Notas da Autora:

Obs.Os personagens pertencem à tia Steph, mas se fossem meus, há as possibilidades...

Obs.Fic 100% Beward

Obs. Historia para maiores de 18 anos


Nunca diga isso Edward, você me ama.

– Tudo bem?

– Agora que está aqui sim. – ela passou os dedos por meu cabelo e beijou meu peito e queixo.

– Vou sempre estar aqui.

– Bom. – sorri fracamente e beijei seus lábios. – E aquela pizza? Estou faminto.

– Sim, pizza. – ela sorriu animada e me puxou em direção a porta, antes de sairmos dei uma rápida olhada na sala e podia sentir os olhares de ódio vindos de Esme e Carlisle.

Isabella tinha razão, se olhar matasse estaríamos mortos agora mesmo.

Assim que estávamos fora da casa eu respirei aliviado, Isabella tinha entrelaçado seus dedos nos meus enquanto caminhávamos para o meu carro, e eu me sentia em paz com ela. Olhei para se sorriso bonito e sua alegria e sabia que eu não precisava de mais nada além dela.

– Vamos embora.

– Sim, estou faminta. – ri e neguei.

– Daqui Bella. – ela parou e a imitei, seus dedos tocaram meu rosto levemente.

– O que há de errado?

– Eu não quero você perto dela, deles. Quero ficar bem longe desse lugar.

– Oh Edward, nós podemos... – a interrompi a abraçando.

– Não Bella, por favor, eu não ligo para desmascarar Esme. Duvido que possamos provar o que ela fez, e ela nunca confessaria. Podemos continuar a irritando, mas a que preço? Não quero que vivamos nossas vidas com receio do que ela pode fazer.

– Você tem certeza?

– Sim, sei que você pode querer isso por Ângela...

– Não. Ângela sabia no que estava se metendo, ela podia ter te deixado, ela preferiu ficar. Não estou em uma missão de vingança Edward, eu voltei por que eu sentia que devia te avisar. Era o que seu pai desejava também.

– Então eu já sei. Agora eu só quero esquecer tudo. Eu quero uma vida com você, filhos, um casa, uma família.

– Filhos? – sua voz era rouca.

– Sim, muitos.

– Oh, eu não tinha pensado nisso.

– Você não quer?

– Deus, lógico que sim. Eu só não esperava que você queria isso.

– Quero tudo com você Isabella.

– Ok vamos embora.

– Bom. – a abracei apertado. – Vamos voltar para o apartamento. Depois compramos uma casa aonde você quiser.

– Isso é perfeito. Agora vamos comer que estou faminta. – ela voltou a andar me puxando para o carro e não pude evitar o sorriso que se espalhava em meu rosto.

Começar uma vida com Isabella era tudo o que eu queria.

[...]

Abri os olhos ao ouvir o despertador e me levantei imediatamente. Isabella não estava na cama e meu coração disparou de medo.

– Isabella? – sem pensar duas vezes me levantei, vestindo uma calça de moletom e sai apressado do quarto. A porta estava destrancada e nenhum sinal dela. Desci as escadas correndo, parei uma empregada que subia.

– Viu minha esposa?

– Na sala senhor. – agradeci e corri para a sala, Isabella estava sentada no sofá usando calça jeans e uma regata, no colo um note book, ela bebia café em um copo do Starbucks.

– Isabella? – ela levantou os olhos e sorriu.

– Bom dia amor. – fui até ela apressadamente e me abaixei apoiando um joelho no sofá e segurei seu rosto. – Algo errado?

– Não, não eu só... – engoli em seco e ela colocou o copo do lado e me abraçou pelo pescoço.

– Está tudo bem amor, eu só sai pra comprar café. – assenti e beijei seus lábios com força, ela se afastou sorrindo. – Olha só o que achei. – me sentei ao seu lado e ela começou a me mostrar fotos de cômodos no note.

– Estava olhando casas?

– Sim, depois que falamos ontem, eu mal consegui me conter. – sorri e a puxei para meu colo.

– Me mostre o que achou.

– Ok. – ela começou a mostrar casas grandes e bonitas.

– Quer uma casa grande?

– Claro, muito espaço para os bebês.

