Assim que Lina comeu a fruta da transparência, Laffite começou a treiná-la secretamente. Aquela menina inocente e frágil que havia conhecido antes tinha aumentado sua força e sua experiência nesse tempo em que estiveram distantes, tornando-se uma capitã bem sucedida na Marinha. Mas ele ainda estava constantemente preocupado, ou melhor, atento com Lina e com as possibilidades dela o trair, usando seus poderes de Akuma no Mi de um jeito que prejudicasse até o bando. Assim, prometeu a si mesma a partir desse dia, ela iria ensinar Lina como se treinar e adaptar diante da capacidade que lhe deu uma Akuma no M. Os dias em que ele seguia treinando Lina eram os dias mais calmos em seu navio.

Laffitte se moveu jogando seu punho para bater nela – durante um dos treinos, mas sem intenção e machuca-la de verdade – mas ela nem se esquivou o golpe, fazendo com que a mão dele transpassasse o corpo dela e ela aproveitou o momento para usar uma das mãos para empurrá-lo pelo estômago.Mais uma vez, ele moveu-se para dar um soco em Lina, mas ela estava muito lenta e deixando o soco dele transpassar o ombro dela.

– Então... é isso?

– Entendeu como estou usando? – Lina comentou, sorrindo com certa malícia para ele.

– Sim... é um bom jeito de defesa, ficar transparente como se fosse um fantasma. Mas seu ataque ainda é bem previsível. – disse o homem, ajeitando a cartola na cabeça.

– Mas... mesmo usando minha transparência desse jeito... não tem como me proteger de quem me ataca?

– Somente o básico, Lina... mas tem que treinar sua retaguarda como se nem tivesse esse poder... é uma capitã da Marinha, não é?

– Sim...

– Então... vamos prosseguir.

Lina tem a capacidade de ficar transparente, como se parecesse um fantasma e somente deixar partes do corpo sólidas novamente para atacar – como ela fez com Laffitte, usando a mão para empurrá-lo. Treinavam no camarote dele ou em uma das partes do porão vazio. Um sorriso em seu rosto sempre brotava quando sentia até orgulho em ver o progresso da bela mulher dos cabelos escuros, de cor de ameixa.

– Laffitte... posso perguntar algo?

– Sim, Lina?

– Vocês têm escravas mulheres... além de mim?

– Tem, não havia percebido? Aliás, não se lembra? Resgatamos em seu navio da Marinha.

– Ah... tinha me esquecido...

– Uma delas antes de te pegar como escrava quase foi minha... mas nem tive interesse nela, não se preocupe.

– Bom... se tivesse antes seria normal, já quem sabia que eu existia. – comentou rindo, entendendo o que ele quis dizer.

– Eu estava me findando como "homem" poucos meses antes de você aparecer do nada em minha vida... e tudo porque eu ainda a amava... e amo.

Lina sentiu as bochechas queimarem, e elas coraram um pouco. Laffitte sorriu, vendo aquela reação.

– Ainda segue sendo aquela menina... apesar de estar mais forte... mais firme... mais mulher.

– ...obrigada pelo seu amor que nunca se esgotou... – e confessou – e passei esses anos todos querendo vingança e sem reconhecer que, apesar de tudo que houve entre nós, eu ainda... o amava.

– Eu que estou grato por me perdoar. – e fez um carinho breve na bochecha da outra.

...

Seguia mais um dia tranquilo pelos mares a grande frota do Barba Negra. No navio onde Shiryu era capitão, Candy se encontrava em um estado quase deplorável. Estava se servindo ao homem sempre brutalmente e encontrou-se enferma nessa manhã, com febre e dores pelo corpo. Shiryu, impiedoso, reclamava agredindo-a, acusando de estar fazendo corpo mole. Uns do navio pediram piedade para que, ao menos, ela se curasse e voltasse a servi-lo como ele quisesse com saúde.

– Vai que ela está morrendo... mesmo assim, deveria ser tratada. – comentou um dos homens dele.

– Cala essa boca! – ordenou o homem com o uniforme de Impel Down.

