No meio do caminho tinha Teseu

Is your secret safe tonight?
And are we out of sight?
Or will our world come tumbling down?

Will they find our hiding place?
Is this our last embrace?
Or will the walls start caving in?

Dionísio a prendia firmemente em seus braços, eliminando qualquer possibilidade de fuga. Ela estava cansada de lutar uma batalha impossível. Ainda que seu orgulho fosse duramente agredido, uma hora ela teria que dar o braço a torcer. Como Milo disse, ela havia se tornado uma conformista. Em dado momento ela parou de resistir.

"É melhor do que ficar sozinha..." Talvez fosse sua consciência falando. Shina não questionou, permitiu que Dionísio a beijasse, sedento, enquanto ela sentia a zonzura suave que ele provocava. Em algum lugar num passado distante uma outra mulher se permitiu ser amada por ele e foi feliz. Se Shina era a reencarnação de Ariadne, então talvez a chance de felicidade existisse.

Estar ali, nos braços dele, era um conforto, uma sensação familiar. Shina se deixou levar pelo momento e por um estranho de javù. Algo lhe dizia que Dionísio era um amante carinhoso, ou pelo menos dedicado a qualquer mulher que estivesse em seus braços. E ela se sentia tão só o tempo todo...O bastante para não resistir a tanta atenção.

Aquele era o tipo de momento que ela sonhou compartilhar com Seiya. Por mais que o tempo passasse, a lembrança permanecia intacta, assim como as desilusões. Ela sempre soube que não era correspondida e também não era mulher de se entregar a sentimentos facilmente. Ela amou Seiya, mais isso não era o bastante.

Então quem ligava se ela estava permitindo que um deus a despisse e acariciasse seus seios? Quem se importaria se eles estavam se deixando levar pelo momento, em um terraço a céu aberto, de frente para o oceano infinito? Ninguém apareceria para salvá-la... Ninguém se importaria...Talvez Milo se importasse, ou talvez ela estivesse delirando de vez.

Dionísio a virou, para que ficasse de costas para ele e encarando o mar, enquanto ele lhe beijava os ombros nus e apalpava seus seios. Ele a queria, com a urgência dos novos amantes, com o desejo inexorável de um deus imortal. Talvez ele fosse mais ciente da mortalidade do que ela, talvez ele estivesse apenas aproveitando o pouco tempo que eles tinham. Ela não se importava...Queria-o também.

As mãos grandes deslizavam pela lateral do corpo nu e alvo dela, enquanto ela sentia a excitação dele pressionando-a. Dionísio sentia o aroma dela, deliciado com as sensações proporcionadas. Shina arfava e gemia baixo à medida que as carícias se intensificavam. Ela deitou a cabeça languidamente no ombro dele, dando ao deus uma visão ainda melhor do corpo nu.

Estavam distraídos, muito concentrados um no outro para notarem que alguém estava desembarcando na praia. O barco atracou e o rapaz moreno desceu apressado. Shina e Dionísio não ouviram, nem perceberam qualquer coisa. Permaneciam entregues um ao outro a céu aberto, praticamente nus, dando ao visitante da ilha uma visão chocante.

- SHINA! – grito cortou o som cadenciado do oceano e o casal finalmente notou a companhia indesejada.

Shina perdeu a fala e num ato reflexo cobriu os seios com um dos braços enquanto tentava recompor sua vestimenta com o outro. Era uma brincadeira do destino. De todas as pessoas improváveis, justamente ele, Seiya, estava naquela praia. Logo ele, que sem deixou tão claro que não a desejava. Logo ele, o único que jamais deveria vê-la em tal demonstração de fraqueza e luxuria. Mais uma vez a sensação de de javù. Definitivamente as coisas não estavam bem.

Ela se afastou de Dionísio o mais rápido possível, enquanto Seiya corria pela praia em direção à mansão e de um salto alcançava o terraço. O deus se colocou na frente dela, ocultando-a da visão do cavaleiro de forma protetora e altiva. Ela lhe pertencia e homem nenhum tinha o direito de por os olhos sobre o corpo alvo e nu de sua mulher.

(It could be wrong, could be wrong)
But it should've been right
(It could be wrong, could be wrong)
Let our hearts ignite
(It could be wrong, could be wrong)
Are we digging a hole?
(It could be wrong, could be wrong)
This is outta control

(It could be wrong, could be wrong)
It could never last
(It could be wrong, could be wrong)
Must erase it fast
(It could be wrong, could be wrong)
But it could've been right
(It could be wrong, could be...)

