O tempo é crucial para qualquer atividade humana: dita o transcorrer de noites e dias. De todas as lutas, talvez a mais inglória seja a batalha contra os ponteiros de um relógio. Um inimigo pendurado em estéreis salas de operação ou em frios consultórios médicos. Um constante badalar capaz de prever a finitude da vida humana, ou de marcar o esfacelamento anunciado e inexorável de um ser.

Um cirurgião e um clínico contam o tempo de maneiras distintas, mas sempre correm contra ele. Algumas vezes, trata-se de um embate silencioso, quase impossível de notar. Outras vezes, como no setor de emergências de qualquer hospital ao redor do mundo, faz-se muito evidente. Mãos, mentes e palavras devem estar sempre a postos em quaisquer situações. Cada minuto conta. E Mu estava quase atrasado para o seu turno.

Abriu as cortinas sem cerimônia, deixando a luz da manhã invadir o ambiente. Permitiu-se um raro momento de contemplação, perdido na paisagem essencialmente formada por prédios altos. Era inverno novamente, e o clima o brindou com uma neve fina nas fachadas que observava.

Aproximou-se da cama com os passos leves e característicos. Tocou o loiro ainda adormecido, que remexeu-se.

- Levante-se, preguiçoso! - Delicadamente, ergueu-o.

Qualquer desavisado os imaginaria angelicais, uma imagem bastante equivocada sobre eles. Quase sempre eram daquela maneira; quase fora do mundo. Delicados apenas na superfície, e apenas entre eles, quando muito. Quem se atrevesse a mergulhar no âmago de qualquer um dos dois, acabaria por deparar-se com força inimaginável. Não se tratava de algo físico. A força vinha, eles criam, de seu direcionamento firme. Ou de brutalidade muito bem contida e despejada em forma de palavras refinadas.

Papéis bem definidos. Não era assim que deveria ser? Sem dúvidas, sem hesitação. Uma vida inteira atravessada pela precisão cirúrgica. Eles se descobririam enganados.

- Você pode se dar ao luxo de uma folga, mas eu não! Estou quase atrasado!

- Quase atrasado... Quase. - Shaka sibilou. Ainda tinha energia para zombar do ariano. Ameaçou fazer um travesseiro voar em direção a Mu, e descobriu-se sem forças para atirá-lo.

- Muito engraçado!

- Estou com frio, Mu...

- Eu sei! - Fazia questão de ser enfático.

- Bobagem! - O tom era baixo e arrastado. - Como poderia saber?

Sabia de todas as nuanças e alterações porque perderam-se no conhecimento um do outro. Porque, juntos, ardiam lenta e placidamente como um castigo por um pecado desconhecido.

- Porque você está ardendo em febre.

- Outra bobagem... Eu jamais fico doente! - Declarou, dando uma amostra da arrogância mesmo no estado fragilizado.

Estava convencido sobre a veracidade de sua afirmação. Na puberdade, enquanto esteve em um mosteiro, uma doença devastadora atingiu todos os monges, mas não Shaka... Todos imaginavam que o garoto fosse divino, ou no mínimo recebera proteção divina. E aquela enfermidade que testemunhou o motivou a tomar o rumo da medicina.

Mu forçou-se a respirar bem fundo antes de responder. Por vezes, tinha alguns percalços enquanto tentava controlar o temperamento.

- Você é humano. É óbvio que fica doente. Venha, vou te dar um banho. E hoje você tomará seus remédios, nem que eu tenha que enfiá-los goela abaixo!

- Que bela maneira de acordar... - A voz empastada lutava para deixar-lhe os lábios. Se fosse outro que não Mu, deduziria que era efeito do sono. - Quer se aproveitar de um homem doente, seu pervertido?

- Então agora você é um homem doente?

Shaka encolheu-se, cobrindo-se novamente e escolhendo ignorar o ariano. Lembrava-se de uma conversa que tivera com Mu poucos anos antes, às vésperas de se formarem.

