Notas da Autora:
Obs.Os personagens pertencem à tia Steph, mas se fossem meus, há as possibilidades...
Obs.Fic 100% Beward
Obs. Historia para maiores de 18 anos.
Com certeza Matt já estava encantando Emmett.
– Não vai me convidar pra entrar? – ela piscou confusa e olhou para a porta da casa e de volta pra mim.
– Matt está lá.
– Eu sei.
– Oh, você quer entrar? – sorri e peguei seu queixo dando um beijo rápido nela.
– Eu adoraria. – ela assentiu e saiu do carro e sai a seguindo.
Caminhamos para a sua casa e ela parecia um pouco nervosa, quando chegamos a porta e ela ia abrir segurei sua mão, ela me olhou e sorri.
– Se você não quiser que eu entre, eu entendo.
– Não, eu fico feliz que você queira. É só... bem eu nunca trouxe ninguém em casa. E Matthew...
– Ele não gosta muito de mim não é? – sorri e ela negou apressadamente movendo a cabeça, e arquei uma sobrancelha.
– Ok, mas ele é só... hmmm ciumento, sabe somos só nós dois desde sempre. E...
– Hey, você não tem que me explicar. Na verdade é melhor eu ir.
– Eu... – ela mal terminou de falar a porta se abriu e ali estava o tampinha me encarando.
– O que ele faz aqui?
– Matthew! – ela o olhou feio e ele bufou e estendeu a mão para mim.
– Olá senhor. – ele me olhava com uma carranca, mas mesmo assim obedecia ela, tive que segurar o riso e apertei sua pequena mão, um pouco mais firme dessa vez.
– Olá Matthew. – ele franziu o nariz me encarando e arqueei uma sobrancelha o encarando de volta.
Deus, era como se estivesse conversando com o pai dela!
– Matt, Edward vai jantar conosco hoje. – ele parou de me encarar e largou minha mão olhando pra ela.
– Por quê?
– Eu convidei.
– Mas... – ela o olhou e ele amuou e entrou pra dentro.
– Desculpe.
– Quer mesmo que eu entre? – ela assentiu e abriu a porta.
– Bella... – uma mulher baixinha e morena parou de falar ao me ver e sorriu.
– Ângela, quero que conheça Edward Masen. – a moça piscou e deu um olhar de entendimento para Bella.
– Oh sim, prazer Sr. Masen. – apertei sua mão e sorri.
– Prazer Ângela, me chame Edward. – ela sorriu e olhou para Bella.
– Oh, eu vou me trocar, Edward fique a vontade. – ela sumiu pelo corredor e olhei a mão de Ângela que ainda apertava a minha, ela seguiu meu olhar e riu nervosamente tirando a mão.
– Desculpe, é... sente-se.
– Obrigada. – sentei no pequeno sofá e ela ficou me encarando, eu já estava começando a ficar envergonhado. – Hmmm, não precisa ficar fazendo sala. Eu estou bem aqui. – ela corou e se ajeitou rapidamente.
– Claro, certo, eu... vou ver o jantar. – ela sumiu correndo para a cozinha e fiquei sozinho olhando em volta. A casa era muito pequena e simples, mas limpinha e bem arrumadinha.
– Aquele carro lá fora é seu? – me virei vendo Matt me olhando e sorri.
– Sim, você gosta de carros? – ele deu de ombros e sentou ao meu lado.
– Eles são legais.
– Sei. Eu acho eles muito mais que legais. Tenho vários.
– Da pra ter vários? – ri e assenti.
– Claro. Se você trabalhar muito, pode ter quantos quiser.
– Quantos você tem? – ele me olhava com curiosidade agora e sorri pensando.
– 5 eu acho.
– Nossa. E são todos legais como aquele lá fora.
– Claro. Sua mãe tem um carro? – ele torceu o nariz.
– Temos uma caminhonete, mas ela é velha e barulhenta.
– Caminhonetes são legais, dependendo do tipo podem amassar fácil carros como o meu.
– Sério?
– Sério. – ele ficou me olhando e deu uma rápida olhada para o corredor e de volta pra mim.