A presença do cavaleiro não o perturbou. Dionísio o mataria sem o menor remorso, ainda que tivesse prometido a Athena. O deus desejava aquela oportunidade tanto quanto desejava a amazona. Seiya não passava de um inimigo a ser esmagado. Um insignificante e desaforado pretendente ao coração de Shina, que seria esmagado e definitivamente banido dos pensamentos dela, exatamente como Teseu.

Shina estava sem reação, quase em estado de choque. Seiya estava diante deles, vestindo sua armadura de bronze e ostentando toda pose e toda a empáfia de um cavaleiro que alcançou tantas vitórias na vida. Dionísio estava furioso ao ponto de despertar seu cosmo violento pela primeira vez dês de que eles se encontraram. A tensão era sufocante, a hostilidade era evidente.

- Afaste-se dela! – Seiya ordenou com sua voz esganiçada, desafiando a paciência inexistente de um deus. Shina tremia num misto de medo e vergonha. – Não ouse tocar em Shina. – Dionísio riu um riso grave diante da audácia do rapaz.

- E quem é você para dar ordens a um deus? – Dionísio rebateu seguro.

- Eu sou um cavaleiro de Athena! Eu luto pelo que é justo, para manter a ordem neste mundo! – Seiya bradou seu famoso discurso – Não posso permitir que você, um deus, haja como bem entender! Não pode seqüestrar uma amazona de prata e usá-la para o seu prazer!

- Engraçado... – Dionísio fez uma pausa dramática – Tenho a impressão de que era isso que eu estava fazendo e ela não estava reclamando. Aliás, eu sou um deus, como você mesmo disse. Posso fazer o que eu quiser aqui. Vocês, mortais, moram de favor em um mundo que nos pertence. Vocês vêm e vão, nós permanecemos.

- Isso é ridículo! – Seiya insistiu – Vocês não têm o menor respeito pelos humanos! Tratam-nos como animais! Você até mesmo roubou o corpo de um cavaleiro de ouro!

- Eu sempre pensei em vocês como macacos desenvolvidos, o que não os tira da categoria de animais. – Dionísio rebateu sorrindo debochado – É claro que belas mulheres devem ser excluídas disso. Elas são divinas, se não fossem nenhum deus jamais se apaixonaria por uma. – Dionísio tentava manter a calma, mas aquele cavaleiro era irritante. Shina continuava encolhida, já devidamente vestida. – Eu não sei exatamente por que seria errado eu ter um momento intimo com minha esposa, mas já que você insiste em ser desagradável vou ter que matá-lo. Minha irmã provavelmente vai querer uma retaliação por causa disso e eu sei que prometi a ela que não mataria você, mas você esgotou minha paciência. – Dionísio ergueu a mão e num estalar de dedos o corpo de Seiya foi arremessado por todo terraço, batendo contra o parapeito. Shina não conteve o grito de susto.

Dionísio se afastou dela e com olhos furiosos caminhou em direção a Seiya, que agora se levantava do chão. Shina sabia que ele poderia usar as técnicas do Cavaleiro de Escorpião, além de seu estrondoso cosmo divino. Sem pensar duas vezes ela correu e se colocou entre os dois.

Dionísio a encarou raivoso. Nos olhos dele havia uma ordem explicita para que ela saísse do caminho, mas Shina não vacilou. Seiya já estava de pé e se colocando em posição ofensiva.

- Saia da minha frente, Ariadne. – ele ordenou. Shina não esboçou qualquer intenção de obedecê-lo.

- Meu nome não é Ariadne, é Shina. – ela disse teimosa – E eu não vou sair do caminho para que você o mate. Eu me recuso.

- Sabe que posso dopá-la o bastante para que desmaie e então matá-lo. – Dionísio disse entre dentes – De qualquer maneira não vai conseguir salvar seu pretenso amante.

Então ela entendeu o real motivo do ódio de Dionísio. Não foi a intromissão ou a impertinência de Seiya que o fizera perder a paciência. O deus tinha ciúme de sua suposta esposa com um humano que ele julgava inferior. Ela tinha de ser esperta e hábil se desejasse salvar o cavaleiro de bronze, entretanto, ela jamais conseguiria fugir com ele.

Ela mordeu o lábio inferior, Dionísio sentiu sua boca secar instintivamente em resposta ao ato dela. Shina pousou suas mãos sobre o peito dele e fez seu melhor para lançar-lhe um olhar doce. Ela agora tinha a atenção integral dele.

