– Kenny. Cragen. Vocês vão vim junto com a gente? – Marjorine pergunta.
– Não – responde Cragen secamente.
Stan e Marjorine se afastam do casal.
- Pensava que você não dirigiria a palavra para Cragen – comenta Stan
- Por que eu não falaria com Cragen?
- Aquele lance que o seu grupo não se da bem com o grupo das lideres de torcida.
- Na verdade se não fosse a antipatia de Cragen nenhuma rivalidade existia. Eu tento tentei trocar algumas palavras com ela e daí minhas amigas do grupo da princesa interpretaram isso como rivalidade.
- E você não se da o trabalho de concertar o mal entendido?
- Se Cragen quer ficar na dela, então não posso fazer nada – da os ombros.
Marjorine e Stan entram no museu e começam as galerias.
- Você disse que seus pais não estão sendo mais autoritários. Como eles ficaram mais liberais? – disse Stan puxando assunto.
- Eric conseguiu os convencê-los – a loira sorri.
Stan engole seco. Se Eric Cartman convence alguém ou ele manipula ou ele intimida. Como os pais da garota não seriam manipulados por um garoto para que os mesmos mudem o jeito da educação da filha é bem provável que Cartman tenha usado algo muito forte que intimidou ou traumatizou o casal.
Stan não sabe que Cartman usou algo mais... criativo para convencer os pais de Marjorine. "Centro Americano de Vingança contra os Pais" uma empresa que Cartman teve da sua infância. Na época para Stan e Marjorine, Eric disse que teve sucesso em fazer a vingança para Cragen, Clyde e Kylie (sendo que a ultima fez de graça). A vingança básica era pintar de merda diferentes partes da casa para ensinar aos pais que está agindo errado para os filhos. Cartman apenas usou as combinações de texturas e cor certa que daria resultado perfeito para os pais. Ao fazer isso pela segunda vez por definitivo os pais da loira estão tratando ela melhor. Nem precisou usar o plano B... o plano que mesmo Stan achou muito radical.
- Sabe Stan – disse a loira – eu estou reparando que você está puxando muito o assunto. Tem alguma coisa que está acontecendo?
- Não nada – fica vermelho.
Marjorine olha muito bem o moreno que fica vermelho com mais intensidade. A loira estuda com os olhos para decifrar o que Stan está escondendo.
- Isso me lembra naquela época que nossos pais trouxeram atores que se passaram por nós no futuro para nos convencer para não usar drogas. Esse foi o período mais longo que a gente teve juntos. Também me lembro que teve uma festa de adultos onde a gente ficou trancado no porão junto com Pip e Dolly aonde tivemos muito contato, mas por fim de tudo não quis nem saber de mim e de meus amigos.
Stan não fala nada, só fica sem jeito de lembrar que o passado entre ele e a loira não é muito favorável.
- Então Stanley Randall – continua a loira falando de uma maneira séria – você sempre fez questão de deixar bem claro que você nunca quis o prazer da minha companhia, por que agora está querendo tanto assim me conhecer melhor?
- Eu..
- Sim? – encarando a face do moreno de bem perto.
- ...eu... – repara que os rostos estão perigosamente perto – preciso beber água – disse saindo perto e soltando a mão para procurar o primeiro bebedouro.
Marjorine sorri. Não é de hoje que reparou que Stan está a olhando muito. Se fosse seu a antiga 'Marjorine inocente' nem perceberia isso, mas como a loira aprendeu muita coisa com seu amigo e ex-namorado, Eric Cartman, a ser mais astuta. Sabe que o rapaz está 'caidinho' por ela. Stan é um rapaz inteligente e bonito e com certeza seria um prazer em dar uma chance para o moreno, correto?
Errado. Se pensa que a loira vai facilitar para o moreno está muito enganado. Afinal o rapaz está acostumado muito com facilidade, mesmo não teve muito problema de conseguir suas duas antigas namoradas: Wendy e Kylie, garotas que conquistaram o rapaz e vez do ser o rapaz ter conquistado as duas.
Lembra da época que as garotas queriam conhecer os rapazes melhor. Para isso precisavam enviar uma garota disfarçada de garoto para descobrir mais a fundo de cada garoto. Pra isso que Marjorine foi selecionada. Assim Marjorine passou a ser Butters e conseguiu se infiltrar entre os garotos e descobrir mais sobre eles.
Esses dados ajudaram muito as garotas para saberem qual é o garoto que é o melhor namorado. Stan pode ser considerado dos mais bonitos, mas por personalidade não é daquele rapaz que dar valor a relacionamentos longos.
Daí é o motivo para Marjorine se mais difícil. Claro que a loira tem os planos de brincar com o rapaz para cobrar atitude, afinal ela não sabe se o Stan amadureceu ou não. E também por certa vingança pessoal sobre o rapaz. Marjorine lembra que Stan foi o primeiro garoto que revelou sua identidade secreta: Professora Caos.