– Com o perdão de interromper, capitão... se não a quer, por que não entrega a uma outra pessoa?

– Faço o que quero. E se reclamar, mato-a na sua frente para servir de exemplo! – ele sacou a espada e apontou para Candy, jogada no chão, sentada, mal conseguindo levantar os olhos.

E todos se dispersaram. Muitos tinham pena da bela moça, mas nada poderiam fazer com um capitão daqueles. Shiryu olhou-a com certo desprezo, mas quis fazer algo ali por ela. Pegou-a nos ombros e levou-a até o banheiro, onde a colocou de pé e rasgou-lhe o vestido meio sujo, deixando-a totalmente nua. Olhou todo aquele belo corpo esguio e sensual, o qual havia se deleitado bastante em recentes noites.

– Vai se lavar! E só saia daqui quando eu voltar para te buscar! – ordenou ele, fechando a porta com certa brutalidade. Candy se moveu o pouco que podia para entrar em baixo do chuveiro, passando um pouco de sabão pelo corpo todo sem o cuidado de prender os longos e ondulados cabelos castanhos antes.

O outro foi chamar pelo Doc Q, que estava dormindo. Reclamando porque foi acordado, o médico com aparência de adoentado foi até lá, mas antes resolveu contar aquilo para Barba Negra.

– Ora, e o que isso me interessa? Não precisa contar tudo de tudo para mim, não é? Zehahahaha... – Barba Negra falava ao den den mushi, enquanto jogava xadrez com Laffitte.

– O que houve?

– Ah, o outro me ligou para falar que Shiryu requisitou a ajuda dele para cuidar da escrava dele que caiu doente.

– A... Candy?

– É, essa mesma! – confirmou enquanto voltava à atenção ao tabuleiro.

– Hmm...

– E falando nisso... como anda aquela sua escrava?

– Menos rebelde... mas o controle sobre ela é maior de todos, visto que ela tem tendências a querer fugir.

– E... e ela e bem obediente? É gostosa de passar a noite? – Teach perguntou mostrando-se curioso em saber das intimidades.

– Não... não é lá essas coisas... mas faz serviços domésticos muito bem. – ele mentiu.

– Ohh...

– Candy me parece melhor... sinto por ela estar em mãos totalmente erradas! – Laffitte comentou, lembrando-se de Shiryu.

– Ué, se gosta da outra, por que não troca com Shiryu?

Nunca que Laffitte faria aquilo.

– ...eu gosto de ter razões para punir... e ela é uma diversão melhor nisso. – e dá um xeque-mate em Barba Negra também no tabuleiro.

– Zehahahaha! Eu gosto disso... – olhou para o tabuleiro – e... ora, ganhou de mim novamente? Não deveria ficar conversando aqui!

– Não se preocupe, Almirante Teach... azar em jogos, sorte nos amores. – disse tentando descontrair Teach, visto que ele nunca suportava perder nenhum tipo de jogo ou batalha, mesmo em descontração.

...

Shiryu entrou no banheiro e, trazendo um outro vestido mais limpo, deu para Candy se vestir e a levou para o camarote que era o próprio quarto. Deitou-a na cama.

– Fica aí. O nosso doutor vem ver o que tem.

– Tudo bem... mas já me sinto melhor, Capitão Shiryu. – disse Candy, com a voz fraca.

– Quero ouvir isso dos lábios dele, e não dos seus. – disse ríspido – Vou esperar lá fora. E não se levanta para nada, ouviu bem?

– ...sim, senhor. – concordou Mandy, fechando os olhos e aproveitando o conforto daquela cama, sem ser machucada naquelas penetrações brutas e ansiosas por descarregar a excitação sexual vindas do pênis do homem bem maior que ela.

Doc Q demorava, e Shiryu ligou para Laffitte pelo seu den den mushi para que ele mesmo fizesse o outro vir rapidamente.

– Olha, eu não sou mapa de todos os membros do bando. Ele é mole mesmo, deve estar por vir. – disse Laffitte, já em seu barco e em seu camarote, junto com Lina ao seu lado.

