E ele continuou a estimular aquele corpo feminino e frágil com a boca e língua até cansar. Lina se contorcia, tentando conter aquela sensação deliciosa que era ser tocada em uma parte tão pequena e íntima.

– Quando uma menininha quando faz algo errado, deve ser corrigida... e precisa aprender a ter responsabilidade e aceitar seu próprio erro... – ele volta a ficar com o rosto à altura dela e segura-a no rosto, forçando a olhar para ele. Nenhum outro olhar dela poderia ser diferente do olhar de ódio que sentia por se ver humilhada naquelas condições. E seu orgulho ainda falava mais alto que seus instintos...

Lina não podia negar para si que, por trás de todo aquele abuso por parte do xerife, sentia uma coisa que não dava para explicar, era muito mais do que imaginava. Laffitte observou por aquelas contrações dela e por estar molhada entre as virilhas que ela havia chegado a gozar ou ainda estava prestes a gozar com aquilo. Encaro-a com os lábios curvados em um sorriso malicioso. E sem falar nada, procedeu em sua tortura. Colocou seu rosto entre os seios dela, enquanto deslizava as mãos despudoradamente pelo tronco dela, devagarinho, suavemente. Lina fechou os olhos, com o rosto ardendo em chamas. Nunca alguém havia lhe tocado assim e, justo em um momento tão constrangedor, tinha que vivenciar aquilo pela primeira vez?

Mas aquelas carícias cessaram e ele voltou a golpeá-la da mesma fora que antes. Nas costas, na barriga, nas nádegas, nos joelhos e nas pernas. Lina não entendia aquela loucura dele de dar prazer e dor aleatoriamente. Aos poucos, estava se acostumando com as dores daqueles golpes – ou ele devia estar dando em menor intensidade. E isso durou uns minutos. Laffitte podia estender-se mais, muito mais... já tinha feito aquilo em outras fêmeas, mas nunca se envolvendo e chegando a satisfazer seu corpo diante delas. Mantinha toda essa animação para si. Porém, com aquela Lina estava sendo diferente de tudo que já tinha visto antes. Desde o suor da pele escorrendo até a rigidez de sua carne fresca, tudo nela atiçava a excitação não somente da mente, mas como do corpo. Talvez... ele quebrasse o tabu com ela, naquela momento. Ao acabar com os golpes de bengala, ele foi por trás dele e friccionou os dedos novamente na intimidade dela, e não somente no clitóris. Ela deixou escapulir um leve gemido ao introduzir somente a ponta do dedo no ânus dela. Lina apertou os lábios com os dentes, contendo gemidos mais esclarecidos – faria tudo para não lhe dar nenhum gosto, evitando gritar de dor ou gemer.

– ...você é bem resistente, Lina... – o homem de médios cabelos escuros falou com a boca grudada em seu pescoço, enquanto lhe acariciava a entrada mais apertada e menor de suas intimidades.

– ...

Ele começou a se despir por partes, somente pela blusa primeiramente. Lina olhou para baixo e viu a blusa dele caída no chão. Ele se pôs em frente dela e ela não pode evitar observar-lhe o peito magro, porém largo e de aspecto saudável. As costelas e os outros ossos do peito apareciam levemente sob a pele bem alva, tão clara quanto o bico dos seios (que eram de uma tonalidade pouco mais escura). Braços delgados moviam-se, terminando de tirar o resto das roupas – menos o chapéu. Um órgão sexual enorme, não grosso e nem fino, da mesma cor que a pele do corpo. Aquela magreza nem de longe mostrava uma má saúde, e ainda por cima era sexy. Curiosamente sexy.

– Não gosta do que vê? – ele perguntou, observando a seriedade com que ela olhava.

– Não é isso... é que percebi que agora estamos em igualdade... – ela disse, olhando-o nos olhos.

Ele sorriu, observando-a em sua sábia resposta. E começou suas provocações novamente.

– Quem disse que estamos em igualdade? – ele puxou-a pelas coxas, sustentando-a nos braços, fazendo com que ela envolvesse as pernas no tronco dele. Ajeitou-a bem e, com uma das mãos, guiou seu membro fálico até a entrada da vagina dele e, em uma estocada só, penetrou dentro dela. Lina gritou de dor ao sentir a dor não mais intensa que as surras de bengalada que levou, mas era como se estivesse sendo perfurada em um órgão vital. Ele sorria, admirando-a em sua dor e condições. Ele socava com bastante força, sem se preocupar se ela sentia algo pior que aquela dor física. E era um pênis grande e grosso, mas ele me deixou muito a vontade com os beijos e os carinhos, não teve tempo para dor somente o prazer. Laffitte puxou-a pelo pescoço com certa força e ousou em forçar um beijo. Nunca tinha feito com nenhuma vítima sua. Lina tentou relutar, mas acabou cedendo ao sentir que não tinha forças. Ao parar de beijar, aproximou os lábios ao ouvido dela e disse.