– Quer muitos?

– Quantos possa me dar.

– Vamos ter uma creche então.

– Isso ai baby, quanto mais melhor. – sorrimos e voltei a olhar as fotos.

– Essa é bonita.

– Sim grande, e tem uma piscina. Deixe-me ver quantos quartos... – ela lia e me comecei a olhá-la, tão linda e compenetrada, beijei sua bochecha, e ela sorriu.

Ri desci meus lábios para seu pescoço e mordisquei sua pele, ela sorriu mais, mas continuou olhando as fotos e me ignorando. Minhas mãos entraram por sua regata até seus seios e os toquei levemente.

– Edward! – sorri e a beijei novamente.

– Diga amor.

– Pare de me distrair.

– Eu estou te distraindo? – lambi sua garganta e ela se virou pra mim.

– Sim senhor. Se comporte.

– Impossível, com você aqui pertinho.

– Hmmm, meu Sr. Insaciável. – rimos e ouvi um barulho, olhei para a porta e Esme nos encarava.

– Bom dia sogrinha. – ri discretamente e Isabella sorriu brilhantemente.

– Bom dia. – ela forçou um sorriso e veio até nós.

– Então, tem mais casas ai?

– Sim, eu vi uma linda mais cedo, deixa eu achar. – ela começou a procurar no note e olhei de canto de olho para Esme, ela nos encarava com uma carranca, vi ela engolir em seco e forçar um sorriso.

– Estão procurando casas?

– Sim.

– Por quê?

– Vamos mudar.

– Oh... mas essa casa é sua querido.

– Não Esme, ela é sua. Isabella e eu queremos nossa própria casa.

– Mas... – ela torceu as mãos nervosamente, a ignorei e peguei o queixo de Isabella.

– Podemos ver as fotos mais tarde? Tenho que ir pra empresa, e antes quero te levar pro apartamento.

– Claro amor. – ela me deu um beijo rápido e saltou do meu colo. – Tchau sogrinha. – Esme endureceu e sai da sala, a ouvi me chamando, mas ignorei. Queria ter o mínimo de contato com essa mulher.

Isabella e eu já havíamos arrumado as malas quando voltamos do jantar ontem. Então só tomamos um banho e nos vestimos. Ela me ajudava com a gravata enquanto eu colocava o terno e sorri.

– E o que vai fazer com a empresa? – ela perguntou quando terminou e foi vestir seus sapatos.

– Eu não posso abandoná-la. Era do meu pai, está na família há anos. Então vou continuar trabalhando nela, Esme ou Carlisle não tem por que se meter na empresa. Esme ainda recebe seu dinheiro por ser uma sócia, e Carlisle o mesmo.

– Então é isso mesmo que você quer?

– Sim. Eu duvido que só irritá-los os faria confessar qualquer coisa e eu não gosto de deixar você sozinha aqui. Eu quero cortar tudo que tenha haver com ela e Carlisle da minha vida. Da nossa vida. – ela veio até mim e me abraçou pelo pescoço, abracei sua cintura.

– Tudo bem, então vou parar de me proteger. – ela sorriu abertamente e ri.

– Ótimo. – abracei seu corpo a erguendo do chão e beijei seus lábios demoradamente. Quando a soltei ela ria, assim peguei nossas malas.

Ao sairmos não vimos Esme, mas pra mim pouco importava despedir dela ou não. Deixei avisada com uma das empregadas que estávamos partindo e não voltaríamos mais.

Isabella entrou no carro e coloquei as malas na porta malas, dei uma olhada na casa que cresci e fiz uma careta. Tantas coisas passei nessa casa. Perdi tantas coisas, e tudo por culpa de uma pessoa doente. Mas nunca mais ela se aproximaria de mim, ou me tocaria.

Fechei a mala do carro, e fui para o banco do motorista, Isabella segurou minha mão sorrindo.

– Tudo bem Edward?

– Sim. Só me despedindo. Finalmente fechando essa pagina da minha vida.

– Bem, agora só felicidade nos espera. – levei sua mão aos lábios e beijei rapidamente.

– Sim, só felicidade agora.

Dirigi para longe dessa casa o mais rápido que possível. Nunca mais queria ver essa casa, ou Esme.