– Droga... o ruim desse bando é que se tem um especialista para cada necessidade... e ele mesmo precisa se aposentar! – rosnou Shiryu.

– Mas ele ainda é um médico efetivo, Shiryu. – continuou Laffitte – e Candy só não se cura se ela estiver com algo realmente fatal.

Lina estava curiosa em sabe como viviam os escravos em cada navio. Ainda tinha a inconsciente vontade de poder soltá-los. Resolveu ver por essa mesmo como estavam sendo tratados. Tinha uma curiosidade nas mulheres, em geral. Que nem ela.

– Laffitte... escuta, tenho pouco de noções de Paramedicina... se você quiser, posso ver o que ela tem. – ofereceu-se Lina.

Laffitte parou de falar, olhando para ela com jeito confuso.

– Não vou te soltar nas mãos dele. – determinou Laffitte.

– Você pode vir junto comigo, para garantir segurança. – confirmou Lina.

– Já desligou, Laffitte?

– Não, apenas ouvi algo que pode lhe ser útil. Minha escrava diz que tem conhecimentos básicos em Paramedicina, aquela capitã da Marinha.

– Ah... sei. E o que ela quer?

– Ofereceu ajuda, podemos chegar aí antes do Doc Q. Que acha?

– Então venha logo! – e desligou o den den mushi na cara do outro, que começou a rir.

– E então, Laffitte? Podemos ir até lá?

– Vamos, claro! ...estou curioso em ver como está o apaixonado Shiryu e sua escrava. – comentou com certa ironia. Para ele, Shiryu mantinha um amor platônico c essa escrava, mas queria manter sua pose de capitão durão.

– Shiryu... ele não me parece desses que se apaixonam assim.

– Eu pareço? – ele parou, com a bengala na mão.

Lina pensou bem por breves segundos.

– Não muito.

– Então? Por trás dos mais durões, podem existir pessoas que se apaixonam. Eu sou um desses. Agora, você entende Shiryu?

– ...mas você parece mais sano.

Ele riu e pegou o xale que Lina usava ali, dando para ela.

– Vamos logo.

Partiram para o navio de Shiryu, aproximando-se do navio do outro. Após estenderem as tábuas entre os navios para os dois passarem, Lina sentiu uma energia negativa vinda do tal homem que quase havia abusado dela como sua própria escrava. Ao deparar-se com Candy, espantou-se.

– Chocada? – perguntou Shiryu, com certa ironia.

– Sim... ela não me parece nada bem... – Lina pegou o pulso de Candy com uma das mãos e, com a outra, pôs a mão na testa suada da outra. – ela está fraca, bem fraca! Ela precisa se alimentar bem com carnes, legumes e verduras e ficar de repouso.

– Mas ela come o necessário para se sustentar. – disse Shiryu, com os braços cruzados, Laffitte estava à porta, fazendo segurança dela.

– Mas ela precisa de mais disso... para melhorar.

– Olha aqui, ela não passa de uma simples escrava! E se estiver com alguma doença perigosa, vou mata-la.

– Não há necessidade disso! – disse Lina, olhando para quem lhe dizia tais palavras.

– Laffitte... não quer mais uma para você? – Shiryu perguntou para o outro, olhando de lado.

– Bem, posso aceitar... mas... uma vez que eu a pegar... você não a pega mais. E então?

Laffitte queria confirmar se ele realmente tinha algum vínculo mais forte com Candy. Resmungando rapidamente e baixinho, Shiryu olhou novamente para Candy.

– Quer passar suas noites solitariamente novamente?

– Chega. – e Shiryu descruzou os braços, aproximando-se mais de Lina. Laffitte estava quieto na porta, porém alerto.

– Posso cuidar dela até que o doutor chegue... isso se eu tiver a permissão do meu senhor. – terminou olhando para Laffitte.

– Tem, claro. – o homem dos cabelos extremamente lisos concordou.

Alguém bateu à porta. Laffitte abriu falando sem olhar para quem era.

– Chegou atrasado. – disse este.

– Ah... vim o mais rápido que pude! – disse o velho, movendo-se lentamente até Shiryu – cadê a garota?

