Anteriormente

"Dobby, Senhor. Dobby, o elfo doméstico."

"Há quanto tempo que Dobby quer conhece-lo, meu senhor... é uma grande honra..."

"Ah... é mesmo? Ah... não quero ser grosseiro nem nada, mas eu acabei de acordar, então, a hora não é muito própria pra eu ter um elfo doméstico no meu quarto. Não que eu não esteja contente de conhecê-lo." Acrescentou Harry depressa. "Mas, ah... tem alguma razão especial pra você estar aqui?"

"Ah, claro meu senhor" Disse Dobby muito certo. "Dobby veio dizer ao senhor, meu senhor... é difícil, meu senhor... Dobby fica se perguntando por onde começar..."

"Sente-se." Disse Harry gentilmente, apontando para a cama.

Para seu horror, o elfo caiu no choro, um choro alto.

"S-sente-se!" chorou. "Nunca... nunca na vida..."

"Me desculpe." Harry sussurrou. "Não quis ofendê-lo nem nada..."

"Ofender Dobby?" Engasgou-se o elfo. "Dobby nunca foi convidado a se sentar por um broxo... como igual."

Harry, tentando ao mesmo tempo fazer o elfo se calar e dar a impressão de consolá-lo levou Dobby de volta à cama, onde o elfo se sentou entre soluços, parecendo uma boneca enorme e muito feia. Finalmente conseguiu se controlar e se sentou, os grandes olhos fixos em Harry com uma expressão de aquosa admiração.

"Vai ver você nunca encontrou muitos bruxos decentes." Disse Harry para animá-lo. Dobby sacudiu a cabeça. Depois sem aviso, saltou da cama e começou a bater a cabeça furiosamente na janela, gritando.

"Dobby mal! Dobby mal!"

"Não! O que é que você está fazendo?" Harry saltou da cama para puxar Dobby de volta para a cama. Edwirges acordara com um pio particularmente alto e batia as asas assustada contra as grades da gaiola.

"Dobby deve se castigar, meu senhor. Dobby quase falou mal da própria família, meu senhor."

"Sua família?"

"A família de bruxos a que Dobby serve, meu senhor... Dobby é um elfo doméstico, obrigado a servir a uma casa e a uma família para sempre..."

"E eles sabem que você está aqui?" Perguntou Harry curioso. Dobby estremeceu.

"Ah, não senhor, não... Dobby terá que se castigar com maior severidade por ter vindo vê-lo, meu senhor. Dobby terá que prender as orelhas na porta do forno por causa disto. Se eles vierem, a saber, meu senhor..."

"Mas eles não vão reparar se você prender as orelhas na porta do forno?"

"Dobby divida, meu senhor. Dobby está sempre tendo que se castigar por alguma coisa, meu senhor. Eles nem ligam para Dobby, meu senhor. Às vezes me lembram de cumprir uns castigos a mais..."

"Por que você não vai embora? Foge?"

"Um elfo tem que ser libertado, meu senhor. E a família nunca vai libertar Dobby... Dobby vai servir à família até morrer, meu senhor..." Harry ficou olhando.

"E eu achando ruim minha vida com os Dursley. Isso faz ele parecerem humanos. E ninguém pode ajuda-lo? Eu não posso?" Quase imediatamente Harry desejou não ter falado. Dobby desmanchou-se outra vez em guinchou de gratidão. "Por favor. Por favor, fique quieto. Eu não sei por que, mas eu não quero que ninguém saiba que você esta aqui."

"Harry Potter pergunta se pode ajudar Dobby... Dobby ouviu falar da sua grandeza, senhor, mas de sua bondade Dobby nunca soube..."

Harry, que estava sentindo o rosto ficar decididamente quente.

"Seja o que foi que você ouviu sobre a minha grandeza é tudo bobagem. Não sou sequer o primeiro da minha serie em Hogwarts, Mione, sim, ela é a melhor da turma."

"Harry Potter é humilde e modesto. Harry Potter não fala da vitória sobre Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado..."

"Voldemort?"

Dobby cobriu as orelhas com as mãos e gemeu.

