Despertou em seus aposentos, estava encharcado pelo suor frio causado pelo sonho que havia tido. Não. Suor causado pela mensagem que havia recebido, pois ele sabia perfeitamente bem que seu irmão jamais seria capaz de representar aquele teatro em sua mente. Afinal ele não sabia nada sobre seu passado naquele distante reino, naquela época. Fechou os olhos para não encarar os dois pontos dourados e flutuantes que se manifestavam a sua frente, o que para os tolos humanos evocava medo apenas por parecer uma assombração, também lhe evocava certo medo, mas por outro motivo. Sentia medo de seu próprio irmão, não medo de seu poder, mas medo de sua reação ao descobrir seu segredo.
Enquanto tentava alcançar a clareza psíquica através de sua respiração pode sentir seu irmão se manifestar fisicamente no aposento, usava o escuro para alcançar o aposento, rasgando o tempo e o espaço neste processo. Ser um filho da noite tinha lá suas vantagens, rasgar o fino manto temporal era apenas uma delas. Sentiu quando o irmão repousou seu corpo forte sobre a delicada macies do colchão, mas sua mente vagava distante dali, atravessando eras em lembranças que marcaram a ambos de forma dolorosa e cujas cicatrizes jamais seriam curadas, não importava quanto tempo tivesse se passado até o momento presente, tão pouco o que estava por vir no futuro.
Havia sido expulso do mundo helênico, julgado por um crime que não havia cometido, mas não importava o quanto falasse a verdade. E assim como Pedro fora devorado pelo lobo, mesmo dizendo a verdade, ele também fora desacreditado após todas as suas tramas e mentiras. Arcava com as consequências de um estupro e de um sequestro, que não havia cometido. Enquanto caminhava em direção ao seu exílio podia sentir o olhar de profundo ódio e rancor do irmão a lhe seguir, para ele não haveria perdão, mesmo após a verdade ter vindo a luz. Para ambos algo havia se rompido ali, algo frágil e muito maior do que a própria vida. Haviam perdido a confiança um no outro, de modo que apenas um milagre poderia reparar.
Em sua jornada conheceu vários lugares, reinos distantes, pessoas ilustres. Viveu intensas paixões, fez diversos amigos, e perigosos inimigos também. Mas nenhum desses lugares ou pessoas lhe marcaria mais que aquele, e acima de tudo: nenhuma paixão poderia ser mais pura e verdadeira que o amor que sentia por ela. Rune-Midgard era um pequeno reino localizado no interior da Yggdrasil, entre o reino dos mortos em um mundo governado por Odin, e o Palácio Valhalla em Asgard, onde vivia o representante de Odin. Mas apesar de pequeno, Midgard possuía um brilho que há muito ele mesmo não conseguia ver nos humanos do mundo helênico, algo que ele não sabia definir.
Sentindo-se assim atraído pelo magnetismo natural que emanava constantemente daquele povo aproximou-se do reino e por lá ficou. Não pretendia que sua presença fosse notada, tão pouco mudar a vida daqueles que ali viviam de forma tão drástica como aconteceriam nos anos seguintes, são ações foram novamente fruto resultante de sua personalidade impulsiva.
Abriu os olhos lentamente, não queria lembrar-se daquele tempo, daquele outro eu que havia abandonado a tantos séculos. Era um eu diferente do que ele era agora, do que ele precisava ser agora. Havia se tornado aquele homem para proteger sua verdadeira identidade, só não esperava que as coisas chegassem ao ponto que chegaram. Observou o quarto enquanto era observado atentamente pelos olhos dourados a sua frente, tudo aquilo havia sido construído para atender as necessidades de seu antigo eu: sua arte, sua sexualidade, sua solidão. Em cada objeto por mais insignificante que pudesse parecer podia encontrar conexão com seu objetivo no mundo: ser um deus, o deus da morte.
Então porque agora aquilo tudo parecia não mais satisfazer suas necessidades, havia boa comida sempre que desejasse, servas prontas e desejosas de lhe satisfazer em todos os sentidos, cada uma de suas fantasias, havia a música que desde seu nascimento acompanhava cada um de seus movimentos, como uma sombra apaziguadora de seu sofrimento.
