Durante o almoço pouca coisa foi dita, algumas eram sobre a escola, outras eram sobre o que ele fez durante sua semana e então ele resolveu que não poderia ficar envergonhado para sempre e suspirou:
- Minerva, eu preciso contar algo. – disse ele lentamente.
- Pode me dizer qualquer coisa. – respondeu ela.
- Depois da nossa conversa semana passada, eu fiquei muito mal e passei a semana pensando nisso, então hoje de manhã eu estava no bar, acabei bebendo demais e Alvo me acobertou e no meio disso discutimos... Eu quebrei o nariz dele.
Até o fim do conto ele olhava para seu prato como se ele fosse fascinante, ele não podia esconder uma coisa dessas dela de modo algum:
- Bom, está explicado porque o nariz dele parecia um pouco mais torto. – respondeu ela.
- Eu entendo se ficar furiosa...
- Não estou. – respondeu ela. – eu fiz errado e devia ter ido atrás de você quando saiu de casa e devíamos ter terminado nossa conversa.
- Tradução para nos separarmos. – ironizou ele amargamente agora a olhando nos olhos.
- Não, tradução para que tudo ficasse esclarecido, eu também pensei muito durante essa semana Elph e decidi que devo tentar amá-lo.
A alegria que viu nos olhos dele com aquela frase a fez se sentir nas nuvens, após a semana conturbada e cheia de pensamentos sobre o que faria afinal de contas, mas ali estava o que podia fazer, ela poderia tentar amá-lo, ele a amava incondicionalmente, seria mais fácil assim, afinal como não poderia ao menos amar um pouco aquele homem? Ela o amava como seu amigo, mas estava na hora de aprender a amá-lo como seu marido. Elphinstone se sentia com cinco anos de idade na manhã de natal quando seu avô deu a ele um pomorim dourado, tinha voltado para casa muito tarde, além de almoçarem fora, passearam por Londres, foram ao teatro e depois jantaram fora também, agora estavam finalmente em casa e exaustos, o dia fora maravilhoso e ele se via desejando que todos os dias fossem assim dali em diante, foi quando outra realidade o atingiu, ele e Minerva dormiam em quartos separados, ela a olhou na porta do quarto dela e deu um sorriso indicando boa noite, mas então ele pensou que podia tentar algo:
- Minerva. – ele chegou perto dela timidamente. – o dia foi maravilhoso, mas eu queria saber se posso beijá-la.
Ela estava surpresa, dos poucos beijos que trocaram, ele nunca pediu, foram naturais, então pode notar o quanto ele ainda permanecia inseguro sobre quanto tempo essa felicidade iria durar, ela voltou a pensar consigo mesma que o dia fora perfeito e que realmente beijar não era um bicho de sete cabeças:
- Não precisava pedir. – ela se aproximou mais dele colocando os braços ao redor de seu pescoço e finalmente o beijou.
Ele respondeu na mesma medida e enlaçou a cintura dela aprofundando o beijo, que realmente durara mais do que qualquer outro que já tiveram.