"Não fale o nome dele, senhor! Não fale o nome dele! Dobby ouviu que Harry Potter encontrou o Lord das Trevas pela segunda vez, faz pouco tempo... que Harry Potter escapou novamente. Ah, meu senhor, Harry Potter é valente e audacioso! Já enfrentou tantos perigos! Mas Dobby veio proteger Harry Potter, alertá-lo, mesmo que ele tenha que prender as orelhas na porta do forno depois... Harry Potter não deve voltar à Hogwarts."

Fez-se silencio interrompido apenas pelo barulho dos pássaros do lado de fora.

"Q-Que"? Mas eu tenho que voltar, o trimestre começa em primeiro de setembro. E por mais que esse seja o melhor verão da minha vida, eu preciso estudar, meus pais têm os trabalhos deles, eles não podem ficar comigo o tempo todo, e também não gostam de me deixar sozinho em casa. Hogwarts é minha casa, o meu lugar. "Harry percebeu, que por mais que ele tivesse seus pais de volta". E que ele amava passar todos os dias com eles, Hogwarts ainda era o seu lugar.

"Não, não, não!" guinchou Dobby, sacudindo a cabeça com tanta força que as orelhas esvoaçaram. "Harry Potter deve ficar onde está seguro. Ele é grande demais, bom demais, para perder. Se Harry Potter voltar a Hogwarts, vai encontrar um perigo mortal."

"Por quê?"

"Há uma trama, Harry Potter. Uma trama para fazer coisas terríveis acontecerem na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts este ano. Dobby sabe disso há meses, meu senhor. Harry Potter não deve se expor ao perigo. Ele é demasiado importante, meu senhor!"

"Que coisas terríveis?" perguntou Harry na mesma hora. "Quem está planejando essas coisas?"

Dobby fez um barulho engraçado como se engasgasse, em seguida bateu a cabeça na parede com num frenesi.

"Está bem!" Exclamou Harry, agarrando o braço do elfo para fazê-lo parar. "Você não pode me dizer, eu compreendo. Mas porque é que você está alertando a mim?" Um pensamento súbito e desagradável lhe ocorreu. "Espera aí, isso não tem nada a ver com o Vol... desculpe... com Você-Sabe-Quem, tem? Você só precisa fazer com a cabeça sim ou não." Acrescentou ele de pressa. Quando a cabeça de Dobby voltou a se inclinar de modo preocupante para o lado da parede.

"Não... não aquele-que-não-deve-ser-nomeado, meu senhor." Mas viu os olhos de Dobby se arregalar e ele parecia estar tentando dar uma indicação ao garoto. Mas Harry, no entanto, não entendeu nada.

Dobby sacudiu a cabeça, os olhos mais arregalados que nunca.

"Então eu não consigo pensar em quem mais teria uma chance de fazer coisas terríveis em Hogwarts." Disse Harry. "Quero dizer, tem Dumbledore, você sabe que é Dumbledore, não sabe?" Dobby inclinou a cabeça.

"Alvo Dumbledore é o maior diretor que Hogwarts já teve. Dobby sabe disso, meu senhor. Dobby ouviu dizer que os poderes de Dumbledore se rivalizam com o d'Aquele-Que-Não-Deve-ser-Nomeado, no auge de sua força. Mas, meu senhor, há poderes que Dumbledore... poderes que nenhum bruxo decente..."

E antes que Harry pudesse impedi-lo, Dobby saltou da cama, agarrou o abajur da escrivaninha de Harry e começou a golpear na cabeça, com granidos de furar os tímpanos.

"Olha Dobby, eu realmente fico muito agradecido pelo sua preocupação, mas eu não vou mudar de ideia. Meu lugar é em Hogwarts, em menos de duas semanas, vou embarcar pra Hogwarts, e você não vai me impedir."

"Sinto muito Harry Potter, meu senhor! Mas Dobby não pode deixar o senhor ir!"

"O que você vai fazer Dobby?"

E de repente, Harry ouviu uma batida na porta do seu quarto, ele desviou o olhar de Dobby por um segundo para porta, e quando voltou para olha-lo, nele já tinha sumido. Sirius entrou no quarto de Harry, estava vestido com roupas mais formais, parecia ser alguém importante.