– Por uma coisa tão pouca... se fizesse, não passaria por tanto...

E voltou a beijá-la com mais voracidade, movendo seus quadris enquanto penetrava o máximo que podia dentro dela, chegando a alcançar a entrada do útero. Lina já não tinha forças nem para falar... porém estava em uma espécie de transe que nem ela sabia explicar. Ela sentia um misto de dor e prazer e já não conseguia resistir aos impulsos que pareciam brotar do seu próprio sexo. Caindo quase desfalecida nos braços ele, este resolveu soltar seus pulsos e a deixou em sue colo como se fosse uma criança adormecida. Pondo-a cuidadosamente no chão – sem atrapalhar a penetração -, ele continuou a saciar seu corpo dentro dela, movendo com menos pressão como antes. A pobre moça sentia todo o dele dentro de si, apesar de estar levemente desacordada, tomada por um estranho e insano orgasmo. Ele estimulava os seios com a boca e ela gozava numa agonia prazerosa – assim como ele. Ao sentir que gozaria dentro, não se preocupou em evitar uma possível gravidez e gozar para fora, descontando assim toda sua tensão sexual dentro dela. Lina tinha só um pouco mais de tempo até que ela conseguiu gozar um pouco depois dele. Ela sentia espasmos pelos seus músculos, sentia o corpo inteiro tremer, foi um orgasmo muito intenso, debaixo de dores pelo corpo. Era raro ter um orgasmo nessas condições – para alguém na situação dela.

Ele caiu ao lado dela, depois de retirar o pênis sem cuidado algum, fazendo-a dar um grito fundido com um gemido longo. Ambos estavam ofegantes e suados. Havia um leve cheiro de sangue, e não era apenas das partes feridas das surras que levou. Laffitte olhou para ela, para aquele corpo meio danificado. Acariciou-lhe as injúrias e sorriu ao ver entre suas pernas os vestígios de uma virgindade rompida. Isso já o enlouquecia mesmo estando satisfeito sexualmente. Ao empurrar-lhe levemente, notou que estava desacordada. Admirando aquela nudez envolta em suor, sangue e sêmen, ele pegou suas roupas e vestiu, pegando ela nua nos braços e, levando-a para um dos banheiros exclusivos para os funcionários, tratou de banhá-la, tirando toda aquela sujeira daquele corpinho com todo o cuidado que antes não teve. Aproveitou-se em poder tocar-lhe novamente as partes íntimas. Apesar de inconsciente, ela parecia corresponder àquelas carícias. Ele a admirava. Uma boneca disponível para fazer o que quisesse, sem se preocupar com ninguém. Era sua bonequinha, que poderia quebrar e consertar quando quisesse.

Após banhá-la, colocou-lhe a roupa e a levou para o estabelecimento no local de trabalho onde morava, e a pôs deitada em sua cama, deixando-a repousar. Depois de deixá-la dormindo, era a vez dele se limpar e trocar as suas roupas...

...

Lina abria os olhos lentamente. Sentia-se dolorida e confortável ao mesmo tempo. Sem se mover na cama, percebeu que estava em um lugar totalmente diferente dos lugares em que esteve fora. Veio as lembranças da noite passada como um flash em sua mente, fazendo-a se sentar na cama, pondo a mão na cabeça.

Aquele homem maldito... e por que ela não estava na cela? Será que alguém veio lhe socorrer e impediu-o de continuar o resto da madrugada torturando e abusando dela?

E ele abriu a porta do seu próprio quarto, com uma bandeja na mão.

– Ah, já está acordada?

Ela lhe olhou com horror. Levantou-se da cama e ele pôs a bandeja no móvel mais perto, para impedir dela fazer o que faria: bater nele e sair correndo dali.

– Lina, Lina...

– Seu infeliz, miserável! – ela socava nele em qualquer parte onde ela pudesse tocar, chorando.

– Acalma-se ou terei que prendê-la novamente.

Ela sossegou, ainda olhando chorosa para ele.

– Você... ainda tem a audácia de...

– Depois discutimos. Vá comer alguma coisa, primeiro.

– Eu não quero comer nada! Quero sair daqui!

– Voltar para a prisão? Hummm... prefere lá que minha casa?

– ...casa?

– Sim, está aqui sob meus cuidados. Sei que está machucadinha... – ele deslizou o dedo na bochecha molhada dela – e precisa se recuperar antes de voltar para lá!

– Ora, seu...

– E se comportar bem aqui... – ele cortou a fala dela – poderá até morar aqui comigo.

– Nunca!

– Hohoho... não diga isso. Está jogando fora uma ótima oportunidade...

Lina caiu sentada no chão. Seu corpo por dentro doía mais ainda. Ele a levantou e a guiou até a cama, fazendo ela se deitar.

– Vou deixar a comida para você. Quando quiser, coma. Voltarei ao serviço, mas ao fim da tarde passo para ver como está. Tudo bem? – ele a beijou na testa, saindo do quarto. Mas não saiu antes de lembrá-la.

