Notas da Autora: Hello amantes de Twilight Saga! Esse capítulo eu criei enquanto tentava dormir, ele simplesmente veio . Creio que tenho as melhores ideias quando estou tentando dormir. É um capítulo meio triste, diria que completamente triste, mas muito importante. Espero de verdade que vocês gostem.
Resumo do Capítulo: Alice tem um re-encontro nada agradável com o passado.
– CAPÍTULO DEZ–
TERRÍVEIS LEMBRANÇAS
Infelizmente tivera que voltar à mansão dos Cullen, no dia seguinte, para pegar suas coisas. Esme insistiu que dizendo Carlisle poderia trazer quando fossem sair, mas Alice se tornou firme e disse que não ficaria se escondendo, era apenas uma bolsa. Mas era obvio que ela encontrara com Emmett lá.
– Alice... Eu só queria me desculpar pelo que houve...
O rapaz parecia ter cuidado com as palavras enquanto ambos seguiam para o quarto dele. Ela se manteve em silêncio todo o caminho, até entrarem no quarto dele e ele lhe entregar sua bolsa, que estava em cima da cadeira.
– ... Eu sinto muito por ontem.
Ele parecia realmente estar arrependido, mas Alice não se importou muito com isso, apenas pegou sua bolsa bruscamente.
– Não precisa sentir. –
E saiu sem olhar para trás.
x-x-x
Três dias já haviam se passado desde toda a confusão que aconteceu na casa dos Cullen àquela noite. Como havia prometido a si mesma, não trocou mais nenhuma palavra com eles e agradecia por Jasper finalmente ter se dado conta de que ela queria distância dele. Poucas vezes seus olhos se cruzavam pelo hospital, mas ela logo mudava sua atenção.
Eram dez horas da noite quando Alice finalmente saía da biblioteca de sua faculdade. Se não tivesse que ficar estudando para as provas que se aproximavam, ela já estaria em casa a muito tempo e não teria que percorrer todo aquele caminho até sua casa àquela hora da noite. Mesmo sabendo que ainda havia alunos tendo aulas e seguranças percorrendo o campus, não gostava de andar ali à noite.
Uma brisa gélida foi de encontro à Alice enquanto atravessava o estacionamento e ia em direção ao portão. Mas estava com uma sensação ruim dentro de si, sentia seu estomago revirar várias vezes mas concluíra que era fome pois havia horas desde que havia comido pela última vez. Antes fosse apenas fome.
Um pouco mais distante dali, notara um carro prata, parado no meio do estacionamento, um carro que conhecia muito bem e fazia Alice estremecer só de lembrar o dono daquele carro. Paralisou no meio do estacionamento ao ver um homem alto, forte e loiro sair de dentro dele, com um sorriso estampado no rosto, um sorriso que não estampava felicidade.
* Lembranças de Alice *
Ela acordara com os berros de Esme. Sua cabeça estava doendo por demais e tudo parecia estar girando. Precisou de alguns poucos minutos para se dar conta de que estava na cama de sua prima, apenas de camiseta em meio ao edredom branco. Os raios do sol adentravam a janela, provavelmente já passara das dez da manhã, mas não conseguia se lembrar de nada.
Finalmente Alice volta sua atenção para Esme, que batia em James enquanto o marido tentava se aproximar a todo custo da esposa. Alice correra em direção a prima, tentando acalmá-la, mas em troca acaba apanhando e sendo xingada por ela.
Esme precisou ameaçar a chamar a polícia para fazer com que o marido, completamente irritado, saísse do apartamento.
– E nunca mais volte aqui, seu desgraçado!
Ela berrava enquanto jogava um jarro de flores contra a porta da sala, por onde James havia saído. Mais uma vez Alice tenta se aproximar da prima que já se encontrava sentada no chão do quarto, em meio às lágrimas.
– Por que? – Esme estava com os olhos e seu rosto completamente vermelhos e molhados pelas grossas lágrimas que escorriam desesperadamente pela sua pele. – Por que você fez isso comigo, Alice? O que foi que eu fiz para merecer isso?
Alice tentava a todo custo entender do que tudo aquilo se tratava, por que Esme estava tão desesperada, por que expulsara o marido de casa daquele jeito, e por que estava com tanta raiva dela. O que ela havia feito e por que não conseguia se lembrar de absolutamente nada?
– Esme, se acalme. – Dizia por fim, se ajoelhando ao lado da prima. – Eu não estou entendendo o que você está dizendo. Eu não fiz nada, eu juro que não fiz nada.
Por mais que tentasse se explicar Esme parecia não querer ouvi-la. Precisou de muita dedicação e algumas horas para explicar que não conseguia, de verdade, se lembrar do que havia acontecido, que tudo àquela noite havia sido um completo borrão, que só conseguia se lembrar de ter ido jantar na casa da prima e depois de ter sido acordada aos berros.
