Notas da Autora:
Obs.Os personagens pertencem à tia Steph, mas se fossem meus, há as possibilidades...
Obs.Fic 100% Beward
Obs. Historia para maiores de 18 anos
Então, você desconfia de alguém?
Pov. Bella
Para Isabella
Oi, por favor, por favor, leia a carta, sei que acha que estou louca, mas eu preciso de você.
Eu entendo que não concorda com isso, e eu não voltarei a te chamar pra vir, mas eu gostaria de saber se você ainda me ama.
Sei que estou sendo inconseqüente, mas eu realmente o amo Bella.
Eu não acredito que ele fez mal a outra noiva, sei que parece que foi ele, mas se você o visse, olhasse em seus lindos e sinceros olhos verdes, você nunca o acusaria.
Mas eu não vou mais pedir que você venha. Mas peço que confie em mim, que fique feliz por mim.
E que mesmo que pareça loucura que acredite em mim e que me faça um imenso favor.
Antes de se negar só me escute, eu acho, eu tenho quase certeza de que realmente alguém matou a ex dele, eu acho que foi Esme.
Desde que você havia comentado sobre a ex dele, eu também comecei a pensar. E a cada minuto que passa eu reparo mais nela.
Ela o ama, mas não do jeito certo, ela deseja ele, adora ele, ela o ama como mulher.
Agora, como eu posso competir com minha própria sogra?
Eu sei, estou viajando, não estou?
Eu só preciso que você, com seu cérebro objetivo, me mande parar de fantasiar, e tente ser feliz.
O que eu faço Bella?
Sim, eu sei estou divagando, não é?
Mas você podia me ajudar a descobrir o que há de errado, eu me caso em poucas semanas, e eu não quero ter o mesmo destino de Tânia. Mas eu sinto que vou ter. Eu queria seguir seu conselho, e me afastar dele, mas eu não posso. Ele precisa de mim, eu sei que precisa, e eu tenho que ajudá-lo.
Eu o amo acima de tudo, e sei que ele nunca me machucaria.
Mas não tenho tanta certeza sobre ela.
Posso parecer louca, mas eu sei que ela me odeia, mesmo quando ela é toda gentil e prestativa, eu sinto que ha algo errado com ela.
Estou sendo incoerente agora não é?
Eu não tenho me sentindo muito bem ultimamente.
Não, eu não estou doente como Tânia. Sei o que parece, mas é só um mal estar. Ele tem medo que eu morra também, ele tem tanto medo. Mas eu não vou deixá-lo.
Sua irmã Angela.
Para Isabella
Está acontecendo comigo também. Sei que não pode vir agora, e nem quero que venha. Você precisa terminar a faculdade, deixar nossos pais orgulhosos, sei que não estão aqui, mas eles vão ficar orgulhosos do céu.
Edward diz que você deveria vir, eu só contei sobre você recentemente, ele acha que eu devia deixá-lo, que eu vou melhorar se deixá-lo.
Mas como eu poderia, ele já se acha culpado, se eu for, e ele...
Eu tenho certeza que é ela Bella, eu a vejo olhando pra ele, o amor dela não é normal. O que eu faço? Como dizer pro homem que você ama que a mãe dele o ama, mas ama como homem?!
Que ela é capaz de tudo para tê-lo só para ela, até matar?
Ele nunca acreditaria. Você acredita? Eu às vezes acho que estou doida.
Hey sei o que você planeja não se atreva a pegar um vôo e vir me ver, eu vou melhorar, e te mandar uma foto do meu casamento.
Eu te amo tanto Bella.
Mas eu amo ele com tanta loucura que eu morreria por ele, se você o conhecesse o amaria também. Mas é melhor você ficar ai, não quero que seja a próxima vitima dela.
Deus, eu já estou ficando louca, eu me sinto cada vez pior. Mas te escrever me deixa lúcida, eu não gosto de telefonar, parece que sempre tem alguém escutando.
Ou Edward, ou Esme, ou seu pai, até aquele tio horrível dele.
