Passaram-se dois dias. Durante esses dois dias em que Lina poderia ter aproveitado a oportunidade de sair, preferiu analisar a sua situação e a possibilidade dela sair daqui inteira. E durante esses dias, mal imaginava que seu pai estava sofrendo horrores dentro da prisão na base da Marinha. Mandaram avisar a Laffitte que ele era prisioneiro permanente deles e que todos os bens dele foram confiscados pelo governo. Com isso, Lina não tinha mais nenhuma moradia. Em resumo, Lina estava morando ali literalmente de favor. Como um xerife e uma das autoridades local, aceitou as ordens de lá.
Agora, Lina estava só. Não havia familiares dela por perto. E os amigos mais próximos do pai sequer queriam se lembrar de que tiveram amizade com um criminoso que conspirava contra a cidade. Aquele povo era extremamente rígido com criminosos e pessoas ligadas a ele – como em todos os lugares em West Blue. Se soltassem Lina nas ruas, ela seria linchada até morrer. Um presente para ele, que tinha alguns interesses nela.
A figura daquele homem extremamente alto intrigava e atraía Lina ao mesmo tempo. Ele era como se fosse duas faces em uma só. Ele era gentil e até cuidadoso com ela, ao mesmo tempo era frio e um pouco esquivo, principalmente quando ela se mostrava assustada diante dele. Ela sempre perguntava para ele notícias do pai e ele sempre mudava de assunto, até que um certo dia ele contou a verdade, deixando-a sem chão.
– ...então... nada tenho mais nessa vida, nem para me sustentar?
– É o que parece. – disse ele, cinicamente.
– ...
– Viu só? Você só tem a mim para cuidar de você.
– Mas... isso não é obrigação sua! E eu preciso me virar para conseguir sobreviver...
– Nem pense em nada disso. – ele disse, apontando a bengala para ela.
Lina silenciou-se. E deixou-o continuar.
– Se por seus pezinhos na rua, dará trabalho para nós em te proteger do povo que te considera tão criminosa quanto seu pai.
– ... e eu, vou ficar aqui assim, presa para sempre?
– Não... não exatamente. – ele saiu da cadeira e ficou andando pelo quarto onde ela estava presa. – mas resolvi que ficará sob meus cuidados.
– Mas... o que vou ganhar com isso?
– Muitas coisas... até mesmo sua boa reputação de volta... mas isso se for digna de minha confiança como está sendo até agora.
– ...o que devo fazer, então?
– Ser obediente a mim, em tudo. Agora, entre nós dois... serei seu senhor.
– O... quê? – Lina o olhou de cima para baixo.
– Alguma dúvida?
– ...muitas dúvidas! Para começar, por que quer fazer de mim um objeto?
– Um objeto, não... será como uma...
– ...não entendo, ainda. Vai me ensinar como ser uma policial, é isso? Quer que eu vire uma de seus policiais? E ...
Enquanto ela perguntava isso, ele rapidamente se jogou em frente a ela e a puxou para si. Lina ficou abraçada e presa por ele, que a olhou bem nos olhos. Ela ficou sem reação no princípio, restando lhe olhar nos olhos de íris mais curta, escuros, que pareciam prender a atenção do olhar dela. Ele percebeu a inocência dela. Teria um pouco mais de trabalho para desabrochar aquele botão que era quase uma flor. De repente, ela começou a se mover em intenção de sair do abraço dele.
– Poderia me soltar? ...por que está me abraçando assim... ahhh... – ela foi mais apertada contra o tronco dele. Ambos os corpos estavam colados um no outro – mas não por vontade dela. Rapidamente, ele admirou-lhe a beleza dos traços faciais, das feições juvenis, dos olhos que o encaravam com medo.
– Será minha prisioneira particular... – disse em direção ao ouvido, num tom irresistivelmente agradável de ouvir.
Lina arregalou os olhos. Aquilo não era bom sinal. Ele não parecia estar em juízo em falar aquilo.
– ...mas... o que eu fiz? – ela apertou os lábios um no outro ao sentir uma única mão dele percorrer na lateral do corpo.
