Capítulo 6 – Stranger não mais...
POV EDWARD
Olhava pro meu reflexo que se perdia no meio daquelas palavras que minha stranger havia escrito... Cheguei próximo do espelho e toquei no batom que tinha uma cor suave, um róseo avermelhado, que marcara o espelho, levei até minhas narinas inalando o perfume de seus lábios e fechei os olhos levando o meu dedo a minha boca, fazendo recordar de seus beijos quentes e urgentes, assustadoramente sexy...
Retornei a abrir meus olhos, lendo mais uma vez aquela mensagem:
MEU STRANGER
FOI FANTÁSTICO TE CONHECER... ADEUS GOSTOSÃO...
BEIJO DA SUA STRANGER...
PS: OBRIGADA PELAS DUAS MELHORES NOITES DA MINHA VIDA...
Enquanto analisei aquelas palavras sentia uma mistura de emoções: felicidade por ela me chamar de "MEU STRANGER", por ter gostado de conhecer-me e por saber que compartilhávamos da mesma sensação, afinal estas duas noites foram mais que maravilhosas, acho que realmente tinha encontrado a pessoa certa pra mim... Sabe aquela história de alma gêmea? Sentia que isso estava acontecendo comigo...
Em contrapartida senti uma profunda tristeza... Por que ADEUS? Ela estaria disposta a nunca mais me ver... E ontem ela não me deixou beijá-la na saída da festa; percebi uma preocupação se alguém nos visse, do que ela teria medo? Será que ela é comprometida?
Não conseguia me desvencilhar dos pensamentos com a minha bela stranger, e assim tomei meu banho, me aprontei rapidamente e segui pro hospital, hoje seria um dia pesado, estaria de plantão e sairia somente na manhã do dia seguinte; além disso, estava apreensivo, ansioso com o inevitável encontro com a minha stranger, porque temos contato direto com os internos, eles fazem os pré e pós-cirúrgicos de nossos pacientes e com o tempo auxiliarão nas cirurgias... Como será que ela reagiria quando descobrisse que não seríamos mais estranhos?
Passei na Starbucks e pedi um café duplo com muito açúcar para aplacar um pouco do cansaço, afinal foram duas noites seguidas de muito sexo e pouco sono... Não me incomodaria se todas as minhas noites fossem assim desde que seja com a minha bela estranha Jéssica ou Isabella... Minha mente divagava encostado no balcão da cafeteria esperando a minha bebida revigorante, quando fui desperto com alguém dizendo aborrecida:
- Droga...
Olhei pro final do balcão e não dava pra ver direito devido à grande fila de pessoas que estavam esperando seus cafés, mas poderia quase afirmar que era a voz da minha stranger, não poderia ser, será? Devo estar enlouquecendo, nunca uma mulher me deixou tão fissurado e aflito por querer estar junto, tocá-la, ver aqueles lindos olhos achocolatados e aquele sorriso deslumbrante...
Quando pensei em verificar se minha hipótese estava certa, meu Pager começou tocar, era meu paciente que tinha operado ontem, estava tendo uma crise de pressão arterial, nem pensei e sai dali pegando meu café correndo pro hospital...
Mal pisei no vestiário pra me vestir e tinha uma visita encostada em meu armário como uma cara nada satisfeita... Ri e dando um beijo estalado na bochecha disse:
- Bom dia minha irmã mais linda do mundo!
- Não tente massagear meu ego Edward, eu sou sua única irmã... Alice falava seriamente e continuou: - Onde você foi parar ontem à noite? Falei pra minha amiga que iria te apresentar e você sumiu... Ela acabou indo embora, eu sei que você vai conhecê-la hoje, mas eu queria que fosse fora do nosso ambiente de trabalho, ela é meio sistemática, não gosta de misturar prazer com trabalho, mas tive uma intuição tão forte sobre vocês dois e...
Alice falava sem parar, se ela imaginasse o quanto nós nos conhecemos, eu poderia descrever cada centímetro daquele corpo escultural e como ele reagia a cada toque de minhas mãos... Não conseguia disfarçar o sorriso que brotava do meu rosto e Alice tocou meu ombro chamando-me:
- Edward, onde você está irmão? Na lua? Alice me questionava e completou: - Pelo jeito que sorri parece que você teve uma boa noite...
