Naruto e seus personagens não me pertencem e sim ao Kishimoto-ojisan, muito menos The Lake House, que é todinho do Doug Davison!


The Lake House

Capítulo II


Entrou naquele bar tão conhecido e se dirigiu pra mesa do fundo. Não seria muito difícil reconhecer o corpanzil de seu melhor amigo, mesmo não conversando com ele há muito tempo.

_ Eu tenho que te contar uma coisa. – disse, depois de algum tempo de papos animados e bebidas geladas. – Comprei uma casa no lago.

_ Uma casa no lago? Nossa, então a vida deve estar boa mesmo, hein? – disse sorrindo, dando mais um gole em sua cerveja.

_ Não. Ela estava vazia há muito tempo. Caindo aos pedaços.

_ Hm, não sabia que você gostava de casas assombradas Shikamaru.

_ E você não sabe o mais engraçado Chouji: eu tenho uma cadela!

_ Cadela?

_ Ela surgiu na minha casa, do nada.

Chouji dava gargalhadas audíveis e o Nara só pensou em como era problemático contar as coisas ao amigo. Ele nunca o levava realmente a serio e por mais que fosse difícil de acreditar, aquela casa significava mais pra ele do que muito mais coisas.

A noite terminou com carteiras vazias e dores de cabeças. E eles não queriam nada diferente disso.

x.x

"Cara Srta. Sabaku,

Eu fui a North Racine 1620 e ele não existe.

É só um canteiro de obras. Pelas fotos ele é bonito mas só daqui a um ano e meio. E eu não estou entendendo.

Talvez seja o endereço errado, por que eu notei que você também se enganou com a data."

_ Não to afim desses joguinhos, sabia? – Temari disse pra sua cadela, enquanto remexia no guarda-roupa de seu quarto. Tirou uma pequena caixa e se sentou novamente na cama, puxando a carta que havia pego horas antes na sua antiga residência.

De dentro da caixa, ela tirou uma maço de fotografias e retirou uma do meio em particular.

_ Se você vive mesmo no ano 2006, então... – ela refletia olhando para a foto, virou-a e mostrou a cadela sonolenta deitada em sua cama.

_ Lembra daquele dia? Você não estava feliz... Lembra? – ela perguntava a cadela. Balançou a cabeça e voltou para seu plano original.

x.x

Shikamaru chegou do trabalho alguns minutos mais cedo e foi diretamente pra sua caixa de correio. Havia alguns dias que ela não mostrava nada alem das costumeiras teias de aranha.

Qual não foi a sua surpresa quando de dentro da caixa, ele retira um cachecol vermelho. O vento estava forte naquela tarde, o que fez o cachecol se desenrolar e a carta que estava no meio dele sair voando. Ele correu atrás dela.

"Ok, meu correspondente misterioso, entendi.

Caso esteja mesmo no lugar e na época que você pensa que está, vai precisar disto.

Nevou de uma forma inesperada naquela primavera e muita gente ficou resfriada. Então, repouse e beba bastante liquido.

Ordens da médica!"

Shikamaru bufou e jogou o pedaço de papel em cima da mesa. Pegou a panela com a sopa de legumes que ele havia acabado de preparar e colocou o conteúdo em um prato fundo.

_ Neve? Ta bom... – ele deu um gole em sua bebida e se virou em direção a mesa da cozinha, balançando a cabeça.

Qual não foi a sua surpresa ao ver, pela parede feita totalmente de vidros a sua frente: neve sendo levada em todas as direções por grandes rajadas de vento. Deixou o corpo cair na cadeira. Não conseguia acreditar naquilo.

Abriu a porta pela manha e onde sua vista alcançava só conseguia ver o manto branco de neve que cobria cada centímetro de tudo. Deu passos largos em direção a caixa de correio e pretendia voltar na mesma velocidade. Estava frio demais do lado de fora.

O som metálico que veio a seguir o fez parar no meio do passo e olhou para trás.O sinalizador estava abaixado.

x.x

Temari abriu o pedaço de papel.

"Isso é mesmo possível?"

x.x

Shikamaru ainda estava parado, a meio caminho de casa, olhando fixamente para a caixa de correio. E o sinalizador levantou. Voltou correndo.

"Por que não?"

x.x

Girou a chave do carro, mas um movimento em sua visão periférica a fez parar. Não tinha acabado de colocar uma carta ali? Mas seus pensamentos foram interrompidos quando a caixa de correio mostrou que ela tinha uma correspondência.

Andou devagar, com passos lentos demais em direção a casa novamente. Parou em frente a caixa de correio e a abriu, vendo que lá dentro havia uma folha mal dobrada.

"É impossível, eu sei. É impossível, mas está acontecendo."