ESGANAR A SUA MELHOR AMIGA, OU NÃO ESGANAR? EIS A QUESTÃO...
Iris olhou mais uma vez, discretamente, para o relógio. Onde Amy estava? Já eram nove e três da noite e ela havia dito "Chegue às 20:15". Amy havia rebatido com "Mas o evento só começa às 20:30", "É por isso que estou dizendo para você chegar às 20:15, porque você vai se atrasar e chegar no horário certo!"
Amy iria ver só uma coisa! Por quê, meu Deus, por que ela não poderia chegar na hora certa pelo menos uma vez na vida?!
Mas o pior era saber que, mesmo ela querendo matar Amy, não conseguiria. Ela havia se tornado como uma irmã. Ela não era apenas sua melhor amiga. Sim, ela realmente via Amy como uma irmã mais nova, mesmo sendo quase três anos mais nova que ela. Sabia que deveria cuidar dela e da sua sanidade mental.
Achar uma vaga para seu carro também foi um problema. Repetiu várias vezes na sua mente "Burra, burra, burra, burra!" Aquilo com certeza demoraria mais do que pedir um táxi. Só depois de dez minutos encontrou o estacionamento. Iris riria quando ela contasse com não encontrara o estacionamento, mas pelo menos era uma desculpa.
Estacionou rapidamente. Sabia que o carro estava troncho. "Ah! Problema dele!" ela pensou. Colocou os escarpins porque ela jamais conseguiria dirigir com aquilo sem atropelar ninguém ou entrar no meio fio.
Saiu do carro correndo, quer dizer, tropeçando, porque era impossível não tropeçar com um sapato daquele. Não sabia como Iris conseguia manter tanta compostura e elegância. Bufou. Um dia ela aprenderia. Um dia...!
Entrou no evento arfando, bem estilo 'Amy Cahill'. Procurou com os olhos onde estaria sua amiga - que a mataria em poucos minutos. Todos pareciam olhar para ela, a criatura que resfolegava e tinha as bochechas vermelhas. Amy apenas deu um sorriso em meio aquele mar de rostos.
"Quando não tiver nada para fazer para melhorar a situação e todos estiverem lhe olhando descaradamente como se perguntassem "O que ela está fazendo?", ou rindo da bobagem que você fez, sorria, apenas sorria." Iris havia dito isso para ela uma vez, em uma das suas crises de timidez extrema, quando todos olharam para ela quando ela derrubou um refrigerante nela mesma - que nem ela sabia como havia realizado tamanha peripécia - no pátio da faculdade. Nunca mais ela se esqueceu daquele conselho.
De repente algo pegou seu braço. Algo leve e delicado. Nem parecia um toque, mas que uma pétala de uma flor havia encostado no seu braço ou o farfalhar das asas de um beija-flor.
Ela virou-se e se deparou com a amiga. Iris estava fabulosa! Não havia no mundo outra palavra que melhor a descrevesse.
Seu corpo estava adornado por um longo vestido rosa-claro ou seria nude? Nunca sabia o termo da moda... E era todo trabalhado com bordados de flores da mesma cor. O tecido era leve e fluido e tinha um decote em V. As mangas eram largas e soltas, não compridas, curtas, mas que davam um efeito de ser a roupa apropriada para uma criatura como ela. Delicada e leve.
Seu cabelo era o cabelo mais bonito que Amy já vira em toda a sua vida. Na verdade podia-se dizer que seu cabelo era multicolorido. Além de ser de várias cores, em uma profusão de tons castanhos que variavam de um castanho-médio, passando pelo cobre e chegavam quase a um mel, ele podia de fato mudar de cor. E Amy tinha certeza de que não era sua imaginação e que os cabelos da amiga realmente mudavam de cor com o seu humor. Havia dias em que eles estavam tão escuros que chegavam a um castanho profundo, e havia outros em que ele estava quase um loiro-avermelhado, da cor dos raios que o sol emitia no fim da tarde, embora Iris afirmasse categoricamente que seu cabelo era castanho. Eis uma das (poucas) coisas com que ela se irritava: dizer que seu cabelo era loiro. Hoje (e ela não sabia dizer se por causa da luz, dos flashes ou porque seu cabelo realmente mudava de cor) ele estava entre o castanho e o cobre. Ele era todo ondulado e cheio, perfeitamente ondulado, não de um jeito artificial, mas de um jeito muito natural. Ele tinha movimento e era leve, como tudo na amiga.
Amy ficou um pouco desapontada ao ver que o cabelo dela estava preso em um coque elaborado, não que estivesse feio, estava lindo do mesmo jeito, mas Amy preferia ele solto.
O seu rosto tinha uma maquiagem perfeita e quase imperceptível, que tinha o poder de misturar-se a sua pele com facilidade. Sua pele era imaculadamente branca e suas bochechas eram naturalmente rosadas, ela nunca havia visto a amiga passar um blush. Seus olhos eram doces e amendoados. Suas pálpebras estavam adornadas por uma sombra marrom e dourada e seus cílios escuros eram longos e curvados. Seu nariz perfeito se impunha no rosto delicado da garota, um nariz decidido e garboso sempre apontado para cima. Seus lábios desenhados tinham um batom rosado.
Amy via aquela garota todos os dias, sim, não havia um dia que se passasse em que ela não visse Iris, mas todas as vezes que ela olhava para a amiga, sempre se surpreendia de como ela era bela. E mais uma vez ela estava de boca aberta com a supremacia da sua beleza, delicadeza e elegância. Mesmo que agora a amiga não estivesse com um cara muito feliz...
Ela olhou repreensiva para Amy.
– Onde você estava?
– Oi, Iris. Você está muito bonita – Amy falou melíflua.
– Não tente mudar de assunto. À proposito, obrigada. Você também está linda. Sabia que esse vestido ficaria perfeito em você. Eu nunca erro.
– Exatamente – Amy concordou. – Eu sei que sempre estou errada. E mais uma vez eu errei. Estou... – Amy olhou para o relógio – uma hora atrasada. Mas me desculpe, por favor! – ela implorou. Iris revirou os olhos
– Certo, está desculpada. O que eu posso fazer? – Iris respondeu em um suspiro. Não havia jeito para ficar com raiva de Amy.
– Obrigada!
– De nada – Iris disse enquanto dava tapinhas no ombro de Amy que havia a abraçado. – Agora vamos aproveitar a festa. Não é sempre que se é convidada para um evento desse!
Amy olhou desconfiada para sua amiga. Ela sempre ia a esses eventos. Iris era uma pessoa fantástica. Ajudava várias ONGs e instituições sempre que podia com trabalhos comunitários. Ela era um ser humano exemplar, além de ser bastante conhecida no meio dos famosos por ser parte Janus.
– Você sempre é convidada. Provavelmente é muito mais importante do que qualquer um desses milionários esnobes que fundam essas instituições só para serem lembrados por alguma coisa que fizeram a vida que não foi corrupção.
A amiga deu um sorriso agradecido, mas um pouco triste.
– As pessoas deviam parar de pensar em si mesmas e pensar mais no próximo...
– Pena que todas as pessoas no mundo não são iguais a você – Amy disse sorrindo para a amiga.
– Não sei se você está falando isso para eu não ficar com raiva de você ou porque é verdade – ela disse, desconfiada da atitude bondosa de Amy.
– Os dois – Amy respondeu e as duas riram. Seria o começo de mais uma noite divertida...
Hello, hello! Happy carnaval for everybody! #arriscando meu (péssimo) inglês... :/
Meu apelo: deixem uma review! Please! \(^o^)/ minha carinha fofíssima!