Edward me recriminaria por pensar essas coisas da mãe dele.
Seu pai, eu nem sei. Ele parece gostar de mim, mas ele é tão sério e fechado...
Sua mãe, era capaz de me acusar e me afastar de Edward de vez.
Essas cartas são o único modo de me sentir perto de você.
Sei o que você pensa, eu lembro a nossa ultima briga, você quer que eu o deixe. Mas eu não posso.
Eu queria ir, mas eu não queiro deixá-lo a mercê dela. Eu sei que ela é má e vai acabar corrompendo ele.
Ele precisa de mim.
Eu tenho que ir, vou ao medico.
Sua irmã que te ama, mas não quer que largue as provas finais, Ângela.
Essa havia sido a ultima carta dela, eu só recebi um telefone de um Sr. Edward Masen, me avisando que ela havia morrido. Pela voz ele parecia velho e cansado, disse que era o pai do noivo dela e que sentia que não pudera fazer nada por ela.
Depois de ler as cartas de Ângela, todas parecidas eu sentia que ele sabia, eu pensei em deixar pra lá.
O que eu podia fazer? Ir atrás de um cara que eu nem conhecia, que eu nem fazia idéia de quem era e dizer: " Hey sua mãe assassinou minha irmã e sua ex por que quer te dar uns pega". Ele com certeza iria arranjar uma ordem de restrição.
E quem podia culpá-lo?
Talvez Ângela estivesse mesmo alucinando em seus momentos finais.
E eu devia ter largado tudo e ido até ela. Mas ela me convenceu que era bobagem, afinal eu nem aprovava seu casamento. Ela era nova demais pra casar. Nós tínhamos pouca diferença de idade, mas ainda sim e ainda mais casar com um cara que a ultima noiva tinha morrido de forma tão suspeita.
Mas Ângela sempre fora independente e dona de si, e não importava o que eu dissesse, se ela sentisse que tinha que casar ela iria casar.
Não pude ir ao seu enterro, pois estava nas provas finais, fui pouco depois visitar seu tumulo e rezar pela minha irmã.
Mas voltei logo para Londres, não havia mais o que fazer por Ângela. Tive vontade de ir na casa do tal Edward, e dizer algumas pra ele.
Mas Ângela com certeza me reprovaria, afinal ela amava o cara. Eu não tinha no que me meter.
Voltei a Londres e tentei viver a minha vida, mas quando o passado não quer ser enterrado, ele volta pra te assombrar.
E o meu voltou em uma carta.
Ao ver a carta na minha porta, eu até pensei que fosse Ângela, mas me surpreendi ao ver o nome de um homem.
Edward Masen.
Estranhei a carta, pelo que me lembrava era o nome do noivo da minha irmã, o que ele queria comigo? Pelo que saiba, ele nem sequer me conhecia.
Joguei minhas coisas na mesa e sentei no sofá abrindo a carta, assim que a abri percebi que não era de seu noivo, mas do pai dele.
Para Isabella Swan
Olá Isabella, sei que sou a ultima pessoa que esperava que lhe mandasse uma carta, mas você é a única em quem possa confiar.
Ângela antes de partir me contou sobre você e que lhe contou suas desconfianças, ela estava muito mal, quando as revelou a mim, e achei que ela estivesse delirando, mas... desde então eu comecei a reparar na minha esposa.
E sinto que ela tinha razão, Esme sempre teve um amor... como posso explicar, ela parecia amar ele mais do que eu. Acho que toda mãe ama o filho mais do que tudo, mas ela parece amar mais.
Eu sei que deve me achar louco, por fazer essas revelações a você, você nem me conhece, mas eu sinto que posso confiar em você.
E eu temo que esse amor doentio de Esme, prejudicou sua irmã, assim como Tânia, e é possível que a mim também. Mas eu me preocupo com Edward, ele se culpa tanto pelo que ocorreu, e ela se aproveita disso.
Mas o real motivo da minha carta, é que eu acho que ela quer se livrar de mim também, agora que ela tem Edward só para ela, eu só a atrapalho.
