Capítulo 1- Cuidado com o fogo que queima
He who makes a beast out of himself, gets rid of the pain of being a man...
Cruciatus! E então ele tremeu fortemente... Suava muito... Fedia, mas o rosto de Voldemort lhe encarava... Ele berrou de dor... Então homens com cabeça de canhão começaram a atirar enquanto a ponte caía no infinito de fogo.
Acordou-se assustado, a cicatriz em fogo. Uma cama macia e quente lhe acomodava. Aos poucos abriu os olhos, enxergando embaçado pela falta de óculos. Havia um amontoado de pessoas que soltaram gritinhos de exclamação ao o ver acordar. Procurou os óculos na cômoda que repousava ao lado de sua cama. Colocou os óculos e encarou a situação.
Por algumas visitas recentes, pode perceber que estava deitado em alguma cama do segundo setor do . Segurando a sua mão que suava febrilmente estava Gina, sua esposa. De um lado de Gina, sua filha caçula, Lilly, lhe encarava, parecendo chorosa. Do lado de Lilly, estava seu filho mais velho James. O menino sorria para ele, agora que Harry acordara. Do outro lado de Gina estava Albus, o irmão do meio. Mas não eram só eles presentes na sala. Havia também uma mulher de cabelos loiros channel, que Harry reconheceu imediatamente como Hermione. Passando as mãos pelas costas da mulher, estava seu melhor amigo Rony, que visivelmente não fizera a barba. No meio do casal estavam um menino e uma menina, respectivamente Hugo e Rose –os filhos do casal. Havia também um homem velho que segurava uma bengala tosca acompanhado de uma outra senhora velha. Harry reconheceu imediatamente como o Sr. e a Sra. Weasley.
-O-onde...-começou Harry tentando sentar-se na cama. Ao fazer tal movimento percebeu que não usava nada embaixo daquelas vestes horríveis do St. Mungus. Sentiu o cogote esquentar e o rosto ficar vermelho, então imediatamente desistiu do movimento.
-Malfoy? –completou Rony para o amigo, parecendo não reparar na tentativa de Harry de sentar-se.
Um gemido e uma fungada vieram do fundo da sala, onde Harry não havia visto ninguém. Prestou mais a atenção e viu uma mulher com cabelos pretos que atingiam o ombro e barriga grande, com a mão no ombro de um menininho de no mínimo 10 anos. Reconheceu como Astoria e Scorpius.
-Bom, o Malfoy deixou o nosso país. –continuou Rony, interrompendo as fungadas que vinham de trás.
Harry sentiu uma onda de ódio revirar-se nas suas estranhas.
-D-droga. –disse, ainda fraquejando. –Rony, ele matou Matteo! –disse recuperando a voz gradativamente.
Mais uma vez fungos foram ouvidos, vindo de Astoria enquanto Scorpius parecia tentar consolar a mãe.
-Matteo? –perguntou Hermione. –Droga, ele era um dos melhores...
-Isso só para começar. –retrucou Harry, categoricamente.
O Sr. Weasley suspirou, enquanto Harry puxava o cobertor para tapar as partes intimas e fez mais uma tentativa de levantar-se, dessa vez sucessiva. Gina ajudou o marido a se levantar.
-Tem alguma pista do maldito? –perguntou Harry, enquanto dirigia-se à porta do banheiro, que lhe esperava com suas roupas.
-Nenhuma ainda. –disse Sr. Weasley, que pareceu também estar informado. –Rússia, Brasil, México, Austrália e Japão. Malfoy foi visto em todos esses países. O que significa que...
-Que vamos ter de fazer uma busca mundial pelo maldito. –completou Harry.
Mais uma fez Astoria fungou e Scorpius a retirou do quarto.
-Eu não vou ir com você, Malfoy. –respondeu o homem, agigantando os braços, em procura de briga. –Eu não vou com você.
-Assim você irá me deixar sem escolhas Goyle. –retrucou Malfoy, que não parecia magoado. –Eu te pedi, seu aleijado mental, mas parece que você tem muita bosta de dragão na cabeça para não aceitar um mandado do Lord.
-Você não é um Lord, Malfoy. –disse Goyle, que a cada palavra parecia ter dificuldade de falar.