- Não tenho outro amante se não o deus dos vinhedos e prazeres... – ela sussurrou docemente, fazendo-o sentir o desejo crescer novamente dentro de si – Não tem de perder seu tempo com um cavaleiro inferior. Quem é ele a final?

- O homem que você nunca conseguiu matar por estar desesperadamente apaixonada. – ele respondeu a contra gosto.

- Isso é passado... – ela continuou sussurrando enquanto lançava olhares intensos e insinuadores a ele. – Que mulher seria louca a ponto de trocar o deus dos prazeres por um reles cavaleiro? Eu seria muito tola se fizesse isso. Seiya tem um complexo de herói incontrolável. Permita que eu explique a situação a ele e o convença a ir embora.

- Sabe que eu perseguiria ambos caso você fugisse com ele, não sabe? – Dionísio falou num misto desejo e raiva. Shina concordou com um aceno de cabeça. – Não pense que pode me passar a perna usando seus encantos. Eu não vou perdê-la.

- Tem a minha palavra. – ela abaixou a cabeça.

- Faça com que ele suma daqui e então volte para dentro da mansão. – Dionísio beijou-a rapidamente, enquanto Seiya observava tudo com impetuosidade.

Love is our resitance
They keep us apart and they won't stop breaking us
down
And hold me, our lips must always be sealed

If we live our life in fear
I'll wait a thousand years
Just to see you smile again

Quell your prayers for love and peace
You'll wake the thought police
We can hide the truth inside

Dionísio deu as costas aos dois e então Shina pode encarar o cavaleiro audacioso.

- Você não tem o menor senso de auto-preservação, tem? – ela o encarou, severa – O que esperava conseguir aqui, cavaleiro?

- As notícias se espalharam. Diziam que o Cavaleiro de Escorpião havia atacado você e a forçado. Fiquei revoltado e busquei o conselho de Athena. Ela disse que não era Milo e sim Dionísio o responsável. – Seiya disse firme.

- Então ela também deve ter mencionado que eu não sou mais uma amazona, assim como Milo não é mais cavaleiro. – Shina falou séria – Agradeço sua preocupação, mas foi a própria Athena quem decidiu que eu não era mais necessária no Santuário e me entregou de presente ao irmão.

- Por que Saori faria isso? – Seiya questionou inocente.

- Use a cabeça, idiota! Ele deve ter ameaçado entrar em guerra contra ela, tudo o que não precisamos é disso. Ele acredita que eu sou a reencarnação de sua esposa e que eu e você fomos amantes. – ela disse entre dentes, omitindo a parte evidente. Athena queria eliminar a concorrência – Está disposto a matar você por causa disso e o Santuário não precisa de mais perdas. Vá embora, Seiya. Volte para Athena e nos deixe em paz. Esqueça que existiu uma amazona de Serpente e pare com essa sua síndrome de herói irritante.

- Você quer ficara aqui?! Quer passar o resto da vida servindo de entretenimento para ele? – Seiya perguntou inconformado.

- Eu tenho outra opção? – ela rebateu firme – Não posso fugir, ele me encontraria e traria de volta. Não posso arriscar colocar o Santuário em guerra outra vez por uma tolice. E a parte do entretenimento...Nunca tive ninguém tão disposto a me seduzir, ninguém que me enxergasse como uma mulher. Caso não tenha notado, a vida para uma amazona é bem solitária. Eu me cansei disso e se Dionísio é minha chance de romper com essa cadeia de eventos desastroso que é minha vida, por que não?

- Tudo isso é por minha causa, não é? – Seiya sentiu a inegável culpa por tê-la rejeitado no passado. Aquela amazona tão orgulhosa estava se sacrificando por todo Santuário e pela humanidade, tudo porque ele nunca aceitou os sentimentos que ela tinha a oferecer. Shina riu um riso seco.

- Não seja presunçoso. – ela disse – O mundo não gira ao seu redor. Agora saia daqui e não volte.

- Você vai ficar bem? – ele perguntou uma ultima vez.

- Eu não deixei de ser uma amazona porque não uso mais uma armadura. Eu vou sobreviver, da mesma forma que sobrevivi até hoje. – ela disse dando as costas a ele – Adeus, Seiya.

Shina entrou na mansão em silêncio. Uma parte dela sempre ficaria com Seiya, o Santuário e seu passado de luta. Uma outra parte estava aliviada por colocar um basta em tudo e dar ao menos um passo certo na vida. O que seria da vida dela de agora em diante era um mistério. Talvez ela se entregasse a luxúria de Dionísio tão violentamente que até mesmo se esquecesse de que um dia conheceu outra realidade. Talvez ela acabasse gostando dele.