– Comporte-se! – e fechou a porta.

Trancando a casa, Laffitte se dirigiu ao seu escritório. E ela passou o dia todo naquele quarto, sem fazer muita coisa – até porque estava totalmente dolorida. Mal andava direito. Quando foi ao banheiro, olhou-se no espelho grande. Trancou a porta e tirou as roupas, viu as marcas da surra de bengala e a mordida mais dolorida na cintura dela. Notou a região íntima inchada, deslizando os dedos em torno dos grandes lábios. Sequer podia tocar a vagina, pois estava como se estivesse arranhada. O que aquele monstro queria com ela? Uma hora a maltratava, outra hora a confortava.

– Eu não sou seu objeto...

Vestiu-se, irritada em ver-se naquele estado. Foi comer o pouco de comida que ele havia deixado e for dormir. Tudo o que tinha que realmente fazer.

...

– Vou mantê-la comigo, mas se vier algum oficial querer saber dela, diga que está na cela e sendo tratada como prisioneira! – disse Laffitte, usando a hipnose para seus subordinados não contestarem.

E assim, tinha o controle de tudo, novamente. Com o tédio em que vivia naquela cidade, ganhou um presente do destino para suporta tal empecilho. Estava muito satisfeito em ter sua bonequinha, seu brinquedo de prazer. Com o tempo, ela se acostumaria com o destino dela nas mãos dele.

No intervalo do expediente, foi comprar alguma coisa de comer para ele e foi vê-la. Entrou devagarinho em casa e no quarto dele – o único naquele estabelecimento. Encontrou-a dormindo profundamente. Deixou-a do jeito que estava, apenas acomodando-se ao lado dela, sentado e com as pernas esticadas na cama.

– Espero que se acostume com sua nova vida daqui em diante... – sussurrou ele, bem baixinho.

E ele deu dois dias de total descanso para ela, que em seu mais íntimo queria fugir dali. Procurava pensar bem no que poderia fazer, pois enganá-lo e sofrer uma punição ainda pior seria drástico. Sabia que não aguentaria viver sob o domínio dele. Que ela faria? Tinha poucas possibilidades em enganá-lo. Por que a vida foi tão ruim com ela? Ao menos... precisava saber o porquê dele comportar-se de forma tão estranha. E o único jeito era descobrir sozinha. Quem sabe se, nisso, encontraria algum ponto fraco nele?

Em uma noite, enquanto estava sozinha no quarto dele olhando a janela, ele entrou no quarto, chegando do trabalho. Deu boa noite, mas ela não respondeu. E com isso, tomou seu banho rapidamente e foi comer alguma coisa no jantar. Ele costumava sempre comer pouco, até pelo seu ritmo de vida que levava – um xerife que ficava de plantão quase vinte e quatro horas por dia. Mas com a presença de sua "protegida", gastava mais comprando alguma comida prática para que ela não passasse fome. Voltou ao quarto e ela nem saía da janela. Foi até a cama e deitou-se.

– Lina... venha cá.

– ...Estou bem aqui...

– Venha... – falou ainda mais calmo e sedutor.

Lina olhou para trás, encarando calmamente séria. Laffitte bateu com a mão levemente na cama, ao lado dele.

– Deixa-me como estão melhorando seus machucados.

– Não quero que toque em mim!

– Mas eu quero tocá-la... sem fazer nenhum mal. Venha...

Ele olhou bem nos olhos dela, ainda sem hipnotizar ou usar alguma ameaça. Sem reclamar, Lia obedeceu e deitou-se ao seu lado.

– ...ainda estou me curando das feridas.

Ele fez menção de abrir o vestido para ver, mas ela se encolheu evirou de costas para ele. Nada disso o intimidou. Ele pôs a mão no ombro dela. Ela estremeceu um pouco. Delicadamente, ele desceu o zíper do vestido e desnudou-a apenas da cintura para cima. Lina tampou os seios, mesmo não dando para ele ver por estar de costas. O xerife deslizou os dedos suavemente pelas marcas.

– Viu só? ... se não tivesse sido uma menina má... – era dócil e atraente ao pronunciar aquelas palavras em uma voz agradável de ouvir – mas eu vou cuidar de você... até que fique totalmente curada... e poderei brincar com você novamente. – ele olhou a marca da mordida, e foi até ela e beijou. Lina deixou escapulir um gemido, fazendo parar o beijo. Ela não se movia. Ela não sabia por que se sentia volúvel nas mãos dele, e por que ele conseguia lhe arrancar alguns gemidos quando a tocava... e ele era aquele que tinha lhe golpeado sem dó.

– ...acha que sou seu brinquedo? – Lina perguntou em tom baixo.

– Acho não... tenho toda a razão em dizer que é sim... minha bonequinha... – disse ele, acariciando-lhe as costas enquanto beijava-lhe a nuca.