– O que fez? Hmmm... você ainda foi uma menina má por manter tanto tempo em segredo que sabia das falcatruas daquele homem...
– Oh... mas eu nunca me envolvi...
– Shh... não se justifique... – ele atreveu-se a falar enquanto beijava-lhe o pé do ouvido – eu quem decidirei... o seu futuro aqui... e tudo depende de você, Lina...
Ela sentiu como se estivesse perdendo as forças, mas o senso de juízo a fez tentar sair daquele ninho em que ele a colocou. Ele segurou-a tranquilamente pelos pulsos.
– Ainda não terminei...
– Recuso a me prestar a isso! – ela puxou seus pulsos com todas as forças, fazendo Laffitte soltá-la – Está me tratando como uma mundana?
Ele riu. Levantando-se, ele caminhou em direção à ela, que recuou até bater com as costas na parede.
– Já a tratei como uma prisioneira que já teve privilégios demais aqui dentro... – ele apontou a bengala em direção ao peito dela, forçando a ponta contra – agora... é hora das mudanças. Eu mesmo a punirei... como se deve.
– Por favor, não me faça nada! Imploro! – ela caiu de joelhos no chão, curvando-se ali quase aos choros.
Aquilo era como uma música predileta que estivesse contando e que precisasse parar para ouvi-la. Colocando a bengala no antebraço, ele se curvou e ajudou-a a levantar.
– Para com isso. Só vai piorar sua situação.
– Então...
– Não vou explicar tudo novamente, está bem? Apenas seja obediente a mim e faça tudo... mas tudo que eu quiser.
– ...mas depende do que vai me pedir...
– Depende? Não... isso não é válido para você. Eu quem dito as regras. – disse ele, num tom mais sério.
– ...por que isso?
– Venha cá. – ele ordenou, sentando-se na única cadeira daquele quarto.
– ...o que quer?
– ... quero que me beije.
Lina sacudiu a cabeça negativamente. Aquilo já era a armadilha dele para fazê-la prisioneira permanente ali. Sua aventura com ela começava ali.
– O que está esperando?
– ...eu nunca fiz isso... nunca fui imposta a dar prazer a alguém, principalmente dessa forma!
Laffitte olhou aquela garota de forma austera. Não estava disposto em ser contestado em sua ordem.
– Fará agora...
Aquilo deixava a moça confusa. Nunca imaginou na vida que ouviria uma ordem tão... erótica como aquela. Sua mente virgem imaginava diversas coisas tão loucas e tão confusas que ela não podia decifrar ali. O que ela realmente sentiu ao ouvir aquela ordem? Aqueles lábios finos lhe beijando o pescoço poucos minutos antes... ela sentiu uma sensação que não podia decifrar se era desconfortável ou não. Mas ela, como uma moça que teve a mais requintada educação, não deveria se submeter aos abusos de um homem, ainda por cima sem razão nenhuma.
– ...me recuso.
– Oh... essa é a primeira vez que me desobedece.
– Ainda não sou obrigada a ceder caprichos como este! Sou uma moça de respeito.
– Filhos de bandidos mafiosos sempre carregam um pouco a culpa dos seus pais... – e ele continuava a provocação.
– Chega de falar assim do meu pai... garanto que ele vai se arrepender e será solto daqui há alguns anos!
– Hohohoho... duvido. A Marinha é bastante rigorosa até com os mais fracos gatunos... e chega dessa conversa... vem aqui cumprir sua ordem... ou vai para a cela como todos os outros prisioneiros. – disse assim mesmo, sabendo que naquela pacata cidade não havia presos.
– Pois prefiro a cela!
Ele ergueu um músculo da sobrancelha inexistente.
– Certa disso?
– Sim. Eu posso ser filha de um mafioso, mas ainda tenho respeito comigo mesmo.
– Ah... esse respeito consigo vai lhe resultar em péssimas consequências...