Ele estava sentado em uma cadeira. Ela pensou que ele tinha uma figura elegante, ainda que o corpo pertencesse a Milo de Escorpião. Seja quem fosse, ele olhava calmamente através da janela, admirando a paisagem. Ele não olhou para ela, manteve-se imóvel por longos e tensos segundos.

- Devia ter aproveitado a chance. – ele disse num tom sóbrio. Não era Dionísio quem falava – Eu poderia ter retardado Dionísio e dado tempo a vocês.

- Por que faria isso, Milo? – ela se sentou em uma cadeira ao lado dele - A vista daqui é realmente um espetáculo a parte. – ela disse serenamente.

- Não mude de assunto tão levianamente. – ele disse ríspido – Pare de agir como se fosse uma santa e admita que queria ter ido com ele!

- Eu queria, nem que fosse pela falsa idéia de liberdade. – ela disse suave.

- Por que não foi? – ele continuou o interrogatório.

- Porque sou consciente das minhas responsabilidades, porque seria uma tolice, porque seria egoísta da minha parte e porque você ficaria para trás, tendo de lidar com a fúria de um deus que acabaria me encontrando novamente. Seria inútil, Milo.

- Eu poderia tê-lo segurado. – ele disse orgulhoso.

- Já foi conivente com as ações dele uma vez. – ela corou ao se lembrar do episódio – E sei que não é o maior fã de Seiya.

- Qual é o prazer que você sente em me ofender? – ele disse entre dentes. Ela riu.

- Não foi a minha intenção, mas acho que tanto você, quanto ele se sentiram renovados depois de surrar o cavaleiro de bronze mais irritante da história. – ela disse divertida. – Até eu ficaria.

- É diferente, você o ama. – Milo retrucou.

- Eu o amei. – ela disse resignada – Nunca foi o bastante. Ao menos aqui eu sei que alguém me quer. Dionísio não nega isso.

- E eu? – ele perguntou.

- Você o que? – ela o encarou.

- Eu também a quero e estou correndo o risco de sofre às conseqüências da fúria divina por isso. – ele disse seco.

- Não seja tolo, isso não passa de um reflexo do que ele quer. – ela disse tranqüila – Você não me quer por sua própria vontade, Milo.

- Já pensei a respeito. – ele respondeu baixo.

- E chegou a alguma conclusão?

- Sim. – ele disse mais calmo – Cheguei à conclusão mais óbvia do mundo. Você é desejável, mais do que isso até, e somente o imbecil que acabou de sair daqui não notou isso. Independente de Dionísio, eu seria um tolo se jamais notasse isso.

- Você nunca se deu ao trabalho de mostrar qualquer interesse enquanto estávamos no Santuário. – ela rebateu sem dar qualquer crédito.

- Naquela época você era quase uma lenda, uma deusa inatingível, qualquer um que tentasse morreria no percurso. – ele virou o rosto para encará-la com um sorriso – Agora eu também sou um deus, forte o bastante para que você repare em mim.

- Pretensioso. – ela riu debochada. Ele se levantou da cadeira e foi até ela. Puxou-a pelo braço e num movimento rápido capturou-a pela nuca. Suas bocas a milímetros de distância.

- Posso até ser, mas você repara em mim do mesmo jeito. – ele disse com a voz rouca. – Ele que se dane, vai ter que se acostumar com a idéia de dividir você comigo. – ele a beijou sem nenhum receio ou preocupação. Ela era seu sonho inatingível, ela sempre foi sua ambição mais elevada, como foi para tantos outros. Dias atrás ele teria ficado satisfeito com uma noite, um dia, mas agora as coisas eram diferentes. Ele queria mais, muito mais do que apenas prazer.

(It could be wrong, could be wrong)
But it should've been right
(It could be wrong, could be wrong)
Let our hearts ignite
(It could be wrong, could be wrong)
Are we digging a hole?
(It could be wrong, could be wrong)
This is outta control

(It could be wrong, could be wrong)
It could never last
(It could be wrong, could be wrong)
Must erase it fast
(It could be wrong, could be wrong)
But it could've been right
(It could be wrong, could be...)

Ela era quente e suave, seu gosto era único, ácido, amargo, doce, era tudo. Enlaçou-a pela cintura com força, aprofundou o beijo sem medo de qualquer retaliação. Ele a teria. Por todo Olimpo, ele teria aquela mulher ou acabaria louco. Louco de ciúmes, louco de ansiedade, louco de desejo, louco, apenas louco.