– Você é namorado da minha mãe?
– Oh, nossa você é direto.
– É?
– Não, mas eu gostaria disso.
– Sei... e quais as suas intenções com ela? – tossi pra esconder a risada, mas ele me olhava com curiosidade.
– Bem, nunca me perguntaram isso antes. – ele rolou os olhos.
– Você nunca namorou? – esfreguei a nuca, inferno eu nem lembrava quando foi a ultima vez que namorei.
Eu tinha casos. Eu tinha transas. E não namoradas, ainda mais namoradas com um filho. Filhos como esse que me encarava com intensidade. Um garotinho que amava a mãe dele, e que a queria proteger de um canalha. Inferno eu sou um canalha.
Forcei um sorriso e respondi a verdade.
– Hmmm, eu não namoro tem um tempo. – resmunguei e ele torceu o nariz.
– Então não vai ser um bom namorado pra ela.
– Por quê?
– Mamãe precisa de alguém que cuide dela.
– E de você? – perguntei e ele deu de ombros, e brincou com a barra da sua camisa. Suspirei e toquei em seu ombro, ele me olhou e sorri. – Hey, não estou pedindo ela em casamento, no momento eu e ela somos amigos.
– Ah ta bom. – ele sorriu um pouquinho.
– E sabe, eu sempre preciso de amigos novos. Que tal ser seu amigo também? – ele me olhou desconfiado.
– Mas eu só tenho 6.
– E o que tem?
– Não sou muito novo. – torceu o nariz e ri.
– Que nada. Não importa a idade, meu amigo Emmett tem uns 30 e parece que tem 10. – ele riu.
– Ele parece ser legal.
– É às vezes ele é. Mas na maior parte do tempo é meio idiota. – ele sorriu mais.
– Posso conhecê-lo?
– Claro, meus amigos são seus amigos... Bem isso se nós formos amigos. – dei meu melhor sorriso e ele sorriu de volta e estendeu a mão pra mim.
– Podemos ser amigos. – apertei sua mão e relaxei no sofá. Ele me imitou e ficamos em silêncio alguns minutos até ele se virar pra mim.
– Você quer brincar? – ele me olhou ansiosamente e ri.
– Claro. Mas de que?
– Hmmm, bem eu nunca brinquei com um homem da sua idade... oh podemos brincar de cavalinho? – arquei a sobrancelha e ele abriu seus grandes olhos e me encarou esperançosamente.
Mas que inferno!
– Ok, mas não vamos exagerar que tio Edward ta velho pra essas coisas. – ele gargalhou e ficou em pé no sofá.
– Ta bom, fica de quatro ai. – o olhei feio, mas ele sorria e suspirei.
O que eu num faço por mulher.
Mas depois de cinco minutos com Matt em cima de mim rindo e bagunçando meu cabelo, eu sabia que estava sendo um mentiroso. Eu gostava dela, mas gostei muito de brincar com ele também.
– Matthew! – ouvimos Isabella, e ele ficou quieto e olhei pra ela sorrindo.
– Hey, você demorou. – como eu estava de quatro no chão, eu vi primeiro suas pernas nuas e fui subindo até sua saia mais soltinha, a blusinha preta um pouco decotada e o cabelo úmido.
– Desculpe, eu precisava de um banho. Matthew, saia de cima de Edward.
– Mas estávamos brincando... – tirei ele de cima de mim e o joguei no chão fazendo cócegas nas suas costelas, sua risada alegre e muito alta me fez rir. – Pare... pare... – pediu entre risadas e o soltei ficando de pé.
– Vejo que ficaram muito amigos. – ela olhou desconfiada para o menino e dei um tapinha em seu ombro.
– Já estamos quase parceiros. – ele riu.
– Bem, parceiros, vão lavar as mãos para jantar.
– Ok, vem Edward. – ele agarrou minha mão e me puxou para o banheiro. Isabella arqueou uma sobrancelha e sorri enquanto era puxado por ele.
