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"Tem um dedo faltando aqui, ou é impressão minha?"

"Percy era o dono do Perebas, e ele já estava assim quando ele chegou aqui. Ele era um rato de rua."

Sirius nem pareceu ouvir o que Ron falava, estava olhando o rato de ponta a ponta. De repente Harry entendeu o porquê, mas ele esperou a confirmação.

"Esse rato está na sua família há quanto tempo Ron?"

"Ele era do Percy, e quando ele virou monitor no quinto ano, e eu entrei em Hogwarts, eu o ganhei de presente."

"James olha isso."

"Sirius, qual é o problema?"

Todos olhavam para Sirius como se ele estivesse louco. Lupin tentou chamar seu amigo pra realidade.

"Sirius, qual o problema com o rato de Ron?"

"TEM UM DEDO FALTANDO AQUI REMO! A única coisa que acharam de Pettigrew foi o dedo, um dedo Aluado. Esse rato tem os mesmos traços do desgraçado do Rabicho! Olha as pontas das orelhas."

"E o que tem o Perebas parecer esse Rabicho?"

Ron tomou Perebas das mãos de Sirius. Já estava nas escadas, quando foi parado pelo seu pai.

"Ronald, traga esse rato aqui!"

"Ele está louco papai. Perebas é um rato, o meu rato. Não é um animago."

"Traga ele aqui. E deixe Sirius se explicar."

Ron muito contrariado voltou para a sala, ficou um pouco longe de Sirius, mas escutou até o final.

"Vocês devem saber, que cada pessoa, quando se torna um animago, ele passa alguma característica marcante para a sua forma animal. Eu, o meu cabelo, um pouco volumoso, e muito preto, James, tem as marcas dos óculos. Já o Pettigrew tem sobrancelhas bem espessas, e esse pelos, estão nas orelhas, e se repararem bem nas pontas das orelhas do Perebas, vão ver esses pelos."

Ron olhou as orelhas do seu rato. Segundos depois, o rato estava voando pelos ares.

"A orelha dele está cheia de pelos, Sirius está falando a verdade."

James pegou o rato no ar, assim como Sirius, ele revirou Perebas de cabeça pra baixo.

"Não é possível. Aluado, olha isso. O que a gente vai fazer?"

Lupin pegou o Perebas firme nas mãos.

"Ron, se Sirius estiver errado, o feitiço que eu vou usar, não vai causar nenhum dano no Perebas." Lupin ergueu a varinha e apontou pra um agitado Perebas. "Homorfo"

Por um instante Harry pensou que Sirius tinha se enganado, mas segundos depois, um homem. Pettigrew estava magro e com bastante pele de sobra, como alguém que fora gorducho, mas perdeu peso muito rápido, assim como Perebas-rato, seus cabelos estavam caindo, com olhinhos aquosos e um narizinho, que parecia que estava farejando o ar. O homem olhava de rosto em rosto, procurando uma expressão de amizade. Mas não conseguiu, então mudou de tática.

"James, Lily, que bom ver vocês de novo. Remo, que saudade. Eu só não entendo o que esse assassino está fazendo aqui."

"Ora Rabicho, não me obrigue a contar o que realmente aconteceu. Eu fui solto de Azkaban, por que não tive culpa de nada. Você está vivo no final das contas."

"Não graças a você não é Sirius. Você contou ao Lord das Trevas quem era o fiel do Segredo. Ele era o espião meus amigos. Vocês-Sabem-Quem me perseguiu, me torturou."

"E você fraco, como sempre foi, entregou seus amigos. O que ele te ofereceu Rabicho? Poder? Proteção? Te proteger de quem? Passou pela sua cabeça, que se você ficasse do nosso lado, nós também poderíamos te proteger? Mas o seu plano deu errado não foi? Você não sabia o que iria acontecer com o seu mestre não é? Você pensou que depois de ele matar James, Lily e Harry, ele te protegeria da gente. Mas ele acabou morrendo, e os seguidores dele, iriam te perseguir até a morte. Você não poderia se transformar em um animal, nenhum bicho deveria ser comparado à você, seu traidor, você não merecia ter entrado na Grifinória, você não é corajoso, muito menos leal. A Sonserina é o seu lugar, casa de gentinha baixa como você, que só faz amizades, por interesse."

Pettigrew por um momento ficou paralisado, mas do nada, voltou à vida e se voltou para Harry.