"Harry, o Ministro da Magia, está vindo aqui, provavelmente, para fazer um pedido de desculpas formal. É praticamente certo, que venham também jornalistas e fotógrafos do Profeta Diário. Eu já conversei com seus pais hoje mais cedo, e eles concordaram em deixar você responder algumas perguntas. É lógico que você só fala se quiser. Mas ainda assim, é melhor você se arrumar, por que das fotos você não escapa."

"Sobre oque eles vão me perguntar?"

"Sinceramente eu não sei, talvez sobre tudo. Eles não tiveram chance de falar com você sobre a sua vida com os Dursley, como você se sente agora com a volta dos seus pais. Isso."

"Sirius, se eles me perguntarem sobre você? O que eu respondo?"

"Você é quem vai responder, responde o que você quiser. O que você acha que eles vão perguntar?"

"Sei lá. Talvez com é a nossa relação, se você é legal."

"Eu sou legal?"

"Antes eu não gostava de você, mas agora eu gosto. Você é legal Almofadinhas!"

Sirius deu uma risada parecida com um latido. "Você também é legal Harry! Agora se arrume! Talvez um banho pra terminar de acordar. Alias, eu ouvi você conversando com alguém. Quem estava aqui?"

"Ninguém, na verdade eu estava falando com Edwirges, estava perguntando se ela estava disposta a levar uma carta ao Ron. Mas mando depois, ela acabou de chegar, vou deixa ela descansar um pouco." Harry definitivamente não queria que ninguém soubesse de Dobby, mas Sirius parecia saber que seu afilhado estava escondendo algo.

"Harry está acontecendo alguma coisa? Você parece estranho!"

Harry pensou em contar a verdade, estava pronto para contar, mas no ultimo momento mudou de ideia. "Não! Está tudo bem Almofadinhas. Eu vou me arrumar para a entrevista."

Harry tomou um banho, para tentar esquecer a visita de Dobby, mas não ajudou muito. Voltou para o seu quarto e trocou de roupa, não quis se vestir como Sirius, optou por um bom jeans e uma camiseta bem básica, estava tentando arrumar o seu cabelo quando a campainha tocou, Harry desistiu de domar aquela rebeldia e desceu daquela forma.

Na sala Sirius recebeu duas pessoas, um homem com uma maquina fotográfica, e uma mulher, essa era um tipo muito estranho estava usando um conjunto alaranjado berrante, carregava uma bolsa que parecia de pele de crocodilo vermelha, a mulher estava usando óculos com gemas com cabelos encaracolados. Ela se apresentou com Rita Skeeter.

Ela começou fazendo perguntas para Sirius, e depois foi para Harry, que teve a impressão de que ela estava tentando fazer ele dizer coisas que ele não queria falar. Harry estava cada minuto mais desconfortável com a situação. As perguntas iam ficando cada vez mais fora do assunto "Sirius Black". E Sirius percebendo o desconforto do afilhado interrompeu a entrevista, ofereceu um rápido chá e convidou a jornalista e o fotografo a se retirarem educadamente.

O dia que se passou foi realmente bom. Harry queria aproveitar os seus últimos dias de férias, mas a visita de Dobby não saia de sua cabeça. Sirius passou o dia todo em casa com Harry. Depois do almoço, jogaram quadribol quase a tarde toda. Sirius era um bom jogador, e Harry sabia que assim que começasse o campeonato em Hogwarts, ele estaria em plena forma.

Quando Harry se deu conta, já era dia 31 de agosto, no dia seguinte ele embarcaria para Hogwarts, veria seus amigos novamente. Ele decidiu não contar nem ao Ron nem a Hermione sobre Dobby em uma carta, ele queria contar pessoalmente, tinha tantas coisas para perguntar a eles que não suportaria esperar a resposta.

Na manhã seguinte, Harry foi acordado por James, que entrou no quarto fazendo o maior barulho e abrindo as cortinas.

"Vamos Harry! Suas férias já acabaram! Seu café da manhã esta te esperando lá na cozinha. Sua mãe mandou você tomar um banho antes de descer. Suas bagagens estão todas prontas? Eu já vou levando para o carro."

