Inglaterra – Junho de 1888
A madrugada estava fria e cheia de neblina. Qualquer um pensaria dez mil vezes antes de sair para algum lugar com aquele tempo estranho. Mas, mesmo um leito quente e macio não o fizeram perder a sua ideia original.
— Não quero que vá... fique mais um pouco – a voz melodiosa de uma das maiores cortesãs de Londres interrompeu o silêncio angustiante.
O homem respirou fundo, mas não deixou o comentário da mulher influenciá-lo em sua escolha. A noite havia sido boa, porém precisava ir embora.
Remexeu-se tirando a mulher de seu aperto e começou a vestir suas roupas, o que a fez sentir-se mais uma vez usada. Sentia-se assim todas as vezes que deitava-se com esse homem, era apaixonada por ele, mas não poderia revelar tal segredo, pois temia o que ele seria capaz de fazer.
O homem tirou alguns tostões de seu bolso e colocou-os em cima da mesa de mármore e sem dizer adeus partiu naquela sombria noite de Junho.
Aquele homem chamava-se Damon Salvatore, mais conhecido como Duque de Devonshire. Tinha seus trinta anos, mas na aparência era como se tivesse apenas vinte.
Era um homem que chamava a atenção por onde passava. Sua aparência era digna de um deus mitológico. Alto, esbelto, cabelos bagunçados caindo em seus olhos azuis e uma postura que qualquer homem daquela província invejaria.
Talvez fosse esse o motivo de inúmeras mulheres se declararem para ele. Algumas o faziam sem temer a sua resposta, outras, guardavam o segredo e comentavam somente com suas respectivas amigas.
O frio não o abalava e entrando em sua carruagem logo estava em frente ao Castelo onde vivia com sua irmã mais nova e sua mãe.
O Castelo herdado de seus ancestrais havia sido construído em meados de 1320, passando assim de geração a geração. Mudanças haviam sido feitas, mas aquele tom romântico continuava estampado no Castelo, fato que deixava o Duque muitíssimo furioso.
Assim que entrou no salão principal de seu Castelo respirou fundo e não deixou de olhar um segundo sequer para a pintura que estava pendurada acima da lareira. Mesmo depois de tantos anos, continuava intacta, assim como em sua memória.
Sentia falta dela, sentia falta de seu carinho, de seu amor mesmo não a merecendo. Ela o conheceu até o profundo de sua alma e mesmo assim não o julgou, somente o amou como o único em sua vida.
Tanya Denali era seu nome. Os cabelos ruivos ondulados e uma pele clara como a neve que fez Damon se perder na beleza daquela menina.
Ela era uma menina quando se casaram, tinha seus dezesseis anos e era a jovem mais falante que conhecera em toda a sua vida. Seus olhos foram os primeiros que chamaram a atenção de Damon e parecia que havia sido ontem que lhe roubara um beijo no meio da escuridão.
E se não fossem os golpes da vida teria sua esposa em seus braços ao invés de uma prostituta de quinta. Aquela noite fria não seria tão fria como esta, apenas se Tanya estivesse ao seu lado.
— Deveria estar deitado, meu irmão. – a voz de Alice Salvatore o fez acordar e voltar a si.
Então respirou fundo novamente e dirigiu seu olhar a jovem que o olhava com pena.
— Não me olhes desta maneira, sabes que odeio quando me diriges este olhar.
A jovem suspirou. — Perdoe-me, não queria lhe passar esta impressão... mas acho que já está muito tarde para ficardes aí olhando para essa pintura.
O duque não lhe deu atenção e sentou-se em sua poltrona preferida.
— Isto não é hora de tu ficares acordada, terás olheiras e nem um bom jovem irá se interessar por você.
Alice riu e balançou a cabeça negativamente. — Para sua informação, meu caro, já existem vários mocinhos atrás de mim...
Damon revirou os olhos — Algum bom partido, pelo menos?
