N/A: Fic em U.A. Sem magia, ambientada nos dias de hoje em um lugar inventado na cabeça da Luna, leiam e tentem entender [?!] Para o lindo projeto rascunho do MM.

Universo Alternativo.

Ele existia, mas não no meu mundo.
Ele acordava cedo, beijava os meus lábios e saia para trabalhar, todo o dia deveria ser assim.
Ele tinha as mãos macias e sempre ouvia o que eu tinha para falar. Eu não sei como o conheci, mas sei que ele existe, em um Universo Alternativo.

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Ele gostava da neve, do frio e de olhar dentro dos olhos das pessoas. E eu gostava de vê-lo, porque ele não existia, mas era real. Era existente em todos os lugares, menos no meu mundo. Menos onde ele deveria existir.

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Dentro dos olhos dele eu via minha alma, via a inocência que ele sabia ter. Porque ele queria viver do meu lado. Porque ele não tinha culpa de não viver no meu Universo. Ele era inocente. Ele era real. Ele era o único que talvez não soubesse da minha existência.

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A casa era sempre perfumada com o aroma que ele mais gostava.
Todas as cores, objetos e sons eram todos para ele. Uma pequena homenagem que eu queria dá-lo, mas que ele não via. Porque vivíamos na mesma frequência, mas em mundos diferentes. Ele era o dia e eu a noite. Éramos iguais, éramos reais. Éramos o que gostaríamos de ser.

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O beijo que era meu em outros lábios. Quente, macio e puro. O meu beijo dado a outra pessoa.
Eu não me importava, eu sabia que por mais que todas as outras tentassem o beijo dele era sempre meu. Porque tudo que ele fazia era para mim.
Mesmo errando ele ainda era inocente.
Mesmo me traindo ainda era inocente.
Mesmo não sendo meu ele ainda era inocente.

-x-


O casamento, os convidados, a festa, o amor e a igreja.
Cedric estava se casando, não comigo. Estava unindo seu nome, seus ideais e suas paixões com outra. Com Cho Chang, com aquela que vivia no meu mundo e no dele, que habitava todos os universos que eu aprendi a criar.
Cedric era inocente, pois não sabia ser culpado.
Cedric era dela, mas continuava sendo meu.
Cedric vivia em outro lugar, distante de mim, mas perto o bastante dela.
Não era ele quem vivia em um Universo Alternativo. Talvez fosse eu.

.fim.