Lavamos as mãos e Matt me levou a cozinha, e me obrigou a sentar do seu lado. A amiga de Bella já tinha ido, e ela nos serviu a comida. Olhei desconfiado para a comida e me aproximei de Matt.
– Quem fez a comida? – sussurrei e ele olhou pro prato.
– Ângela.
– E ela é boa cozinheira?
– A melhor.
– Vou confiar na sua palavra em. – ele sorriu e começou a comer, o imitei e estava muito boa mesmo.
– Gostoso.
– Ângela me ajuda muito e cozinha muito bem. – Bella sentou ao meu lado e me entregou um copo com água.
– Obrigada. E está tudo bem para ela, que Matt vai ficar na creche? – ela deu uma rápida olhada para ele, e ele fez um bico.
– Com ela está, meu problema é outro. – olhei pra ele que estava de braços cruzados.
– Eu não quero ir pra creche.
– Por quê?
– Eu não conheço ninguém. E não tenho meus brinquedos. – rolei os olhos e me virei para Bella e pisquei, e voltei a olhar para ele.
– Pena que não queira ir Matt, pois não sei se sabe, mas a creche é na minha empresa. – seus olhos se arregalaram.
– Na sua?
– É, e eu ia te mostrar ela amanhã, mas já que você não vai...
– Eu vou sim. – ele começou a pular animado e me virei para ela que sorria.
– Então agende um tour pra nós amanhã Srta. Swan. – ela riu.
– Claro Sr. Masen. Agora comam tudo.
– Sim senhora. – falei serio e Matt riu.
O resto do jantar foi muito... interessante. Era quase como fazer parte de uma família, minha família. Eu, meu pai e minha mãe jantando juntos e conversando. E desde sua morte era fácil dizer que não sentia falta disso. Mas eu morria de saudades de ter aquilo de novo.
E por um momento era bom estar ali, fingir que essa era minha família.
Assim que acabamos já estava tarde e Bella precisava por Matt na cama, então achei melhor sair. Me despedi dele prometendo vê-lo amanhã e apertei a mão dela, mesmo querendo prensá-la na parede e beijá-la até perdermos os sentidos.
Mas hoje tinha sido muito bom, e eu não ia estragar tudo.
– Então tchau. – falei quando ela me acompanhou até a porta e ela sorriu.
– Eu gostei muito de hoje. – peguei sua mão e de um beijo rápido.
– Eu também, Matt é ótimo.
– É, ele é. E gostou de você.
– Você parece muito surpresa doçura. – ela riu e entrelaçou nossos dedos.
– EU estou. Mas estou feliz também.
– Isso é bom. Mas é melhor eu ir. – ela não soltou minha mão e sorri. – O que? – seu rosto estava um pouco vermelho, ergui a mão acariciando sua pele quente.
– Eu seria muito... bem você não me deu um beijo de boa noite. – olhei para sua casa e Matt não devia estar por perto.
Meu sorriso se tornou maior e deslizei a mão para sua nuca esfregando meu polegar em sua pele e a puxei pra mim, soltei sua mão e agarrei sua cintura tocando um pouco de pele nua do seu quadril. Ela suspirou e segurou meus ombros.
Me aproximei mais e rocei meus lábios nos seus, Bella gemeu entreabrindo os lábios e chupei seu lábio inferior entre os meus, ela gemeu baixinho e me abraçou puxando mais pra ela. Esmaguei meus lábios nos seus e infiltrei a língua em sua boca.
Gememos juntos e nos beijamos com intensidade. Suas mãos subiram para meu cabelo e seus dedos se enrolaram nos fios os torcendo, enquanto ela chupava minha língua e se esfregava em mim. Me afastei dela arfando e ela me encarava ofegante.
– Não que eu esteja reclamando, mas é melhor pararmos, antes que eu a agarre em frente a sua casa. – ela riu e assentiu.
– Ok... nós... bem até amanhã. – falou e entrou fechando aporta.
Ok parecia que estava no caminho certo.
[...]