— Se houvesse algum partido, meu caro, eu já estaria com o sobrenome do fulano, porém ainda tenho o sobrenome Salvatore... então quer dizer que não há nenhum bom partido.
Damon deu um meio sorriso com a tagarelice de sua irmã. Ela era uma jovem difícil de lidar, tinha seus gostos e dificilmente aceitava uma opinião que contrariasse a dela. Tanto é que uma vez chegou a fugir de um matrimônio no meio da cerimônia alegando que não poderia casar-se ou mataria seu marido.
Pode-se imaginar que isso manchou boa parte de sua reputação entre a sociedade de Londres.
Mas apesar dos vexames, Alice Salvatore era uma jovem doce e meiga, além de possuir uma beleza herdada dos anjos. Era alta como seu irmão, possuía cabelos negros lisos que lhe chegavam à cintura bem desenhada. Os olhos azuis eram uma tradição da família Salvatore e isso a tornava mais especial. Então, por onde passasse era motivo de burburinhos entre as mulheres e homens. As mulheres a invejavam, e por outro lado, os homens a queriam.
— Alice, está quase amanhecendo e quero que vá descansar.
Alice riu e depois se conteve — Você diz isso como se fosse assim tão fácil relaxar... Damon, eu estou com vinte e oito anos e ainda não me casei... as pessoas estão começando a comentar...
— Você teria um marido se não tivesse abandonado seu noivo no altar, agora quer o quê? Que o primeiro idiota arrisque ser piada pela cidade igual o pobre Mike Newton? – repreendeu sua irmã que colocava as mãos na boca segurando o riso — E ainda tens a coragem de rir de tal assunto...
Damon não se conformava com aquela atitude de sua irmã e por isso sempre que ela se queixava que não conseguia encontrar nenhum bom partido lhe repreendia. Sua família não podia chamar a atenção da sociedade, mas mesmo assim Alice conseguira, deixando a sociedade inventar boatos sobre a masculinidade de Mike Newton.
— Ah meu irmão! – ela riu — Mike era um tonto e isso ainda é pouco... ele só queria enfiar suas mãos aonde não devia e então eu cansei, sabe-se lá o tipo de maníaco que poderia se tornar, não acha?
O mais velho revirou os olhos novamente, quanta bobagem sua irmã conseguia falar em apenas alguns minutos?
Foi então que Alice se calou e deixou seu irmão mergulhar novamente em seus pensamentos. Todos os dias era a mesma coisa. A jovem sonhava o dia que poderia ver o brilho novamente nos olhos de Damon. O brilho que fora arrancado de si tão injustamente.
— Mas que estardalhaço todo é esse?
A voz de Vera Salvatore invadiu o salão onde os dois jovens estavam sentados apreciando o nascer do sol. Alice virou-se para contemplar sua mãe, ao passo que Damon continuou absorto a tudo o que acontecia ao seu redor.
— Olá mamãe! – a jovem se levantou e fez uma reverência rápida — Estava aqui tagarelando um pouco com meu irmão...
Quem olhasse para Vera poderia confundi-la com sua filha, as duas eram lindíssimas, mesmo portando certa idade, continuava com toda sua beleza. Felizmente podia considerar-se que na família Salvatore a beleza era algo herdado de gerações.
— Tens cara de que acabas de chegar Damon...
O Duque então dirigiu seu olhar frio e duro à mulher a sua frente. Ficou em silêncio por alguns segundos e então se levantou da poltrona, e com a postura de um monarca repreendeu-a.
— Não ouse dirigir-se a mim pelo meu nome, sou seu senhor, Duque de Devonshire.
A mulher a sua frente gelou até o último fio de seu cabelo e assim que o Duque saiu daquele cômodo soltou a respiração e foi amparada por sua filha mais nova.
— Não ligue para as bobagens que Damon lhe disse, mamãe... – a jovem suspirou, abraçando-a mais forte — Um dia tudo voltará a ser como era.