– Bem debaixo do seu nariz. – e saiu de perto da cama.

E ele viu Lina, sentada na cama. Aproximou-se curioso, bem pertinho dela, olhando-a com os olhos semicerrados.

– Ohhh... essa que é a doentinha, é?

Lina se afastou ainda sentada, olhando de lado para ele que se aproximava de um jeito de quem estava atraído. Doc Q estava impressionado com a beleza daquela mulher.

– É a que está deitada. Essa aí e a minha escrava! – Laffitte destacou o pronome "minha".

– Ohhh! Ainda não tinha visto tal formosura, hein?! – ficou rodeando Lina, que se sentiu incomodada. Laffitte fez menção de se mover ali, mas Doc Q passou a analisar Candy, que dormia profundamente embaixo de uma febre – nossa... quanta escrava bonita que conseguimos! Faço questão de curar essa aqui! – disse ele, abrindo seu casaco velho e tirando uma pequena mala, colocando na cama. Vinha um cheiro incômodo de álcool vindo de dentro da roupa do médico do navio, fazendo Lina virar o rosto e, disfarçadamente, tampar as narinas.

Lina soltou Candy, que foi analisada pelo Doc Q, que ainda queria saber mais (também) sobre Lina.

– E ela? Que estava fazendo aqui junto a essa outra?

– Eu vim vê-la para analisar a saúde dela durante sua demora. – disse Lina, calmamente.

– Ahhh... pelo visto ela esteve em boa companhia! – terminou rindo – olha... ela precisa de cuidados, está anêmica e com um resfriado. Shiryu! – virou-se para este e apontou-lhe o dedo – Trata de manter uma escrava dessas em perfeita saúde, ou eu vou tirá-la de você!

– Ora... seu... – Shiryu esbravejou.

– Acalmem-se os dois! – disse Laffitte, cortando aquele clima – depois vocês brigam por ela, vamos deixar que Candy se recupere... afinal é uma escrava digna de se manter bem cuidada... não é mesmo, Shiryu?

– Pode leva-la para si, Q! – disse o homem para o médico.

– Ah, ótimo! – ele se sentou na cama, puxando-a para seus braços e pondo-a que nem um bebê.

– O que você faz aí na minha cama?! Saia daí! – ordenou Shiryu.

O cheiro de álcool forte fez Candy abrir os olhos e se assustar com o médico, debatendo-se de um jeito que ambos caíram no chão. Laffitte e Lina prenderam suas risadas. Ajudada pela "escrava" de Laffitte, Candy voltou para a cama assustada com aquele homem bizarro.

– Quem é esse?!

– O médico do bando, ele vai cuidar de você. – disse Lina, acalmando-a.

– Cadê Shiryu? – perguntou a de cabelos castanhos.

– Aqui atrás.

– O que foi? – ele apareceu.

– Eu... sinto sede.

– Vamos pegar água para você, mas volta a fica deitada, por favor. – Li a ajudava a outra se esticar na cama.

– Você vai cuidar dela junto comigo? – Doc Q perguntou ao pé do ouvido de Lina, que se virou para trás num susto.

– Não, não vai não! – disse Laffitte, pegando-a pelo braço e afastando-a ali daquela cama – ele fará isso por conta própria. – e falou somente para Lina – não te deixarei perto desse homem!

Lina somente concordou com a cabeça. Afinal, ali diante dos outros, tinha que parecer uma escrava submissa ao seu senhor. E naquela noite, Shiryu quis dormir no divã do quarto, enquanto Doc Q vigiava e media a temperatura e pressão dela. Bem medicada, Candy pode dormir sossegada, com uma breve melhora daquela febre. Mas ela ainda estava anêmica.

...

Foi uma emboscada em que todos apanhados de surpresa. Uma frota composta por aliados de Kaido se aproximavam hostilmente no raiar do dia, pegando de surpresa os piratas do Barba Negra, que tinha apenas começado a acordar. E Kaido vinha no último navio, extremamente gigante; tinha aproveitado a névoa da manhãzinha, misturando-se entre a névoa espessa que pairava no ar. Uma bomba que atingiu o lado do navio mais próximo – o de Laffitte – foi o único aviso que recebeu antes do navio menor daquela frota dos aliados de Kaido.