- Então gatinha está gostando da minha companhia – disse Kenny.
- Isso não é um encontro – responde Cragen.
- Pelo menos ainda não.
- Não tem ainda.
- Será que não? – disse Kenny sussurrando no ouvido dela fazendo que a morena fique arrepiada.
Os dois estão em algum ponto distinto no museu. Kenny sempre procura puxar conversa, mas a morena está se mostrando que não muito interessada.
- O que você quer de mim? – disse se afastando um pouco do loiro.
- Você.
- Está muito abusado para o meu gosto.
- Ainda não viu nada.
Cragen mostra seu dedo para Kenny que causa uma reação inusitada para o loiro. Aproximando o seu rosto no dedo da morena e da uma pequena lambida no dedo. Isso pega a Cragen desprevenida deixando totalmente corada. O loiro aproveita e puxa a morena na cintura assim colando os dois corpos. Por coincidência estava perto da sala de matérias de limpeza aonde Kenny leva a morena para dentro.
- O que está fazendo? – disse Cragen bastante envergonhada.
- Tenho um pouco de privacidade com você – disse aproximando o rosto.
- Saia de perto de mim.
- Você diz pra sair, mas seu corpo está me chamando – aproximando seu rosto no de Cragen.
- Eu não quero.
- Esse é o 'X' da questão Cragen. O que você quer realmente? – olha diretamente para os olhos.
- Como assim?
- Você é muito inconstante com você quer. Você disse certa vez que não quer confusão, mas de tempos em tempos você vai na direção pelas suas próprias ações. Você disse que não vai com a minha cara e dos meus amigos, mas sempre busca se socializar com eles, principalmente com Cartman, que segundo você mesma afirma que o odeia.
- Isso é verdade.
- Então como muitas vezes você estava puxando amizade com ele?
- Eu nunca puxei amizade com ele.
- Me explica então por que trabalhou com ele com aquela empresa de 'bebes aviciados em crack'? Por que começou a ser preconceituosa com os ruivos depois que Cartman falou o que pensa deles? E por que pediu ajuda dele para vingar de seus pais?
- Isso é ciúmes?
- Sim, são ciúmes – ao falar isso Cragen fica totalmente vermelha.
- Eu nunca namorei ou paquerei aquele gordo. Eu namorei alguém chamado Tweak.
- Ess da questão. Como você namora com alguém que era seu amigo e rival ao mesmo tempo.
- Ele conseguiu me entender.
- Se ele conseguiu então por que terminou subitamente com ele depois de três meses de namoro?
- Não é da sua conta.
- Pode até não ser, mas o foco no assunto é você. Por que é tão inconstante?
- Eu... – a garota desvia os olhos -... não sei...
- Eu quero você. Não só para ficar com você, mas para tê-la como namorada
- Kenny...
- Até você decidir o que quer eu vou tratar normalmente – disse se afastando – estou preparado para um fora assim como estou preparando por uma aceitação. Quero que me fale o que você quer afinal. Tem todo o tempo para decidir isso. Te aguardo lá fora para a gente continuar olhando o museu.
Cragen fica sem reação quando ver o loiro saindo da sala de material de limpezas. Nunca esperava uma abordagem tão direta do Kenny. Já o loiro está tranqüilo, precisou ser direto que está cansado de usar truques de sedução para a morena que não da bola para ele. Sim, não está sendo a primeira vez que ele está seduzindo a garota. Kenny ver Cragen corresponde um pouco com as investidas, mas ainda não cede por completo. O loiro espera que a abordagem direta tenha sucesso.
Não comum da personalidade de Kylie sair da linha da disciplina, mas a judia tem uma boa causa para isso. Está atrás de seu parceiro, Eric Cartman. Se fosse situações normais deixaria o fã de nazista se virar sozinho, mas a responsabilidade do rapaz está em seus cuidados, ou seja, se Cartman se dar mal também Kylie também vai se da mal.
Por que o rapaz não pode ser mais compreensível? Por que ele tem que ser tão problemático? Seria tão bom se o rapaz seguisse uma vida direita e reta, mas não, Cartman sempre tem que se o do contra em tudo. Sempre que ser o menino rebelde em todas as situações. Kylie não entende como o rapaz tem que ser... tão ele mesmo.
Seria tão bom se ele fosse comportável e deixasse de ser racista, seria um rapaz bem... desejável. O que a judia está pensando? Precisa se concentrar no foco de achar o rapaz.
Conhecendo bem o rapaz ele está na parte do fliperama do shopping. Por que os fliperamas sempre têm que ficar quase no ultimo andar dos shoppings. A ruiva demora para chegar e quando chega não encontra o moreno.
- Onde o filho da puta está? – disse Kylie para ela mesma.