"Harry como você está crescido, você é igual ao seu pai na sua idade, exceto os olhos, os seus são iguaizinhos os de Lily."

"Não fale com meu filho, e não toque no nome da minha mulher." James se colocou na frente de Harry e Lily, ele estava tremendo tanto, que Harry pensou que o pai fosse explodir. "Eu devia te matar, seu traidor asqueroso."

"Não James! Isso não ajudaria em nada. Molly querida, você se importaria de chamar Dumbledore?"

A Sra. Weasley saiu da sala, o silencio imperou por algum tempo, e quando parecia que nada mais fosse acontecer, Rabicho tentou escapar das mãos de Lupin, que ainda o segurava. Ele foi lerdo demais, no mesmo segundo, quatro feitiços o atingiram, Sirius, James, Lily e o Sr. Weasley. O homem caiu no chão como uma tabua, com os braços colados ao corpo, um Petrificus Totalus não pronunciado.

A Senhora Weasley voltou seguida por Dumbledore. Assim que o diretor entrou na sala, todo mundo começou a falar ao mesmo tempo.

"Se acalmem, parece que eu voltei a dar aula! Um de cada vez, e com calma, me conte o que aconteceu, eu imagino que tenha algo a ver com o nosso amigo Pettigrew aqui presente."

E Sirius explicou tudo para Dumbledore, como havia percebido quem era o rato, e tudo o mais. Dumbledore ficou pensativo por alguns instantes. Quando ninguém mais aguentava o suspense, Dumbledore deu seu veredicto.

"Vamos leva-lo para o ministério. Acredito que essa seja uma prova contundente da sua inocência Sirius, e com isso você volta a ser um homem livre de verdade."

Dumbledore levou Rabicho com ele quando ele se foi, Os Potter's, Lupin e Sirius foram embora logo depois. Quando chegaram em casa, Harry não queria ir para o seu quarto, estava sem sono, a pesar, de já ter passado da hora que ele estava acostumado a se deitar e de ter sido um dia cansativo. Lily conjurou uma bandeja com um chá fumegante e biscoitos, que sequer foi tocada, ninguém parecia afim de comer, então Harry foi o primeiro a falar.

"Então quer dizer que você está livre Almofadinhas. Você vai poder voltar a sua vida normal."

"Com certeza Harry, minha vida normal. Não vou precisar mais morar com vocês, a pesar desses dias terem sido uns dos melhores da minha vida."

"Mas você vai ficar com a gente até eu ir pra Hogwarts não vai?"

"Claro que eu vou, eu tenho que voltar ao trabalho, arrumar uma casa, e isso pode levar um tempo. Sua mãe e seu pai vão ter que me aturar durante um tempinho ainda."

"Vai ser um prazer Sirius. Você e Remo são como irmãos para James, então, como irmão para mim também."

"Eu sei. Vamos mudar de assunto. Quando vai ser a viagem de vocês para o Beco Diagonal?"

"É verdade Lily, como a gente pode esquecer isso? Nosso filho não pode ir pra escola sem o material dele."

"Nosso filho não vai pra escola sem material Potter. A coruja chegou ontem com a carta dele, nós vamos amanhã! Bem cedo. Então Harry trate de se despedir do seu pai, do seu padrinho e do Remo, que já passou da hora de você estar na cama."

Harry foi dormir naquela noite se sentindo estranho, um rato, que dormiu durante um ano no mesmo quarto que ele, na verdade era o homem que tinha traído seus pais. Na manhã do dia seguinte, Lily foi acorda-lo, uma coisa que ela nunca tinha feito antes.

Harry recebeu um beijo no pé da sua orelha, e um amasso no seu cabelo. Acordou e deu um sorriso pra sua mãe, que ainda o olhava dormir.

"Vamos, todos nó já estamos prontos. Se troca e desce, vamos tomar o café da manhã no caldeirão furado."

Harry se trocou, e foi encontrar seus pais, se surpreendeu em saber, que Sirius e Lupin iriam junto. Eles nunca se desgrudavam?

O Caldeirão Furado estava cheio, aparentemente por pessoas, que deixaram suas compras para a ultima hora como Lily, Harry lembro que à exatamente um ano atrás, ele estava no menos quarto da casa dos Durleys, só esperando chegar o dia primeiro de setembro, e mais uma vez ele achou engraçado o fato de não estar sentindo falta de Hogwarts, como ele pensou eu sentiria. Quando o grupo terminou o café, foram às compras, Sirius e Lupin, se separaram da família nessa altura, dizendo, que tinham coisas para resolver, e que encontrariam em casa. Harry não achou ruim, por mais que ele gostasse de Sirius e Lupin, ele queria passar um tempo só com seu pai e sua mãe.