-Nott, Avery e Macnair já estão do meu lado. Só falta você. –falou Malfoy, dessa vez puxando a varinha.
O ambiente aconchegante, de paredes amarela canário e sofás estufados, pareceu esfriar mesmo tendo uma lareira acesa.
-Essa é a MINHA casa Malfoy. –berrou Goyle. –Eu vou fazer a MINHA família. Sem depender de você.
-Engraçado, antigamente você não sabia nem formular a uma frase sem a minha ajuda.
-Eu não preciso mais da sua ajuda.
-Você não vai recusar um pedido do Lord.
-Você não é o Lord. – berrou Goyle, dessa vez também puxando a varinha e dando alguns passos para trás, em direção a TV de Plasma. –Seu retardado.
-Não diga que não lhe avisei. Crucio!
Goyle desviou-se por pouco do feitiço que quase lhe atingiu na orelha. A TV de Plasma explodiu e faíscas saíram quase acertando a cara de Malfoy.
-Crucio! –Malfoy tornou a repetir a maldição.
Goyle defendeu-se mais uma vez dessa vez lançando um Protego. Como um agente secreto, Malfoy ajoelhou-se e rolou dois metros no chão fato que confundiu Goyle. Agora Goyle encarava o vazio, o lugar aonde Malfoy estivera.
-Expelliarmus! –berrou Malfoy, e rapidamente desarmou Goyle. –Agora peça desculpas seu gordo inútil.
Goyle pareceu esquecer a razão e atirou-se para cima de Malfoy, que desviou-se rapidamente deixando o homem estatelado no chão.
-Peça desculpas. –berrou Malfoy. –PEÇA DESCULPAS!
Goyle pareceu não querer pedir nada e só encarou Malfoy com uma literalmente animal.
-Crucio!
Goyle retorceu-se no chão, berrando e murmurando xingamentos. Arranhou os próprios braço, deixando o sangue rolar pelo chão, causando mais desespero no homem.
-PEÇA DESCULPAS!
-NÃO! –berrou Goyle, ainda retorcendo-se no chão, parecendo ter várias convulsões.
-Crucio!
Goyle dessa vez deu um berro que provavelmente um raio de 10 km escutou.
-DESCULPAS!
-NUNCA!
Malfoy parou para encarar Goyle, que se retorcia no chão como se mil agulhas estivessem sendo enfiados nele no mesmo instante.
-Crucio!
Goyle berrou novamente e procurou os cabelos, dessa vez arrancando chumaços de cabelo da cabeça.
-DESCULPAS!
Goyle não respondeu nada, parecendo muito atordoado para responder. Tremia e uma espuma começava a escorrer da sua boca.
-Eu pensava que você fosse diferente Goyle. Diferente do idiota do Crabbe que morreu tentando atingir uma grandeza que não é para ele. –começou Draco – Você não merece o cargo que eu havia preparado para você.
Goyle limpou a espuma que saía da sua boca e pareceu aflito.
-Me mate Malfoy.
-E dizer que um dia você foi meu amigo, seu gordo imprestável.
-Me mate Malfoy- murmurou Goyle. –Me mata Malfoy... Me mata.
-Peça desculpas. –retrucou Malfoy.
-Desculpa. –respondeu Goyle. –Agora me mata, me mata Malfoy. A dor... Eu vou enlouquecer.
-Certo que irei lhe matar. –falou Malfoy. –Mas você me xingou, seu monte de bosta. Eu quero brincar um pouco com você.
De repente uma sirene foi ouvida. Malfoy franziu o cenho. Reconheceu por aquilo que os trouxas chamavam de plica. Ou plicia. Ou policia. No momento não importava, só importava que teria que fazer aquilo rápido para não ter que matar mais alguns idiotas.
-Você teve sorte dessa vez.
Goyle suspirou, parecendo não agüentar mais o que se passava dentro do seu corpo.
-Te vejo no inferno, gordo imprestável. Avada Kedrava!
Uma luz verde saiu da varinha de Malfoy, acertando Goyle exatamente no peito, que no mesmo momento parou de respirar.
Com um baque surdo, Malfoy desaparatou.