"Que carro? Não sabia que a gente tinha um carro."

"A gente não cara-palida. Eu tenho um carro! Uma antiga paixão. Seu padrinho tem uma motocicleta, eu tenho um carro. Ele, sua mãe e você, são as únicas coisas que eu não admito dividir. Agora levanta e vai se arrumar!"

Harry tomou um banho bem rápido, desceu as escadas e quase trombou com sua mãe, que disse que já estava indo chamar ele para o café. Depois de tomar o café Harry ainda tinha que terminar de se arrumar, ele tinha simplesmente tomado banho e colocado uma roupa qualquer. Quando entraram no carro de James, que não tão luxuoso quanto Harry pensou que era levando em consideração a casa em que ele morava, faltavam 20 minutos para as 11 horas, e para ajudar, parecia que Londres toda, estava indo para o mesmo lugar. Chegaram em King's Cross, faltavam apenas 5 minutos para o Expresso de Hogwarts partir.

Quando chegaram finalmente na barreira entre as plataformas, 9 e 10, Harry foi com toda a sua confiança, James e Lily iriam depois de Harry, mas Harry não conseguiu passar a barreira e bateu de frente o carrinho e caiu, James ajudou o filho a levantar e conferiu o que havia de errado com a barreira.

"Está trancada Lily, não tem como a gente passar." James encostava na parede com a palma da mão e fazia força empurrando, para tentar passar a força, mas não tinha grandes resultados.

"James, 11 horas, o trem já partiu."

"Ainda assim Lily, como que as pessoas vão voltar?"

"Não importa!" Harry estava muito nervoso, primeiro um elfo domestico invade o seu quarto dizendo para ele não ir para Hogwarts, agora isso? "Como eu vou para escola?"

Lily abraçou Harry para acalma-lo. "Não se preocupe Harry. Nós vamos para casa, lá nós vamos por Flu até Hogsmeade, e nós mesmos te deixamos em Hogwarts. Podemos até passar o dia juntos e no fim do dia te levamos para a escola está bem assim?"

Harry concordou, James mandou a bagagem de volta pra casa e os Potter's passaram mais um maravilhoso dia juntos, almoçaram em um restaurante mais chique do que o da ultima vez, depois foram até o beco diagonal para Harry compra algumas coisas extras que ele queria levar para a escola.

No fim do dia, eles voltaram para casa. James aparatou direto para Hogsmeade, e então Lily mandou a bagagem de Harry, junto com Edwirges diretamente para Hogwarts.

"Mãe eles não vão estranhar minha bagagem já estar lá?"

"Não, meu amor. Seu pai mandou uma mensagem para a professora McGonagall, ela já sabe que você está indo conosco." E com isso Harry entrou na lareira, e jogou o Pó de Flu e nas chamas verdes esmeralda, ele viajou até o povoado que fica perto de Hogwarts, encontrou seu pai no pé da lareira esperando por ele, Lily chegou logo em seguida.

Lily apontava cada lojinha para Harry, sem saber, que seu filho já conhecia o povoado, depois de uma viagem escondida que Harry e Ron fizeram com os marotos no começo das férias.

Quando chegaram ao portão de entrada, James sacou sua varinha e produziu um feitiço silencioso, da ponta da varinha surgiu um tipo de animal prateado, que saiu galopando até o castelo. Depois de alguns minutos de espera, os três avistaram uma figura preta chegando até eles.

"Ah não, ele não!" Harry e James disseram ao mesmo tempo.

"Quietos vocês dois." Lily esbravejou.

"Snape, eu avisei a Minerva que nós havíamos chegado. Cadê ela?" a expressão no rosto de James, fez Harry se lembrar de uma noite em que seus pais brigaram por causa de Snape, o que só fez o ódio que ele sentia crescer ainda mais.

"Como já era de se esperar, você continua prepotente e irritante como sempre Potter." Snape olhava para James de cima em baixo. Nem olhava para Harry, mas ele podia sentir todo o ódio que partia de Snape para o seu pai. "Sinto em dizer Sra. Potter, que infelizmente, o seu filho herdou a prepotência e a falta de respeito a tudo que vai contra o que ele pensa que é certo, do seu marido."

