Notas da Autora:Olá novamente amantes de Twilight Saga.

Devo adimitir que estou triste por não haver "fãs" por aqui, e apesar de não estar muito empolgada a continuar por conta disso, eu vou continuar pela minha Baby e pelo Sr. Porco.

Fiquem com mais um capítulo dessasHistórias Cruzadase boa leitura!

Resumo do Capítulo: Alice reencontra Esme e elas conversam sobre garotos.


– CAPÍTULO QUATRO–

QUE VIDA DIFICIL A SUA, ALICE.

Alice passou o caminho todo com um sorriso bobo no rosto, mas toda hora tentava parar de sorrir, pois era idiota demais sentir o que estava sentindo. O que ela estava sentindo, afinal?

Não demorou muito para chegar em casa. Deixou sua bolsa em cima da mesa e retirou suas sapatilhas, deixando-as ao lado da mesma. Seguiu para o quarto e decidiu que precisava relaxar num longo banho quente.

Deixou com que a água quente caísse sobre seu pequeno corpo, relaxando na mesma hora. Adorava deixar a água cair num ponto específico de suas costas quando estava muito estressada ou tinha um dia bem longo. E era um daqueles dias.

Repassando todo o seu dia em sua cabeça acabou que seus pensamentos a levaram até Jasper e logo depois à Emmett. Suas mãos passavam pelos seus fios curtos enquanto os lavava, e voltava a ficar com o mesmo sorriso bobo de antes, mas não havia notado que continuava a sorrir daquele mesmo jeito quando voltava a pensar no médico.

Depois de seu longo banho, ficou feliz em não estar mais pensando neles. Enquanto vestia suas calças jeans e colocava o moletom da faculdade, ficava se olhando no espelho e se perguntando quando foi que havia parado de se cuidar. Foi depois da faculdade ou foi quando começou a estagiar no hospital? Percebia que havia parado de usar maquiagem, suas olheiras estavam fundas e seu cabelo estava opaco e sem corte nenhum. Por que deixou tudo de lado, e quando foi que havia ficado sem tempo para seus amigos, se é que ainda os tinha.

No meio dessa repentina depressão, resolveu visitar sua prima, que era sua melhor amiga, Alice sempre podia contar com ela, eram inseparáveis, mesmo apesar do recém divorcio dela, Alice sempre continuou ao lado da prima, a apoiando, como ela sempre fizera.

O prédio de sua prima ficava apenas há duas quadras dali. Pelo menos o idiota do ex-marido havia deixado algo de bom para sua prima, depois de todo sofrimento que havia causado. O prédio era bem moderno e espelhado, e o apartamento seguia no mesmo estilo contemporâneo.

Assim que abriu a porta, sua prima abriu um enorme sorriso e abraçou Alice. Esme era uma jovem mulher de 30 anos com aparência doce e super carinhosa, seus cabelos castanho-avermelhados iam logo depois de seus ombros. Era uma beleza a ser seguida por Alice.

– Allie, que saudade! Por que você sumiu da minha vida? – Esme continuava abraçando Alice, que por sua vez dava passos para frente, para acabar de entrar no apartamento e fechando a porta atrás de si. – Por que me abandonou?

– Ai Esme, não fale assim, eu não te abandonei. Nunca faria isso com você. – Alice exibia um biquinho e fazia carinha de cachorrinho abandonado, o que fazia Esme sorrir. – Eu só fiquei enrolada com o trabalho e a faculdade. Mas estava com muita saudade de você, então resolvi aparecer. Espero que não tenha chegado em má hora.

– Que nada, não estava fazendo nada, apenas cozinhando uma massa para jantar. Vem, entra.

Ambas seguiram para a cozinha, que era como o coração da casa. Esme adorava cozinhar, e Alice comer, e sempre que podiam se reuniam para cada uma desfrutar de seu hobbie favorito. Esme se voltou para o fogão, adicionando um pouco mais de macarrão na panela, enquanto esperava o mesmo cozinhar decidiu abrir um vinho e servir para as duas. Depois de um longo gole e um suspiro, Esme sentou-se de frente para a prima.

– Nem me fale de rolo no trabalho. – Apesar de linda, como sempre, Esme parecia cansada, mas ainda estava linda. Ela era linda até mesmo cansada, como conseguia?

– O que houve? – Alice perguntou enquanto tomava um gole de sua taça.

– A minha ajudante precisou faltar hoje por que teve uma emergência familiar. – Enquanto dava um outro gole em seu vinho, se virou para a panela para ver como estava o andamento de sua massa. – Eu sei que todos nós temos nossas emergências mas eu fiquei perdida com 20 crianças de seis anos. Eu as amo, mas não as aguento sozinha.

