N/A: Valeu meu povo!!

Agradeço imensamente as reviews [por mais que tenham sido poucas]!!

Logo, logo...

Quando a minha fic estiver mundialmente famosa e virar livro eu agradecerei a cada review...

Aqui vai um novo capítulo:

Bella Pov

- Já estava na hora! - Afirmei aparecendo entre um casalq ue observava o garoto. - Pensei que ia ficar a eternidade esperando que alguém achasse o meu corpo.

O rapaz que deitou em minha cama me olhou atordoado e perguntou finalmente:

- Como sabia que eu estava morto?

- O que? - Não tinha entendido.

- Você disse "A única diferença entre nós dois é que você tem um corpo e o meu está enterrado ao pé da árvore na frente da casa".

Ele tem boa memória.

- Eu não sabia. - Respondi. - Eu quis dizer que a única diferença entre eu e um vivo é que eu não tenho um corpo. - Fiz uma expressão de "Dã".

Silêncio completo, nem os passarinhos cantavam... Cruzei os braços e tentei quebrar o clima pesado... Detesto fazer isso.

- Posso saber seus nomes, já que vamos dividir a mansão?

- Dividir?! - Um loura tinha aparecido junto de um urso, uma baixinha e um com cara de sádico. - Com isso?! - Apontou pra mim.

- É, dividir comigo... - Sibilei. - Você acha que eu vou sair daqui? Tenho direitos... Nasci nessa casa, fui criada nela, morri na mesma e agora vivo minha pós-vida nela também... Não vou sair porque loucos que acham que estão mortos chegaram.

- Prazer, meu nome é Alice. - Devo admitir que me assustei com essa investida inesperada. - E você é? - Estendeu o braço pra me cumprimentar.

- Isabella Swan. - Respondi, não estiquei o braço. - Não consigo tocar em humanos, só em animais. - Expliquei.

- Não somos humanos... Porque não tenta? - Manteve-se com o braço estendido.

Passei um minuto pensando se deveria ou não tentar tocá-la e suspirei vencida estendendo o a mão pra cumprimentá-la.

Apertei a mão dela...

O que?! Peraí! Eu APERTEI a mão dela? Será que depois de mais de um século presa numa casa eu estaria ectoplasmicamente enlouquecendo?

- Viu? - Alice era sorridente assim ou era por causa da expressão de surpresa estampada no meu rosto?

Sorri um pouco e recolhi a mão... Precisaria de um tempo pra me acostumar com a idéia de poder tocar humanos, por mais que dissessem que não eram.

- O que vão fazer com isso daí? - Perguntei olhando pra o que foi um belo corpo... O meu.

- Vamos chamar a polícia, não? - Perguntou o "urso". Ele fala?

- Pra que? - Perguntei novamente. - No meu tempo, quando alguém morria, a polícia fechava a casa... Não sei hoje, mas antigamente era assim.

A loura enrugou a testa e cuspiu as palavras como se fossem um palavrão.

- Esse ser, que eu não sei o que é, tem razão... Vamos acabar perdendo a casa pra investigação... é melhor deixar quieto.

- Sem falar que eu sei quem me matou, então de que adiantaria?

Dei de ombros.

- Quem te matou, querida? - Uma mulher doce questionou entrelaçando as mãos na frente do corpo.

Sorri um pouquinho, cocei a cabeça, ajeitei o robe e respondi:

- Meu noivo. - Dei de ombros. - Quer dizer... Marido. - Quando pronunciei essa última palavra o nojo estava evidente.

- Ehrm... Esme, prazer.

Estavam querendo mudar de assunto?... Bom!

- Carlisle. - Nossa que homem!

- Jasper. - Sai pra lá que eu tenho medo de você!

- Emmett.

A loura saiu.

E finalmente chegou a vez do homem do meu quarto.

- Edward... E a idiota que acabou de sair se chama Rosalie.

Edward, Edward, Edward.

Repeti seu nome na minha cabeça pra evitar que eu esqueça.

- Isabella Swan. Mas acho que vocês já sabem. - Pus as mãos atrás das costas como se me esticasse. - Bem, se me dão licença.

Sumi dali e fui para o meu quarto...

Lembrar daquela noite não uma coisa boa pra mim... Mesmo depois de mais de um século eu ainda não tinha superado...Morte. Essa não era uma coisa como a morte do seu cavalo... Era a minha vida que eu havia perdido e doía.

Tanta coisa que eu não sabia explicar, tanta coisa que eu não sabia que poderia acontecer... Porque eu podia chorar, mas não podia tocar minhas lágrimas?

- Estranho, não? - Notei Edward na minha porta. Ele tinha percebido. - Tive mais de 100 anos pra saber e nada de respostas.

Essas pessoas são até meio intrometidas pra o meu gosto.

- Em que ano?

Eu sabia o que era, só não queria responder agora.

- 1850. - Respondi relutante, algo nos seus olhos me impediam de NÃO responder. - O que são vocês afinal?

Eles podiam me tocar por mais que eu tenha tentado com outros humanos, melhor... Eles podiam me VER!! Quando só quem pode de verdade são médiuns... Mistérios e mais mistérios rondam essa família.

Percebi que ele fez uma careta e respondeu baixinho.

- Vampiros.

- Vampiros? - Ri. - Porque não acreditar, já que sou um fantasma...

- Somos, basicamente, fantasmas com corpos que se alimentam de sangue. - Explicou meio que feliz. - Talvez seja por isso que você acaba sendo matéria pra mim.

- Desculpa por... aquilo.

Ele não entendeu... Mas o que eu queria é que ele me desculpasse por estar chorando na frente dele.

- Pelo que?

Ele era tão educado que doía.

- Quando você morreu? - Não sei de onde veio essa pergunta, mas eu soltei antes mesmo de pensar no que estava fazendo.

- 1918...

Ri e resolvi tirar piadinha da situação.

- Há! Eu sou 60 mais velha que você.

- Não vai me dizer que tem 15 ou 16!

- 17. - Esclareci.

- Então temos a mesma idade, errou!!

Ok! Retiro o que eu disse sobre ele ser educado... Fechei a cara e ele riu.

- Gostei de você, gasparzinho.

- E eu de você, Vampirinho.

Brinquei mesmo sem saber quem era esse gasparzinho.

Ele riu, acho que percebendo a minha ignorancia nesse aspecto e eu não consegui segurar... É como dizem... O riso contagia.