Depois de por diversas vezes ter rolado de um lado pro outro na cama, Cuddy finalmente conseguiu pegar no sono. Os acontecimentos dos últimos dias estavam tirando seu sono e o que havia acontecido mais cedo a tirou completamente do eixo. Cuddy sentia raiva de si mesma por ter se exposto daquele jeito e no final das contas House não ter alimentado nenhuma de suas expectativas. Mas o pior é que quanto mais ele a irritava com suas atitudes, mais ela o desejava.

O celular de Cuddy começa a tocar e o barulho faz com que ela acorde. Ela olha na direção da mesinha de cabeceira e vê a hora que o despertador marcava: 00h05min. Ela estica o braço até a mesinha e liga o abajur, pega o celular que estava ao lado do despertador e atende a ligação sem a curiosidade de olhar no visor quem poderia ser.

- Preciso falar com você. – House diz ao ouvir o alô de Cuddy.

- Me deixa dormir House, amanhã conversamos. – ela diz sonolenta reconhecendo a voz dele.

- Vai me deixar aqui na porta de sua casa? – House diz parado do lado de fora da casa.

- Você está aqui? – Cuddy pergunta ficando sentada sobre a cama.

- Sim. Vamos, venha abrir a porta. – ele pede.

Cuddy deixa o celular sobre a cama e vai até a porta ainda sem acreditar que House estaria ali àquela hora.

- Você ficou maluco? Já viu que horas são? – diz Cuddy assim que abre a porta.

- Eu não iria conseguir esperar à hora de você sair do hospital. – diz House entrando na casa.

- Sair? – ela pergunta fechando a porta sem entender nada.

- Sim, sair. Já passa da meia-noite, o prazo do acordo acabou. Agora podemos transar. – House fala com a mesma naturalidade que falaria se estivesse chamando-a para tomar um café.

- O quê? – ela diz sem acreditar no absurdo que acabara de ouvir. - O que você tem na sua cabeça, House? – ela pausa e se aproxima dele. - Você teve duas oportunidades de transar comigo e nas duas você se recusou. A primeira foi no dia que te propus o acordo e a segunda foi hoje na clinica quando você me deixou a beira de um orgasmo e depois foi embora. - Cuddy gesticulava nervosamente com as mãos e House apenas a ouvia encarando seu olhar irritado. - O que você pensa que eu sou? Uma marionete que você faz o que quer e na hora que quer? – Cuddy questiona.

- Não seja idiota, Cuddy. – House diz grosseiramente. – Eu fiz tudo àquilo para te poupar. – ele conta.

- Me poupar? – ela gargalha. – Não seja ridículo em falar isso depois de tudo o que você me fez fazer. – ela diz fitando-o.

O corredor da casa havia virado um cenário para a DR que eles estavam tendo. Os ânimos estavam exaltados.

- Eu nunca iria transar com você por conta de um acordo. Você iria sentir-se usada depois de tudo e se não soubéssemos lidar com a situação, a relação chefe-e-empregado iria ficar insuportável. – ele pausa respirando um pouco.

Cuddy se afasta alguns passos e encosta-se à parede com as mãos atrás do corpo.

- Eu quis te provocar sim, queria saber até onde o seu desejo por mim iria te levar. Mas depois daquele beijo em sua sala, eu é que não sabia mais até que ponto eu iria resistir a você. – diz House tranquilamente para a mulher à sua frente que o ouvia com um olhar confuso.

- Às vezes é muito difícil te entender House. – diz Cuddy serenamente.

- Eu sei. Essas coisas de sentimentos me deixam confuso e eu acabo ferrando tudo. – ele conta olhando para baixo, para a bengala que ele segurava firme com as duas mãos.

- Sentimentos? – ela pergunta olhando-o no desejo que ele fale sobre quais sentimentos.

- É difícil pra eu admitir isso, mas... – House hesita.

- Mas...? – Cuddy insiste.

Com o olhar fixo em Cuddy, House anda alguns passos e fica bem próximo a ela, que o olhava ansiosa pela continuidade do que ele estava hesitando em falar.

- Eu vim até aqui para amar você, e só vou sair daqui depois que fizer isso. – ele diz largando a bengala e beija Cuddy profundamente.