Lina engoliu seco, mas manteve sua honra. Ele se levantou e foi até ela, pegando-a pelo pulso e levando até a uma das selas. Ordenou aos seus homens que fosse vigiada e tratada como uma normal presa. Não imaginava que as celas fossem vazias. Aquela cidade praticamente não tinha bandidos. Nem nos menores ladrões. E ela, por recusar um simples capricho daquele xerife, foi colocada ali, entre as grades. Sabia que tinha perdido os privilégios por ter negado o beijo. Ficou em dúvida se tinha feito uma coisa boa ou ruim. Pela primeira vez ali, não chorou. Estava tão atormentada com tudo que tinha acontecido que sequer estava sensível diante da situação em que se encontrava. Na noite do mesmo dia, no fim do expediente dos outros e dele mesmo, Laffitte foi até a cela de Lina, para ver como estava aquela bela jovem.
– Ei... está dormindo? – ele perguntou docilmente.
– ...hum? – ela abria os olhos, se levantando do chão.
– E então... – ele abriu a cela e entrou nela. Já havia fechado a porta do corredor que dava acesso às celas – diga-me como está sendo ficar aqui, agora?
– Não tão diferente como lá. Sinceramente.
– Sério? Mas ainda sou um homem que gosta de dar oportunidades... principalmente para você, que parece ser uma pessoa inteligente... e tendo percebido que as coisas podem melhorar ou piorar dependendo de suas atitudes... pensará melhor quando eu te ordenar algo.
– ...sinto que não sou obrigada a fazer o que não quero.
– Lamento, mas essa atitude que toma é rebelde, principalmente você sendo uma prisioneira e eu o xerife oficial dessa cidade. – ele falava enquanto se sentava em pouco distante dela, ainda de frente para Lina.
– ...e isso é uma punição para mim, não é?
– Punição ainda não... só o farei se realmente for necessário.
Lina tinha medo do que ele pudesse fazer, mas não queria ceder aos caprichos como o pedido dele de mais cedo. Ele se aproximou dela, que também estava sentada.
– Será que por uma razão maior... seria capaz de fazer o impossível?
– ...o que quer dizer?
– Estou testando sua resistência e seu caráter... espero que não se incomode com isso, mas eu necessito avaliar certas pessoas que passam por mim.
– E eu só uma delas?
– Sim... pois bem... se eu fosse capaz de ajudar seu pai ser transferido para cá, para ficar perto mais filha... você se submeteria a mim?
Lina respirou profundamente.
– ...sei que meu pai não tem mais saída...
– Mas me diga... seria capaz de tudo para poder ter seu pai aqui?
– Hmm... tudo depende das condições, Sr. Xerife.
– Prefiro que me chame pelo nome... ao menos entre nós! – ele ajeitou a rosa que estava no canto acima da orelha.
– ...isso eu posso fazer... lhe chamar pelo nome, se quiser.
– E se eu quisesse mais? – ele avançou nela, ficando bem de frente, encarando-a com certa luxúria. Lina sentiu tremer os lábios, apertando-os, e levantou-se, ficando de pé diante dele. Com o movimento, uma das mangas de sua blusa desceu, revelando-lhe o ombro.
– Eu te odeio! – ela deixou escapulir em um tom meio alterado o que quase evitou falar – porém não o odiava totalmente. Contudo, sentia que deveria ficar forme diante dele.
– Não deveria... afinal, ainda estou te mantendo aqui, longe dos que podem te matar por causa do seu pai.
– Já disse que não vou fazer coisas desse tipo. Faço qualquer serviço decente.
– ...e desde quando há um serviço decente nessa tediosa chefatura? – ele se levantou, e começou a rondar por trás dela. A moça ficou quieta, quase fechando os olhos, temerosa. As mãos suavam. De repente, um golpe lhe fez perder a consciência antes mesmo de sentir a dor. Laffitte a golpeou na nuca com sua bengala, fazendo Lina perder a consciência.
...
A consciência retornava. E com ela, a sensação de frio arrepiando a pele, era como se não estivesse vestindo absolutamente nada. E ao olhar para si, constatou que estava realmente nua. Nua, amarrada e sustentada por duas cordas grossas que estavam amarradas em seu pulso. Os pés não conseguiam encostar no chão.
– ...o que é isso? – perguntou baixinho para si mesmo.