Já bastava ser o mero coadjuvante, ele não seria mais ignorado por ela, ele não seria um plano de fundo enquanto Shina e Dionísio estavam juntos. Ele era Milo de Escorpião, ele era o corpo de Dionísio na terra, por tanto ele teria a amante do deus de um jeito ou de outro. Era errado, com certeza, mas ele não estava dando importância a isso agora.

Cegamente, ele a conduziu pela sala ampla, sem nunca parar de beijá-la. Sem qualquer cuidado derrubou tudo o que havia sobre a mesa de jantar. Deitou-a sobre a mesa de maneira rude, mas não ouviu qualquer protesto da parte dela. Shina o puxava pelos cabelos da nuca, incentivando-o de forma cruel.

Milo soltou as alças do vestido dela, expondo-lhe os seios. Aperou-os sem qualquer pudor. Shina arqueou as costas em resposta imediata, enquanto Milo beijava o pescoço alvo e o lambia em seguida, como quem prova um doce raro. Os beijos desceram, passando pelos ombros até alcançarem os mamilos intumescidos, raspando os dentes contra a pele rosa sensível. Ela gemia e Milo se sentiu encorajado a suspender a saia do vestido dela.

Ele se livrou da roupa intima dela e em seguia despiu a própria túnica, deixando que caísse no chão sem cuidado algum. Milo fez questão de deslizar o vestido fino pelo quadril dela, passando pelas pernas até que ela estivesse totalmente nua, para então voltar a explorá-la com a boca...O veneno do Escorpião não está no ferrão, está bem localizado entre os lábios e a língua.

Beijou-lhe a barriga lisa, descendo até o ponto tão desejado. Separou bem as pernas dela para que pudesse provar o sabor oculto. Primeiro delicado, quase tímido em suas lambidas, para então sugá-la com força a ponto da amazona emitir sons roucos e abafados enquanto agarrava-o pelos cabelos desgrenhados. Milo era ousado em sua técnica e ela duvidou que Dionísio pudesse ser melhor do que aquilo.

Quando o corpo dela se contraiu num orgasmo, ele sentiu todo sabor invadir-lhe a boca...Néctar dos Deuses. Ela estava pronta pra ele, terrivelmente pronta. Milo não agüentaria nem mais um segundo sem ela.

Penetrou-a de uma vez, enquanto ela ainda se recuperava da sensação prazerosa. Ela gritou de susto e logo o grito se tornou uma série de gemidos abafados pela boca dele. Sentiu seu gosto nos lábios implacáveis de Milo, enquanto ele lhe apertava as nádegas.

Forte, firme, ritmado e lentos...Ele a torturava de forma deliciosa. Suas pernas o enlaçaram pela cintura, instigando-o ainda mais, fazendo-o ir mais e mais fundo dentro dela até que ambos não conseguissem mais resistir.

Ele poderia morrer no instante seguinte, ser amaldiçoado, perseguido e atormentado por todos os deuses, mas não naquele momento...Não quando seu corpo suado repousou suavemente contra o dela. Não quando ele se sentia tão feliz com ela.

Shina o abraçou de uma maneira nova. Ela nunca se sentiu tão compelida a dar carinho a alguém como naquele momento. Beijou-lhe a testa e então a face corada pelo esforço Não era como estar com Dionísio, que a dopava com tantas sensações indescritivelmente pecaminosas. Com Milo ela estava desperta, sentia-se desejada e desejava-o também. Com Milo era tudo mais humano...Imperfeitamente humano e revigorante. Ela sofreria nas mãos de um deus, mas naquele instante poderia jura que valeu a pena.

Love is our resistance!
They keep us apart and won't stop breaking us down
And hold me, our lips must always be sealed

The night has reached its end
We can't pretend
We must run
We must run
It's time to run

Take us away from here
Protect us from further harm
Resistance!

Nota da autora: Demorei um pouco, mas postei. Seiya foi jogado pra escanteio (gritinhos de aleluia). Dionísio e Milo em crises de ciúmes...Pra quem queria cenas 100% Milo e Shina, cá está. Me toquei de que não tenho colocado os nomes da músicas que estou usando, então lá vai.

Capítulo 1 – Labyrinth do The Cure

Capítulo 3 – Use Somebody do Kings of Leon

Capítulo 4 – Resistance do MUSE (recomendo que leiam o capítulo ouvindo a música)

Bjux

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