As horas se passaram e Alice gostaria de ir à cidade fazer algumas compras para o almoço. A jovem adorava passar as horas junto com as criadas na cozinha preparando comidas cada vez mais estranhas.
Alguns diziam que a jovem Salvatore tinha uma mão de anjo e que suas comidas faziam sucesso entre a sociedade londrina. Certa vez chegara a se envolver com algumas senhoras que preparavam grandes panelas de comida para distribuir aos indigentes que se localizavam nas cidades e nos arredores.
Sua bondade era imensa. Alguns diziam que a menina tinha um coração de ouro e uma cabeça de vento. As senhoras mais rígidas não aprovavam seu comportamento para com os homens, principalmente depois que fugira do altar.
Mas mesmo não sendo aprovada por alguns, Alice conseguia atrair a atenção e a educação da maior parte da sociedade. Era dada aos jogos, assim como seu irmão e Katherine Pierce, uma amiga íntima.
Andando pelos corredores do Castelo, Alice deu de cara com seu irmão e fazendo uma reverência rápida chamou a atenção do jovem que divertido assistiu a cena.
— O Duque de Devonshire gostaria de levar sua pobre e humilde irmã para passear e comprar algumas coisas?!
O Duque para não deixar o clima bom com sua irmã se esvair também fez uma rápida reverência e brincou.
— Creio que o desejo de uma jovem Duquesa jamais pode ser negado!
A pequena Duquesa sorriu e passou o seu braço no do seu jovem irmão. Ambos caminharam lado a lado, descendo as escadas e saindo pela porta principal do Castelo. Na parte de fora uma carruagem já vos esperava. É claro, Alice já havia preparado tudo.
Eles entraram na carruagem e ordenaram que os levassem ao centro da cidade onde alguns mercadores vendiam frutas, legumes e tudo o mais que a jovem precisava para preparar o almoço.
Assim que a carruagem chegou ao destino e parou, Alice olhou para seu irmão que parecia novamente perdido em pensamentos. Suspirou, pois sabia que ele não iria querer sair e dar umas voltas com ela, na verdade ele odiava toda aquela sociedade.
— Tens certeza que queres ficar aqui?
O Duque ficou em silêncio por alguns segundos e voltou o seu olhar para fora da carruagem, onde as pessoas caminhavam de um lado para o outro, cheias de cestos, junto com outras pessoas gritando e oferecendo suas coisas por preços baixíssimos.
Foi quando de repente uma silhueta passou por entre as pessoas pulando e correndo ao mesmo tempo. Era uma mulher e os cabelos longos avermelhados fizeram o Duque estacar em seu lugar.
Ele desviou seu olhar e fitou sua irmã que o olhava assustada, era como se Damon tivesse visto uma assombração.
— O que há meu irmão? – perguntou preocupada.
O Duque então olhou novamente para o lugar onde havia visto a silhueta, porém não havia nada ali, somente indigentes mendigando um pouco de comida. Ele respirou fundo e passou as mãos nervosamente pelo cabelo.
— Pareces que viu uma assombração – completou Alice antes de comunicar sua partida.
— Espere Alice – o Duque a segurou pelo braço — Irei junto de ti, não se sabes quantos loucos existem por aí de olho na senhorita.
Alice estranhou a atitude do irmão, porém nada lhe respondeu, sabia que algo acontecera e estava lhe atormentando novamente.
Eles caminharam lado a lado pelas vielas londrinas. Alguns até pararam seus afazeres ao ver que a senhorita Salvatore desta vez estava acompanhada pelo temido Duque de Devonshire. Ele por sua vez, mantinha sua postura revelando que ali não era lugar para um homem como ele.
As mulheres suspiravam ao vê-lo passando, afinal não era sempre que a classe mais baixa podia vê-lo tão perto e mesmo tendo a fama de um homem rude, orgulhoso e perverso não deixava de ser bonito e desejado por muitas.