Os primeiros raios de sol daquela manhã começaram a bater na janela. Um belo dia estava começando. House abriu os olhos devagar tentando se acostumar com a claridade do dia. Ele olha para o lado e vê Cuddy dormindo, um pequeno sorriso se forma em seus lábios e pela primeira vez ele sentia-se feliz.

Eles tiveram uma noite incrível. Por mais que ambos desejassem aquilo, a noite havia superado todas as expectativas. Despiram-se de todos os seus medos e se amaram sem inibições de desejos ou sentimentos. Sem pensar no amanhã, no depois. Talvez esse fosse o segredo para uma noite maravilhosa.

House queria continuar deitado admirando aquela bela mulher que estava dormindo ao seu lado, mas precisava preparar-lhe um café da manhã. Saiu da cama com cuidado para não acordá-la e foi direto para a cozinha vestido apenas com sua cueca.

Minutos depois voltou com uma bandeja contendo algumas frutas, queijo branco, um copo com suco de laranja e uma flor que havia tirado do vaso da mesinha da sala. Com alguns beijos no rosto e pescoço, Cuddy foi despertando e logo abriu um lindo sorriso para o homem que estava sobre ela.

- Bom dia, maníaca sexual. – House diz num tom de brincadeira.

- Bom dia. – ela responde, o segura pela nuca e puxa seu rosto depositando um suave beijo em seus lábios.

- Preparei um café da manhã para você. – ele murmura com os lábios nos dela.

- Jura? – ela pergunta incrédula.

- Juro. – ele responde e se afasta para pegar a bandeja que havia deixado no final da cama.

Enrolada no lençol, Cuddy senta-se e ao ver a bandeja fica surpresa com tal gesto. House põe a bandeja sobre as pernas dela e senta ao seu lado na cama.

- Sorte sua estarmos em sua casa. – House diz olhando para frente encostado na cabeceira da cama, enquanto Cuddy devorava um dos morangos. – Se estivéssemos na minha não teria nada disso para comer. – ele conta virando o rosto para olhá-la.

- Obrigada. – Cuddy agradece esticando o pescoço para poder beijá-lo. – Flor?! – ela diz ao segurar a mesma. – Não sabia que você era romântico.

- E não sou. – ele deixa claro. – Mulheres gostam de receber flores, e homens de receber sexo oral. E pelo qual recebi ontem você merecia uma floricultura inteira, mas só tinha essa na mesinha da sala.

- Tem razão, você não é nada romântico. – ela diz sorrindo. – Não nas palavras.

- Coma. – House diz num tom de ordem.

- Não vai comer também? – ela pergunta colocando uma uva na boca.

– Não é bem isso que eu queria comer. – ele diz e um sorriso safado estampa seus lábios.

- E o que você gostaria de comer? – ela pergunta olhando-o de canto de olho.

- Eu poderia dar nome e sobrenome, mas tenho que ir. Preciso passar em casa para trocar de roupa e depois ir para o hospital. – ele diz.

- Tem certeza? – ela pergunta passando a língua provocantemente num morango.

- Pensando bem acho que vou provar um morango. – House tira a bandeja de cima de Cuddy e coloca no final da cama.

- Só o morango? – ela sussurra ao ter o corpo de House sobre o dela.

- Só o morango não. – ele morde levemente o lábio inferior dela. – COM o morango. – ele diz ao pegar o morango de sua mão e em seguida cola seus lábios nos dela.

Após um longo beijo House desliza seu corpo para o final da cama e puxa o lençol que cobria Cuddy. Ele beija toda a região da barriga dela e desce mais um pouco ficando com os pés no chão. Já sabendo de suas intenções Cuddy separa as pernas expondo seu sexo para ele.

- Eu adoro essa parte do seu corpo. – House diz beijando levemente a vagina exposta e Cuddy sorri.

Ele volta a ficar sobre Cuddy e mais uma vez saboreia sua língua, seus lábios. Cuddy agarrada nele com braços e pernas ia desejando cada vez mais aquela língua em sua vagina, e logo. House desliza-se novamente para a parte inferior do corpo de Cuddy e sua atenção permanece toda ali.

