Engraçado como este capítulo demorou bem mais (leia-se: quase uma eternidade) pra ficar pronto do que o anterior... Espero que gostem!
As consequências do despertar de Perséfone, pouco a pouco, começam a surgir. Após a chegada do Ano Novo, Tsubomi Hanasaki e Erika Kurumi conhecem uma nova vizinha, cuja insegurança a transforma em uma guerreira Broto, serva de Perséfone. Enquanto a combatem, elas a convencem a se abrir mais, resolvendo seu problema. Mas uma dúvida paira na mente de Tsubomi: afinal, quem eram aqueles tais Cavaleiros de Atena?
Capítulo 3: Flor de Romã ~ Cavaleiros de Bronze Juntos Outra Vez
Em Sicília, no jardim de papoulas de Perséfone, a deusa estava em seu trono, enquanto Rhodope, ajoelhada diante dela, a contava sobre a luta entre Junko e as Pretty Cures. – Exatamente, madame Perséfone. Duas delas, rosa e azul, se me lembro bem. Elas apareceram do nada e tiraram minha guerreira Broto de meu transe.
Cyane, atrás de Rhodope, parecia mais preocupada que o normal, de braços cruzados e cabeça baixa. – E o pior é que, ao contrário dos Cavaleiros, os poderes delas estão diretamente ligados à Árvore dos Corações. Elas sabem como derrotar nossos guerreiros Brotos por completo e diminuir nosso exér...
– Espere aí, Cyane. – Perséfone interrompeu – Você disse... Árvore dos Corações?
– Ahã! Aquela mesma que você criou depois que se casou com Hades, para que todos os seres humanos sempre tivessem um pedaço da primavera em seus corações. – Cyane confirmou – Ao trair o Olimpo, você também traiu a Árvore.
Lentamente se lembrando do que havia acontecido em tempos mitológicos, Perséfone sorriu e colocou uma mão no queixo. – Ah, entendo... Sempre soube que a Árvore revidaria mais cedo ou mais tarde.
– Mais alguma coisa, madame Perséfone? – perguntou Rhodope, se levantando.
Após um longo silêncio, Perséfone finalmente deu sua ordem. – Rhodope, Cyane, avisem às outras Ninfas que agora... Teremos trabalho dobrado.
– Psiu! Kouga! Kouga, acorda! – A voz de Seiya no pé do ouvido acordou Kouga, que havia passado a viagem de barco inteira dormindo. – Olha só, chegamos! – o Lendário exclamou, sacudindo Kouga pelos ombros.
Confuso, Kouga olhou pela janela do barco e viu que este havia chegado a um porto bem lotado. De fato, Kouga, Seiya, Saori e Tatsumi finalmente chegaram ao seu destino: Atenas, na Grécia, aonde estavam localizados o Santuário e a Palaestra. Ao saber de Perséfone dias antes, Saori planejou que fossem para a escola de Cavaleiros avisar a todos sobre a notícia. Mesmo com sono, Kouga estava animado para ver seus amigos de novo e saber das novidades.
Pouco depois, os quatro já haviam chegado à Palaestra, que havia sido reconstruída com a ajuda da Fundação GRAAC depois do final desastroso da última Batalha dos Cavaleiros. Ao entrarem, viram vários alunos espalhados pelo pátio, alguns já recuperados do incidente com a Torre de Babel. Kouga, surpreso ao notar que quase nenhuma das garotas estava usando máscara, desviou o olhar para Saori. – Não sabe, Kouga? – Saori perguntou, com um sorriso sereno – Aboli a lei das máscaras por causa inciativa da Yuna de tirar a dela e seguir seu próprio destino. E falando nela... Yuna!
A Amazona de Águia, que estava botando a conversa em dia com Komachi e Arné em um canto, interrompeu a conversa ao ouvir a voz de Saori. Estava praticamente a mesma, só que seus cabelos estavam presos em um rabo de cavalo. – Atena! Seiya de Sagitário! Há quanto tempo! – exclamou Yuna, abraçando Atena e o Sagitário.
Não demorou muito para que seu olhar virasse para Kouga, ganhando um pouco mais carinho. – Você também, Kouga. Esse seu jeito cabeça-dura fez falta aqui. – disse Yuna, colocando a mão na cabeça do Pégaso e levemente assanhando seus cabelos ruivos.