[...]

– Bom dia primo. Chegou tarde. Bella não te deixou sair da cama? – ele moveu as sobrancelhas e ri.

– Eu me mudei por isso o atraso.

– Mudou?

– Eu sinto Jasper, mas não posso mais ficar na mesma casa que ela. Temo por Isabella.

– Te entendo primo. Eu fujo do meu pai o tempo todo agora. Já estou praticamente morando com Alice.

– Faz bem. Isabella e eu estamos procurando casas. Ela está no apartamento agora.

– Isso é bom. Então o plano pra enlouquecer os loucos tá cancelado?

– Sim. Chega de brincar com fogo.

– Hmmm...

– Algo errado Jasper?

– Não, não... Bem agora que cancelamos o plano, eu preciso sair da empresa?

– Claro que não. Exceto se você quiser, não quero que se sinta forçado a trabalhar aqui.

– Ah ok, eu não me sinto. Eu só... bem eu gostei do trabalho. Não é tão ruim quanto achava.

– Sério?

– Sim, eu gosto. Se você concordar que eu continue? – ele me olhava esperançosamente e sorri.

– O cargo é seu Jasper, e vai ser enquanto você o quiser.

– Ótimo. Então o que faremos hoje? – sorri e comecei a pegar os documentos que tínhamos que avaliar.

Estávamos nisso há quase uma hora, quando meu telefone tocou. O atendi rapidamente.

– Sim Srta. Stanley?

– Sua mãe está aqui Sr. Masen.

– Diga que estou em reunião.

– Hmmm...

– O que Srta. Stanley?

– Eu já disse que estava na sala. – esfreguei o rosto respirando fundo.

– Está bem, mande a entrar. Mas a partir de agora, eu estou sempre em reunião para Esme e Carlisle.

– Sim Sr. Masen.

– Assim que Jasper sair, mande a entrar. – assim que ela desligou e bufei batendo o fone.

– O que foi?

– Esme está aqui.

– Oh merda.

– Pode ir Jasper.

– Não... não quer que eu fique?

– Não. Pode ir. – ele assentiu e saiu apressadamente da sala, podia ver o alivio em seu rosto, tentei sorrir, mas se estivesse em seu lugar corria daqui também.

A porta se abriu em seguida e Esme entrou sorridente.

– Edward meu bem, como está?

– Bem Esme.

– Jasper está cada dia mais desagradável. O rapaz nem me cumprimentou, Carlisle devia dar um jeito nele.

– O que você quer? – a interrompi bruscamente, e ela bufou.

– Edward Masen, eu não admito que fale assim comigo!

– Você se faz de sonsa?

– Edward!

– Eu sei o que você fez. Eu sei o tipo de pessoa doente que você é.

– Eu... eu não sei do que está falando, amor...

– Não me chame assim. Eu não sou nada seu. Quero distancia de você, sua doente!

– Edward, eu não sei o que aquela mulher colocou em sua cabeça, mas o senhor está extrapolando moço.

– Eu estou extrapolando? Você matou Tânia!

– A vadia não servia para você.

– Deus, você nem nega.

– Ela não servia para você.

– E Ângela?

– Outra puta. Você merece uma mulher que te ame.

– Meu pai?

– Ele estava no nosso caminho. Edward meu amor, você não entende, eles só nos atrapalhavam. Como poderíamos ficar juntos com eles entre nós?

– Você é perturbada. Eu devia mandar internar você. – ela riu.

– Querido, ninguém acreditaria que eu sou louca. Seria sua palavra contra a minha. E mamãe só quer cuidar de você. – ela começou a se aproximar, esticando a mão e dei um safanão em sua mão.

– Eu não quero ter nada haver com você. Nada. Já sai da sua casa. Saia da minha vida!

– Mas nós pertencemos juntos amor.

– Não, eu nunca vou pertencer a você. Eu tenho nojo de você. – ela ficou séria.

– Nunca diga isso Edward, você me ama.

– Não, eu amei, como mãe. Mas você é doente, e tenho nojo do que você sente por mim.

– Não, não, não... – ela sussurrava tentado se aproximar de mim. – Você me ama, eu sei que sim.