– Já acordou? – Laffitte apareceu em gente a ela, que ficou ruborizada ao ver-se totalmente nua diante dele.
– Por favor... não me olha assim... e por que estou aqui?
– Porque chegou a hora de puni-la como se deve...
Lina arregalou os olhos. Laffite sorria maliciosamente, enquanto se aproximava mais dela, sustentada pela corda que lhe amarrava-a pelos pulsos.
– Não precisa se envergonhar de sua nudez... além de bela, eu já estou acostumado em verificar pessoas despidas em caso de roubos e tráficos... – ele levantou um pouco a aba de sua cartola, aproximando seu rosto ao dela. Ele ainda estava vestido como antes, apenas a blusa e as mangas estavam desabotoadas. Ele estava sem a bengala e com as mãos na cintura. Analisando aquelas feições de pudor e medo.
– Ohhh... você é ainda mais deleitosa amarrada desse jeito... – falando com certo tom fraco na voz, ele olhou para Lina de cima par abaixo lentamente, sentindo seu pênis contrair-se com a visão. Vendo-a tão vulnerável e à mercê dele naquele momento era mais do que qualquer coisa.
Ele estava disposto de torturá-la de uma forma diferente. Um corpo como aquele não merecia uma simples tortura qualquer. O corpo suspenso pelos pulsos lhe causava certo desconforto – mesmo sendo leve. Os cabelos lisos da cor de amora era a única coisa que parecia intacta, apesarem de algumas mechas finas do cabelo curto caírem no seu rosto. Ele olhou para os seios pequenos e firmes de Lina com luxúria. Ela nada falou ali, mas temia que ele fizesse o pior – e sentia que ele faria. O corpo de poucas curvas e de costelas levemente visíveis davam um certo charme. Ele rondou o corpo dela, passando a mão pela cintura. Aquilo fez a jovem contrair-se um pouco, como se tivesse levado um susto.
– Nunca foi tocada assim, não é? – ele disse em tom baixo, quase em sussurro e perto do ouvido dela, que sequer conseguia pronunciar alguma palavra.
Então, deixou de usar a mão para usar a bengala, percorrendo por cada centímetro do corpo dela. Ela fechou os olhos, contorcendo-se quando passava em áreas onde sentia cócegas.
– Hohoho... é bem sensível... será melhor ainda.
Agrediu-a com a bengala acertando os seios. Lina não pôde evitar gemer de dor. Em seguida, ele foi até o bico de cada seios lamber onde tinha a marca fresca da bengala. Lina se contorcia e tentava soltar seus pulsos, ao mesmo tempo em que sentiu uma sensação nova e estranha em seu corpo, ao ser lambida daquele jeito. Laffitte observou essa tentativa de fuga, mas fingiu que nada percebeu.
– Vou te fazer algumas perguntas... se as respostas forem convincentes, vou te fazer uma carícia; se não, vou te golpear. Fiz essas duas demonstrações para que entenda exatamente esse meu joguinho. Está pronta?
– ...você é um louco! – ela aumentou o tom de voz e foi novamente golpeada com a bengala, só que no rosto.
– Silêncio. Agora, só responderá quando eu lhe fizer uma pergunta. – ele se dirigiu até a mesa e puxou a cadeira, sentando-se.
Lina estava tão confusa, mas de uma coisa não estava: que sofreria até morrer. Nunca imaginou que um homem tão cavalheiro e refinado, uma autoridade da lei, pudesse cometer esse tipo de abuso. Olhou para a corda que a sustentava. Pouco podia ver direito, pois o local era mal iluminado.
– Lembra-se quando depôs sobre seu pai e quando me confessou tudo sobre ele?
– ...lembro-me bem apenas... do meu depoimento no julgamento. Mas quando me interrogou pela primeira vez... eu... não me lembro direito de tudo que eu falei...
– Isso... – ele se levantou e foi até ela – pois então porque não falou todo o que me disse no dia do julgamento?
Realmente, Lina não tinha sido tão extensa quando depôs contra o pai, diferente da vem em que foi hipnotizada pelo que lhe questionava naquela hora.