— Vês como as mulheres o olham, meu caro? – Alice brincou — Desse jeito logo terei uma cunhada para compartilhar de minhas loucuras.
O homem nada respondeu e a jovem viu que havia falado demais.
— Vamos pegar algumas coisas por aqui e depois quero ir ao Armazém do jovem Donovan.
Damon a olhou novamente, porém nada disse. O céu aquele dia estava claro, sem as comuns nuvens escuras denunciando o mau tempo. Naquele dia os passarinhos cantavam. Damon seguiu sua irmã em todo o trajeto que a mesma quis para comprar o que precisava, aliás, comprara até o que nem precisava.
Na companhia de Alice, Damon podia até sentir-se melhor. Ela era possuidora de um carisma e uma energia que o deixava certas vezes, atordoado. Tinha muito a lhe agradecer e sabia que um dia poderia retribuir tudo o que a jovem fizera por ele.
De momento precisava arrumar-lhe um marido decente. Sabia que o pobre Newton era um coitado e que só queria apoderar-se do belo dote da menina. Mas ao final a jovem fora esperta e antes que ele pudesse colocar as mãos tolas em seu dote, meteu-lhe um pé.
Enquanto caminhavam encontraram alguns amigos da sociedade que diziam estar passeando, pois a vida estava sem graça. A jovem Salvatore, como era conhecida nos arredores conhecia praticamente a todos, cumprimentava-os com todo o carisma que possuía. Muitas vezes chegava a ser exagerada, recebendo de seu irmão um olhar desaprovador em certas atitudes, mas quem disse que se importava?
— Alice!
Uma voz de mulher a chamou enquanto olhava algumas frutas na banca, o Duque e a pequena Salvatore viraram o rosto para onde a voz viera.
— Katherine!
As duas se abraçaram fervorosamente enquanto as duas jovens que acompanhavam Katherine não tiravam os olhos de Damon.
— Eu não sei o que posso dizer sobre Damon aqui... no meio da gentalha! – Katherine riu junto com suas amigas.
— Estou ótimo Katherine, obrigado. – respondeu o Duque, demonstrando sua pouca paciência com a jovem.
A mulher sorriu largamente — Eu sei que está muito bem, senhor Duque. Só estranhei vê-lo passeando por aqui... já que não tens paciência para estas coisas.
— Deixe de bobagens, Katherine. – Alice a cortou – Posso saber o que estás fazendo por aqui?
As duas conversaram por um tempo até que se despediram, não sem antes Katherine prometer visita-los um dia para o jantar. Notícia que desagradava profundamente Damon. Amaldiçoava-se todos os dias por ter colocado Katherine e Alice frente a frente e as duas terem construído uma amizade.
— Katherine não consegue entender certas coisas, não é?
Alice riu. — Pare de resmungar, meu caro. Deverias ter visto isso antes de se envolver com ela.
O Duque revirou os olhos — Todas as mulheres parecem ser doces e bem comportadas antes de conhecê-las a fundo.
A jovem riu novamente do comentário de Damon. Os dois no passado já tiveram um caso, coisa rápida, mas Katherine pretendia não deixá-lo escapar tão cedo e desde então perseguia a família Salvatore por onde fossem.
Katherine Pierce possuía sua própria beleza de vinte e sete anos. Era dona de cabelos negros longos e ondulados, era um pouco magra demais devido às besteiras que fazia. Não podia ver que engordara um pouquinho e corria para provocar o próprio vômito. Possuía seios fartos e era uma jovem alta, aproximando-se de Damon.
Sua obsessão pelo Duque era imensa e não desistiria de tê-lo tão fácil. Uma vez lhe dissera que desde o dia em que se conheceram, ela o tomou para si e não o dividiria com ninguém. Quando Damon anunciou seu casamento, a jovem quis tirar a própria vida, fazendo uma cena que ninguém esqueceria. Foi mandada para longe de Londres, aonde pudesse se recuperar de sua insolência. Porém ao saber que Damon estava viúvo, resolveu voltar e dar-lhe o consolo necessário.