"Ranhoso, fale mais uma vez do meu filho nesse tom, e eu vou esquecer o quanto Dumbledore gosta de você, e arranco a sua cabeça." O olhar de James, não deixou duvidas para Harry, que seu pai falava muito sério.

"Gostaria de ver você tentar Potter. Mas eu não acredito que você tenha coragem o suficiente de fazer isso, sem a sua gangue. Particularmente nunca acreditei na coragem forçada de vocês Grifinórios." Snape e James se olhavam sem nem piscar.

"Sério Snape? Não sou bem eu que tenho uma gangue, eu tenho um grupo de amigos. Amigos de verdade!"

"Oh sim. E me conte, Black conseguiu um emprego, ou a má fama de ex-presidiário de Azkaban continua prejudicando o seu amiguinho assassino?"

"Não bem Sirius que é assassino, não é Snape? Nós bem sabemos quem é assassino nessa conversa." Harry se lembrou que havia alguma parte do passado de Snape, que seus pais conheciam, mas que por algum motivo ninguém contavam pra ele.

"Sim, isso vem de uma pessoa que tentou me oferecer de lanche da tarde para um lobisomem. Você e seus amigos não têm moral alguma pra falar ninguém Potter. Sirius tentou me matar, e se não fosse pela sua covardia, Lu..."

"MEU PAI NÃO É COVARDE!" Harry que estava só ouvindo, não aguentou ouvir Snape chamar seu pai de covarde. E finalmente Snape pareceu notar Harry no meio de seus pais.

"Defendendo o papaizinho Potter? Imagino que seu pai, e o seu padrinho não te contaram como eles eram na sua idade, contaram?"

"Sim, eles contaram!" Snape olhava fixo nos olhos de Harry, com o mesmo ódio que olhava para James.

"E eles contaram o perigo que você corre, quando está em companhia de Remo Lupin, ou ele não se importa em te por em perigo?"

"Eu sei que Remo é um lobisomem, e ele não é perigoso." Como Snape podia questionar Lupin? Perigoso era ele, andando como um morcego extremamente crescido, assombrando as masmorras de Hogwarts. E para o desespero de Harry, de alguma forma Snape parecia saber o que ele estava pensando.

"Agora escute bem Potter, eu não vou tolerar insubordinação sua esse ano. Não importa que seus pais estejam de volta, você continua sendo um aluno normal, e me deve respeito."

James se colocou a frente de Snape.

"Você está ame ameaçando meu filho Snape?"

"Não estou ameaçando Potter. Só estou comunicando um aluno, que é extremamente chato, irritante, desrespeitoso, e um tanto burro, que ele não pode..."

Lily que estava só assistindo a cena e segurando Harry, se colocou bem perto de Snape, e mesmo sendo duas cabeças mais baixas que Snape, ele deu dois passos para trás.

"Fale assim do meu filho mais uma vez Snape, e quem vai arrancar a sua cabeça sou eu. Harry realmente tem que respeitar as pessoas, mas também merece respeito." Lily se voltou para Harry e James, que estavam olhando para ela com um olhar de extrema admiração. "Vocês dois, vamos entrar de uma vez, eu quero ter uma palavrinha com a professora McGonagall. Snape, você poderia nos dar licença?"

Snape deu passagem e Lily agarrou a mão de Harry puxando ele para dentro dos muros do castelo, James quando estava entrando também, parou na frente de Snape, Harry pensou que os dois fossem brigar, mas James continuou andando atrás de Harry.

Era estranho para Harry entra em Hogwarts, quando sabia que ele estava vazio. Eles entraram pela porta de carvalho e encontraram com a professora de Transfiguração de Harry, Minerva McGonagall.

"Lily, James queridos! Me desculpem não ter ido receber vocês, estava ocupada com um problema de ultima hora. Vocês deixaram Hogwarts, mas o Pirraça continua aqui." Minerva deu um leva abraço em Lily e James. "Harry, acho melhor você ir colocar as suas vestes da escola. Os outros alunos já estão chegando." Harry olhou para seus pais se perguntando se eles ainda estarão ali quando ele voltasse.