Entrei em minha sala me sentindo muito mais animado do que normalmente fazia. Estava muito animado e ansioso na verdade. Isabella ainda era minha assistente e Matt viria. E eu teria que fazer um tour com ele, talvez Emmett pudesse me acompanhar. Ele era bom com crianças, já que parecia uma na maioria das vezes.
Peguei o telefone e disquei a secretaria e pedi que mandasse chamar Emmett. Poucos minutos depois ele entrou na sala e sorri abertamente.
– Emmett como está? – ele me olhou desconfiado.
– Estou bem e você chefinho?
– Ótimo, na verdade eu queria te pedir um favor. – ele sorriu maliciosamente e grunhi. – Dois na verdade.
– Ok.
– Primeiro controle sua boca durante o dia. Nada de comentários maliciosos ou ofensivos. Principalmente a minha pessoa. – ele arqueou uma sobrancelha.
– Vira alguém importante na empresa hoje? Ultima vez que me mandou me controlar, foi quando um japonês importante veio aqui. Na verdade você me deu o dia de folga.
– E fizemos ótimos negócios com os japoneses. Mas eu na verdade preciso que você esteja aqui hoje.
– Por quê?
– Bem, Bella vai trazer Matt e quero me ajude a distraí-lo. Eu lhe prometi um tour. – Emmett me olhou em choque.
– Edward eu sei que você quer entrar nas calcinhas da mulher, mas vai dividir ela com um cara.
– O que?
– E ainda quer ajuda pra convencer ele a deixar comer a mulher dele. Estou chocado com você.
– Seu idiota não é nada disso. – me apressei em explicar e ele já sorria.
– Quem diria que você curtia isso chefinho. Rose já quis convidá-lo para brincar com a gente, mas eu disse, Edward não é dessas coisas. – abri e fechei a boca algumas vezes em choque.
– Primeiro, Ew. Que nojo. Sei que Rose é gostosa, mas credo Emmett. E segundo seu pervertido, Matthew é o filho dela, tem 6 anos.
– Atá. Saquei, precisa enganar o pestinha.
– Hey não fale assim dele. Ele é um garoto muito legal, e... – parei de falar ao ver seu sorriso. – O que?
– Entendi tudo.
– Pois o senhor está proibido de falar essas coisas hoje. – ele rolou os olhos, mas ficou quieto. Ouve uma batida na porta e me levantei ajeitando a gravata.
– Pode entrar.
– Sr. Masen? – Bella colocou a cabeça para dentro e sorri.
– Entre, entre.
– Com licença. – ela entrou e segurava a mão de Matt que acenou animadamente pra mim.
– Oi Edward.
– Hey parceiro, achei que iam na creche primeiro. – ela suspirou.
– Ele queria vir conhecer sua sala. Desculpe...
– Não, que bom que veio. Emmett e eu vamos levá-lo para dar um tour, e depois vemos a creche. Hmmm ele não tinha aula hoje?
– Não, reunião na escola.
– Melhor, assim aproveitamos melhor o dia. – sorri para Matt que soltou a mão dela e veio ver minha mesa.
– Que mesa legal... – ele começou a falar e Emmett levantou e Matt olhou pra cima e arregalou os olhos. – Nossa como você é alto. – Emmett gargalhou.
– Mamãe me obrigava a comer muitos legumes. – ele bateu em sua barriga e piscou para Matt, mas esse torceu o nariz.
– Minha mãe me obriga também. – Emmett riu e estendeu a mão e Matt olhou a mão enorme e em seguida para mim.
– Hey Matt, esse é meu amigo Emmett, lembra dele?
– O que parece criança? – ele murmurou e ri.
– Esse mesmo.
– Hey chefinho, anda me caluniando por ai.
– Caluiando? – Matt repetiu e torceu o nariz.
– Caluniando querido. – Bella repetiu.
– E o que quer dizer?
– Quando alguém fala mal pelas suas costas.
– Oh, não se preocupe Sr. Emmett, Edward não estava caluiando o senhor, ele disse que era legal. – Emmett riu e deu de ombros bagunçando os cabelos de Matt.
Com certeza Matt já estava encantando Emmett.