– Também senti sua falta, Yuna! – Kouga deixou escapar uma risada ligeiramente envergonhada.
Então, Yuna virou o olhar de volta para Saori. – Então, Atena...
– Pode me chamar de Saori mesmo. – respondeu a deusa.
– Então, senhorita Saori, – Yuna se corrigiu – Posso ficar um tempo com o Kouga? É importante.
– Claro que pode. Sei que você é uma Amazona incrível e que você e Kouga são grandes amigos. Só não demorem muito, está bem?
– Está bem. Vamos, Kouga. – disse Yuna, segurando a mão de Kouga e se dirigindo até o prédio principal de Palaestra com ele.
Lá dentro, foram observados por muitos outros alunos, - Kouga podia ouvir sussurros ocasionais de coisas como "eles salvaram o mundo" ou "herois de Palaestra", e sentiu um breve orgulho. Finalmente, chegaram a uma das salas de aula, que estava praticamente vazia, ocupada por apenas duas pessoas, que Kouga logo reconheceu: eram Souma e Haruto, que conversavam enquanto Souma estava encostado em um pilar.
– Ah, Kouga! Finalmente chegou, hein? – disse o Leão Menor, se aproximando de Kouga e colocando um braço ao redor do companheiro – E aí, cara, como anda? Aproveitou bem o Natal?
Kouga deixou escapar uma risada. – Mais ou menos... – ele respondeu – Meu Natal até que foi bom. Fui a uma festa em um orfanato e fiquei amigo de alguns dos órfãos. Só não foi perfeito por causa dessa história de Pers...
– Perséfone. A gente já sabe. – Haruto o interrompeu – Soubemos de tudo pelos Cavaleiros de Ouro. Tive que interromper as atividades de minha banda pra me focar nessa guerra que está começando.
– Você tem uma banda agora? – perguntou Kouga.
– O clã Fuji não existe mais, fazer o que?
De repente, Kouga pôde ouvir o som de passos rápidos vindos de fora da sala. As portas se abriram, e lá entrou Ryuho, com uma lancheira pendurada no ombro, seguido por Kiki, em suas vestes casuais.
– Me desculpem pelo atraso! Tive que me encontrar com o Kiki pra combinar o conserto das Armaduras. Meu Cristal de Armadura já está com ele. – disse o jovem Dragão, se aproximando de seus amigos.
– Eu ouvi direito ou vocês estavam falando de Perséfone? – perguntou Kiki, mostrando interesse.
Yuna sorriu, dirigindo o olhar ao lemuriano, enquanto os garotos continuavam a conversar. – Exatamente, senhor Kiki. – disse a Amazona de Águia, já removendo sua gargantilha e a entregando a Kiki – Você foi crucial para nós na batalha das Doze Casas, então sei que fará um bom trabalho consertando nossas Armaduras para essa nova guerra.
Colocando a gargantilha de Yuna em seu bolso, Kiki virou o olhar para os rapazes e clareou a garganta, chamando a atenção deles. – Rapazes, por favor me entreguem seus Cristais de Armaduras. – ele pediu, estendendo a mão livre – Enquanto conserto suas Armaduras, peço que se dirijam à sala do diretor. Tem alguém muito especial esperando por vocês.
Com os Cristais de Armadura entregues, os cinco Cavaleiros de Bronze seguiram até a sala do diretor. Ao chegarem, se depararam com uma visão inesperada: uma bela mulher de cabelos alaranjados, usando o uniforme anteriormente trajado por Ionia. Também usava um Cristal de Armadura dourado ao redor do pescoço. – Ah, jovens Cavaleiros de Bronze. É um prazer conhecê-los. – ela disse, se aproximando dos cinco, com o olhar fixado em Kouga.
– A nova diretora... – murmurou Kouga.
– Isso mesmo. Eu sou Marin, nova Amazona de Ouro da constelação de Peixes. Atena me contou tudo o que aconteceu durante a guerra contra Apsu, enquanto eu estava debilitada. Tenho que admitir que vocês lutaram muito bem. Principalmente você, Kouga. Pelo que Atena descreveu, é digno de ser sucessor do Seiya.
