Avisos: Linguagem chula e menção a suicídio.
N.T: Ah e leiam a nova adição no dicionário só após ler a fic, ta? Espero q gostem! Obrigada pelos comentários adoráveis, a autora tb agradece!
Capítulo 6: Sacrifício.
Danny parou de lutar as amarras e descansou, pesadamente observando a vista lá de fora enquanto o sol se punha atrás das magníficas e verdejantes montanhas em um desses gloriosos pores-do-sol que tornavam as ilhas tão famosas. Deu-se conta que era melhor conservar suas energias. Danny não tinha intenção de desistir do seu traseiro sem lutar.
Sua mente rodava em círculos tentando encontrar um jeito de sair dessa situação, todavia, por mais que tentasse não conseguia pensar em nada.
Mesmo se ele conseguisse subjugar o Sentinela e escapar, a Corporação iria caçá-lo. Talvez, talvez se ele cedesse... o Sentinela permitiria que ele visitasse Grace periodicamente. Ele estremeceu só com a ideia de entregar seu corpo para outro homem. Nem de longe era homofóbico, todavia, a ideia de fazer sexo com um homem não era exatamente um assunto que se demorava pensando e ser fudido no traseiro não parecia um pensamento muito atraente. Danny não gostava de sentir dor de nenhum jeito ou forma. Sempre estivera satisfeito e apreciava mulheres, pelo menos até Rachel fazê-lo passar pela situação emocionalmente difícil de um divórcio e então esvaziado sua conta bancária.
Sua reflexão foi interrompida quando a porta silenciosamente deslizou até se abrir e uma forma alta e familiar apareceu no portal. Danny ficou tenso, engoliu em seco com dificuldade e fechou a boca firmemente, determinado a não implorar ou dar ao Sentinela a cortesia de uma conversa ou mostrar quão assustado ele estava. Para sua surpresa, o homem estava segurando as roupas e a mochila de suprimentos de Danny, as quais ele deixou no fim da cama para em seguida começar a trabalhar depressa em desfazer as restrições que mantinham Danny cativo. Ele não parecia nem um pouco bem, Danny percebeu; as mãos grandes estavam tremendo e seus olhos pareciam machucados.
O Sentinela começou a falar quietamente, mantendo o olhar longe e Danny captou um leve odor de mentol quando o homem se inclinou para desamarrar-lhe os pulsos. Viu também que o outro tinha algodão embebido em pomada Vick em cada narina numa tentativa de bloquear o cheiro de Danny e era muito cuidadoso a fim de não tocá-lo.
"Vista-se. Tem um sedan azul no estacionamento com as chaves dentro. Saindo do estacionamento, vire à direita e pegue a rodovia para o aeroporto Princeville. Tem um helicóptero da Corporação esperando para te transportar até Oahu. Apenas mostre o distintivo de Guia na sua carteira como identificação. Ligue para o número gravado sob o nome Kelly no seu telefone e ele vai te encontrar e te levar até um abrigo secreto. Você estará livre para voltar para sua casa em alguns dias. Eu te registrei na Corporação como meu Guia. Eles não vão importuná-lo novamente agora que está registrado como Unido a um ativo combatente Sentinela. Se estiver interessado em ficar em Oahu para ficar perto de sua filha, peça a Kelly para apresentá-lo ao detetive John McGarrett e ele fará com que você seja admitido no departamento de polícia do Havaí. Só diga que Steve te mandou."
Danny sentou-se e esfregou os pulsos doloridos, estreitando os olhos com suspeita ao observar o homem que, há dez minutos, jurava ser seu pior inimigo.
"Por que está fazendo isso? Por que está me ajudando?"
Ele saiu da cama e pegou sua cueca e calça jeans, notando que o Sentinela rapidamente fechou os olhos e virou-se para evitar ver Danny se vestindo. Entreviu um sorriso forçado contorcendo a face tão imóvel quando o homem se virou.
"Eu não pedi para ser um Sentinela tanto quanto você não pediu para ser um Guia," ele replicou simplesmente, de costas para Danny, largos ombros caindo. Ele passou uma mão trêmula pelo cabelo, a cabeça morena abaixando-se em algo similar a derrota.