E eu temo pelo meu filho, eu gostaria de alertá-lo, mas sei que ele não acreditaria em mim. Eu não sei o que fazer, talvez, se você falasse com ele, contasse os temores de Ângela, talvez ele acredite em nós.
Sei que peço muito a você, mas se você puder me responder, por favor, eu só quero proteger o meu filho.
Atenciosamente Edward Masen.
Depois dessa carta, eu estava certa que Ângela não tinha imaginado tudo, e aquela louca estava ali livre, depois de ter matado minha irmã. E agora era possível que seu marido fosse o próximo.
Eu sentia que devia falar com o noivo de Ângela, ela iria querer que eu fizesse isso.
Com a decisão tomada, eu liguei para uma amiga em Nova York e comecei a ajeitar minha viagem imediata. Eu iria falar com o pai do noivo de Ângela, e quem sabe nós não conseguiríamos desmascarar Esme.
Mas as coisas nunca são como queremos, e resolver os meus assuntos em Londres demorou mais do que eu queria, e foi tarde demais.
Quando estava me preparando para ir, eu soube pelos jornais da morte do Sr. Masen. Depois disso eu comecei a ficar assustada, e não sabia o que fazer.
Como ir a um lugar, onde era obvio que tinha um assassino agindo, eu seria capaz, eu teria a força; e esse Edward, ele com certeza acharia que eu sou louca.
Mas eu devia isso, a Ângela, ao Sr. Masen, e até a Tânia.
Eles não deviam ter sua morte esquecidas, enquanto a tal Esme, ficasse impune dos seus crimes.
Era obvio que ela estava metida nisso, mas Edward acreditaria em mim?
Deus, nem eu acreditaria se contasse, era tudo tão... Arg.
E como já não tinha mais jeito eu demorei mais para ir, tentei pensar como conheceria esse Edward, eu nem sabia como ele era. Ângela nunca me mandou fotos dele, dizia que eu o roubaria dela, como se eu pudesse fazer isso com ela. Mas ela devia amá-lo muito para ter ciúmes até de mim.
E desde então eu comecei a buscar em jornais e revistas, sobre a família Masen, eu precisava chegar perto de Edward, mas ele nunca aparecia em revistas, mencionavam suas empresas, mas nunca ele.
O máximo que consegui sobre o assunto, era a família do seu tio, Carlisle Cullen, o filho Jasper Cullen, e a noiva Alice Brandon, ao contrario de Edward, eles estavam sempre em noticias, fofocas sobre festas, os dois pareciam bem festeiros.
Era a única conexão que eu tinha com Edward, já que eu não podia mais contar com o Sr. Masen, para me aproximar dele.
Eu teria que recorrer ao seu primo, mas ele seria de confiança? Ângela não confiava em Carlisle Cullen, ela o havia mencionado varias vezes em suas cartas, contando como ele era desagradável e interesseiro.
Mas Alice e Jasper eram minha única chance.
Com a decisão tomada eu parti de Londres, esperando que eu pudesse voltar a algum dia, e retomar a minha vida, quando a alma de Ângela pudesse descansar em paz.
Não só a dela, mas a do Sr. Masen e Tânia também.
Quando finalmente cheguei à Nova York, minha amiga Rosalie Hale me ajudou, para minha sorte ela conhecia Alice Brandon, ela era modelo em um agencia de acompanhantes. As modelos podiam acompanhar homens importantes a eventos e assim tirar algum dinheiro, era como elas pagavam faculdade à maioria.
Conhecer Alice foi fácil, ela era uma pessoa agradável e divertida, um pouco louca, mas ficamos amigas rápido, inventei uma historia triste, que tinha perdido meus pais, e sai da minha cidade pequena para tentar a vida fora.
Ela me ofereceu sua casa e sua amizade, me senti mal por mentir para ela, mas era o único meio de conhecer Edward.