Sentindo sua face corar, Kouga deu um leve sorriso encabulado, enquanto Marin desviou o olhar para Yuna. – E você, Yuna de Águia, não fica atrás. Estou muito orgulhosa em ter uma guerreira exemplar como você como herdeira de minha antiga Armadura. – disse a Amazona de Ouro.
Yuna ficou sem palavras ao ouvir aquilo. Já havia ouvido falar de Marin - fora dela que sua mestra Pavlin havia conseguido a Armadura de Águia. Não podendo acreditar que estava sendo elogiada por uma Amazona tão nobre e sábia, deixou escapar um único suspiro, com um brilho em seus olhos.
– Senhora Marin, – perguntou Ryuho, se aproximando da Amazona – você sabe alguma coisa sobre Perséfone?
– Como não iria saber? – respondeu Marin com um sorriso, desviando o olhar para a estátua de Atena erguida no pátio – Perséfone, deusa da primavera e esposa de Hades, o mesmo que foi derrotado por Atena e pelos Cavaleiros Lendários anos atrás. Perséfone, filha da deusa Demeter, possuia o coração mais puro entre todos os deuses do Olimpo. Era a única que podia amar a Hades de verdade, independente de ele ser deus dos mortos. Porém, esse amor lentamente começou a corrompê-la, até se tornar uma bela mas inescrupulosa rainha dos submundo, temida até pelo próprio marido. Perséfone e suas Ninfas protetoras começaram a ter a mesma opinião que Hades sobre os humanos, e traíram o Olimpo juntos. Quando Hades foi derrotado, Perséfone caiu em um sono profundo, do qual só acorda quando Hades encontra um coração puro para possuir. E parece que nós, Cavaleiros de Atena, não somos os únicos que podem derrotá-la.
Os olhos de Kouga arregalaram ao ouvir o sonoro 'não' no meio da frase dita pela Amazona de Peixes. – ...Como assim não somos os únicos?
Como resposta, Marin acariciou a cabeça de Kouga, e voltou a olhar para a estátua de Atena. – Há muito mais sobre Perséfone do que a maioria das pessoas acha. – ela respondeu – Pouco antes de se mudar para o mundo dos mortos, para que todos tivessem um pedaço da primavera dentro de si, Perséfone criou uma árvore lendária conhecida como a Árvore dos Corações, e deu a cada coração humano uma flor diferente. Quando Perséfone e suas Ninfas traíram os outros deuses, elas também traíram a Árvore, que foi automaticamente desconectada do Olimpo, e as fadas que habitavam a Árvore conseguiram revidar, colocando Perséfone em seu sono, e desde então se empenham em proteger a Árvore de forças do mal.
– Deixa eu ver se eu entendi... – disse Yuna, com uma mão no queixo – Então vamos ter que pedir ajuda dessas tais fadas pra podermos derrotar Perséfone por completo?
Ao ouvir falar nas fadas, Souma deu um sorrisinho, já imaginando belas moças voando ao redor de uma árvore florida. – Até que tô começando a gostar dessa história de Perséfone... – ele comentou, virando para os colegas – Não acham, pesso-
– Cuidado!
Marin avistou um rápido vulto branco se direcionando aos Cavaleiros de Bronze, um vulto que Haruto conseguiu pegar entre seus dedos antes que pudesse atingir alguém. Era um pedaço de papel dobrado, que foi entregue a Marin e desdobrado, revelando uma pequena mensagem, acompanhada de algumas pétalas brancas. – Parece que isto foi mandado por Perséfone ou um de seus servos. Aqui diz...
Cavaleiros de Atena, venham até o Coliseu. Uma belíssima surpresa os aguarda.
– Se é mesmo de Perséfone, não deve ser nada 'belíssima'. – comentou Ryuho – Ainda assim, temos que descobrir o que é.
Kouga concordou com um movimento da cabeça. – Vamos ver se o Kiki já terminou de consertar nossas Armaduras e ir ao Coliseu! – ele disse, erguendo um punho.
Com todos de acordo, os cinco rapidamente saíram da sala, sob o olhar atento de Marin, que deixou escapar um breve sussurro. – Tomem cuidado.
