Notas da Autora:Olá amantes de Twilight Saga, sei que estou sumida, mas fiquei meio enrolada na ultima semana. Mas li todos os seus comentários e fiquei imensamente feliz ao recebê-los, não me esquecerei de vocês.

Um de vocês, talvez mais de um, reconhecerá uma série citada, foi citada em homenagem a minha melhor amiga. Espero que goste baby.

Desculpe o atraso. Espero que vocês gostem das adaptações e boa leitura!

Resumo do Capítulo: Esme finalmente abre os olhos da prima.


– CAPÍTULO SETE –

O CHARME SULISTA

Já era segunda-feira novamente, mas dessa vez pode calmamente tomar um banho relaxante, tomar seu café da manhã enquanto ouvia as notícias e ainda pode se arrumar um pouco mais.

Parada na frente do espelho, pode ver uma mulher completamente diferente da que estava acostumada a ver todos os dias, estava mais feliz, mais animada e não parecia nem um pouco cansada. Aqueles poucos dias haviam feito grande diferença. Só queria saber por quanto tempo aquilo iria durar.

Por sair um pouco mais cedo do que de costume, conseguiu ir sentada no metrô, fora o caminho todo ouvindo música, alheia a tudo o que acontecia ao seu redor, e podia jurar que havia cantando um pouco alto.

Respirou fundo antes de entrar no hospital, e assim que o fez, notara que aquele lugar parecia estar muito mais calmo do que o normal. Ou seria ela que estava de bom humor naquela manhã?!

– Bom dia senhorita Brandon! Bem-vinda de volta! – O segurança a saudava com um sorriso sincero em seu rosto.

– Muito bom dia Ezequiel. Fico feliz por estar de volta.

Alice assinou seu ponto e entrou na sala dos funcionários, batendo de cara contra o peitoral de Jasper.

– Enfermeira Brandon, quanto tempo!

A jovem corou logo que de imediato, já que o rapaz fizera questão de se aproveitar daquela situação e a abraçou. Alice que por sua vez se recusava a lhe abraçar de volta, manteve os seus braços abertos.

– Vamos! Você não quer que eu fique aqui o dia todo, não é mesmo?! – O tom em sua voz deixava claro o quanto ele estava se divertindo com aquilo. – Não é legal deixar um amigo esperando.

Logo ela percebera que ele realmente não iria se mover. Aos poucos fechou os braços em volta dele. Muito mais sem graça do que antes. Assim que ele a soltara Alice pode por os pés no chão direito, só então percebendo que ele havia a levantado um pouco. Ele era tão mais alto assim que ela?

– Não somos amigos, Jasper.

Alice dizia friamente, mas com um sorriso nos lábios, enquanto ia em direção ao seu armário, onde deixava sua bolsa e vestia, finalmente, seu jaleco. Ao ouvir as palavras, Jasper fingiu-se indignado e dramatizou um gemido de dor ao apertar seu peito e jogar-se de costas contra o armário ao lado da enfermeira.

– Nunca mais diga uma coisa dessas enfermeira Brandon! Assim o meu pobre coração não aguenta!

Ela ficou o encarando, incrédula, e pela primeira vez, não pode deixar de rir de suas palhaçadas enquanto fechada os botões de seu jaleco e balançava a cabeça negativamente.

– Finalmente encontrei um sorriso lindo vindo de você.

– Ta bem, Jasper. Mas agora preciso ir trabalhar, ok?

Antes mesmo dele responder ou inventar alguma desculpa, ela cruzara a porta dos funcionários e ia em direção aos seus pacientes, que precisavam muito mais de sua atenção do que o mais novo dramaturgo, Jasper Whitlock.

x-x-x

Depois de muito trabalho, quando finalmente sentou-se na cafeteria para almoçar, foi que percebera o quanto havia sentido falta de tudo aquilo. De cuidar das pessoas, de se preocupar com os outros e ver o quanto as pessoas podem ser carinhosas e gratas quando ajudadas.

Permitiu-se atá admitir, secretamente, que sentiu falta daquele sotaque sulista e daqueles lindos olhos verdes que a perseguiam pelos corredores do hospital. Mas não demorou muito para ele se juntar a ela, com um sorriso de orelha à orelha, a fazendo rir novamente.

– Por que você está sorrindo assim? As pessoas estão olhando.

– Depois que descobri como seu sorriso é lindo, você só me verá assim.