Danny franziu o cenho; o coitado realmente parecia doente. Ele estava oscilando nos próprios pé e Danny podia sentir o calor da febre emanando dele de onde estava. Lutou a vontade de alcançar o homem e ajudá-lo a se sentar. Seria a febre da União tão poderosa e debilitante? Decerto ele se recuperaria rapidamente no momento em que Danny estivesse fora de alcance sensorial e facilmente se Reuniria* com outra pessoa. Não era como se o cara fosse feio de se olhar ou algo assim. Danny era o primeiro a admitir que não sabia muito sobre a União além do que lera nos jornais. A Corporação mantinha os detalhes bem escondido e Danny nunca fora muito interessado em pesquisar os pormenores. O que os olhos não veem o coração não sente, por assim dizer.
"Quem é Steve?" Danny perguntou ao invés do que se passava em sua mente, passando a camisa pela cabeça para em seguida pegar um tênis.
"Eu. Eu sou Steve. Capitão de Corveta (1)Steve McGarrett. John McGarrett é meu pai. Ele não se importa muito com a Corporação. Ficará feliz em te ajudar."
DW*-*DW -.-.-.- SM*-*SM
Steve esfregou seus olhos que ardiam e desejou desesperadamente que Danny apenas fechasse a boca, se apressasse e fosse embora, então Steve poderia se findar e ter alguma paz. Ele cambaleou até a clara parede e colocou sua ardente e dolorida testa contra a fria massa plasteel, forçando a si mesmo a respirar profunda e calmamente. Deslizou uma mão em seu bolso, reassegurando-se que a ampola de esquecimento em forma de elementos químicos roubada da farmácia ainda estava lá. Em breve ele finalmente estaria livre de toda dor terrena. Estava até esperando ansioso por isso, na verdade.
Ao invés de ir embora como deveria, Danny Williams permaneceu ali e Steve podia sentir o calor do corpo do outro, quente como raios de sol tocando as costas de Steve enquanto o loiro continuava no mesmo canto nervoso. Steve mordeu o próprio lábio com força o suficiente para sair sangue.
"Tudo bem com você, cara? Você não me parece muito bem..."
A voz do Guia estava rouca e incerta, mas ainda era tão doce como canção de sereia para os ouvidos de Steve. Okay, hora de mostrar as garras e levar Danny para bem longe dele antes que Steve perdesse todo o controle. Os sedativos que o moreno tomara mais cedo para diminuir a intensidade da União estavam perdendo efeito rápido. Com um grunhido grave e baixo, ele esmurrou a parede causando um barulho alto de algo se rachando e girou num impulso para soltar um som intimidador bem na face surpresa do mais baixo.
"Se manda daqui já, antes que eu perca o controle e te foda até te partir em dois!"
William paralisou, os olhos azuis arregalados encarando o outro por um longo instante antes dele agarrar sua mochila e obedecer, correndo pela porta.
Steve reclinou-se contra a parede com um gemido estrangulado, deslizando devagar até o chão antes de erguer os joelhos para perto do corpo e deixar as lágrimas rolarem enquanto ouvia ao som cada vez mais distante dos passos de Guia. Tremendo, tirou a ampola de vidro de sedativo de dentro de seu bolso e começou a erguer a manga da camisa para encontrar uma boa veia. Havia o suficiente da droga na ampola para matar uma manada de elefantes, quanto mais um esgotado Sentinela.
Continua...
(1) Capitão de corveta (Lieutenant Commander) :Capitão de corveta é o primeiro posto de oficial superior nas forças navais de vários países. Este posto existe, nomeadamente, nas marinhas do Brasil, Alemanha, França, Espanha, Itália e na maioria dos países da América Latina. Nestes países, este posto corresponde a major do exército ou da força aérea.
O posto de capitão de corveta é equivalente ao de capitão-tenente na Marinha Portuguesa e ao de Lieutenant-commander (tenente-comandante) nos países de língua inglesa.
A designação "capitão de corveta" deve-se ao fato de, teoricamente, ser função do posto o exercício do comando de uma coverta (um tipo de navio) [Fonte: Wikipédia.]
Como eu estou traduzindo para o português, resolvi colocar o equivalente brasileiro da posição na marinha americana de Steve do que a tradução literal.