Ao fim do conserto das Armaduras, Kiki as entregou a seus respectivos donos, e os Cavaleiros de Bronze se dirigiram ao Coliseu de Palaestra. O local estava completamente deserto, muito diferente de como estava da última vez que estiveram lá, durante a Batalha dos Cavaleiros. Belas camélias brancas japonesas estavam espalhadas por todo o Coliseu, e diante dos jovens Cavaleiros, bem no centro, estava um homem esguio, de cabelos longos e loiros, vestindo uma armadura que lembrava as pétalas das tais camélias. Era, sem dúvida, um dos Brotos de Perséfone. – Saudações, jovens Cavaleiros! – disse o estranho homem, fazendo gestos teatrais – Eu sou Gwendolyn, guerreiro Broto de Camélia Branca, servo...
– De Perséfone, já sabemos. – Yuna interrompeu.
– NÃO SE META, PIRRALHA! – rosnou Gwendolyn, irritado – Agora, Cavaleiros de Bronze, rendam-se imediatamente para terem sua vidas poupadas.
Kouga deu um passo á frente, empunhando seu Cristal de Armadura, bem como seus companheiros. – Você deve estar com a cabeça nas nuvens pra achar que nós nos renderíamos tão facilmente! – disse o Pégaso.
– Como eu senti falta desse momento! – exclamou Souma, seu Cristal já brilhando.
Foi aí que cinco clarões de Cosmo encheram o Coliseu, chamando a atenção de alguns alunos, bem como de Seiya, Saori e Marin. Em pouco tempo, os cinco jovens já estavam devidamente equipados com suas Armaduras. Devido aos danos causados pela batalha final contra Apsu, Kiki, que não sabia até onde o poder de Perséfone poderia chegar, optou por usar seu sangue para reparar as Armaduras, fazendo com que elas mudassem de forma. Todas elas pareciam mais resistentes e cobriam menos que antes, principalmente as de Leão Menor e Águia - esta, por sinal, apresentava o mesmo esquema de cores, mas havia adquirido uma forma semelhante a que tinha quando ainda era usada por Marin.
Mas o que importava mais naquele momento não eram as novas Armaduras - era acabar com Gwendolyn. Este, por sinal, tirou algumas pétalas menores de sua "armadura", se esse era mesmo o termo correto, criando dois leques, um em cada mão. – Vamos ver do que são capazes, Cavaleirinhos...
Enquanto a luta começava, alguns alunos entraram no Coliseu, sem serem notados, para assistir tudo. Entre eles, tanto alguns novatos, como alguns mais conhecidos dos jovens Cavaleiros, incluindo Spear e sua gangue e Komachi e Arné. As coisas não pareciam muito boas para o lado dos Cavaleiros; eles golpeavam o quanto podiam, mas Gwendolyn sempre desviava. – Ele é rápido demais... – disse Kouga, parando para respirar.
Haruto, que havia desaparecido de novo, reapareceu atrás de Gwendolyn por meio de seu jutsu de manipulação da terra, e o segurou por baixo dos braços. Confuso, o guerreiro Broto começou a olhar de um lado para o outro, e notou Souma, por cima dele, com os punhos envoltos em fogo. – Em chamas! CHAMA FLAMEJANTE DE LEÃO MENOR!
– Que fofo... – Gwendolyn deixou escapar uma risada, estendendo os braços enquanto redemoinhos de pétalas se formavam ao redor destes –NEVASCA DE PÉTALAS!
O guerreiro Broto de Camélia estendeu os braços para os lados, disparando uma forte ventania que jogou Souma e Haruto para longe. Tomando fôlego, Gwendolyn dirigiu seu olhar ao Leão Menor e, erguendo o braço para golpeá-lo de novo, avançou em direção a ele, mas foi surpreendido quando Ryuho se meteu entre os dois, com seu Escudo erguido.
Komachi, que assistia atenta ao confronto, não se controlou e se inclinou para frente para ter uma visão melhor. – Aguenta firme aí, Ryuho! – gritou a Amazona de Grou a plenos pulmões de onde estava com Arné.
A Lebre respondeu com um leve tapa na nuca da amiga. – Ô, Komachi, assim ele perde a concentração. – ela censurou.