A resposta vem logo para a ruiva subindo mais um andar: o setor de alimentação. Também não o encontra. Então sobe para a ultima seção do shopping: cinema e ver Eric Cartman já entrando no cinema com uma bandeja de comida.
- Ele entrou no cinema, como eu vou entrar lá? – a judia pensa como vai entrar no cinema. A idéia era pagar um ingresso para entrar no cinema, mas o sangue judeu fala mais alto, ela não quer gastar.
Ela percebe que o cara que cuida na entrada do cinema estava distraído. Era a chance para Kylie. Aproveitou para entrar as escondidas no cinema. Pronto conseguiu, mas agora é achar aonde está o Cartman. Já está escuro e achar o rapaz vai ser difícil. Para a sorte da judia de manhã não tem muita gente.
Não demora muito para achar o rapaz que está em um dos bancos do meio, sentado confortavelmente na poltrona, degustando de um salgadinho, enquanto ver os trailers.
Kylie se aproxima do rapaz.
- Cartman.
- O que é? – não desgruda os olhos da tela.
- Precisamos voltar para o passeio.
- E pra que?
- Para a gente não entrar em confusão.
- Eu não estou nem aí.
- Mas eu estou.
- Kahlie* - olha direto para a judia fazendo a mesma se arrepiar. Há muito tempo que ele não usa o apelido que ele costumava usar com freqüência, assim como chama Kenny de Kinny e Stan de Stamn – vamos ser sinceros. Você pode usar 1000 discursos frescos como você usa que não vai me convencer de eu sair – da um sorriso irônico e retorna assistir e iniciar comer um cachorro quente já que o salgadinhos que estava comendo acabou.
Cinco. Quatro. Três. Dois. Um. Essas são as contagens regressivas para a ruiva estourar de raiva com o rapaz.
- CARTMAN – disse puxando o braço dele – VOCÊ VAI COMIGO NEM QUE VOCÊ QUERIA OU NÃO.
- NÃO ME ENCHE – resistindo o puxar da ruiva.
- VAI SIM.
- EU NÃO VOU NÃO.
- VAI SIM.
- VOU NÃO.
- VAI SIM.
- VOU NÃO.
- VAI SIM.
- VOU NÃO.
- Vocês dois. Estão comandando as outras pessoas. Saiam imediatamente – disse o lanterna do cinema.
- ELE QUE COMEÇOU – disse o casal apontando o dedo um para o outro.
- Saiam logo antes que eu chame os seguranças?
Cartman se levantou seguido por Kylie. Quando o casal já estava fora do cinema Eric Cartman se dirige a palavra para Kylie.
- Foda-se sua judia vadia intrometida, quem mandou você estragar meu dia – disse com raiva.
- Foda-se bundão. Não preciso que os outros me mandem para eu fazer o correto.
- Sim. Os judeus já têm mais de 400 anos se comportando com cachorrinhos que abanam o rabo para o dono. Bem típico para o seu povo.
- Foda-se, seu nazista preconceituoso.
- Você já é judia, é de jersey e ainda intrometida. Isso são três faltas – faz um 'X' com os braços – está fora. Não te suporto – se afasta da ruiva.
Apesar de todo atrito e discussão com Cartman, Kylie não deixa de sorrir. Fazia um bom tempo que não brigava desse jeito com o rapaz. Uma coisa que repara que Cartman não usou o termo 'ruiva' para insultá-la. Parece que o rapaz perdeu o preconceito por pessoas ruivas. Isso é um bom sinal, correto?
Não. Boa parte das namoradas que Eric namora são ruivas. Isso mexe com a judia de um jeito... que a mesma não sabe como descrever.
Precisa ir atrás do moreno, afinal mesmo depois de tirar Cartman do cinema isso não quer disser que o mesmo vai retornar no museu assim tão fácil.
CONTINUA
Olhando os episódios de South Park reparei que no começo da série Stan e Butters tinham muito mais contato do que antes. Parece que esse casal improvável não é tão improvável assim como imaginei (diferente de Butters e Kenny, odeio essa combinação).
Craig e Kenny meio que é desafio afinal o primeiro é muito da dele para tirar algum proveito da série, mas não tão difícil assim para pegar um bom material.
Já Kyle e Cartman é o mais fácil de todos os casais que já escrevi desse conto. É muita coisa... suspeita que posso usar para os dois nesse conto. Engraçado que em South Park todos tem um preconceito por ruivos sendo que na vida real os ruivos são pessoas que suas belezas são bem valorizadas. Muitos homens admitem que gostam de ruivas, vai entender South Park.
Mais provável que tenha mais entre 2 ou 3 capítulos a mais nesse conto (esse com certeza é o conto mais longo da fic). Isso porque estou dando muita ênfase nos três casais, diferente dos anteriores que só dava mais valor em um.
Até a próxima!