Eles foram a todas as lojas que precisaram, compraram novas vestes para Harry, já que as dele, já tinham ficado curtas, mais penas, pergaminhos e tintas, e por ultimo foram na Floreiro e Borrões, eram tantos livros, que ele ficou curioso pra saber quem era o novo professor de defesa contra as artes das trevas. James também estranhou o tanto de livro do mesmo autor.

"Gilderroy Lockhart? Parece que você vai ter uma professora de defesa contra as artes das trevas Harry."

"Por que James?" Lily estava no outro corredor, mas aparentemente, muito concentrada na conversa de Harry e James.

"Por nada querida, mas nenhum homem com um pingo de inteligência pediria um livro desse pra dar aulas, muito menos a coleção inteira."

Harry e James passaram um bom tempo brincando com os nomes dos livros, até Lily os chamarem para ir embora. Pararam pra tomar um sorvete antes de ir para casa. A sorveteria estava cheia, fazia mais um dia de muito calor em Londres. James deixou Harry e Lily em uma mesa que tinha acabado de ficar vaga, e foi buscar os sorvetes. James voltou com três sorvetes com bastante cobertura. Enquanto tomava seu sorvete, Harry admirava como o sol iluminava os cabelos de sua mãe e o fazia parecer chamas de fogo soltas no vento. E do nada, o sol se foi, Harry olhou para o céu esperando ver uma nuvem na frente do sol, mas encontrou um homem alto, com os cabelos loiro-esbranquiçados, e com o rosto fino com uma expressão muito familiar para Harry, do lado do homem, estava sem duvida alguma, Draco Malfoy, que era a copia do homem ao seu lado, que obviamente era o seu pai.

"Curtindo um pouco de sol, nas suas vidinhas Potter's? Incrível como vocês escapam da morte com facilidade, me parece uma coisa de família." Harry que detestara Draco desde a primeira vez que se encontraram, ali mesmo, no Beco Diagonal, passou a odiar também seu pai, que tinha a mesma voz arrastada do filho, porem mais forte.

No mesmo momento, James e Harry levantaram e ficaram frente a frente com os Malfoys. Liliy percebendo o que estava por vir, se colocou ao lado do marido. "James, por favor, sente-se! Você também Harry, termine seu sorvete, meu filho."

Mas nem Harry, nem James mexeram um único músculo, continuaram de pé.

"Não posso negar que estou surpreso de te ver longe de Azkaban Lucius. pensei que você passaria o resto da sua vida por lá." James olhava firme nos olhos de Lucius.

"Seu amigo Sirius, foi no meu lugar! Algumas coisas aconteceram desde que você foi embora."

"Pois é, mas vão mudar novamente. Eu imagino que você já saiba da novidade?"

"Sobre o seu amigo Pettigrew? Isso não muda nada, os nomes que ele pode entregar, não tem a mínima importância. E de, mas a mais, me breve, teremos mais novidades, que vão fazer das suas novidades, histórias do Beedle, o Bardo. E vamos ver, se você e a sua família vão sobreviver dessa vez."

James sacou sua varinha, Lucius executou o mesmo movimento, mesmo sem nenhum dos dois tendo pronunciado uma única palavra, faíscas saiam das pontas das varinhas. Lily mais uma vez se levantou, estava com uma falsa expressão de tranquilidade, e Harry percebeu, que qualquer movimento em falso de Lucius, tudo iria literalmente pelos ares.

"James, querido. Não dê ouvidos a ele. Harry já terminou o seu sorvete, compramos tudo o que era necessário. Já podemos ir para casa."

James baixou a guarda, começou a recolher as sacolas. Lucius riu.

"Isso mesmo Potter, vá embora e obedeça a sua esposa de sangue-ruim."

Harry que tinha ouvido a história de como a amizade de sal mãe e Snape havia acabado, entendeu muito rápido quando ela vacilou para trás, ao ouvir tal ofensa, e agiu mais rápido ainda, sacou a varinha e apontou para Lucius. O pai de Draco riu, mas o filho sacou sua varinha também e apontou para Harry.

"Vamos Draco, esse garoto não passa de um prepotente, ele não teria coragem de me atacar."