Ainda assim, muito pelo contrário, Ryuho se manteu focado, tentando manter Gwendolyn no lugar com o Escudo. – Então... Está com calor? – perguntou em voz baixa, olhando nos olhos do Broto, esperando o momento certo.
– Mas como...
Antes que Gwendolyn pudesse terminar, Yuna saltou por cima de Ryuho, com a perna direita estendida, e os dois brevemente trocaram olhares, já sabendo o que fazer.
– FURACÃO EXPLOSIVO!
– ESPELHO D'ÁGUA!
Em um piscar de olhos, Gwendolyn foi arremessado para o outro lado do Coliseu pela união entre a rajada de Yuna e o jato d'água de Ryuho, colidindo com um dos pilares. Cercado por pétalas que se soltaram de sua armadura, o Broto se levantou, retirando sua ombreira esquerda e segurando-a como um leque. – Impressionante... Mas vocês ainda não sabem do que eu sou capaz... NÉVOA INVERNAL! – ele exclamou, rodopiando enquanto girava ombreira de um lado para o outro, criando uma espessa névoa branca, atrapalhando a visão dos Cavaleiros.
Perdidos em meio à névoa, os Cavaleiros começaram a ser atingidos, um por um, por golpes-surpresa de Gwendolyn. – Impossível... – murmurou Haruto, caído de joelhos, sem acreditar no que presenciou – Nem com minha agilidade de ninja posso alcançá-lo...
Foi aí que Souma arregalou os olhos, se lembrando de ter passado uma situação parecida há certo tempo atrás. – Espera aí... Kouga! – ele chamou, lembrando de quando ele e o Pégaso lutaram contra Mantis Ordykia, pouco após se conhecerem – Queime seu Cosmo! Faça sua luz brilhar que nem daquela vez!
Após um breve silêncio, Kouga acenou com a cabeça, fechou os olhos e os punhos, e começou a queimar seu Cosmo até o limite, emitindo uma forte luz que ajudou seus amigos a encontrarem Gwendolyn em meio à névoa.
– Agora!
Ao sinal de Kouga, todos os cinco avançaram até Gwendolyn e o golpearam de uma só vez, um atrás do outro para evitar que ele escapasse. Quando a névoa se dissipou, Gwendolyn estava bastante enfraquecido, mas tentava se manter de pé. – Isso... Já está... Passando... Dos limites! – ele disse, já irritado, estendendo os braços mais uma vez – NEVASCA-
– LAMPEJO DA ÁGUIA!
Antes que pudesse fazer qualquer coisa, para a surpresa dos jovens Cavaleiros, Gwendolyn foi atingido pelo poderoso chute de Marin, que agora trajava a Armadura de Peixes, adaptada para encaixar em seu corpo e adornada com um cachecol branco em lugar do preto usado por Amor. O Broto, atordoado pelo golpe, caiu deitado no chão, e os Cavaleiros de Bronze se aproximaram de Marin, ainda com o pé na barriga dele. – Vá embora. – ela disse em voz baixa, franzindo as sobrancelhas – Ou quer experimentar o poder de uma Amazona de Ouro?
– Está bem... – Gwendolyn relutantemente respondeu, deixando que Marin tirasse o pé de cima dele – Erva daninha... – E com isso, o Broto desapareceu em um vulto branco.
Quando a poeira baixou, todos puderam ouvir palmas enlevadas, ecoando por todo o Coliseu; era Komachi, cujo olhar, repleto de orgulho, esteve grudado nos Cavaleiros de Bronze pela luta inteira. Seu olhar se encontrou com o de Ryuho, e o jovem Dragão deu um leve sorriso que fez as bochechas da Grou corarem.
Certo tempo depois, enquanto Saori e Marin davam um discurso alertando os outros alunos sobre Perséfone e seu exército no Coliseu, os cinco Cavaleiros de Bronze estavam reunidos no pátio, com Seiya e todos os outros alunos que haviam assistido o confronto contra Gwendolyn. – Mandou bem, Yuna... – disse Spear, se aproximando da Águia junto a Gray e Rudolph – Tenho que admitir, quando nos enfrentamos naquele dia, não esperava que iria tão longe. Você é uma das Amazonas mais fortes que conheci... Me parece justo.