– Nunca amei você desse jeito.

– Ama sim. Eu vejo como você olha pra mim, você me ama e deseja, assim como eu desejo você querido.

– Deus... você está realmente louca.

– Edward..

– Não. Saia daqui, eu não quero mais nada com você. Você não faz mais parte da minha vida. Fiquei longe de mim e da minha esposa.

– Edward...

– Saia ou chamarei os seguranças.

– Edward Masen!

– Estou falando sério. – seu lábio tremeu e ela engoliu em seco.

– Você vai se arrepender de me tratar assim. Mas eu sei que você só está sendo influenciado por aquela vagabunda. Assim que ela se for, nós ficaremos juntos de novo.

– O que você quer dizer?

– Meu bem, ela tem que morrer. Como vamos ficar juntos com ela entre nós?

– Merda! O que você fez com ela?

– Nada, ainda. – ela sorriu e saiu da sala.

Cai em minha cadeira com o rosto entre as mãos. Esse pesadelo nunca ia acabar?

Pov. Esme

– Você tinha que ver Carlisle, ele disse que tinha nojo de mim. – funguei secando as lagrimas com um lenço, ele suspirou e se ajoelhou em minha frente.

– Eu devia matá-lo por fazê-la chorar... – o olhei em pânico.

– Não, não pode matar meu Edward.

– Esme, viveríamos melhor sem ele. Só nós dois.

– Mas eu o amo Carlisle. Ele é um bom garoto, só está sendo influenciado pela vadia.

– Esme, eu ainda acho... – o empurrei ficando de pé.

– Não Carlisle, não se atreva a machucar meu Edward.

– Está bem Esme. – ele saiu do chão e se sentou no sofá da sua sala, me sentei em seu colo de frente para ele e sorri.

– Desculpe amor, eu sei que você tem ciúmes do meu Edward.

– Não entendo por que não sou suficiente Esme.

– Você é Carlisle. Mas eu preciso de Edward, você sabe,

– Você é obcecada por ele. – resmungou e não neguei. Eu era, eu desejava meu Edward desde que o vi. Ele me pertencia, por que ele não entendia isso?

– Não é só isso, é amor também.

– E eu?

– Carlisle, você é... eu não viveria sem você também.

– Eu sei, como você se livraria das putas e do seu marido sem mim não é? – falou amargamente e rolei os olhos. Carlisle estava se tornando um tormento, por que ele não podia colaborar como sempre? Me esfreguei contra ele.

– Querido, não seja assim. Você sabe que te amo também.

– Mas o prefere.

– Ele me pertence Carlisle. – sussurrei começando a beijar seu pescoço, seu rosto, seus lábios, ele gemeu apertando minha bunda.

– Está bem Esme. O que faremos então? Edward me tirou a empresa, e a ignora... – mordisquei sua orelha e ele ofegou.

– Nós livraremos daquilo que atrapalhou nosso caminho.

– A mulher?

– Sim, a vadia. Depois que ela chegou que tudo desandou.

– Você tem razão. Estávamos tão perto. – suas mãos já entravam em minha saia e gemi, logo seriam as mãos do meu Edward em mim. Meu corpo ardia em antecipação.

– Sim, assim que nós livrarmos dela, Edward estará em minhas mãos. E você terá tudo que sempre quis.

– A empresa?

– Sim, ela será sua. – mordisquei seus lábios e ele gemeu.

– E você Esme?

– Eu pertenço a Edward.

– Vai me deixar? – ri baixinho e levei a mão a sua calça, sua ereção já pulsava contra meu corpo.

– Nunca Carlisle. Edward vai ter que aprender a dividir. – ele riu. Idiota.

– Ok. Como vamos matá-la?

– Bem não pode ser como as outras.

– Não. Eles já sabem. – sim a vadia descobriu como matamos sua irmã, evitava tudo que oferecia para ela comer ou beber. Não poderíamos ser discretos.

– Já sei... Me diga Carlisle você é bom atirador? – ele sorriu e me beijou.

Gemi contra seus lábios, e fechei os olhos imaginando meu Edward em vez de Carlisle. Logo estaríamos juntos. Dividindo tudo, a empresa, e o nosso amor.