"Você que pensa. Eu não tenho medo de você Malfoy."

"Pra você é Sr. Malfoy garoto insolente."

James se colocou entre Harry e Lucius num piscar de olhos.

"Encoste em um fio de cabelo do meu filho, e sofra as consequências Malfoy. Vamos Harry!"

Harry estava seguindo seus pais, quando foi barrado por Draco que estava com um sorriso maldoso.

"Nos vemos na escola Potter. Você vai ter uma grata surpresa esse ano."

Os Potter's seguiram pela rua juntos, chegaram ao Caldeirão Furado e encontraram os Weasleys, que aparentemente tinha acabado suas compras também. Lily conversou um pouco com a Sra. Weasley, e Harry aproveitou para cochichar o que Draco Malfoy tinha dito pra ele. Ron não achou nada bom o fato Malfoy estar feliz com algo. Quando chegou em casa, Harry se surpreendeu em não encontrar Sirius e Lupin. Ele estava pronto para tomar um banho, James deu a ideia deles tomarem um banho de piscina, estava calor, e quem saberia quando teriam uma oportunidade como aquela. Quando já estava escurecendo Harry continuava na piscina, mesmo sem o sol, continuava muito quente, e com o ar abafado, e a agua fresca da piscina, Harry se sentia muito refrescado. Sirius e Lupin, já haviam chegado, e James estava conversando com eles na sala, e como Harry sabia que ele seria praticamente expulso da sala se fosse lá, ele nem se deu o trabalho de sair da agua. Quando Harry tirou sua cabeça da agua, ouviu um estalo, Harry já estava acostumado com esse barulho, era o mesmo barulho de quando alguém aparatava no hall de entrada na Mansão Potter, então ele nem se preocupou, esperou seu pai voltar, para perguntar quem havia chego.

James voltou para o jardim e olhou como se o filho estivesse pregando uma peça nele. "Não chegou ninguém. Você provavelmente ouviu o barulho de algum pássaro, filhão!"

Quando Harry entrou em casa, chamado por Lily para o jantar, Sirius puxou o assunto do Beco Diagonal.

"Então quer dizer que você não gosta dos Malfoys, não é Harry? Eu nunca fui com a cara de pastel deles. A mãe de Draco, é sobrinha da minha mãe, sempre agiu como se fosse descendente direta de Merlin, a Narcisa. O nome combina muito com ela."

"Draco é exatamente assim, se acha o próprio Merlin. Mas eu não sabia que Draco é seu primo."

"eu nem considero a avó dele como minha tia. Na verdade, se pudesse ter escolhido uma família pra nascer, teria escolhido os Potter's. Sempre fui muito bem recebido aqui nessa casa."

"Já te falei varias vezes Almofadinhas, você já é meu irmão de coração, é só mudar seu sobrenome." James sorria para seu amigo.

"Eu e seu pai Harry, sempre tivemos muito mais em comum, do que eu e meu irmão. Minha família era muito tradicional no mundo bruxo. Agora nem tanto, meu irmão e meu pai já tinham morrido, e depois que eu fui preso, minha mãe enlouqueceu, e acabou morrendo. Na minha opinião, foi melhor assim." Percebendo os olhares de surpresa de Harry, e de reprovação vindo de Lily, ele se apressou em completar. "Minha família tinha a maldita mania de valorizar muito o próprio sangue. Muitos casamentos aconteceram dentro da família. Eu sou meio que primo de Molly também, muito distante, mas ainda assim me da muito orgulho. Os Weasley, sempre foram a maior família de traidores do sangue que houve no mundo bruxo."

"Malfoy odeia a mim, e ao Ron. Eu não preciso nem falar sobre a Mione. Ele é preconceituoso, e muito metido. Na primeira vez em que nos encontramos no Beco Diagonal, ele falava dele mesmo, como se ele fosse à pessoa mais importante da Grã Bretanha. Ele é muito irritante. No trem no dia 1º de Setembro, o Draco foi até a cabine que eu estava dividindo com o Ron, e começou a ofender Ron. E não tem como eu gostar dele."

"Acontece Sr. Harry Potter, que o senhorzinho não tem, nem idade, e muito menos tamanho, pra odiar alguém desse jeito. Você e o seu pai tem muito mais em comum do que eu pensava. Ele também odeia as pessoas somente pelo fato delas existirem." Lily olhou para James e Sirius como se eles tivessem ofendido ela naquele exato instante.