Lembrava-se perfeitamente da noite em que fora embora, das lágrimas de sua mãe que se derramavam sobre seu peito, dos soluços pela dor que sentia, das suplicas silenciosas para que não se fosse. Deixara para trás sua lira dragão, sua serpente companheira teria uma nova missão: servir de consolo para ela até que a verdade fosse revelada. Em um novo flash estava em Midgard, ceifava vidas de um modo muito diferente daquele que estava acostumado, mesmo que fosse o deus da morte, sua única missão era guiar as almas arrebatadas pelo pecado de outros, vítimas do assassinato e de outras atrocidades mais as quais em choque não conseguiram fazer a travessia de forma tranquila, como em um sonho.
Diferente da aura cinza que lhe seguia no mundo helênico, em Midgard sua aura estava cercada pelo sangue, pela morte e pela destruição que causava a todos os que cruzavam o seu caminho, sentia-se livre para ser o que desejasse sem as amarras do julgamento feito por outros de um comportamento que julgavam certo ou errado. Era livre para ser ele mesmo. Com essa nova perspectiva também podia fazer coisas que sabia não serem influenciadas pelas ações de terceiros, nem que seriam julgadas como "bondade" ou "fraternidade" e que para ele significavam "fraqueza" e "amor". E acima de todas essas perspectivas estava a realização mais importante conquistada naquele mundo: era livre para ser um homem.
Não que houvesse dúvidas que se comportava como um homem em seu mundo, tinha força, habilidade, interesse por mulheres bonitas. Mas ali podia ser um guerreiro, lutar por uma causa maior que simplesmente os problemas familiares de outros, podia ajudar aqueles que ele julgava realmente necessitados. E amar, sem ter de provar sua superioridade como um macho.
Quando voltou a abrir os olhos cinzentos para o escuro de seu quarto, sua energia rasgou o aposento em uma explosão de sentimentos conturbados. Partituras se espalharam pelo ar, pode ouvir os acordes trêmulos de algum instrumento anunciando uma ou duas cordas rompidas. Pode sentir seu irmão se movimentar tentando esquivar-se da onda de energia. Tudo estava fora de lugar. Sentiu o peso de seu corpo que dobrava rapidamente, havia se armado sem perceber tamanha energia que emitira com a confusão que se instalara em seus próprios pensamentos. Sentiu quando a energia do irmão se elevara para manter o controle da situação, seu transtorno compulsivo ordenando as coisas de volta ao seu devido lugar, mas os gêmeos continuaram em silêncio.
Tensionava lhe agradecer, por um momento abriu seus lábios e realmente raciocinou dizer aquela palavra com o, em alto, claro e muito bom tom. Mas aquilo não era coisa de macho, macho não pedia desculpas, nem agradecia a ninguém, macho impunha respeito e as pessoas eram servis a ele. Sorriu, seu eu passado negando sua atual forma de existência. Surpreendeu-se ao concordar. Com tudo de volta ao seu devido lugar os olhos do loiro retornaram para si, exigentes inqueriam uma explicação que como sempre não veio, ou, pelo menos era o que transparecia. Mas quando seu olhos de grafite fitaram os dourados o antigo elo que os irmãos possuíam se permitiu emergir momentaneamente das profundezas onde fora sepultado, o que surpreendeu a ambos.
Lembranças de um passo em que se sentavam felizes ao redor da macieira, tocavam um para o outro, sentindo o calor que apenas a melodia um do outro poderia lhes proporcionar, uma harmonia singular e tão intima que acreditavam ser para sempre, assim como sua própria eternidade. Mas a única certeza que o presente lhes oferecia era que nada durava para sempre, podiam ser almas imortais, conectadas pelo mesmo sentimento que nutriam pela música, mas era apenas aquilo que os filhos da noite e do dia tinham em comum. Suas individualidades, suas necessidades, a carência emocional, tudo era diferente. E assim as diferenças sepultaram aquela conexão.