"Nada como a doença para fazer exibir a fragilidade até no mais resistente e poderoso dos homens", Mu dissera-lhe. "A fragilidade diante do adoecimento é inelutável."

O virginiano foi tomado pela surpresa. Sempre supôs que Mu, assim como ele mesmo, sempre vivera de modo monástico. Como era mesmo a história que o ariano contara-lhe sobre a sua ida aos Estados Unidos da América? Não prestara muita atenção nele, na época, lembrava-se apenas de algo envolvendo a mãe do tibetano e um povo vivendo isolado nas montanhas. Shion viera de lá também.

Eram criaturas bastante atípicas naquele campus já lotado por figuras atípicas e diversificadas. Era Nova York, afinal. Capital de todos os povos, ou assim parecia.

Observou os movimentos graciosos, os cabelos lavanda agitando-se ao ritmo da corrida, o casaco vinho com o nome da universidade. As faces de alabastro afogueavam-se com o esforço. Os movimentos eram fluidos, quase calculados para que os pés parecessem não tocar o chão. Poderia ser um parceiro perfeito... A não ser, é claro, pela mania de correr às seis da manhã no inverno novaiorquino.

Apesar da contradição, tornaram-se íntimos por intermédio das atividades solitárias. Os treinos de corrida de Mu, o jornal matinal de Shaka.

Por anos cultivaram uma relação estranha. Mu costumava chamar de amizade colorida. Shaka dizia apenas que se completava. Jamais trocaram juras de amor ou se comprometeram. Nenhum dos dois parecia querer mudar aquele ritmo. Bastavam-se em seus silêncios.

Ao se conhecerem, pensavam que era uma questão de identificação. Eram estranhamente familiares um ao outro, tal como almas destinadas ao reencontro através do tempo e do espaço.

Deveria ser simples. Não era. Nunca foi. Não deixariam jamais os mínimos conflitos transparecerem. Eram raros, pequenos, e demasiadamente reais. As contendas quebrando o silêncio corroíam os momentos de felicidade, maculavam a calmaria.

Por serem tão visceralmente unidos, dissecavam-se mutuamente. E era doloroso.

Shaka fazia-o mais frequentemente. Não lhe bastava a vivissecção de Mu. Parecia ter um prazer sádico ao mostrar cada peça fragmentada ao tibetano. Fazia um verdadeiro espetáculo, como se estivesse expondo peças anatômicas a um público leigo, invariavelmente magoando o ariano.

Era inevitável. Ao final do sexto ano de curso, poucos assuntos resistiam tanto quanto os progressos acadêmicos e a escolha pelas especializações.

Mu sentou-se à parte, sentindo-se irritado com o murmurinho dos colegas; olhava distraído para a bandeja à sua frente, sem o menor apetite. Não tardou para que seu breve momento de paz fosse arruinado.

- Quer me dizer o que está acontecendo?

Quanto atrevimento daquele loiro...

- Nada. - Pretendia que a resposta fosse seca, mas saiu em um fio de voz.

- Não me convence.

Sentia a sua característica calma a ponto de abandoná-lo. Mexia nervosamente nos punhos da camisa; desabotoando, abotoando. Lançou um olhar fulminante para o colega indiano.

- É? Por que não? E por que se importa?

Shaka analisou Mu dos pés à cabeça. A atitude concedeu-lhe um ar ainda mais altivo.

- Para começar, seus preciosos cabelos estão mais ralos e sem brilho, então posso imaginar que você esteja descuidando deles. Possivelmente estão caindo.

Tomou alguns fios dos longos cabelos lilases nas mãos, observando-os. Pareciam ter o aspecto de sempre.

- Está insinuando que sou desleixado? E desde quando você repara no meu cabelo?

- Como se eu nunca tivesse visto todas as suas partes, Mu... - O loiro deixou a malícia escapar.

O ariano estava abismado. Tentava formular uma resposta. Seu raciocínio e sua voz pareciam ter fugido. O indiano deu-lhe um tempo, tomou fôlego, e continuou, sem se importar com as consequências.

- Estou constatando que está desleixado. - Enfatizara que se tratava de uma constatação, de uma verdade. - Depois, suas roupas estão desalinhadas e você é cuidadoso demais para permitir que isso acontecesse. Você apertou seu cinto além do habitual, então posso deduzir que perdeu peso em pouco tempo.

Shaka disparava como se não tivesse sido interrompido. E continuaria, se não obtivesse resposta.

- É só cansaço... - Mu suspirou.

O loiro não pôde conter-se, o ar triunfante estampado em sua face. Analisando o outro, sabia que havia atingido um ponto crucial.

- Sua voz está mais baixa. Sua fala está entrecortada por longos e constantes suspiros.

O ariano abandonara assumira uma posição defensiva. Cruzara os braços, a expressão ensimesmada. Encolhia-se. Estava acuado.

- Aonde você quer chegar, Shaka? - Todo o autocontrole de Mu parecia insuficiente. Estava a ponto de ceder à tentação de esmurrar Shaka.

- Você está com olheiras, outro aspecto bastante atípico. Você jamais negligencia seu sono, pois considera isto uma irresponsabilidade. Sempre achou que a falta de sono induzia a uma conduta negligente, além de taxativamente falar para nós que é desrespeitoso com os pacientes.

Sentia-se a ponto de irromper em choro. Controlava-se por estar em um lugar público. A última coisa que desejava era chamar mais atenção para si.

- Já terminou? - Aquela conversa o deixava ainda mais irritado. - Não preciso de uma sessão de análise, não mesmo!

- Você sempre foi extremamente calmo. Agora mostra sinais de um nervosismo que não combina com você. Você sempre foi bastante hábil, mas nega-se a praticar uma simples sutura. E... - Revirou os olhos azuis, dramático. - Todos também sabemos da sua paixão pela cirurgia.

- Não é da sua conta, Shaka! - Levantou-se, tentando conter a raiva que sentia.

- É da minha conta, sim, Mu. Você é meu amigo. Mais do que um amigo. - Remendou depressa. - Me preocupo.

Tratava-se de um preocupação genuína. Shaka não era tolo, tinha plena consciência e controle sobre as palavras por ele proferidas. Conhecia a devastação causada por elas, especialmente no sensível Mu. Sabia que era necessário calcular a profundidade do ataque. Se o atingisse muito profundamente, ele voltaria a isolar-se por completo.

- Bom... Parece que apenas quis pontuar o quanto sou desleixado.

Quis gritar, mostrar a ele o quanto estava errado. Proferia aquelas palavras por zelo, por carinho, por amor. Amor? Era o momento de amenizar o tom.

- Não é. Apenas está. E há um motivo para isso. - Cansara-se da contenda que ele mesmo havia começado.

Mu também não era tão indefeso quanto pretendia parecer. Deixava transparecer poucas vulnerabilidades, pontos fracos guardados a fundo, que apenas duas ou três pessoas no mundo conheciam, Shaka incluso.

- Genial...

Sem traços de ironia ou mágoa. Apenas exaustão, permeada pelos suspiros involuntários e incômodos. Sabia que não haveria como contra-argumentar, ou cairia em uma armadilha bem arquitetada, em uma guerra sem fim. Uma batalha travada com palavras afiadas e contundentes.

- É apenas uma observação clínica.

Tinha certeza de que se controlaria, até ouvir tal afirmação disparatada. "Observação clínica" era o termo que Shaka estivera usando por semanas para mostrar-se certo. Mu não toleraria aquele jogo.

- Não venha brincar de médico!

Shaka gargalhou, atraindo olhares indesejados. Mu estava tão irado que sequer reparara no duplo sentido da expressão. Enrubescera de raiva e acanhamento.

- Em duas semanas, poderei fazer isso sem que ralhe comigo. Mas agora...

- Agora posso ralhar!

- Olhe bem para você, Mu. E depois olhe nos meus olhos e diga-me que está bem. Diga-me que está feliz. Diga-me que isto se trata apenas da sobrecarga que o Shion está impondo a vocês. Você está doente, Mu. E importo-me demais com você para deixá-lo cair ainda mais.

Nunca fora muito afetuoso. Não até Mu quebrar suas barreiras. Ambos descobriram ao mundo e a eles mesmos juntos.

- Se está com tanta vontade, banque o médico, então. - Mu ironizou. A sua insistência na ideia fez os lábios de Shaka momentaneamente formarem um sorriso malicioso.

- Não serei irresponsável a ponto de palpitar. Ainda mais na sua frente, Doutor Responsável. Não quero ter a minha licença suspensa antes mesmo de possuí-la.

- Depois de tudo isso?! - Mu levantou-se, encarando o loiro. - Você tem sérios problemas, Shaka...

- Você está com problemas mais sérios do que os meus. Depois não diga que não avisei!

Aqueles meses pareciam permeados por acontecimentos desastrosos. Shaka sentia-se culpado. Se não tivesse pedido um tempo, se estivesse mais próximo a Mu, talvez pudesse simplesmente ajudá-lo sem a necessidade de alfinetar.

- Não se cansa do seu veneno?

O ariano agarrou-se à mesa, cabisbaixo. Quase podia sentir cada célula de seu corpo lutando para conter o impulso violento de estapear o outro homem. Sabia, entretanto, que o outro estava certo. Mais cedo ou mais tarde, veria-se incapaz de escapar da percepção aguçada de Shaka.

- Acho que você está mais do que simplesmente ansioso, Mu. Você não está só ansioso, ou só deprimido, mas carrega uma combinação dos dois! Às vésperas dos nossos exames finais, meu Buda! - Disse com genuína preocupação. Havia tristeza nos olhos do indiano. - Deveria procurar ajuda.

Era uma discussão inútil. Mais uma de tantas, sempre se repetindo, pensou o ariano. Na verdade, para ser justo, não eram brigas numerosas. Eram apenas... Intensas. E o deixavam desacreditado sobre o companheiro.

Mu mantinha uma bancada desde a época da faculdade. Consertava ali todo tipo de coisa. O amigo e amante as desprezava: para ele, eram bugigangas que roubavam-lhe os momentos preciosos com Mu. Após a residência, o número de itens esperando conserto apenas aumentava.

Quando comunicou a Shaka sua decisão de sair em missões humanitárias, despertou a ira virginiana.

Shaka tomou as mãos delicadas entre as suas, encarando diretamente os grandes olhos verdes de Mu.

- Você não tem paixão pela medicina, Mu. Seu objetivo de vida não é curar. Você apenas quer consertar tudo o que esteja obsoleto, ruim, ou fora de lugar nesse mundo. Você adotou um ideal impossível!

Mu sentiu-se ofendido, as fronteiras entre os dois alargando-se. Sentia-se golpeado, ferido. Se Shaka insistisse em menosprezá-lo, não faria questão de vê-lo outra vez. A pior parte era ver todos aquelas situações confluindo para novos impasses.

- E você, certamente, acha que meus atos são desperdício!

- Temo que você desperdice a sua vida...

O ariano não conseguia acreditar. Piscou repetidamente, como se o ato pudesse espantar o choque. Estava familiarizado demais ao outro, mas a fleuma o perturbava. Se ele estava irado, por que se dava ao trabalho de querer parecer calmo?

- Fale mais alto, Shaka! Grite! Esperneie! Me impeça, me bata, mas demonstre alguma coisa, alguma emoção!

A calmaria era uma faceta. Uma fina e frágil camada de gelo encobrindo um oceano perpetuamente agitado.

- Depois que retornar, pretende se tornar um acadêmico empoeirado, também? Passará os dias em meio aos seus livros, seus artigos e suas descobertas teóricas? Você desperdiça seu tempo, Mu... O mundo em que vivemos não tem salvação!

- Eu apenas acho que você deveria me acompanhar. Fique um dia ou uma semana, eu não me importo! - Engoliu em seco. Era péssimo mentiroso. - Mas venha e veja. Se estiver disposto, mostrarei o valor de uma vida repleta de ideais, Shaka. A sua parece vazia deles...

- O meu mundo é vazio, sim, Mu. - Nervoso, abria e fechava as mãos. Sentiu-se perdido, sem saber o que fazer para não ter que encarar Mu. - Fica vazio de sonhos e significado quando você está longe.

Finalmente reuniu a coragem para encarar o outro, as lágrimas causando o embaçamento da visão. Desejava aproximar-se de Mu, porém foi ele que tomou a iniciativa, envolvendo a cintura de Shaka com um abraço. O rosto do loiro aconchegou-se na curva do pescoço do tibetano.

- Por favor, me perdoe.

Mu afastou-se levemente, atônito. Shaka era o tipo de homem que jamais pedia perdão, por mais errado que estivesse. Sentiu o coração quase falhar ao ver lágrimas nos intensos olhos azuis. O indiano também não chorava. Mas não fora ele mesmo que exigira uma mostra de emoção? Sentiu vontade de embalá-lo no abraço, até que o pranto cessasse.

- Mu, quero passar o resto da vida ao seu lado.

As palavras saíram naturalmente, sem rodeios ou ensaios. A mais pura verdade bailava nos lábios de Shaka. Mu procurou-os, não resistindo à urgência de beijá-los. O ósculo foi breve, contido, sutil, doce - uma extensão do próprio Mu - interrompido apenas para que o ariano também falasse.

- Amo você, Shaka.

Sabia que a espera por uma resposta se estenderia, e sequer aguardava por uma. O pedido de desculpas e dizer que queria passar o resto da vida ao lado de Mu eram as maneiras de Shaka dizer que o amava.

Ponderando sobre o relacionamento, Mu flagrou-se pensando que, ao longo de aproximadamente dez anos, tiveram poucos desentendimentos. E para alívio de qualquer um dos dois, tudo acabava bem.

Eram homens mais maduros, embora os seus defeitos tão conhecidos algumas vezes se interpusessem entre eles.

"Tudo ficará bem", pensou. Armou-se como pôde para a rotina que o esperava: jaleco branquíssimo em um cabide, um bom copo de café e a infinita (e aparente) paciência. Se ele fosse como Shaka, criaria uma armadura de indiferença, também aparente.

Qualquer pessoa poderia dizer o que bem entendesse, mas era um ofício penoso. Mu sentia-se uma criança, ao ver as transformações ocorridas em seus colegas. Na verdade, o ariano lutara para não se deixar atingir pela frieza. Sempre buscara permanecer fiel às suas crenças. Desejava um mundo melhor. Realmente... Shaka tinha razão: se pudesse, consertaria o mundo inteiro.

E foram pensamentos sobre Shaka que ricocheteavam em sua consciência, durante todo o tempo em que esteve sob as luzes artificiais do hospital, atendendo seus pequenos pequenos pacientes.


N.A.: Bem... Não posso negar que é sempre um parto escrever um capítulo para essa fic, até porque ainda não estou em bons termos com o primeiro. Volta e meia assola-me a vontade de rasgar (metaforicamente, é claro) tudo e começar do zero. Pelo menos sinto que agora a história pode fluir melhor. Sem tanto vai-e-vem temporal. Quer dizer... Eu realmente não pretendia unir dois flashbacks imensos assim, mas eles surgiram.

Ideias e sugestões, para esse caso, são extremamente bem-vindas, pessoal. Assim como correções, pois sei que sempre deixo escapar alguma coisa durante as revisões que faço; é muito mais fácil corrigir textos de terceiros.

Espero que, pelo menos, eu consiga agradar alguém com essa história mirabolante.