Capítulo Dois – Eu lhe contarei meu pequeno segredo sujo (diga-me tudo aquilo que você jogou pro alto)

You know I make you wanna scream, you know I make wanna run from me baby...

-Ele é louco. –começou Nott. –Nos livrou de Azkaban para nos trancar de novo.
Avery concordou com a cabeça e olhou em volta. Era uma caverna familiar, e Avery tinha quase certeza que era a caverna que Lord Voldemort usara para esconder uma das Horcruxes. A caverna era cheia de estalactites e estalagmites e era um dos lugares mais frios que já havia estado. Um lago vermelho fazia barulho estalados de cinco em cinco minutos e levava para uma grande rocha cravada ao fundo da caverna. A rocha parecia ser formado de gelo, era pontuda em todas as direções. Ao topo da rocha perecia um caldeirão negro como a noite, vazio. Do lado de fora a água batia violenta contra as pedras, provocando rugidos naturais.
Com um crack!, Malfoy aparecera centímetros longe de Macnair que estava deitado em uma pedra pontuda, pouco confortável. Nott levantou-se assustado com o barulho, mesmos reflexos de Avery.
-Você não disse que ia trazer Goyle? –perguntou Avery, sinistramente.
-Imprevistos. –respondeu Malfoy. –Digamos que ele não servia para o trabalho.
-Escuta aqui Malfoy –começou Nott –O quê exatamente estamos fazendo, se o Lord não voltou? Deixa a gente partir em paz.
-Ainda não chegou a hora de revelar o quê o Lord pretende.
-Então ele voltou? –perguntou Avery, curioso.
-Não. –respondeu Malfoy, categoricamente. –Mas ele sempre teve um desejo.
-Matar Harry Potter, isso é óbvio. –disse Macnair, que parecia ter se acordado com a discussão. Se levantava calmamente.
-Certo. –falou Malfoy.
-Então porquê você não o matou antes? –perguntou Nott.
-Porquê ele salvou a minha vida seu estúpido! –berrou Malfoy, parecendo fora de controle. –E eu não sou uma gentalha imprestável como você seu grande bosta de dragão!
Nott, Avery e Macnair mudaram a expressão para espanto.
-Você está como...
-Lord? –interrompeu-o Malfoy. –Sim, eu estou como Voldemort! Porquê ele encarnou em mim seu idiota!
-Você acabou de dizer que ele tinha...
-Morrido? –interrompeu mais uma vez Malfoy. –Sim.
-Então...? – começou Macnair.
-Eu sou Lord Voldemort.

Abriu a maçaneta com um leve clique. A porta girou e abriu-se revelando o quarto que estivera alguns minutos atrás. Para a sua surpresa Rony estava sentado em uma cadeira giratória debruçado em sua cama. Agora se sentia mais a vontade, já que não estava nu. Caminhou na direção de Rony que segurava uma jaqueta na mão direita e com a mão esquerda examinava o quê os trouxas chamavam de mapa-múndi.
-Harry, você é o chefe da divisão... Você que manda cara. –disse Rony lhe atirando a jaqueta.
-Entendo. –respondeu Harry. –Na realidade eu não sou muito mais experiente que você. Eu preciso da sua ajuda.
-Pensei que poderíamos começar examinando o quê os trouxas chamam de mapa-mundi e nos...
-Separar, quando um para um país. –terminou Harry.
-Isso mesmo.
Harry concordou com a cabeça enquanto conjurava com a varinha uma cadeira giratória como a de Rony.
-Então? Japão, Austrália, México, Brasil e...?
-Rússia. Mais recentemente Canadá.
-Droga. –reclamou Harry enquanto se debruçava sobre o mapa.
-São três países na América, um na Europa e um na Ásia.
-Quem temos disponível? –perguntou Harry, enquanto alisava o cavanhaque liso que havia começado a se formar no seu queixo.
-Deixe-me ver... Hm, Neville diz que pode se ausentar por alguns dias de Hogwarts. Luna parece realmente interessada na missão. Corner, mesmo sendo um idiota, é um dos nossos melhores disponíveis. Hm... –começou Rony, coçando a nuca. –Há claro, temos a Chang –o estômago de Harry deu uma embrulhada enquanto se lembrava do passado –e seu marido McRosbeth, ótimo cara. O Dênis Creevey mencionou que podemos contar com ele, mas o Colin é um grande bunda-mole então não temos um dos irmãos. Acho que é basicamente isso, da nova geração.
-Não vamos chamar os nossos mais experientes para qualquer um, como o Malfoy.
-Hm... Harry? Sabe, o Malfoy é um covarde, nunca faria uma coisa dessas.
-Então quem poderia ser?
-Você se lembra do Professor Quirrel?
Harry encarou o amigo nos olhos por alguns segundos. Aquilo não parecia uma piadinha, mas era impossível que Voldemort entrasse na nuca de Malfoy. Voldemort lançara um Avada Kedrava em si mesmo. E Voldemort nunca o deixaria escapar como Malfoy deixou.
-Rony, isso é impossível.
Rony corou um pouco e então balançou a cabeça.
-Esqueça o que eu disse; Okay, vamos organizar as equipes.
Harry concordou com a cabeça, mas não esqueceu tão facilmente o que o amigo dissera. Seria aquilo verdade? Malfoy, um idiota, com a cabeça de Voldemort colada na nuca? Não, impossível...
-Então. Podíamos fazer uma coisa útil para o coitado do Neville. Ele é professor de Herbologia, vai se interessar muito nas plantas exóticas do Japão e ainda por cima vai poder ver se Malfoy está lá. Corner não vai se importar de ir junto.
-Então Neville e Corner no Japão. –disse Rony riscando o Japão no mapa-mundi dos trouxas.
-O Dênis pode cobrir a Rússia. É o país mais perto daqui, caso o Colin tenho algum ataque histérico por seu irmãozinho não lhe obedecer.
-Faz sentido. –disse Rony, enquanto riscava a Rússia.
-Luna adoraria a Austrália. Com os cangurus e aquelas outras coisas estranhas. –disse Harry. –É, Luna na Austrália.
Rony riscou a Austrália, enquanto analisava mais uma vez o mapa.
-Canadá, México e Brasil, Harry.
-Não vamos separar o casal certo? Chang e McRosbeth no México então. Ouvi dizer que lá é bem romântico.
-E agora? Você prefere Canadá ou Brasil, Harry? –perguntou Rony.
-Definitivamente não me importo.
-Vá para o Brasil. –disse Rony. –Parece que lá está na época de um tal Carvial. Navalhal. Ou Carnaval.
-Hm... Ótimo. Então passe as noticias para os outros e diga também que a viajem acontecerá no Departamento dos Aurores no Ministério.
Rony se despediu do amigo e saiu do feio quarto de hospital, enquanto deixava Harry cheio de dúvidas sobre uma possível encarnação de Voldemort em Malfoy.