Ele desejava a força, seu irmão ansiava por conhecimento. Ele queria a paixão, o outro aguardava pacientemente por amor. Ele gostava da velocidade do trote de seu cavalo, o gêmeo admirava a elegância do cavalgar lento de seu próprio animal. Exceto pela certeza de que nunca estariam sós enquanto tivessem um ao outro, nada mais era parecido.
Enquanto a neve caia lentamente sobre o solo, ela caminhava por entre as árvores de forma silenciosa e discreta, conhecia aquela floresta como a palma de sua mão, afinal já havia se aventurado entre a nova e a antiga capitais tantas vezes quanto possível, quando se constrói uma carreira de valor como espadachim, os labirintos entre Prontera e Glast Heim são o seu lar. Mas aqueles tempos ficaram longe, em um passado turbulento e solitário, escoltando jovens magos pelas passagens subterrâneas dos esgotos até a segurança do lar em Geffen, ou quase isso. Quando se fazia parte de um grupo tão seleto e secreto como a ordem dos cavaleiros rúnicos, proteger a localização da ordem fazia daquele tipo de trabalho mais do que apenas guiar pessoas.
Quando seu fiel companheiro Ferus, apelidado carinhosamente de Ikki grunhiu e fincou forte as garras verdes na terra, teve certeza de que finalmente havia chegado ao verdadeiro ponto de partida para sua jornada. Terminava ali o mundo conhecido, não apenas por ela, como também para qualquer criatura de Midgard. Aquela era a divisa entre dois mundos. Retirou o elmo brevemente enquanto saltava do ferus, os longos cabelos loiros balançando suavemente com o vento e a gravidade, acariciou levemente o longo bico do reptil ao seu lado ouvindo-o grunhir ruidosamente parecendo agradar-se com o gesto de carinho. Seus olhos verdes esmeraldinos esquadrinhavam a área a sua frente. Seria a primeira vez a deixar sua terra natal.
Colocou o elmo novamente sobre a cabeça, achatavam seu cabelo de modo irritante, mas deixavam os fios presos e impediam que estes interferissem em sua visibilidade do campo de batalha, ela também sentiu as botas de metal pesado afundarem na neve. Teria de se acostumar a caminhar dali para frente, pois aquela parte da missão seria apenas dela. Despediu-se do ferus que partiu ao ouvir seu comando, ele retornaria para ela quando ela o chamasse novamente, um ferus e seu cavaleiro eram inseparáveis companheiros de batalha, exceto para acasalamento e banheiro, uma moça jamais deve ir acompanhada ao banheiro por um rapaz, não importava a espécie, era algo que simplesmente incompatível.
Seguiu então com sua jornada, dali para frente apenas os deuses sabiam o que ela enfrentaria em sua missão, afinal não haviam registros de nenhum ser mortal que tivesse deixado Midgard enganando a grande serpente. Mas ninguém enganava a grande serpente e ela sabia que enfrentaria ali a maior de todas as suas provações.
A mata a sua frente tornou-se mais densa do que poderia imaginar, eram árvores diferentes de qualquer uma que já havia visto: compridas e de poucos galhos que ficavam localizados a pelo menos cinco metros de altura, ramos de arbustos que se enroscavam ao redor de suas copas eram os verdadeiros responsáveis pelas folhas que pareciam brotar bem no meio da casca. O estranho padrão da floresta parecia circular um ponto específico daquele espaço sagrado muitos metros a frente, havia uma névoa branca provavelmente oriunda do orvalho acumulado durante o outono que lhe atrapalhava a visão e tornava o clima ainda mais misterioso e assustador, mesmo para alguém com seu nível de poder.
A jovem podia sentir sua armadura pesar, a longa capa vermelha característica dos rúnicos que estava amarrada a sua cintura logo rasgou-se nas pontas, finalmente olhando para os próprios pés fora capaz de perceber que não mais pisava sobre a neve, mas sim sobre um emaranhado de raízes pontudas e cheias de espinhos. Algo em seu interior achava aquilo estranhamente familiar. Pensando sobre aquele aspecto particular pouco lembrava-se de sua primeira infância, tudo o que se lembrava era de viver em uma ilha, e depois ter sido levada para viver na capela de Prontera após ter sido encontrada só e abandonada. Era apenas uma adolescente quando a cidade fora invadida por insetos vindos dos esgotos e ela descobriu sua verdadeira vocação e coragem.
Espantou aqueles pensamentos quando retornou seu olhar atento para o caminho que fazia, havia se perdido em meio ao emaranhado de árvores. Xingou a si mesma por sua distração e novamente sentiu o peso sobre sua armadura, as longas botas de metal pesado fazendo suas pernas torneadas cederem sobre o solo pontiagudo. Agradeceu mentalmente pelas meias que usava e cobriam parte de suas coxas, mas podia sentir os espinhos perfurarem sua pele alva e rasgarem uma das ligas que prendiam a meia ao tecido fino de sua roupa íntima. O pergaminho que falava sobre os testes daquele lugar sagrado anunciavam um teste de resistência que não poderia ser vencido por nenhuma armadura.
Tendo deixado para trás boa parte de suas defesas era notável o esforço que fizera durante os anos de trabalho duro e treinamento, seu corpo estava mais resistente aos arranhões que como aquele deixariam uma marca insignificante em seu corpo. Ergueu a cabeça para encarar a estranha figura mascarada que assombrava seus pesadelos. Caiu para trás e entrou em choque.
Corria o máximo que suas pernas podiam aguentar, os seios firmes de tamanho médio saltando vez ou outra dentro da armadura, lágrimas manchavam seu rosto que já estava cortado pelos últimos acontecimentos, seja lá o que tivesse acontecido até chegar aquele lugar pois, mais uma vez não se lembrava. Era sempre assim, simplesmente esquecia-se de algumas coisas. Os espinhos de metal que adornavam as ombreiras de sua armadura mais uma vez se rompiam com o choque de seu corpo contra uma árvore, já havia perdido a percepção do caminho que fazia, tudo o que sabia é que desejava voltar, sair daquele lugar, esquecer-se da dor que apertava seu peito e acima de tudo encontrá-lo.
O jovem que povoava seus sonhos era o verdadeiro motivo para seguir naquela jornada, algo em seu interior gritava pela solidão que sentia, e sempre que sentia-se perdida sua mente evocava aquela imagem: forte, gentil e que lhe transmitia tanta segurança. Havia rodado o mundo em busca do rapaz que povoava seus pensamentos, mas sem nenhum sucesso. E finalmente quando acreditou que mais nada poderia dar errado em sua missão, sentiu a corrente dourada que sustentava o peitoral da armadura se romper. Agora era oficial, não poderia ficar mais constrangedor que aquilo, uma cavaleira rúnica condecorada como ela correndo assustada segurando o peitoral da armadura, mais parecia uma dançarina depois de um roubo.
Há um velho ditado que diz, nada está tão ruim que não possa piorar. Como lembrou-se daquilo ela não sabia, mas sabia que não havia ouvido aquilo do lugar de onde viera. Teria ouvido isso em sua antiga ilha? Teria o homem mascarado existido em algum lugar além de seus sonhos? Seria por isso que nunca conseguira encontrar o rapaz de seus sonhos? Eram aquelas perguntas sem respostas, e também não podia simplesmente dar-se ao luxo de pensar sobre elas, tinha uma missão a cumprir, um objetivo a concluir antes de simplesmente pensar em um futuro doce e amoroso nos braços de algum homem, conhecido ou não. Verdade? Perguntou a voz suave em sua mente.
Odiava quando aquela voz vinha a sua mente, simplesmente não conseguia ter controle sobre seu corpo e suas ações quando ouvia aquela voz. Só estou tentando ajudar. Ela repetiu doce como uma melodia primaveril. Não preciso de sua ajuda. Gritou contra a voz na tentativa torpe de mostrar quem ali estava no comando, mas logo sentiu seu corpo desacelerar e mudar de direção. Retornava com grande velocidade, maior até que aquela a qual sabia ser capaz de atingir, algo como a velocidade da luz, só que menor. Com certeza tratava-se da velocidade do som, algo que só havia ouvido falar a muito tempo, em uma época distante a qual tentava desesperadamente esquecer. Aquela época lhe trazia dor. Mas vai ficar tudo bem.
O sorriso do homem mascarado fora a última coisa que conseguira ver, antes de fechar os olhos firmemente, seu corpo ia de encontro ao dele, como se pudesse passar por ele, entrar nele e cair em um mundo paralelo aquele o qual vivia. Não quero sofrer de novo. Foi seu último pensamento antes de sentir seu corpo mole e dormente se entregar ao sono.
Observações
Um pedido de desculpas adiantado aos leitores e aos comentários já deixados que só vieram a ser respondidos hoje. Na verdade este capítulo 2 era para ser bem maior, mas acabou fazendo mais sentido deixá-lo dividido mesmo, ou seja, 3 capítulos com o título capítulo 2. Mesmo assim aproveitando a oportunidade de atualizar – empolguei esse fim de semana – editando com as respostas aos comentários já deixados. Devo colocar os comentários restantes na atualização do próximo pedaço de capítulo ainda hoje.
Deni Chan
Adorei o comentário sobre o capítulo porque permitiu perceber minhas falhas e o que pode ser melhorado, obrigada mesmo Deni.
Quanto a descrição do cenário: é minha primeira fic de Ragnarök, li uma esses dias e sei lá, a sensação foi: incrível ler sobre o cenário de um jogo e conseguir "ver" aquele cenário de uma perspectiva diferente de quando se está jogando foi ótimo. O autor colocou prostituição em Morroc coisa que eu nunca teria imaginado, e colocou de forma forte, como uma característica marcante da cidade. Foi sensacional ler aquilo.
Creio que eu deva oferecer uma descrição mais detalhada em novos capítulos, mas posso também falhar miseravelmente, então por favor continue comentando sobre as descrições para que eu possa perceber se está ficando bom ou se ainda está fraco.
O capítulo foi realmente bem curtinho, mas por outros motivos que devem ficar bem marcados neste capítulo 2 e no 3. Na verdade nem era minha intenção ter o capítulo como está, mas ele trabalhou bem no objetivo dele, que era introduzir um cenário totalmente diferente do habitual, mas que segundo a estória do cenário do jogo é totalmente plausível de se misturar, por causa da personagem Thanatos que ele descreve.
Inclusive este foi justamente o motivo que me levou a escolher o cenário do jogo como um tema para uma fanfic, Thanatos do jogo não tem uma origem definida, ninguém sabe de onde ele teria surgido, ele derrota o até então deus da morte – Morroc – lutando contra ele de igual para igual. Então pensei: se ele luta de igual para igual contra uma divindade e não consegue derrotá-lo de forma permanente, é porque ele deve ser uma divindade de mesmo nível. A partir dai fazer a ligação entre as duas séries foi fácil.
Tenho de aproveitar para agradecer por ter feito sua ficha e seu comentário tão rápido, sério elementos que você colocou ali que eu usei para construir esse capítulo e um pedaço do enredo que eu jamais teria pensado sozinha que fizeram toda a diferença do mundo. A ideia de uma loja de penhores é totalmente plausível dentro da descrição de cenário, mas nunca seria dentro da mecânica do jogo, por exemplo, adorei de verdade.
Outros comentários – que não direi quais pois vai cortar o barato da expectativa – que eu jamais teria conseguido imaginar sem as suas expectativas para a história e que deram um novo "tchan" para alguns conceitos que eu não tinha bem definidos ainda. Realmente valeu pelos comentários.
Quanto a sua ficha, ela é totalmente coerente com a história do jogo, mais do que você imagina na verdade, ou que se lembra do jogo. Os elfos, por exemplo, eu pensava em usar de outra forma, mas quando você colocou que vocês viviam em Payon, eu tive um daqueles click's e pensei um palavrão e o quanto isso seria ótimo na construção da história deste capítulo, talvez eu até fizesse uma segunda fic usando isso como base, mas isso mais para o futuro.