Esme expressou uma cara de sofrimento, mas logo depois sorriu. Alice podia ver nos olhos de sua melhor amiga o quão exausta estava. Pudera, lidar com um ex-marido canalha, um divorcio nada amistoso e ainda ter que aguentar 20 crianças todos os dias, fora os dias, como aquele, em que ia encher os ouvidos da prima com seus problemas. Com certeza Alice conseguia entendê-la e até ficara sem graça por achar ruim ter um médico gato insistente na sua cola.

– E quando você vai me contar como arrumou esse curativo lindo?

Esme olhou para Alice e arqueou as sobrancelhas enquanto servia o macarrão em dois pratos e jogava o molho de tomate por cima. As duas pegaram seus pratos e taças, já cheias novamente, e seguiram para a sala de estar, onde sentaram se no sofá de frente para a lareira, já que o clima estava bem frio.

Tentou prolongar o máximo do assunto, comendo, bebendo e comentando o quanto a massa estava maravilhosa, como sempre, mas Esme só revirava os olhos e mandava ela responder logo. Alice deu um longo suspiro e pousou sua taça na mesinha de centro.

– Eu só fui acertada por uma bola de football enquanto estava indo para a faculdade. – Alice deu de ombros e continuou a comer, como se isso fosse corriqueiro na vida dela.

– Alice!

Era obvio que ela queria contar todos os mínimos detalhes para sua prima, era um dos motivos por estar ali, ela não podia guardar aquilo só para ela mesma, mas adorava fazer um suspense, principalmente quando Esme ficava cada vez mais ansiosa e curiosa, o que fazia Alice rir.

– Ok. Eu tive um longo dia de trabalho, tudo começou com dois idiotas na área de funcionários...

Alice começou a contar a história, contando cada detalhe e fazendo questão de não se esquecer de nada. A cada minuto que contava, elas paravam de comer. A fome já havia sumido, deixaram os pratos na mesa e mantiveram as taças nas mãos. Alice contou de Jasper, o quanto ele parecia legal e uma boa pessoa, e que seus olhos eram os mais verdes que já havia visto.

– Meus olhos também são verdes...

– Eu sei Esme. Posso continuar?

– Tá.

– Onde eu estava?

– Jasper!

Esme podia notar que os olhos de Alice brilhavam e havia um sorriso escondido no canto de sua boca enquanto falava do rapaz sulista e o quanto o achava arrogante e que ele parecia ser igualmente ao seu amigo descarado. Notou que os olhos da prima brilharem da mesma forma ao falar de Emmett, o jovem quarterback atencioso. As caras e bocas que Esme fazia enquanto ouvia aquela história eram as melhores e tornava tudo mais divertido.

– Você parece estar numa escolha bem difícil entre o médico gato e o quarterback gato. Sinto tanto por você, prima. – Esme falava debochadamente enquanto dava um ultimo gole em seu vinho.

– Ah para. Não é nada disso. Eu não tenho nada com eles, nem os conheço.

Alice deitava no sofá e apoiava sua cabeça no colo de sua prima, que por sua vez, levava a mão até os cabelos curtos dela e começava a acariciá-los.

– E por que você não gosta do Jasper? Ele me pareceu um bom rapaz, e se mostrou atencioso com você. – Dizia enquanto mexia nos cabelos de Alice.

– É, eu sei, mas é complicado. Ele tem um jeito meio sério, parece que no fundo é arrogante e só quer saber de pegar as enfermeiras bonitinhas.

– Isso é ciúme? – Esme riu e Alice lhe deu um tapa. – Ai! Eu só acho que você deveria se sentir lisonjeada por ele te achar "bonitinha".

– É, mas e se de fato ele fizer isso com todas?

– E por que acha que o quarterback não faz? Hello! Ele é um quarterback!

Alice ficou emburrada e cruzou os braços sobre os peitos. Esme riu e a convenceu de ficar para dormir, já que já passava mais de meia noite e não era hora dela voltar sozinha para casa.

Elas dividiram a mesma cama, mas Alice não parecia querer dormir, enquanto Esme já bocejava e começava a fechar os olhos, Alice continuava falando.

– E eu não estou querendo ficar com eles. Afinal, eu nem conheço eles...

– Ta bom Allie, agora vai dormir. Temos que acordar cedo amanhã.

Ela resmungou e virou-se para o outro lado, sussurrou algo como "até amanhã" mas Esme já havia dormido. Logo depois ela caiu no sono.


Até o próximo capítulo.
Beijos!

"Gentileza gera gentileza
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