Lina acordou espantada. Laffitte se levantou, pressentindo que estava sendo atacado e, vestindo-se rapidamente, assumiu suas tarefas como o capitão do seu navio. E assim fez cada um dos capitães em seus navios. Barba Negra ficou ansioso e crente que poderia enfrentar aquela frota de Kaido, e assumiu a primeira posição no meio daquele mar com seu navio, o maior e mais imponente. Mas ao vir a figura o navio de Kaido e mais a figura do próprio, sentiu o sangue começar a correr gelado. Mas não podia correr ali. Um Youkou deveria enfrentar de igual para igual um outro.

Ele revidou instantaneamente na invasão súbita, deslocando em sua forma híbrida. A tripulação dos aliados de Kaido já era fora do comum, e eles atacaram com uma selvageria brutal semelhante a um animal irracional. Mesmo que os Piratas do Barba Negra fossem fortes, a tripulação do Kaido parecia estar igualmente a par com eles e foi um impasse que ambos os lados estavam equilibrados. Barba Negra exibiu suas habilidades de duas Akumas no Mi que tinha, o que motivou Kaido apenas a atacar e fazê-los prisioneiros. Já não eram os primeiros capitães notórios que ele pegava ali. O próprio gigante estava decidido a provocar o caos no Novo Mundo desde que perdeu a conexão mercantil com Doflamingo e a obtenção de Smiles, a Akuma no Mi artificial que Doflamingo controlava e fornecia para ele.

Foi uma batalha intensa, a ponto da grande frota da Marinha aparecer e intervir naquela batalha. Todos temiam a figura imponente de Kaido, porém tiveram a ousadia de tentar pará-lo, sendo muitos atingidos somente por um navio da frota dos aliados. O navio de Laffitte não foi somente atingido como também invadido por diversos membros de um dos navios dos aliados. Lina sentiu sue sangue de capitã ferver e resolveu ajudar a combater, mas Laffitte ordenou que ela ficasse apenas quieta perto dele.

– Dê-me ao menos uma espada, para garantir a cobertura!

– ...ei você aí! – ele chama um dos seus homens – traga-me uma de nossas espadas, rápido! – e o tal homem saiu correndo e voltou com uma espada. Laffitte entregou para Lina – mas fica perto de mim, ouviu?

– Entendido. – disse ela, empunhando a espada e esperando vir quem viesse ataca-la juntamente com Laffitte.

Com aquele rebuliço todo, os navios da frota do Barba Negra se dispersavam, fugindo também da Marinha que quis se aproveitar e capturar os piratas que pudessem capturar. Com seu poder de hipnose, Laffitte conseguia converter uns para se juntarem a ele para contra-atacar os que invadiam o navio. Lina conseguia ferir todos com os quais lutava sem ter um arranhãozinho, por causa do seu poder já definido. Laffitte pode observar isso por breves instantes, quando foi atingido desprevenido por duas balas, uma em cada perna, que o fez cair e, aos poucos, perder a consciência. Eram balas com entorpecente relaxante. Lina gritou assustada ao vir seu amado atingido e sendo levado pelos tais homens, tentando ir até ele correndo o mais que podia. E parte da frota da Marinha já havia cercado aquele navio de Laffitte, onde também os atacantes puseram fogo. Um dos homens da Marinha reconheceu Lina e gritou pelo nome dela, que parou e olhou para trás. De repente, veio-lhe uma louca ideia instantaneamente. Queria ajuda para recuperar Laffitte e a hora era aquela, daquele jeito mesmo.

– Rápido! Peguem aquele grupo, vamos capturar um dos membros do bando do pirata Barba Negra! Não vamos deixar que eles levem-no para Kaido!

E parte do grupo da Marinha que estavam ali gritaram, concordando com a Lina que eles reconheceram como uma das respeitáveis capitãs da Marinha.