"Vá querido! Se troque, que quando você voltar ainda estaremos aqui." Lily deu o seu doce sorriso para Harry.

Harry se foi até o banheiro mais próximo, e se trocou o mais rápido que conseguiu, ele não queria deixar seus pais irem embora antes de se despedir deles. Quando ele chegou no hall de entrada do castelo, seus pais não estavam lá, só a professora McGonagall, e ele chegou até ela correndo.

"Professora, onde estão os meus pais?" o olhar da professora deixou Harry como sempre congelado em seu lugar.

"Não precisa sair correndo pelo castelo, seus pais disseram que te esperariam, não disseram? Eles estão dentro do salão, conversando com o professor Dumbledore."

Harry entrou no salão principal, que como sempre estavam com suas quatro mesas, destinadas as quatro casas de Hogwarts, Sonserina, Lufa-Lufa, Corvinal e a casa de Harry, Grifinória. As mesas estavam vazias, mas no fim do grande salão, estavam, James, Lily e Dumbledore conversando. Harry chegou perto do grupo e Dumbledore o cumprimentou.

"Harry! Que bom ver que chegou mais cedo."

Harry pensou em responder com um "eu não tive muita escolha", mas pensou que sua mãe não ficaria muito feliz. Dumbledore continuou conversando como se nada tivesse acontecido. Harry conseguiu descobrir que Rabicho iria ser julgado ainda antes do natal. Aparentemente Dumbledore não quis dizer a pena que Rabicho iria receber na frente de Harry, e acabou com a conversa quando os outros professores estavam entrando no salão.

Lily e James se despediram de Dumbledore e se voltaram para Harry o levaram para o hall de entrada para poderem se despedir melhor.

"Harry, a gente tem que ir andando agora." Lily deu um abraço muito apertado em Harry,

"É filhão, a gente se vê no feriado de natal. Prongslet!" Harry já se tinha se acostumado com o apelido que tinha ganhado de Sirius quando era só um bebê. Quando James o soltou do abraço de urso, ele colocou a mão no bolso e tirou um pacote. "Isso é um espelho de comunicação, eu tenho um pedaço, Sirius tem outro e você tem esse. Qualquer coisa que você precisar, se Snape começa a te atormentar, é só você dizer o meu nome ou o do Sirius, e a gente vai te responder. Fica bem Harry!"

"A gente te ama Harry! E talvez você vai ter uma bela surpresa depois do natal!" Lily gritou enquanto iam descendo o gramado em direção ao portão.

Harry ficou olhando os pais sumirem na escuridão, depois de um tempo olhando, Harry ouviu o barulho dos outros alunos chegando, eles chegaram em carruagens que andavam sozinhas. Quando todos os alunos desembarcaram das carruagens, ele começou a procurar Ron e Hermione, quando ele achou seus amigos, eles se apressaram para achar um bom lugar para acompanhar a seleção para as casas, e enquanto esperavam começar, Harry contou tudo o que aconteceu no tempo em que eles não se viram. Contou sobre Dobby, a entrevista com Rita Skeeter, e Harry se lembrou de que Hermione ainda não sabia do encontro dele com os Malfoys no beco diagonal, e quando terminou de contar a expressão de Hermione explicava exatamente o que ELE sentia.

"Isso não é bom Harry, primeiro, tudo o que o Malfoy acha bom, na verdade, não é bom. E depois você está vindo pra escola, e a barreira simplesmente se fecha? Isso não é legal."

Eles continuaram conversando, e Harry na verdade, nem estava prestando atenção na conversa, ele só conseguia pensar em quanto tempo faltava até o natal.

N/A Finalmente eu consegui terminar! Depois de muito tempo, mais de um mês depois de postar o ultimo capitulo, eu consegui terminar esse. Era pra ser o ultimo capitulo, e de certa forma, é o ultimo capitulo, a partir de agora, a vida de Harry vai ser mostrado em cartas, contando algumas coisas que acontecerão pra ele, sem mudar muito o original. Desculpem a demora, eu realmente reescrevi o mais rápido que eu pude. Deixem seus comentários, para o bem e para o mal. Beijos (: