IX- Wingardium Leviosa
'O amor não se sustenta a pão e água'
Esta era a chamada da manchete do Profeta Diário naquela tarde cinzenta em que Hermione fora levada ao St. Mungus, desfalecida. Minhas roupas ainda estavam banhadas em sangue, enquanto relia o título sensacionalista na sala de espera do hospital, e Gina Weasley, que descobri ao olhar o grande anel de brilhantes no anelar da mão direita, logo seria Gina Potter, me fitava preocupada, provavelmente pensando que eu poderia matar a primeira pessoa que aparecesse na minha frente.
A Weasley fêmea estava trabalhando no St. Mungus numa espécie de treinamento, conforme a ouvi comentando com irmão enquanto esperávamos todos por notícias de Hermione. Ele apenas assentia, sem dizer qualquer coisa, olhando em minha direção por algumas vezes. Não consegui distinguir o olhar, variava entre culpa e ódio, e eu juro que consegui sentir na íris azulada uma espécie de satisfação, era doentia, mas ela estava ali. Era como se ele estivesse diante de uma vingança pessoal: Ver-me destroçado. E isso apenas piorou o meu desejo quase Neandertal de enterrar minhas mãos no pescoço dele, mata-lo ali mesmo, sem auxílio de magia.
Naquele momento, entretanto, Hermione era prioridade, e enquanto não soubesse notícias dela, nada deveria desviar minha atenção, mesmo que fosse algo tão importante quanto o assassinato de Ronald Weasley.
Eu ainda segurava o jornal em minhas mãos, apertando as folhas com tanta força que ficaram amassadas.
A matéria fora escrita por Rita Skeeter, o que não era novidade, já conhecia muito bem o poder da pena esverdeada que aquela mulher carregava para cima e para baixo. Um dia eu a ajudara a denegrir Harry Potter e sua turma, e agora a vida estava me fazendo experimentar uma dose mínima do veneno da repórter mais mentirosa que todo o mundo bruxo já conhecera.
Reli o conteúdo pela milésima vez, inconformado.
Aparentemente o casal proibido descobriu que o amor não se sustenta a pão e água..
Draco Malf... (Ops! Apenas Draco, agora), após sofrer a pior e mais severa punição que uma família poderia impor a um herdeiro, vive na miséria. Sua esposa (?) a heroína de guerra, grávida por talvez não conter os hormônios da juventude e não prezar pela prudência, vinha sendo vista com frequência, comprando móveis usados e peças de roupas de segunda mão pelo Beco Diagonal, nos levando a crer que o grande herdeiro de uma família tão influente agora enfrenta as ruínas de uma vida comum, como a de nós, meros mortais.
Mas, aparentemente, ele se cansou, e, na última noite foi visto entrando na casa da Milionária Pansy Parkinson, também conhecida como ex- namorada de Draco. Será que o casal Draco e Hermione está enfrentando a famigerada crise do primeiro ano do casamento? Isso porque eles sequer são casados, caro leitor! E algo me diz que depois de Pansy Parkinson, seria um milagre se chegassem ao altar.
A manchete havia sido publicada na mesma noite em que eu pedira abrigo para Pansy, e chegara às mãos de Hermione quase minutos depois, entregue por uma ave de rapina, e não uma coruja. O pássaro que fizera a entrega era bastante suspeito, segundo relato do próprio Weasley. Ele fora visita-la a mando de sua irmã, que havia recebido uma chamada na lareira de nossa casa e percebera que Hermione não estava bem.
Quando ele chegou lá, encontrou-a muito fraca e chocada com a notícia que tinha nas mãos. Weasley foi verificar o ocorrido, e me viu na casa de Pansy, confirmando, então, a história para ela. Ninguém lhe questionou o fato de ele saber o endereço de Pansy, tampouco ter entrado na casa dela e demorado tanto.
Esta parte da história me foi contada por Gina Weasley, e o irmão apenas grunhia em confirmação, sem sequer me olhar. Intrometido, insolente.
A pior parte fora levar Hermione ao hospital. Uma viagem longa, dentro da geringonça que eles chamavam de 'carro' que Potter trouxera, após Weasley enviar um patrono pedindo ajuda. Um trouxa estava conduzindo e nos olhou apavorado quando dissemos que ficaríamos numa viela escura — onde o hospital estava escondido por uma infinidade de feitiços anti- trouxas—. Com certeza chamou as autoridades para sair em busca dos três homens misteriosos que carregavam uma mulher morta e ensanguentada pelas ruas de Londres.
No St. Mungus ela foi atendida primeiro, eu insisti para entrar. Infelizmente, quando não permitiram, não pude encerrar com minha frase predileta da adolescência: 'Meu pai ficará sabendo disso.' Meu pai estaria satisfeito com a cena, e faria o que pudesse se isso retardasse ainda mais o atendimento de uma sangue ruim e um bastardo mestiço.
Então eu esperei. Esperei tanto que me senti velho, destruído. Meu rosto estava pesado, as pálpebras caíam em cansaço. Estava ali há muito tempo, e meu único conforto era acreditar em todo o otimismo que ela possuía, pois só assim conseguiria esperar as próximas horas.
Um homem de jaleco apareceu na sala de espera, e eu continuei sentado,com a cabeça enfiada entre as mãos. Todos foram até ele, mas foi a mim que ele dirigiu a palavra.
"Senhor Draco?"
Levantei os olhos, eu deveria estar imprestável, pela forma que ele me olhou, completamente penalizado.
"Ela quer vê-lo. Acompanhe-me, por gentileza."
Todos me olhavam, inclusive os pais de Hermione, que sussurravam enquanto eu atravessava o local, seguindo o medibruxo.
Hermione estava viva. Esta constatação estava virando rotina em nossas vidas. Era sempre assim quando nos separávamos, e ela sempre vinha acompanhada de uma má notícia, então, esperei o pior. Não quis perguntar do bebê, a quantidade de sangue perdida me dava a certeza amarga de que não haveria um bebê, e que eu teria de me preocupar com um funeral.
Quando entrei no quarto senti cheiro de sangue misturado com essência de Ditamno e poções do sono. Era deprimente, como todo hospital deveria ser.
Hermione estava deitada de lado, os dedos fazendo círculos no ventre murcho. Ela parecia uma boneca de porcelana, fria e sem vida. Apenas os movimentos do peito subindo e descendo indicavam que ela não estava morta.
"Srta. Granger?"
Hermione virou-se lentamente, piscou os olhos três vezes. Pediu para que o médico nos deixasse a sós.
"Hermione... Eu..." Não sabia por onde começar, não conseguia formular um pedido de desculpas. Eu queria poder dizer para ela que minha culpa seria o maior castigo, e que eu carregaria o olhar de decepção dela por todos os dias de minha vida. Todos.
"Ele está vivo, Draco."
Ela falou baixinho, interrompendo minha tentativa frustrada de redenção.
"Ele?"
"O bebê. Nosso filho."
O coração é um órgão interessante. Bombeia sangue para todo o corpo, nos mantendo vivos e ativos por toda a vida. Entretanto, em alguns momentos de nossa existência, ele se deixa silenciar, por nano segundos, e eu acredito que seja para dar lugar à todas as emoções que resolvem explodir dentro de nosso corpo. Para que possamos sentir todas elas, mas ainda assim continuarmos vivos.
Achar que meu filho estava morto, fora um destes momentos. Saber que meu filho estava bem fora outro.
Encostei-me na cadeira reservada ao acompanhante do paciente, tomei as mãos de Hermione e as pressionei levemente, trazendo-as para junto de meus lábios.
Foi como voltar à biblioteca, sentir o cheiro dela, tocar a pele dela. Uma lágrima grossa escorreu pelo meu rosto, e ainda com os lábios encostados nas mãos dela, disse baixinho.
"Perdoe-me".
A palavra não saiu com facilidade, e língua deu muitas voltas antes de soltar aquilo que eu já devia ter dito à ela desde o dia em que a chamei de sangue ruim pela primeira vez.
Hermione sorriu, provavelmente pensando que fizera algum progresso comigo, quem sabe até imaginando que me vencera mais uma vez.
"Não te traí, Hermione." Comecei a me explicar. "Fui procurar abrigo na casa de alguém que me devia muito. Apesar da minha fama de fugir de sempre das minhas responsabilidades, quando decidi que abandonaria o que possuo para tentar fazer dar certo entre nós, o fiz para valer."
Hermione puxou minhas mãos em direção aos lábios dela. Senti a umidade dos lábios dela e a maciez que eu tanto apreciava, quando em contato com meus próprios lábios. Era um momento sagrado, como quase todos os que passávamos juntos, quando não estávamos brigando, gritando e nos acusando. Pois Draco e Hermione não eram feitos para darem certo, era suposto que se odiassem, e eu sabia disso, ela também. Nossas expressões cansadas denunciavam tal realidade.
"Acredite se quiser, mas não costumo levar as manchetes de Rita Skeeter a sério desde muito tempo. Não nego que a notícia me abalou, e a confirmação do Ron piorou um pouco as coisas. Mas este não é o ponto. Temos coisas mais sérias para conversar, Draco..."
Ela estava titubeando. Não conseguia me lembrar das vezes em que vira Hermione titubear ou demonstrar insegurança, mas, a forma com que ela enrolava a barra do lençol que a cobria, me dava a certeza de que eu deveria me preocupar com o que seria dito. Incentivei-a a continuar com um firme aceno de cabeça.
"Dr. Travis me disse que fui enfeitiçada, pela pena da ave que me trouxe o jornal, e o sangramento era um dos muitos efeitos colaterais, dentre os quais o aborto também estava incluso. Segundo ele, trata-se de magia negra muito antiga."
Eu já imaginava, à medida em que Hermione despejava o relato, onde ela queria chegar.
"Draco... você sabia que o herdeiro do filho repudiado tem direito a herança?"
Com o questionamento aparentemente fora de hora, ela me deu a certeza que estava rodeando até que suas desconfianças, ou certezas, saíssem dos meus lábios. Eu compreendi as insinuações nas entrelinhas, e resolvi fazer o jogo dela.
"Você acha que minha família tem alguma coisa a ver com isso. Meu pai..."
Falei sem hesitar. Não precisava ser muito inteligente para imaginar que ela já havia considerado esta possibilidade mais de uma vez.
"Sim..."
Porém, resolver o assunto naquela hora estava fora de questão, e eu sabia muito bem o motivo. Eu estava fugindo da verdade assombrosa que permanecera adormecida dentro de mim, esperando o momento certo para ser revelada: A de que me faltava coragem para acusar Lucius Malfoy de qualquer coisa.
Ele era meu pai, a Poena Repuddia não mudava tal fato, e havia em mim, ainda que adormecida, a ideia de que ele jamais faria algo para me atingir, e se fizesse ele teria seus motivos. Era doentio, eu sabia, mas não conseguia odiá-lo, ou culpa-lo de qualquer coisa
"Vamos deixar isto para os responsáveis. Por enquanto temos outras preocupações, como cuidar de um recém-nascido. Onde ele está?" Falei rapidamente, tentando desviar o assunto.
Os olhos de Hermione fitaram o chão. Senti a onda de más notícias novamente.
"Ele está em observação, numa sala aqui ao lado. Precisa de cuidados especiais, pois os medibruxos ainda não sabem até que ponto o veneno o afetou... Ele foi muito forte, Draco. Muito forte. Outro bebê não resistiria."
"Isso prova que é meu filho, claramente."
Sorrimos. Fazia tempo que não experimentávamos esta sensação.
xx
"Flax! Seria perfeito." Falei olhando para a redoma de vidro que protegia um bebê muito pálido e de aspecto adoentado.
O doutor me levara até o local onde ele repousava. Uma sala pequena e individual de paredes azuis, com muitos tubos e aparelhos depositadores de poções. Ele estava sendo mantido vivo por aqueles aparelhos, e respirava com tanta dificuldade que eu senti vontade de captar todo o oxigênio da atmosfera e dar a ele.
Uma sensação muito exótica por sinal.
Então isso era ser pai? Querer fazer coisas estranhas e impossíveis para manter a salvo uma criatura completamente dependente?
Que sensação horrível, e boa ao mesmo tempo.
Ser pai era ser louco então.
"O que acha de Flax? Hein?" Perguntei para o pequeno garoto, que não reagiu.
Dr. Travis tocou meu ombro, me conduzindo para o lado de fora da sala.
"O senhor sabe que as chances de sobrevivência são mínimas..." Ele começou. "Não quero que a Srta. Granger ou o Senhor alimentem esperanças sobre uma possível melhora. Por enquanto precisamos de uma transfusão sanguínea, pois, neste caso em específico, não existe magia forte o suficiente para que haja a reposição do sangue perdido, e a consequente liberação do feitiço que o contaminou."
Após uma sucessão de testes, descobrimos que o meu sangue era inapropriado para salvar a vida do meu filho. Apenas Hermione poderia fazê-lo, mostrando que a pureza do meu sangue era inútil, já que não servia sequer para salvar uma das poucas pessoas pela qual eu daria minha vida.
Estávamos ali naquele hospital há cerca de duas semanas, e Hermione já estava tão saudável quanto se podia esperar de uma mulher que tivera o parto antecipado. Continuava bela e graciosa, e eu confesso que, embora este seja um dos meus segredos mais ocultos, meu pulmão quis estourar dentro da caixa torácica quando a vi alimentando o nosso filho, alisando os cabelos finos e loiros e sorrindo, como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo, e de fato parecia ser.
Todos os dias ela retirava parte de seu sangue para que fossem lançados feitiços de compatibilidade, e assim, nosso filho recebesse o líquido vermelho como se seu doador fosse um bebê de idade semelhante. Aos poucos ele foi se recuperando, e uma centelha de esperança foi crescendo.
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Potter não deixara a história para trás, como eu desejava que acontecesse. Depois que Hermione e o nosso filho - que concordamos, se chamaria Flax - receberam alta, nada mais precisava ser esclarecido, em minha opinião, é claro. Entretanto, trabalhando como Auror, Harry Potter tinha acesso a vários métodos de investigação e foi através destes métodos que descobriu a verdade. Meu pai havia enviado a ave, que descobrimos ser um Abutre africano, enfeitiçado para liberar uma magia poderosa através de suas penas. O jornal fora a cartada inicial. Hermione era curiosa, no final das contas e uma das penas estavam dentro do exemplar, fazendo com que ela fosse afetada diretamente pelo feitiço.
Não tardou até o Ministério bater nas portas da Mansão Malfoy, com todas as provas em mãos. O julgamento seria mera formalidade.
Eu deveria apresentar meu relato para a corte Ministerial, e faltava-me coragem. Meu coração dançava dentro do peito e a vontade era fugir, pois ter de olhar para meu pai e condena-lo pelo resto de sua vida a viver em Azkaban era a pior das escolhas que eu teria de fazer. Ele ainda era meu pai. O fato de estar lutando para cuidar de um filho e viver com Hermione não anulava a verdade incontestável de que o homem sentado no banco dos réus era aquele que e ensinara a ler, que me mostrara a utilidade de todas as poções que eu conhecia. Ele decidira, por dezesseis anos, o rumo da minha vida, não podia fechar os olhos e condena-lo.
Por isso recusei-me a depor. Não se pode colocar o amor em uma balança. Hermione entendeu. Ela era a pessoa mais racional e lógica ali, ela sempre entendera que não se tratava de uma troca, e nunca me pediu para escolher.
Mesmo sem meu depoimento Lucius Malfoy foi condenado, e eu não consegui olhar nos olhos dele quando os oficiais do Ministério o levavam embora.
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Naquele mesmo ano, num dia ensolarado e muito atípico nas redondezas de Bibury uma coruja negra bicou minha janela. Eu a reconheci na hora. Ela pertencia a família Malfoy, eu lembrava das grandes garras presas numa corrente de prata com o brasão da família pendurado.
Hermione remexeu-se, estava exausta. Na noite anterior dormira muito pouco, sempre levantando para vigiar Flax. Bocejou, espalhando-se no colchão e eu ergui o corpo até ela beijando o topo de sua cabeça. Ela sorriu, preguiçosa.
"Temos companhia". Falei apontando para a janela. "Como ela conseguiu me achar aqui?"
"Ora, parece até que não conhece as corujas, Draco. Elas te encontram em qualquer lugar. Esta aí deve ser de uma raça muito rara, consigo ver pela espessura das penas."
Girei os olhos com o comentário. Ela sempre fazia uma observação do tipo, destas que mostram como ela poderia superar qualquer um em inteligência.
" Cale a boca, Hermione. " Falei entre um sorriso e ela fez um sinal de que me vencera. Me remexi mais uma vez na cama, tentando reunir coragem para me levantar e descobrir o que a coruja queria tão cedo.
"Ora! Pare de bicar minha janela, coruja maldita. Não vê que está com reboco novo?"
Consegui ouvir Hermione resmungando dos modos, pois 'o bebê poderia ouvir '.
A coruja entrou na primeira oportunidade, pousando em cima do móbile que Hermione fizera na semana anterior. Alguns dos enfeites que estavam pendurados, começaram a se mexer, tocando uma musica irritante.
"Hermione, faça isso parar, por Merlin"
Com um aceno de varinha, e ainda deitada, ela fez o mobile barulhento silenciar.
Apanhei a coruja e coloquei-me na mesa de estudos de Hermione. Tomei a carta presa entre as patas e comecei a ler.
"Não vai dar nenhuma recompensa à coruja?" Hermione, sendo Hermione.
"Não. Ela tem muita comida de onde vem." Falei, encerrando o assunto.
" Mas ela viajou de Wiltshire até aqui, Draco, seja razoável." Ela me olhava com indignação e eu fiz um gesto com a mão, para que ela me deixasse em paz. Sentei na escrivaninha enquanto Hermione, ocupando mais espaço do que deveria com aquela barriga, pegou a coruja nos braços e a levou até a cozinha. Eu estava em paz para ler minha correspondência. Finalmente.
Draco
Lucius Malfoy está morto. Foi encontrado enforcado com os lençóis da prisão.
Esperamos sua presença na cerimônia de homenagem a ele. Traga sua varinha, ou não será possível abrir o testamento, é necessária a presença de um homem para esta tarefa.
Narcissa
Terminei a leitura e senti um vazio dentro do peito. Entreguei o pergaminho para Hermione que leu em voz alta, olhando-me em seguida, bastante preocupada.
Era um bilhete, não uma carta. E pela quantidade de pontuações, faltava assunto para ela. Talvez eu houvesse herdado dela a dificuldade em tratar de temas delicados.
Quanta ironia, o herdeiro repudiado abriria a herança. O mundo bruxo era extremamente machista no final das contas. Lucius Malfoy blindara a herança e seu nome, mas não contava com a fragilidade do feitiço quando havia apenas um filho para herdar toda sua fortuna.
"Você está bem?" Ela perguntou, bastante apreensiva.
"Ainda não sei."
"Acho que deveria ir ao funeral..." Ela continuou, bastante séria.
Não respondi, apenas respirei pesadamente, deitando-me do lado dela, trazendo-a novamente para perto de mim.
Este era o lugar correto para mim e para ela. Era estranho olhar as veias azuladas por onde passavam um sangue que, por toda sua vida, eu considerara impuro demais para ser tocado.
Flax começou a chorar baixinho, e Hermione levantou-se para amamenta-lo. Aproveitei-me do choro do meu filho para poder chorar a morte do meu pai.
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Wingardium leviosa
Levite a pena. Cumpra-se a pena. Uma sentença de morte que poderia mudar minha vida
N/A
Parei de judiar um pouco do Draco. Sim, eu sei que estava sendo cruel. Mas vocês hão de convir que ele merecia vai?! Sempre foi tão prepotente, arrogante...
Comentem :)
Bjinhos