E minha oportunidade, veio no jantar de noivado de Alice, que seria na mansão dos Masen, estava empolgada por conhecê-lo, mesmo não fazendo idéia do que eu diria a ele. Mas para meu total desapontamento, ele não foi, e acabei ficando com um cara na biblioteca.
Tão lindo e sexy, um homem serio e decidido, meu Sr. Insociável.
Minha outra oportunidade foi quando sai com Aro Volturi, eu sabia que ele tinha negócios com Edward, e através dele talvez eu conhecesse Edward finalmente.
E qual a minha surpresa ao ver que o meu Sr. Insociável, era o Edward Masen de Ângela.
Depois disso havia sido tudo tão confuso e intenso.
Exatamente como ela disse, eu me apaixonei por ele, não tem como não amá-lo, e era só olhar seus lindos e sinceros olhos verdes, para ter certeza de que ele nunca fez nada daquilo.
– Isabella? – sua voz rouca me chamou e sorri acariciando seu rosto.
– Desculpe estava só pensando.
– Vai me contar não é?
– Eu vou, eu só...
– O que foi?
– Eu acho que vai me odiar quando eu lhe contar tudo.
– Você queria mesmo se vingar de mim?
– Não, não. – o abracei apertado e beijei seus lábios. – Nunca. Mas ainda sim, eu sei que a morte de Ângela não foi um acidente infeliz.
– O que quer dizer?
– Nem a morte dela, nem a de Tânia e muito menos a de seu pai.
– Isabella...
– Eu sei que eles foram assassinados.
– Você não está falando sério!
– Eu estou.
– Vo... você acha que fui eu? – ele me olhava com dor, como se eu o tivesse batido, segurei seu rosto e encostei minha testa na dele.
– Não Edward, eu sei que você nunca faria isso.
– Então, você desconfia de alguém?
– Sim.
– De... de quem?
Pov. Edward
– Então, você desconfia de alguém?
– Sim.
– De... de quem?
Eu não podia acreditar naquilo, ela achava que Angela, Tânia e meu pai foram assassinados. Quem faria algo tão horrível, e por quê?
Ela evitou meus olhos e apertei seus dedos.
– Isabella?
– Eu não quero te contar.
– Mas você tem. Não pode me dizer uma coisa dessas e depois parar.
– Eu sei, eu sei, é só... – ela se afastou de mim, levantando e esfregando o rosto.
– Isabella... – estendi minha mão e ela a pegou me olhando com pena? – Você está me assustando.
– Eu estou assustada, Ângela me enviou cartas antes, bem você sabe, e ela
desconfiava de alguém.
– De que? Fale logo Isabella. – ela respirou fundo e baixou os olhos.
– Esme. – a olhei chocado, ela não podia estar falando sério, ela levantou o rosto e vi medo nos seus olhos.
– Eu... Esme minha mãe?
– Eu sinto muito Edward. – eu a tirei do meu colo e comecei a andar pela sala.
Isso não podia ser certo, minha mãe nunca... Ela não faria isso comigo... me voltei para ela que me olhava ansiosa.
– Eu não posso acreditar nisso Isabella.
– E eu não tenho provas, eu só posso pedir que acredite em mim.
– Mas por que ela faria isso? Não faz o menor sentido.
– Por que... – ela parou de repente e evitou meus olhos.
– Por que, fale logo?
– Por que ela te ama.
– Lógico que ela ama, ela é minha mãe, mas isso...
– Não Edward... – ela me interrompeu e mordeu o lábio nervosamente. – Ela... ela te ama como homem.
– Eu...
As palavras morreram em minha boca e a olhei confuso, isso não podia ser verdade.
Ela tinha que estar louca ou confusa, pois isso não podia ser verdade, não tinha como. Voltei a olhar Isabella, esperando que ela risse, ou dissesse que talvez ela estivesse errada, mas ela parecia muito séria.
– Eu sinto muito.- ela sussurrou e saiu correndo para o quarto, sentei no sofá enterrando o rosto entre as mãos, ainda não acreditando em suas palavras.
Deus! Que não seja verdade!