O Duque e sua irmã caminharam mais um pouco até que entraram em um Armazém. Era simples, porém limpo. Ao fundo uma música breve era tocada e não havia ninguém no balcão. Alice estava acostumada a ir aquele lugar, pois o jovem que lhe atendia sempre resolvia seus problemas.
Damon olhou para todo o Armazém, inspecionando-o. Havia bastante mercadoria, mas estava vazio, de certo quem atendia não era tão simpático quanto sua irmã lhe dissera. Deu as costas para o balcão e ficou a olhar pela janela para a vista de fora.
— Senhorita Salvatore, que prazer recebê-la em meu Armazém.
— Olá Matt, vim para você me salvar novamente – Alice riu — Estou precisando de alguns temperos e não encontrei em lugar algum... talvez você tenha algo aí...
O jovem chamado Matthew sorriu e pegou o pedaço de papel que Alice segurava. Deu uma olhadela e sorriu novamente.
— Tens sorte... acabas de chegar estas coisas para mim. – disse com firmeza e colocou seus olhos no cavalheiro que olhava a janela despreocupadamente.
— O cavalheiro deseja algo? – perguntou e foi quando viu o homem virar-se de frente. Damon aproximou-se e lhe estendeu a mão coberta por uma luva negra.
— Damon Salvatore, Duque de Devonshire – pronunciou lentamente enquanto via os olhos do jovem arregalarem-se.
O jovem desajeitadamente fez uma breve reverência e não sabia como agir. Um dos homens mais influentes de Londres estava ali em seu Armazém e não sabia nem por onde começar a se apresentar. Olhou para si e para o homem a sua frente e sentiu certo pudor. O Duque realmente era um homem elegante e poderoso.
— Oh meu senhor, perdoe-me... sou Matt... Matt Donovan...
Damon não respondeu, na verdade não lhe interessava quem era aquele jovem. Por isso continuou em silêncio enquanto via-o desajeitadamente pegar as coisas que sua irmã precisava.
— Algo mais que eu possa fazer por vossa senhoria? – Matt perguntou.
— Está ótimo Matt, mais uma vez me salvou – Alice sorriu — Até mais ver.
A visita fora breve para a alegria do Duque. Eles caminharam até a carruagem e Damon suspirou aliviado por não ter encontrado o que vira momentos antes de sair da carruagem. Pensou que realmente deveria estar ficando louco e obcecado.
A carruagem logo estava de volta ao Castelo onde as criadas alvoroçavam-se atrás de Alice. Damon gostaria de poder mudar o jeito de sua irmã, mas não conseguia. Então caminhou para o salão principal onde ficou novamente por vários minutos olhando a pintura pendurada acima da lareira.
Sentia tanto a sua falta que a cada vez que olhava a pintura sentia algo dentro de si. A saudade o fazia sofrer. Nunca merecera o seu amor, mas desde que o recebeu, perder foi a pior coisa que lhe acontecera na vida. Gostaria de poder voltar ao passado e mudar muitas coisas, mas infelizmente não possuía tal poder. O jeito era conformar-se, mas parecia tão impossível.
Voltou seu olhar ao piano que estava parado há dias. Caminhou e sentou-se abrindo a proteção das teclas. Estralou os dedos e ali começou a tocar a canção que sua esposa mais gostava.
Seus pensamentos foram longe e a única coisa que conseguia pensar é que poderia tê-la ao seu lado. Os criados ouviam a melodia triste que seu senhor tocava e alguns sabiam que a melodia tratava-se da mulher pintada no quadro do salão principal.
Alice ouviu a melodia e escondeu-se atrás da porta. A única coisa que sonhava era que um dia pudesse ver seu irmão feliz novamente. Vê-lo triste e amargurado só deixava-a da mesma maneira. Se pudesse voltar atrás e mudar as coisas já teria feito, tudo para ver Damon novamente com um brilho no olhar.