– Bem... pelo menos eu denunciei ele, não? Ou disse tudo ao contrário?
– Hmmm... gostei da resposta... – ele puxou o corpo dela mais para frente, fazendo-a encostar-se a ele, desde a sua barriga até a vulva. Ela sentiu queimar as faces. Ele a encarava cheio de luxúria. Nunca teve sua genital assim tocada, ou roçada em um outro corpo qualquer – por causa disse, vai ganhar um agrado.
Ele se inclinou e começou a beijar-lhe o pescoço, e foi descendo até o ombro.
– Não... assim não... por fav... hmmm... – e ele ignorava o que ela dizia, abraçando-a e puxando bem contra si, agora esmagando os seios contra seu corpo. Ele a mantinha grudada nele. E ele continuava beijando, agora subindo pela orelha, onde aspirou-lhe o cheiro fraco de perfume. Lina apertava o lábio inferior com os dentes.
– E então... o que achou?
– ...está me tratando como uma vagabunda?
– Longe de mim! – ele a soltou, deixando-a pendurada novamente – isso é apenas a continuação do meu interrogatório. Não confiei em você totalmente desde o dia em que não quis acatar minhas ordens.
– ...e não lhe obedecerei se me fizer propostas indecentes!
Rapidamente, ele puxou-a pelo corpo e lhe mordeu com força na cintura, fazendo-a gritar. E ela bem que queria gritar mais alto para que alguém viesse em seu socorro, mas... não queria ser encontrada daquele jeito, nua e amarrada pelos pulsos, sustentada por uma corda e sendo abusada daquela forma... louca. Sem tirar a boca de perto da mordida, ele a olhou com um sorriso sádico no rosto.
– Já sabe o que farei se não me obedecer, não?
– Ahhh... não mereço isso! – ela começou a chorar.
– Quem vai julgar isso sou eu... – e ele começou a lamber-lhe a mordida, limpando o sangue enquanto acariciava o outro lado da cintura com a bengala – e agradeça por ainda ter um pouco de compaixão por você, diferente de como eu fui com seu pai. – ele disse propositalmente para ver-lhe a reação.
– Meu pai... o que fez com ele? Isso aqui?! – Lina olhou para ele horrorizada.
– Não exatamente, hohohoh... – ele achou graça da inocência (ou não) dela – mas tive que machucá-lo bastante para confessar seus crimes.
– Seu... – ela começou a se sacudir, mas ele a segurou pelas pernas, se ajoelhando diante dela.
– Espero não ter que fazer exatamente o mesmo que fiz com ele... – enfatizou o "exatamente".
Estava diante da púbis dela, naquela posição. Ele soltou as pernas, afastando-as, mas ela recusava abrir suas pernas e permitir que ele a explorasse suas intimidades. Como ele era mais forte que ela, apoiou a bengala entre a curva que liga o braço ao antebraço e usou as duas mãos para afastar-lhe as pernas na marra.
– Você não tem esse direito!
– Cale-se. – atreveu-se a deslizar a língua grande e meio fina entre o começo do clitóris e dos grandes lábios. Lina gritou novamente. Sentiu uma sensação insanamente boa ao ser tocada ali. Nem mesmo ela havia se tocado desse jeito, ou não lembrava se tinha tocado suas partes íntimas apenas por prazer alguma vez. Provavelmente nunca. E ele deslizava a língua quente e molhada em torno daquela região, enquanto segurava as pernas delas mantendo-as afastadas uma da outra. Ele era calmo em fazer tudo aquilo, sem se preocupar com a aparição de alguém ali. E naquela hora, todos estavam dormindo.
– Fique à vontade para gritar... estamos do subsolo e todos já foram embora. Poderemos nos divertir livremente! – e voltou a sugar com força o clitóris dela, fazendo aquele corpo se contorcer de prazer.
– Ahh... seu... seu demônio... – ela xingava-o enquanto se controlava, tentando não dar o gosto de vitória para ele, negando-lhe o prazer que descobria de forma bruta e insana naquele começo de madrugada. E aquilo era apenas o começo...