Aos poucos Esme começava a notar que Alice estava lhe dizendo a verdade, que não tinha ideia do que havia acontecido, e precisou coragem para contar o que tinha visto.
Esme lhe contou que acordou no sofá da sala e quando chegou no seu quarto, se deparou com o marido deitado, completamente nu, abraçando Alice, que parecia dormir profundamente.
Alice começou a olhar em volta, notando, no chão do quarto, suas roupas jogadas e um pacote de camisinha ao lado da cama. Não precisou de muito mais para entender toda aquela situação.
Chocada, começou a chorar, sem conseguir entender por que o marido da sua prima, sua melhor amiga, havia feito isso. Ela nunca lhe dera atenção, sempre manteve distância dele, afinal, nunca gostou dele. Mas obviamente aquilo não fora o suficiente.
– Eu sei que você não fez nada. – Esme dizia enquanto se aproximava da prima e a abraçando. – Infelizmente eu não me surpreendo. Mas nunca imaginei que ele fosse capaz de fazer isso, ainda mais com você. – Ela deitava a cabeça de Alice em seu peito e acariciava seus cabelos. Como pensara que ela teria culpa daquilo tudo? Sabia que Alice nunca faria isso. – Me desculpe por ter te batido, eu não estava pensando direito, estava com sangue quente.
Horas mais tarde as duas foram juntas prestar queixa na delegacia. Mas como previsto por Esme, nada aconteceria já que James era um empresário com muita influência na cidade. O máximo que conseguiram fora uma ordem judiciária e o divorcio. Infelizmente ele continuaria solto, trazendo infelicidade a muitas outras mulheres.
* Fim das lembranças *
– Precisamos conversar.
Ele dizia enquanto se aproximava um pouco mais dela, com suas mãos nos bolsos. Alice abaixava a cabeça e tentava mudar de direção, mas ele continuava indo atrás dela.
– Já disse que eu não tenho mais nada para conversar com você.
Chorando, Alice começa a se afastar dele ameaçando chamar a polícia, dizendo que ele não poderia se aproximar dela. O que fez ele rir e agarrou o seu braço com força, a puxando para perto.
– Como eu disse, precisamos conversar, "priminha".
Alice fechara os olhos com força, ainda não querendo acreditar que aquilo estava acontecendo tudo de novo com ela. Tentava puxar seu braço, se soltar das mãos de James, mas ele a segurava com mais força enquanto tentava a puxar em direção ao seu carro.
Por sorte, antes mesmo dele fazer alguma outra coisa, Jasper, que havia visto aquilo um pouco mais de longe, se aproxima dos dois correndo. Rapidamente ele passa seu braço em volta da cintura de Alice e a tira das mãos de James.
– Eu acho que ela não quer conversar. – Jasper tinha uma expressão fria nos olhos e cerrava seus punhos pronto para voar em cima do homem. – Anda, vai embora!
James os olhava com ódio nos olhos.
– Isso não vai ficar assim Alice! Eu ainda vou conversar com você e com a sua prima.
Jasper já estava prestes a puxar o homem pelo colarinho da blusa quando Alice passou os braços pela cintura dele, o impedindo de fazer alguma burrada, pois sabia que James não deixaria barato. James sorriu irônico e entrou no carro, saindo dali as pressas.
x-x-x
Ele ainda a sentia tremer em seus braços, chorosa, mesmo horas depois do acontecido.
Jasper havia levado Alice para casa de táxi. Muito abalada pedira que ele ficasse com ela àquela noite, pois não conseguiria ficar sozinha depois de tudo.
Apesar de muito curioso para saber o que tinha acontecido, sabia que não era hora para conversar, só queria amparar a pequena mulher que aos poucos adormecia em seus braços, sentados no sofá da sala. Jasper sentia um aperto no peito e um ódio enorme pelo homem que havia feito aquilo à Alice. Como alguém poderia machuca-la daquela forma?!
Já se passava da meia noite quando a colocou deitada em sua cama e lhe cobriu com o edredom roxo. Afagou seus cabelos pretos e deslizara os dedos por sua face ainda molhada das lágrimas, depositou um beijo suave em sua testa e saiu do quarto, encostando a porta atrás de si. Faria o que ela havia lhe pedido, não a deixaria ficar sozinha àquela noite, então deitou-se no sofá e aos poucos caíra no sono.
Notas da Autora: Bom, por enquanto é isso. O capítulo ficou bem pequeno de próposito pois seria muita coisa para processar, e acho que Alice está sofrendo demais ultimamente hehehe.
Respondendo ao Review da minha Baby: Não, Rose não sabe de nada. Ou talvez saiba... Já vimos que não podemos subestimar ninguém, não é verdade?!
Até o próximo capítulo.
Beijos!
"Gentileza gera gentileza
Comentários geram CAPÍTULO NOVO!"