- Boa não Alice, perfeita... Falei dando uma piscadinha;
- Como é o nome dela? Eu conheço? Ela é bonita? Ela trabalha aqui no hospital? Alice falava sem parar, eu a interrompi dizendo:
- Calma Ali, quem sabe você não descobre hoje... E neste instante o meu Page tocou e dei mais um beijo em Alice e saí correndo...
Enquanto seguia pra UTI não deixei de pensar no que Alice tinha me dito e sem querer descobri mais um fator importante da minha stranger, então não gostava de sair com colegas de trabalho... Droga e agora o que faria?
POV BELLA
Não consegui dormir direito, e quando consegui pregar os olhos tive um pesadelo horrível onde eu corria num corredor escuro fugindo de alguém, não dava pra ver quem era mais, a sensação de medo era enorme... Eu tentava abrir várias portas e não conseguia, eu gritava e pedia socorro, era desesperador até que alguém me chamava pelo nome chacoalhando meus ombros...
- Bella, Bellita, Chiquita... Abri meus olhos e dei um pulo na cama, assustada, meu coração parecia querer sair pela boca e então percebi que Rosalita estava com uma expressão de preocupação, abraçou-me acalentando e continuou: - Tudo bem Chiquita foi só um sonho ruim...
- Obrigada Rosa... E apertei meus braços em torno dela tentando regularizar a minha respiração e meu batimento cardíaco.
- Levanta e toma um banho que vou preparar seu desjejum... Rosalita falou saindo do quarto e constatei que o dia tinha amanhecido, tentei me animar afinal de contas o meu sonho iria começar efetivamente hoje, mas meu coração parecia falhar quando me lembrei do melhor sexo da minha vida, que teve início e término tão repentinamente, apenas duas noites, agora nunca mais... Stranger não mais! Melhor assim, imagina se você se apaixona, um desastre total... Era o meu pensamento gritando na minha cabeça, tentando convencer a mim mesmo...
Tomei meu banho e me arrumei rapidamente e separei uma frasqueira com alguns itens pessoais e de higiene, pra deixar no armário do hospital; fui pra cozinha e Rosalita já tinha feito panquecas pro nosso café da manhã e ela percebendo a minha aproximação disse sorrindo:
- Você foi ao mercado ontem e comprou tanta coisa, mas esqueceu o principal: Café.
- Nossa não acredito, não costumo esquecer os meus itens de sobrevivência, e café é um dos principais... Tentei falar divertidamente, mas soou tão falso como uma nota de três dólares...
- Sei... Rosalita olhava pra mim, inspecionando como um radar anti-bomba a procura de um explosível pronto a ser detonado, e depois de alguns minutos em silêncio enquanto eu comia a panqueca com suco de laranja ela completou: - Você vai me contar agora ou vai fazer eu te esperar chegar do hospital a noite, eu preciso ir embora Bellita, Billy está ansioso com a minha volta, então desembucha logo...
- Quem disse que tenho algo a revelar? Esta tua mania de ler as pessoas está ficando cada vez mais irritante... Falei tentando desviar desta conversa...
- Olha Chiquita, não sou tua mãe, mas te conheço tanto que só pelo barulho que você fez quando chegou da festa, eu sabia que alguma coisa não está legal... Sempre que você chega feliz, fica cantarolando e sempre vem pra cozinha fazer uma boquinha, mas ontem você mal fazia barulho pra andar, parecia estar derrotada e desanimada... Eu encarava-a perplexa e ela com um sorriso acalentador nos lábios prosseguiu: - Bellita sei que alguma coisa aconteceu, e eu te quero tão bem, quanto uma mãe quer bem uma filha, me deixe ajudar... Por favor...
Suspirei profundamente, olhando pra minhas mãos que estavam sobre a mesa e depois de alguns segundos, voltei a olhar pra Rosalita e minha voz saiu num tom derrotado:
- É que fiz algo que não deveria Rosa... Ela fez uma expressão suave e compreensiva me fazendo prosseguir: - Lembra daquele stranger que te falei da noite retrasada no bar? Então o encontrei novamente na hora que estava indo embora da festa, e não sei o que deu na minha cabeça, fiquei com a minha mente nublada e aqueles orbes me hipnotizaram... Não sei o que aconteceu comigo, você sabe que tenho uma regra de nunca sair com uma pessoa duas vezes seguida, mas eu acabei indo novamente pra casa dele, e passamos momentos incríveis, nunca tinha tido um homem assim na cama: apesar de sexy e selvagem, ele transparecia todo um carinho comigo, me fez sentir especial... Terminei de falar com minha voz falhando e perdendo meu olhar na panqueca despedaçada que estava no meu prato;
- Oh, querida... Rosalita me abraçou e continuou dizendo: - Está incomodando tanto assim? Ela perguntava e eu somente balancei minha cabeça afirmativamente, não queria correr o risco de minha voz falhar novamente...
