com tamanho descaramento.

- Não faça essa cara de espanto, não combina com quem anda por ai sem calcinha. - provocou House, sorrindo.

- Você é um louco tarado, House. - ela diz com uma pontinha de irritação.

- Como foi a reunião? Sentiu-se a vontade? – House pergunta divertindo-se com sua irritação.

- Quando vai me devolver? - Cuddy pergunta fitando-o com um olhar raivoso.

- O quê? - ele pergunta com falsa inocência.

- Você sabe o quê, não se faça de idiota. - ela rebate de cara feia.

- Não, não sei. – House sorri.

- A porra da calcinha. - diz Cuddy ficando de pé pondo as mãos sobre a mesa.

- Você anda muito irritadinha sabia? - ele diz também ficando de pé. - Deve ser falta de um orgasmo. - House fala inclinando-se para frente com as mãos apoiadas na mesa, encarando Cuddy.

- Sai. Daqui. Agora. House. - pede Cuddy desejando matá-lo de tamanha raiva que estava.

- Nos vemos na clínica. - House avisa com um sorriso presunçoso nos lábios.

House deixa a sala e Cuddy permanece na mesma até que chegue a bendita hora de ir encontrá-lo na clínica. Passados alguns longos minutos e lá estava ela em uma das salas da clínica em seu ultimo dia de paciente-do-House.

Ele chega e dessa vez sem nenhuma pasta nas mãos. Fecha a porta e caminha até ela.

- Ainda está irritada? - House pergunta ao ficar de frente a ela.

- Por quê? Vai me receitar um orgasmo? - Cuddy o encara.

House sorri e dá um passo a frente ficando bem próximo dela.

- Esse é um tipo de remédio que não se receita. Simplesmente se dá. - ele responde sustentando o olhar.

- Você vai dar? - ela pergunta desejando ouvir um sonoro 'sim' como resposta.

- Deite. - House diz não respondendo a pergunta e Cuddy assim o faz. - Agora dobre os joelhos e abra as pernas. - ele ordena após retirar os sapatos dela.

Cuddy já começa a sentir o efeito daquelas palavras. Seu coração começou a bater mais forte, sua respiração parecia querer falhar e a idéia de ficar exposta para ele fez com que uma tensão tomasse conta de seu corpo, assim como um intenso desejo. Ela dobrou os joelhos, desceu a barra de seu vestido até os quadris e abriu as penas ficando totalmente exposta.

Após ter puxado o banco e sentado no mesmo, House aproximou-se o máximo que pôde da mesa e segurou os tornozelos de Cuddy, um em cada mão.

- Bela vagina Lisa Cuddy. - House comenta ao olhar em seu sexo.

Cuddy prendeu um gemido e fechou seus olhos. Todos os seus desejos se concentraram na parte inferior de seu corpo, toda a sua ansiedade havia ido parar entre as suas pernas.

- E olha que eu já vi muitas e todas elas eram maravilhosas, mas a sua... - ele pausa e aperta forte os tornozelos dela. - Eu diria que é deliciosamente perfeita. - ele diz maravilhado.

Cuddy nunca havia ficado tão excitada como naquele momento, ela poderia gozar apenas ouvindo aqueles comentários dele. Ela desejava o toque daquelas mãos fortes entre as suas pernas, dos longos dedos em seu clitóris que pedia atenção desde que House a fez tirar a calcinha.

House olhando-a subiu as mãos pelas pernas de Cuddy até os joelhos e as desceu lentamente pelo interior das coxas, parando-as antes que tocassem em seu sexo. Ele começa a distribuir suaves beijos por onde suas mãos haviam passado, alternando entre uma coxa e outra.

Cuddy mordia os lábios para evitar os gemidos, seu clitóris pulsava no ritmo da sua respiração. Desejava mais do que nunca que aqueles lábios tocassem seus lábios vaginais.

Mal contendo a ereção dentro da calça e o desejo de acariciá-la naquele ponto tão sensível, House pressionou levemente o clitóris com dois dedos e Cuddy dessa vez não conseguiu conter um gemido. Ele percorreu os dedos sobre a carne úmida até o anus fazendo Cuddy suspirar profundamente de olhos fechados.

- Eu mal toquei em você e já está tão molhada, Cuddy. - House diz e seus olhos procuram os dela.

- House. - Cuddy murmura ao abrir os olhos e fita-lo.

- Você quer que eu te toque mais profundamente? - House pergunta, sua voz era calma.

- Sim. - ela responde sussurrado.

House desliza os dedos para a entrada da vagina, colocando apenas as pontas dentro dela e tirando logo em seguida.

- House, por favor. - Cuddy implora pelo toque, precisava gozar para acabar com aquela agonia delirante.

House volta a tocá-la e afunda totalmente os dois dedos dentro dela. Cuddy geme segurando firme nas laterais da pequena mesa onde estava deitada. House pressiona os dedos para cima tocando-a em um ponto incrível e Cuddy geme ainda mais alto.

House começa a masturbá-la com os dois dedos, tirando-os e enfiando-os suavemente nela. A necessidade de estar dentro dela estava começando a ficar dolorosa. Usando a mão livre ele ajustou seu membro dentro da calça tentando aliviar as pontadas de dor.

- House. - Cuddy falou seu nome em meio aos gemidos.

Enterrando a cabeça entre as pernas dela, ele lambeu suavemente o clitóris e usando apenas a ponta da língua o estimulou habilmente sem tirar a concentração de seus dedos. Ao sentir que Cuddy estava prestes a explodir num orgasmo, House parou com os estímulos e afastou-se.

- Porque você parou? - Cuddy pergunta ofegante apoiada em seus cotovelos.

- Sente-se. - House ainda sentado no banco ordena num tom sério.

Ela assim o faz, senta na ponta da mesa e o observa pegar seus saltos.

- É melhor você ir. - ele diz colocando os sapatos nos pés dela.

- Como assim é melhor eu ir? - ela questiona indignada.

House pega a calcinha de seu bolso e a passa por entre os sapatos de salto vestindo-a, deixando na altura dos joelhos de Cuddy.

- Fique de pé, por favor. - House diz indiferente.

Cuddy levanta sem deixar que a calcinha caísse por suas pernas. Ao ficar de pé, House tira um lenço do bolso de seu blazer e passa-o no meio das pernas de Cuddy num gesto extremamente intimo e delicado. Após limpa-la dobra-o e o guarda novamente em seu bolso e em seguida termina de vesti-la com a calcinha.

- Porque você... – Cuddy é interrompida com um beijo de tirar o fôlego.

Após beijá-la House pega sua bengala e deixa a sala sem dizer nada.