Meu amor, nem sei muito bem por onde começar, vamos casar amanhã e tu pediste-me para eu te escrever uma carta onde pusesse o que sentia por ti, mas isso é impossível, o meu amor por ti ultrapassa tudo e todos, ultrapassa ideais e famílias, ultrapassa guerras, o meu amor por ti é incondicional, imutável e intemporal.

Ainda me lembro de quando te vi pela primeira vez, tinhas acabado de ser seleccionada para os Gryffindor, já na altura te achava linda, assim como agora, os teus cabelos negro eram desalinhados, formavam cachos que caiam livremente pelas tuas costas, agora eles são definidos mas ainda negros, negros como naquele dia, e os teus olhos meu amor, os olhos mas lindos e mais misteriosos que eu algumas vez vi… neles, onde o cinzento e o azul lutam por um lugar, estão os teus segredos, o teu verdadeiro eu, aquele eu que me mostraste ao longo dos anos.

Os teus lábios, vermelhos são o meu maior pecado, aquilo porque anseio todos os minutos da minha vida, é por isso que vivo, vivo para te amar. Lembro da primeira vez que os provei, eram ainda mais misteriosos e mais viciantes do que eu alguma vez imaginei, tínhamos acabado de nos cruzar e tu choravas, logo tu Diana, que era sempre a mais forte, tinha descoberto que o teu pai e que a tua mãe estavam desaparecidos, isso chocou-te, chocou-te mais que era necessário, e eu não sei porque, ou melhor agora sei, mas na altura não, não consegui ver-te assim, dói-me mais que qualquer feitiço, dói-me por dentro como nunca doerá, senti-me inútil por não poder fazer nada para que as tuas lágrimas cessarem, aproximei as minhas mãos do teus rosto singelo na tentativa de secar as lágrimas que caiam do teus olhos e ficamos demasiado próximos, e eu não consegui controlar-me e beijei-te, e tu beijaste-me de volta, e meu amor senti-me pela primeira vez completo, esqueci que era o escolhido, esqueci a guerra, esqueci tudo e só consegui pensar de como era bom estar-te a beijar, de como tu eras bela e de como eu te amava e desejava.

A partir dai encontrávamo-nos todas as noites, e eu amava-te, beijava cada centímetro da tua pele, beijava-te a pele, os lábios, os cabelos e tu fazias o mesmo, fazias me ir as nuvens, só de te desejar e de te poder beijar.

Mas foi o teu amor, foi isso que me manteve vivo, vivo durante aquele ano em que andei atrás do Horcruxes, do Voldemort, foi a esperança de te encontrar viva e a minha espera, de te poder beijar novamente, de casar contigo, de construir uma família contigo e de quando fosse tempo morrer ao teu lado, velho.

E isso que eu quero Diana, amar-te eternamente, ficar ao teu lado, ver os nossos filhos crescer e amar-te, Eu amo-te minha princesa, amo-te hoje, amei-te ontem e vou te amar amanhã.

E sei que amanhã serás a noiva mais linda que alguma vez se irá ver, sei disso porque tu és a mais bela, neste momento deve estar a minha mãe e a tua de volta de ti a tratar do teu vestido, do teu cabelo, de tudo, imagino, mas tu não precisas disso meu amor, tu és linda de qualquer maneira, aliás és mais linda sem roupa, mas isso é outra conversa.

Despeço-me com um beijo e até manhã

Harry James Potter