- Então tenho que te dar os parabéns Chiquita, porque você está apaixonada... Eu nunca a vi deste jeito, este rapaz deve ser especial mesmo, como ele se chama? Ela falava animada com se eu estivesse descoberto a América...
Quando a palavra APAIXONADA foi mencionada, começou a martelar na minha mente, isto estava riscada de meus planos; a minha vida nunca foi fácil, sempre tive que batalhar muito pra ter tudo e chegar aonde quis e a única vez que permiti apaixonar-se foi somente dor, sofrimento e humilhação... Enquanto pensava na minha desastrosa experiência uma fúria passou pelo meu corpo, como se tivesse levado um choque de uma grande descarga elétrica, levantei me desvencilhando dos braços de Rosalita e disse nervosamente e séria:
- Apaixonada? Nunca mais repita uma tolice destas Rosalita, na minha vida não existe tempo pra estas bobagens de paixão e amor... Vou te contar uma coisa que talvez mude a sua vida pra sempre: Papai Noel não existe e contos de fadas muito menos, a vida é dura e eu a encaro a realidade, eu nunca vou me prender a ninguém porque o amor só faz a pessoa sofrer... Ele foi uma ótima transa e nunca mais o verei, e nem tenho intenção, tanto que nem sei o nome do sujeito... Eu desembestei a falar sarcasticamente enquanto Rosalita olhava pra mim com uma expressão de pena;
- Eu sinto muito que você pense assim, mas... Rosalita dizia com um ar triste e de compaixão quando a interrompi...
- Não sinta Rosa, porque eu não sinto nada... Falei séria e com convicção e terminei dizendo: - Deixa-me ir que não quero chegar atrasada novamente...
Despedimo-nos com a promessa de que iria nos ver na festa da colônia latina que seria daqui uns 10 dias e segui pra Cafeteria mais próxima, eu precisava de um café duplo sem açúcar pra rebater esta mortiça, este desânimo e drama só poderiam ser frutos de uma TPM brava... Foi com estes pensamentos que esperava meu café no balcão, que por sinal estava abarrotado de gente esperando a bebida mágica de todas as manhãs, e a atendente trouxe meu pedido e antes dela trazer meu troco dei um gole e com uma careta disse pra mocinha:
- Se eu tivesse diabetes estaria em coma de tanto açúcar que tem este café... Eu pedi um duplo sem açúcar... Disse irônica e a atendente sem graça desculpou-se falando:
- Desculpe senhorita, confundi os pedidos, este aqui é do rapaz da outra ponta do balcão... Eu sorri por educação e dei uma olhada nas pessoas que acumulavam em toda extensão do balcão e de relance vi um cabelo acobreado, será que era o meu stranger? Rapidamente voltei o olhar pra frente e pensava comigo mesma: você está ficando louca, está enxergando coisas que não existem, e eu tenho que parar com esta história de MEU stranger porque ele não é nada meu... E neste instante fui chamada a realidade com a atendente trazendo meu café e quando ia sair dali, não percebi que minha bolsa estava com o zíper aberto caindo várias coisas no chão e na ânsia de tentar evitar a queda, derrubei o café no balcão respingando na minha blusa...
- Droga!... Reclamei, querendo mesmo falar vários impropérios, mas respirei fundo e juntei tudo, comprei outro café e saí dali tentando limpar minha blusa com um guardanapo...
Cheguei ao hospital e Alice já estava no vestiário, e com um sorriso estampado no rosto me recepcionou com um abraço dizendo:
- Bom dia Bella! Deixei separado o armário ao lado do meu... Alice dizia toda feliz, até parecia uma pré-adolescente no primeiro dia de aula, ela estava tão feliz que me contagiou fazendo relaxar, mas quando menos esperava, voltava a pensar no meu stranger...
Alice falava sem parar, até que ela percebeu que estava um pouco dispersa e limpando a garganta pra chamar minha atenção e voltei meu olhar pra ela...
- Eu acho que a noite foi boa porque você não está prestando atenção no que eu falava, além de estar com esta cara de paisagem... Ela dizia divertidamente e continuou: - e fiquei sabendo pelo Joe, o porteiro, quando fui te procurar na saída, que você saiu no colo de um homem, que ele disse não ter conseguido reconhecer por estar de costas pra ele, então pode começar a me contar... Quero saber tudinho...
- Mas será que era alguém que trabalha aqui? Perguntei preocupada e Alice respondeu rapidamente:
- Como vou saber Bella... Não desvia o assunto não, pode falar... Ela mostrava uma ansiedade fora do normal...
- Foi um homem muito interessante que passou pela minha vida... Olhei pra Alice e via o brilho da curiosidade no seu semblante e com um sorriso me incentivou a continuar: - eu o conheci na noite retrasada naquele bar que fica na esquina do hospital, ficamos juntos e ontem quando estava esperando o táxi, ele apareceu do nada, e não consegui resistir e acabamos ficando juntos novamente...
- Ele é bonito? Como ele se chama? Ele tem a pegada forte? Vocês combinaram de sair novamente? Alice perguntava tudo de uma só vez;
- Calma Alice, respira... Forcei um sorriso e continuei: - Ele é lindo, não sei como ele se chama, e foi o melhor sexo da minha vida e nunca mais nos veremos... Abaixei minha cabeça sentindo o peso que estas últimas palavras causaram no meu peito...
- Mas como você não sabe o nome dele? E por que não o verá mais? Alice me questionava com uma expressão de confusão...
- Foi um jogo que fiz e ele aceitou, ficando nos chamando de stranger, e além do mais, não costumo sair com uma pessoa duas vezes, pra não criar vínculo sentimental... Eu recaí ontem, mas isso eu te garanto que não irá acontecer mais...
- Não consigo te entender Bella, mas tudo bem, eu respeito estas tuas idéias malucas e tiranas... Alice falou tranquilamente sorrindo;
- Mas e você como foi dançar com Jasper? Perguntei dando graças aos Céus por mudar de assunto...
POV ALICE
*Flashback ON - *
Nem acreditei quando o vi na minha frente me chamando pra dançar, ele parecia envergonhado, mas olhei em seus orbes e vi o azul de seus olhos brilhando intensamente...
Quando você me chamou pra se despedir de mim e disse: - Instigue e pare, você vai deixá-lo louco... Uma felicidade imensa se apoderou de mim, pensando somente em seduzi-lo em doses homeopáticas...
*Música* YouTube - The Carpenters - Close to you .com/watch?v=QUDshT19j8Q
Por que os pássaros aparecem de repente
Toda vez que você está perto?
Assim como eu, eles querem estar
Perto de você
Por que as estrelas caem do céu
Toda vez que você passa?
Assim como eu, elas querem estar
Perto de você
No dia que você nasceu
Os anjos se juntaram e decidiram
Tornar um sonho em realidade
Então eles borrifaram pó da lua no seu cabelo de ouro
E o brilho das estrelas nos seus olhos azuis
É por isso que todas as garotas na cidade
Seguem você por todos os lados
Assim como eu, elas querem estar
Perto de você
Assim como eu, elas querem estar
Perto de você
(Tradução Vagalume)
Começamos a dançar e ele colocou uma de suas mãos na minha cintura e a outra pegou a minha mão apoiando no seu peito e falou baixinho no meu ouvido:
- Você está linda...
- Obrigada, e você não está nada mal... Respondi rindo tentando disfarçar a ansiedade que ele causava quando estava próximo de mim...
Um silêncio confortável pairava entre nós... Eu sentia falta de seus olhos sobre mim, nem que fosse como irmãos, da sua voz doce, de seus conselhos e de sua preocupação, parecia que éramos novamente dois adolescentes de anos atrás... Nossos olhares começaram tímidos, eu me perdia naqueles orbes perfeitamente azuis era como se mergulhasse profundamente em águas quentes, aconchegante... E com o decorrer da música, eles foram ficando cada vez mais hipnotizantes e com uma força hercúlea consegui dizer:
- Quanto tempo nós não dançávamos hein? Tentei soar divertida...
- Muito tempo em que nós nem conversamos a sós... Jasper dizia com um leve sorriso nos lábios, deixando demonstrar a satisfação de estar ali comigo...
- Nossas vidas tomaram direcionamentos diferentes, foi isso... Falei tentando disfarçar a lembrança ruim que se formou na minha mente, sendo interrompida por Jasper:
- Senti tanta saudade de você e desde a sua formatura... Eu queria poder falar a sós com você... Ele falava de uma maneira sedutora que eu fiquei arrepiada, nunca ele tinha se referido ou conversado comigo daquela forma...
Eu coloquei meu dedo em seus lábios, impedindo que ele continuasse a falar e sorri maliciosamente, senti sua mão deslizar nas minhas costas e apertar minhas costas colando mais nossos corpos... Ele pegou minha mão que estava sobre seu rosto e começou a beijá-la suavemente sem desviar seu olhar sobre mim, e seus beijos foram subindo pelo braço e quando chegou ao ombro, meu coração pareciam ter falhado, meus batimentos ficaram descompassados... Quando senti sua respiração no meu pescoço, enquanto seus lábios eram encostados na minha pele provocando arrepios hediondos, eu respirei fundo e retornei a razão lembrando-se do conselho que Bella tinha me dado: Instigue e pare...
Então aproximei de seu ouvido e sussurrei:
- Tão perto... E neste instante passei a pontinha da língua na sua orelha, mordiscando-a fazendo soltar um gemido abafado e depois continuei: - Mas tão longe...
Afastei-me dele e sua expressão de incompreensão e desapontamento deixou-me feliz, sabia que de alguma forma tinha mexido com ele e antes que ele pudesse falar algo concluí:
- Desculpe, tem alguém me esperando, obrigada pela dança foi formidável... Dei um beijo no seu rosto próximo de sua boca... E saí dali deixando-o no meio da pista de dança, na verdade queria agarrá-lo e beijar aquela boca perfeita, mas e se depois ele viesse com aquele papo de irmã e amiga... Acho que não suportaria, mas quem sabe com ajuda de Bella, eu não consigo conquistar o meu grande amor...
Flashback OFF...
Foi então que fui pra recepção ver se você já havia saído e o Joe falou que você tinha saído dali nos braços de um homem... Mandei uma mensagem pra você e fui pra casa, afinal de contas, se Jasper me visse ali sozinha perceberia minha mentira no ato...
POV Bella
- Formidável... Sério que você disse isso? Falei segurando um sorriso e Alice confirmou balançando a cabeça esperando o que diria, e depois de alguns segundos de suspense disse:
- Como você foi má!!!!! Adorei!!!!!!! E gargalhávamos, enquanto Alice pulava igual à pipoca na panela quente e completei dizendo: - Na medida certa amiga...
E ficamos nos arrumando, colocando nossos uniformes, quando apareceu o Dr. Jasper, chamando todos os internos dizendo:
- Bom dia pessoal... Hoje vamos começar a rotina do dia-a-dia e espero que vocês estejam bem dispostos e quando ouvir o Pager deixe o que estiverem fazendo e atenda o chamado entenderam? Não passaremos a visita hoje, mas a partir de amanhã quero que vocês cheguem meia hora antes pra passar visita dos pacientes pré-cirúrgicos, é obrigatória a presença de vocês... Alguma dúvida?
Pairava um silêncio e neste instante percebi uma olhada nada discreta de Jasper pra Alice que fez cara de "não estou entendendo o porquê de me olhar assim..." Então ele voltou a falar:
- Hoje dividiremos em duplas: Jessica e Michael ficarão a postos na emergência e enquanto não chega vítimas, podem ajudar na enfermaria; James e Isabella ficarão nos pacientes pós-cirúrgicos e Emmett e Alice ajudarão nos exames dos pacientes que farão cirurgia hoje...
Combinamos de nos reunir no refeitório e almoçarmos juntos e assim fomos para nossos afazeres. Eu estava adorando aquilo tudo, o cheiro do hospital, a correria, estar com pessoas enfermas, ser útil e salvar vidas, era a minha realização profissional...
Ficamos praticamente a manhã inteira, eram muito pacientes que tínhamos que assistir e monitorar, James estava tentando aproximar de mim, sorria e toda vez que conversava comigo tocava em mim casualmente, e eu fazia de inocente não entendendo sua intenção...
Estávamos examinando um paciente que tinha feito uma cirurgia de remoção de vesícula biliar devido à presença de inúmeros cálculos, quando de repente no Pager tocou e fomos chamados pro quarto 406, era um paciente de 10 anos chamado Noah e tinha colocado uma prótese na válvula mitral. Chegamos e as enfermeiras estavam tentando acalmá-lo porque estava tendo espasmos respiratórios, o último ecocardiograma realizado há uma hora mostrava uma pequena alteração, ele apresentava uma elevação na pressão venosa arterial e um rubor e febre no local da cirurgia...
- Chamem o médico que realizou a cirurgia dele... James falou pra uma das enfermeiras;
- O Dr. Cullen está em cirurgia e não pode sair agora... Respondeu uma das enfermeiras...
- O que fazemos agora Doutora Isabella? A pressão está subindo muito ele vai ter uma parada cardíaca... E enfermeira me questionava;
- Já aplicou no soro hidroclorotiazida e dopamina? Questionei enquanto tentava colocava minha mente pra funcionar e olhava pra James que ficou estagnado e parecia um papagaio de pirata repetindo pra as enfermeiras: - Chamem o Dr. Cullen...
- Ele já tomou todas as doses prescritas, não posso dar mais... A enfermeira respondeu e o pequeno paciente estava agonizando, choramingando e ela continuava a falar: - O que faço Doutora? Até o Dr. Cullen chegar aqui o paciente morreu...
Comecei a tentar ouvir seu coração e percebia que algo estava errado e junto com seus sintomas descobri que ele estava com um tamponamento cardíaco, certamente dentro de uma câmara de seu coração e disse:
- Ele está com um tamponamento cardíaco... Avise o Dr. Cullen da gravidade do caso, rápido... Falei pra enfermeira enquanto a outra gritou:
- Fibrilação cardíaca progredindo pra parada cardíaca...
- Rápido as pás... Olhei pro James e ele não tomou nenhuma atitude, então eu mesma peguei-as e mandei carregar em 200 joules e posicionei sobre seu peito descarregando o desfibrilador, esperamos e ainda estava em fibrilação, pedi pra carregar em 300 joules e descarreguei novamente e depois de uns segundos o coração voltou a bater compassadamente, e passados alguns minutos apesar do coração estar batendo normal, sabia que era questão de pouco tempo e teria outra crise desta... Respirei aliviada e uma das enfermeiras me disse:
- Bom trabalho Doutora Isabella...
*Música*.com/watch?v=5yTXNQqR-yU
- De nada adiantará se ele não voltar pra cirurgia agora pra retirar o coágulo que está dentro de seu coração... Será que o Dr. Cullen vai demorar? Perguntei preocupada e ansiosa...
- Ele está chegando... Uma das enfermeiras me informou, quando estava com meu estetoscópio no coração de Noah, ouvi uma voz estranhamente familiar fazendo sair de órbita:
- Bom dia, sou o Doutor Edward Cullen... O que está acontecendo com o paciente?
Eu fiquei congelada e no momento que resolvi erguer minha cabeça, do outro lado da cama, ele estava lá parado e mirando meus olhos... Era o meu stranger, será que estava surtando? Ele deu um leve sorriso e não sei por que ele não parecia surpreso por me ver, era como se ele estivesse esperando me encontrar... Emudeci e nada respondi um mix de emoções passavam na minha mente: surpresa, felicidade, medo, tesão, raiva, impotência e incertezas... Senti meu rosto ferver e corei violentamente... Céus o que faria agora?
Coldplay The Scientist (O Cientista)
Vim pra lhe encontrar,
Dizer que sinto muito,
Você não sabe o quão amável você é
Tenho que lhe achar,
Dizer que preciso de você,
Dizer que a abandonei
Conte-me seus segredos
Faça-me suas perguntas
Oh, vamos voltar pro começo
Correndo em círculos,
Perseguindo a cauda,
Cabeças num separado silêncio
Ninguém disse que era fácil,
É uma pena (nós) nos separarmos
Ninguém disse que era fácil,
Ninguém jamais disse que seria tão difícil assim
Oh, me leve de volta ao começo...
Eu só estava pensando
Em números e figuras,
Rejeitando seus quebra-cabeças
Questões da ciência,
Ciência e progresso
Não falam tão alto quanto meu coração
Diga-me que me ama,
Volte e me assombre
Oh, quando eu corro pro começo
Correndo em círculos,
Perseguindo nossas caudas
Voltando a ser como éramos
Ninguém disse que era fácil,
É uma pena (nós) nos separarmos
Ninguém disse que era fácil,
Ninguém jamais disse que seria tão difícil assim
eu estou indo de volta para o começo...