Imediatamente Alice sentiu seu rosto queimar, então abaixou a cabeça para que ele não notasse o forte rubor em suas bochechas. Disfarçou o gesto ao voltar a comer, Jasper que por sua vez havia notado, mudou de assunto.

Conversaram sobre o que ela havia feito na sua folga, de como estava o movimento no hospital, de como estava a faculdade, mas em nenhum momento Jasper perguntou sobre Emmett, e Alice não via o motivo para contar sobre a festa que foi na casa, maravilhosa, do quarterback.

– Assim que acabar, me encontre na Ala hospitalar para tirar seus pontos.

Alice assentiu com a cabeça e viu Jasper se afastar com sua bandeja e voltar ao trabalho. Mas não demorou muito para ela acabar e voltar ao trabalho, mas só encontrou Jasper depois de checar se os seus pacientes estavam bem e se precisavam de alguma coisa.

x-x-x

Sentada, quieta, na maca, apenas observar a face do médico que trabalhava tão precisamente ao retirar os seus pontos com todo cuidado. Alice nem se quer sentia ele trabalhar de tão leve que suas mãos agiam.

– Ainda sente dores?

– Não.

– Tomou todos os remédios?

– Sim.

– Muito bem.

Estava tão imersa naqueles olhos verdes que nem havia notado que le já tinha acabado há alguns minutos e que estava ainda mais próximo dela, ao ponto dele acariciar seu rosto e tocar seus lábios aos dela. Alice fechou os olhos por alguns segundos, mas antes mesmo de permitir se entregar ainda mais à aquele beijo, levantou-se rapidamente e se afastou dele.

– Já posso ir? – Ficou de pé, novamente série, assim como a conhecera. Ele apenas apoiava as mãos na maca e a encarava, sem nada dizer. – Obrigado.

x-x-x

– ELE O QUE?

– Me beijou.

– E você correspondeu?

– Claro que não!

Alice estava sentada no meio de sua cama, apenas com a luz da televisão iluminando o quarto ao transmitir um episódio de E.R que já havia visto milhares de vezes, então não se importava do volume estar no mínimo possível para poder ouvir tranquilamente Esme expressar seu espanto pelo telefone.

– Pensei que gostasse do Emmett.

Esme finalmente tinha dado sinal de vida depois de dois longos minutos enquanto tentava entender o que estava acontecendo.

– Eu não conheço o Emmett o suficiente para gostar dele.

– Assim como não conhece o Jasper.

– Eu não gosto do Jasper! – Disse rispidamente. – Na verdade, ele ta começando a me irritar. Sério. Ele ta achando que sou aquelas menininhas inocentes que ele está acostumado a ver pelo hospital.

Mas uma vez houver um longo silêncio entre as duas, um silêncio onde Alice poderia ouvir o que se dizia na televisão, e o pesado suspiro de Esme do outro lado da linha.

– Allie...

– Não é "Allie...", é a verdade! Eu não sei o que deu em mim, eu nunca me envolvi com ninguém no hospital, nem mesmo amizade. Me cansei desse jeito dele, e de achar que pode me beijar assim.

– Talvez ele não seja esse cara que você jura que ele é. – Esme finalmente falou, um pouco mais firme para que sua prima a ouvisse, de fato. – Você se baseia no amigo dele, mas nunca parou para ouvi-lo. Só por que ele é bonito? Se bem me lembro Emmett é um gato. Você nunca o viu com nenhuma mulher, só o viu atrás de você. Gostaria de saber quando isso se tornou ruim, um cara inteligente e bonito se interessar por uma mulher inteligente e bonita.

Fora a vez de Alice ficar muda do outro lado da linha. Esme sorriu, pois finalmente fez sua prima acordar e a escutar.

– Não é por que James me fez sofrer que todos os homens são uns babacas inúteis. – Esme suspirou ao relembrar do ex-marido. – Eu já superei isso. Está na hora de você superar também. Dê uma chance para o seu coração Alice.

Uma dor começava a incomodar a cabeça dela e resolveu se despedir da prima, dizendo ir dormir. Precisou de um longo banho para se acalmar e conseguir dormir tranquilamente, apesar de ter ficado longas horas pensando em tudo que Esme havia lhe dito enquanto encarava o teto de seu quarto.


Nota da Autora: Final do ano estarei viajando, mas prometo que antes disso liberarei até o capítulo dez (o melhor de todos, por enquanto, na minha opinião).

Até o próximo capítulo.
Beijos!

"Gentileza gera gentileza
Comentários geram CAPÍTULO NOVO!"