Com os pés apoiados no chão e os braços sobre a cama, ele enterra sua cabeça entre as pernas de Cuddy e começa a chupá-la suavemente. Uma das mãos se move e logo um dedo vai parar dentro de Cuddy. Ela geme e agarra os cabelos de House e aquilo o estimula ainda mais. A língua habilidosa brinca com o clitóris e vai deixando-o cada vez mais inchado, cada vez mais sensível. Ele tira seu dedo de dentro dela e com o morango que ainda tinha em sua mão, vai passando-o na entrada da vagina, lambuzando-o no sexo encharcado de tanto desejo. Cuddy geme alto mordendo os lábios e agarra os lençóis amassando-os em suas mãos. Não conseguindo mais segurar-se, Cuddy explode em um orgasmo.

House fica sobre Cuddy apoiando o peso de seu corpo apenas no braço esquerdo. Ele a fita e ela com um sorriso nos lábios ainda sentia os efeitos do orgasmo em seu corpo. Ele leva o morango até a boca e dá uma mordida provando-o com o sabor que havia trazido de Cuddy.

- Com certeza esse é o melhor morango que já comi. – ele diz.

Cuddy pega a mão dele e leva até a boca comendo o outro pedaço do morango que havia ficado.

- Não são só os homens que gostam do sexo oral. – House comenta.

- Com certeza não. – ela diz mordendo os lábios.

House sorrir e pressiona os lábios de Cuddy com os seus. Ele morde o lábio inferior dela e sussurra algo que ela não consegue entender.

- Obrigada pelo café da manhã. Estava maravilhoso. – Cuddy agradece num murmuro contra os lábios dele.

- O meu também estava. – ele diz enfiando a língua dentro de sua boca e capturando a dela com fortes chupadas. E mais uma vez o desejo reascende...

No hospital, House com os braços apoiados na sacada o 1º andar observava todo o movimento que acontecia na entrada da recepção. Cuddy que andava pelos corredores do andar o avistou e foi até ele.

- Faz tempo que você chegou? – ela pergunta ao se aproximar.

- Não, acabei de chegar. – ele responde sem olhar para ela.

- Não foi até minha sala, achei estranho. – ela comenta.

- É que eu precisava fazer uma coisa antes. – ele diz finalmente ao olhá-la.

- O quê? – ela pergunta curiosa.

- Isso. – House diz e começa a bater forte na sacada com a bengala. – Atenção aqui, por favor! – ele grita chamando a atenção de todos que estavam lá embaixo.

Cuddy olha para ele assustada não entendendo nada, assim como todos que se propuseram dar a devida atenção que ele pediu.

- Eu. – ele começa. – E a Dra. Lisa Cuddy. – House a encara. – Estamos juntos. – Cuddy olha para ele sem acreditar no que ele estava fazendo. –Isso mesmo que vocês ouviram: nós estamos juntos. Por tanto, quando vocês virem uma bunda e um par de belos peitos enormes passeando por esse hospital, lembrem-se que ambos me pertencem. – ele diz em alto e bom tom deixando Cuddy extremamente constrangida e sem ação. – Agora podem voltar a fingir que estão trabalhando. – House finaliza seu showzinho matinal olhando para Cuddy com um sorriso presunçoso.

Cuddy não diz nada, simplesmente o fuzila com os olhos e vai embora. House espera ela pegar o elevador e logo depois vai atrás dela. Ele chega na sala de Cuddy e a vê sentada a sua mesa.

- Porque você tinha que fazer aquela palhaçada toda? – Cuddy pergunta irritada assim que House entra na sala.

- Era pra guardar segredo? Não sabia. – ele diz sarcástico.

- Sua atitude foi ridícula, House. Não precisava fazer aquilo.

- Só queria que todos soubessem. Você não? – House diz sentando em uma das cadeiras.

- Precisava ser daquele jeito? – ela questiona parecendo mais calma.

- Ok. Desculpe-me. Pode descontar toda a sua raiva quando estivermos transando. – ele diz arrancando um sorriso dos lábios de Cuddy.

- Vou precisar de um bom sexo pra poder compensar toda a raiva. – ela avisa.

- Podemos começar agora se você quiser. – House diz ao levantar e caminha até o outro lado da mesa. – Mas contenha os gritos, só quem pode chamar atenção nesse hospital sou eu. – House diz, Cuddy levanta da cadeira e ele a beija.