N.T: Olá! Obrigada a todos q acompanham essa minha humilde tradução!
Capítulo 2: Meu.
Steve apertou a mão do Chefe rapidamente e deu um passo para trás, controlando seu reflexo de querer vomitar e se esforçando para diminuir seu sentido de olfato. O homem tivera bolinhas de carne com queijo e quantidade extra de alho para o almoço e a balinha de mente depois não fizera nada para cortar a expansão do bafo rançoso que alcançava narinas sensíveis de Sentinela. Catherine logo se intrometeu e agradeceu ao homem calorosamente, distraindo-o e, pela milésima vez, Steve se exasperou por eles não conseguirem se Unir.
Uma União Natural com o consentimento e vontade do Guia era o único tipo aceitável para Steve e ele deixou bem claro aos seus superiores que, qualquer tentativa de forçar um Guia a se Unir seria inaceitável. McGarret tinha consciência da vida miserável que alguns Guias levavam, forçados a deixarem suas famílias e tendo carreiras impostas à eles para servirem um Sentinela do exército no que beirava a exaltada servidão.
Era possível forçar uma União usando drogas e Catherine até havia tentativamente se voluntariado a fazer o processo, mas ele recusou veementemente. A simples ideia o revoltava. Ela argumentara que não seria forçado já que ela consentira e ele declarou com calma e firmeza que não queria se Unir desse jeito, nem mesmo com ela. Essa resposta sincera apenas serviu para aumentar a tensão entre os dois.
Ele afastou-se ainda mais e inspirou um cauteloso gole de ar. Instantaneamente sua dor de cabeça desapareceu quando um fresco aroma cítrico com claros toques calorosos, salgados de cheiro puramente masculino atingiu seu nariz. Era como uma onda de ar puro e Steve respirou fundo com gana, a cabeça virando por instinto para localizar a fonte desse nirvana sensorial. Do outro lado do local lotado, um pequeno, atraente loiro congelou no mesmo canto no elevador e os olhos dele se encontraram com os de Steve. Azul. Azul como o céu do Havaí, claros e honestos como uma perfeita onda cristalina.
Guia! Meu. Meu Guia!
Uma onda de felicidade atingiu Steve com tanta força que o deixou tonto por alguns instantes. Ele atravessou correndo o local, seu único desejo sendo o de alcançar seu Guia, abraçá-lo e cheirá-lo e prová-lo. Para sua imensa surpresa, seu Guia lhe lançou um olhar mortificado e bateu no painel do elevador com força, fechando a porta e, por consequência, deixando Steve do lado de fora. Em segundos Steve alcançava o outro lado do aposento, quase esmurrando as portas do elevador, grunhindo e depois tentando abri-las com as próprias mãos.
No momento seguinte ele estava se afastando, mãos cobrindo os ouvidos quando um alarme soou pelo andar inteiro e, sob o detestável barulho sua audição de Sentinela captou o som inconfundível das trancas das portas da escadaria fechando firmemente e se trancando. Sentiu uma onda de admiração em meio à dor. Seu Guia era um bastardo inteligente, lacrara o andar inteiro, efetivamente prendendo Steve lá enquanto a confusão não se resolvesse.
Não importava, pois Steve tinha o cheiro dele agora, aquele glorioso aroma limpo e havia visto o distintivo e o coldre(1)com a arma preso no cinto envolta da cintura fina. Seu Guia era um policial.
Steve deixou a cabeça pender para trás focando-se e inspirou fundo o cheiro remanescente e rico, memorizando, cravando*, seus instintos primitivos brotando. Ele estava na Caçada* agora e não iria - não poderia – ser impedido. Fechou os olhos inebriado pela clara fragrância, dor de cabeça constante finda e assim ele estava sem sentir dor pela primeira vez em anos.Vai ser tão maravilhoso quando ele enfim poder segurar seu Guia em seus braços... uma pequena e incômoda mão em seu braço intrometeu-se em seus pensamentos felizes e ele afastou-a com um grunhido e abriu os olhos para encontrar o olhar chocado de Catherine.
"Meu Guia. Meu." engasgou tentando dizer, contendo a vontade de mostrar os dentes e rosnar para ela. Incapaz de verbalizar muito mais, ele bateu com a mão rudemente nas portas fechadas e viu o rosto dela formar uma expressão surpresa.
Depois de algum tempo, ela piscou com força e balançou a cabeça, expondo um sorriso trêmulo em seguida.
"Bem, Comandante, é melhor irmos logo descobrindo quem ele é, não?"
Rapidamente, ela virou-se para encarar a confusão que era o aposento e bateu palmas repetidamente, falando alto enquanto o alarme ia diminuindo até parar, deixando os ouvidos de Steve pulsando com os resquícios do som.
"Certo, pessoal! O cara loiro que acabou de entrar no elevador! Quem é ele? Eu quero um nome!" Ela abriu a carteira, expondo seu distintivo de Guia Naval, "Isso é uma situação relacionada aos Sentinelas. Alguém me dê o nome dele."
A aguçada audição de Steve captou a aceleração de diversas batidas de corações, duas de dois homens usando uniformes da SWAT e uma de uma quieta secretária sentada perto dali. Decidiu ser ela o alvo mais vulnerável e aproximou-se de sua mesa, encarando-a.
"Eu sei que você o conhece. Quem é ele? Eu juro que não vou machucá-lo, ele é o meu Guia." Steve olhou com sinceridade para o rosto pálido e assustado dela.
"D...Detetive Danny Williams. Ele trabalha na Homicídios e Crimes Violentos no sétimo andar."
"Obrigado." Steve disse francamente. Tinha o nome de seu Guia agora. Danny. O nome dele era Danny. Steve saboreou o som. Seu Guia era um detetive e um dos inteligentes. Ao afastar-se da mesa dela, pegou o fim de uma conversa sussurrada entre os dois membros da SWAT.
"Pobre coitado... foi casado e tem uma filhinha."
Steve fechou os olhos e sentiu um aperto no coração. Como podia ser que nada na sua vida era simples?
O único dia fácil foi ontem.
Continua...
(1) Coldre: sm Cada um dos dois estojos ou sacos de sola pendentes do arção da sela, e que servem para trazer as pistolas ou outras armas.
N.T: Dentre as reviews que recebi uma o site não deixou responder, então eu respondo aqui: Rose, obrigada por comentar e que bom que está gostando da história, muito mais vem por aí! ^^