Yuna deixou escapar uma risada. – Vejo que amadureceu desde aquela vez, Spear. – ela comentou – Fico feliz que aprendeu a lição.
Por outro lado, Ryuho conversava com Komachi e Arné, enquanto a Grou mantinha o olhar grudado nele. – ...e por isso, aproveitei a época do Natal pra tentar conhecê-lo melhor. Ele até que é legal, mesmo que um pouco esquentadinho... – ele contou, se interrompendo ao notar o olhar perdido de Komachi – Está tudo bem, Komachi?
– Que olhos... – ela murmurou, distraída, pouco antes de um beliscão de Arné a trazer de volta à realidade – Q-Quer dizer, estou ótima!
Enquanto os outros botavam a conversa em dia, Kouga estava encostado na base da estátua de Atena, admirando seu Cristal de Armadura, que agora apresentava um esboço de sua constelação protetora em sua superfície. – O Kiki fez um ótimo trabalho, não acha? – o jovem Pégaso perguntou, virando o olhar para Seiya.
O Sagitário não tinha como discordar. – Como já é de se esperar de um Lemuriano. – ele respondeu – Mas você não me parece tão feliz... Se lembrou daquele sonho de novo?
– Não é bem isso... É sobre o Éden. – disse Kouga, com um ar de preocupação – Não vi ele em lugar nenhum hoje. O que será que houve com ele?
Com um sorriso cálido, Seiya colocou seu braço ao redor de Kouga. – Talvez ele não queira se juntar a vocês ainda... Só quando a situação for realmente difícil. Confia em mim, conheço bem gente do tipo dele. – disse o Sagitário, se lembrando de um de seus companheiros de outrora, um certo Cavaleiro de Fênix.
Pouco tempo se passou até que Saori e Marin terminaram seu discurso. O sol estava começando a se pôr, e os cinco Cavaleiros de Bronze, Seiya e Saori já estavam de malas prontas para deixarem a Palaestra, enquanto Marin decidiu ficar para ajudar a proteger a escola. – De acordo com Marin, devemos encontrar alguns reforços na cidade de Buquê de Esperança, no Japão. – disse Saori para seus Cavaleiros acompanhantes.
– Buquê de Esperança? – repetiu Kouga, levantando uma sobrancelha – Que nome gozado.
– Tem certeza que essa cidade não fica no País dos Unicórnios Encantados e das Árvores de Pirulito? – Souma brincou.
Saori deixou escapar uma leve risada com a piadinha. – Certeza absoluta. – ela respondeu, e mudou para um tom mais sério – Mas brincadeiras à parte, está na hora de irmos. Nossos reforços estão nos esperando.
Enfim, com o destino do mundo e a vitória sobre Perséfone em mente, Saori, acompanhada por seus Cavaleiros e por Tatsumi, deixaram Palaestra em meio às despedidas dos vários alunos e professores, e começaram a jornada até Buquê de Esperança. Marin, em frente a todos, simplesmente sorriu, deixando o vento soprar pelo seus cabelos ruivos e seu cachecol. – Boa sorte, jovens Cavaleiros. Estarei torcendo por vocês.
Continua...
Algumas observações: primeiramente, Marin como Amazona de Peixes é uma ideia que flutuou pela minha cabeça durante a primeira temporada de Ômega, antes do Amour entrar em cena, e se acharem estranho ela ainda usar técnicas de Águia, lembrem-se de que Dohko usava técnicas de Dragão mesmo sendo Cavaleiro de Libra e tendo um tigre tatuado nas costas. Além disso, quis dar um tiquinho de destaque a Komachi e Arné, pra compensar o fato de elas serem apenas restolhos na série. Por fim, não consegui pensar em nada pra fazer com o Haruto, então não restou opção ao não ser fazer a mesmíssima coisa que os roteiristas da segunda temporada e transformá-lo em um roqueiro. Só que, ao contrário deles, não darei tanta ênfase a esse detalhe.
Pois bem... Por favor, comentem. Me digam o que acham. Estão gostando? Têm alguma crítica? Sejam sinceros! Até logo!