"Ora Lily, você nunca vai esquecer o passado?" James parecia indignado. "Nós éramos quatro adolescentes, normal agir daquela forma."

"Fale por você Pontas!" Lupin interrompeu "É bem verdade que eu como monitor, poderia interferir nas provocações entre esses dois e Ranhoso, digo Snape.".

"Como se você pudesse nos parar!" Sirius se gabou dando risada. "O fato é que a gente sempre arranja um motivo pra se odiar um Malfoy."

"Chega! Harry para o seu quarto agora! Vocês não vão criar o meu filho do jeito errado. Eu não vejo um motivo coerente pra Harry odiar o menino Malfoy, nem pra vocês odiarem o Severo."

"Lilian, ele te xingou!" James que até então estava sentado, se levantou. "Não é possível que você ainda consiga defender aquele seboso. E eu não preciso nem falar sobre a vida adulta do seu amiguinho...".

"Chega James! Vamos Harry hoje eu vou dormir com você."

Harry e Lily foram para o quarto, colocaram os pijamas e deitaram na cama. Se não fosse o fato de ter presenciado uma briga dos seus pais, ele estaria muito feliz de dormir abraçado com a sua mãe. No meio da noite, Harry ouviu o choro de sua mãe, talvez ela pensasse que ele estivesse dormindo, e chorava de soluçar. Harry até pensou em virar para sua mãe, e abraça-la. Mas quando eleja estava virando, a porta do seu quarto abriu, Harry pensou que era seu pai, mas era Lupin.

"Lily, vamos conversar. James esta realmente arrependido do que ele disse. Você sabe como ele é. Ele pensa antes de falar."

"Esse é o problema do James Remo, ele não pensa nas consequências do que ele fala, do que ele faz. E isso me machuca. Me machucou anos atrás e está me machucando agora."

"James na verdade, não deixou de ser uma criança. Aquela mesma criança que tinha ciúmes de você com o seu amigo Severo Snape, está agora com ciúmes de você defendendo o adulto Severo Snape. Ciúmes Lily. James não deixou de ser uma criança."

"Eu me casei com ele Remo, não com o Severo. James me deu o maior presente da minha vida." Lily passou a mão cabelo desarrumado de Harry, que ainda fingia estar dormindo. "James não tem motivos pra sentir ciúmes."

"Já passou pela sua cabeça Lily, que se não tivesse acontecido aquela discussão na beira do lago, você poderia estar casada com Severo agora? Na cabeça de James sim, e ele sabe, que por mais errado que ele estivesse naquela situação, ali ele ganhou você."

Lily ficou em silencio. Harry sentiu Lily se levantar da cama. Ela ajeitou o edredom sobre Harry e foi com Lupin. Harry ficou algum tempo pensado no que tinha acabado de ouvir. E se Lily tivesse se casado com Snape, o professor que ele mais odiava seria seu pai. Com isso na cabeça, Harry pegou no sono.

Acordou, pelo o que pareceu para ele, no mesmo instante em que ele fechou os olhos. Com a claridade que entrava no quarto, era difícil dizer, mas ele sentia um peso sobre a cama, e ele sabia que tinha mais alguém no seu quarto. Harry esperou seus olhos se adaptarem a claridade, e olhou o seu quarto. Em cima da sua cama, mais precisamente sobre os seus pés, estava a criatura mais estranha que ele viu na sua vida. Orelhas pontudas, um nariz comprido, e dois olhos verdes, parecendo bolinhas de tênis. Harry tentou achar sua voz pra perguntar o que era aquilo, mas quando achou, e estava pronto pra perguntar, a criatura deu um sorriu. Harry mudou a pergunta.

"Quem é você?"

"Dobby, senhor. Dobby, o elfo doméstico."


N\A MEEEU DOBBY! Eu amo o Dobby, pensei em não colocar ele na história. Mas mudei de ideia. Me desculpem a demora, mas eu estava com um problema no meu note, e tentei arrumar em menos de uma semana, mas a assistência só liberou ele hoje, e eu já postei o capitulo 11 pra vocês, que já estava salvo no , só precisei mudar a N\A. O próximo e ultimo capitulo eu acabei perdendo, porque não deu tempo de salvar. Então eu vou ter que escrever tudo de novo. Espero postar o mais rápido o possível. Deixem seus comentários, para o bem e para o mal. Beijos (: