Lembranças
Janeiro 1984
Sábado
20hs
Hogsmead estava completamente pintada de branco. Florence olhava pela grande janela da sala da confortável casa que recém adquirira. Ela esperava ver alguém. Depois de quatro anos sem vê-lo, seu coração se acelerava por saber estar tão perto.
Dumbledore sabia que ela se mudara para o vilarejo, bastava saber se o velho diretor diria à Snape.
- Duvido muito. Ele era contra nosso relacionamento. – murmurou ela.
Florence decidiu dar uma volta pelo povoado, ficar em casa assistindo filmes românticos e comendo doces não a levaria à lugar algum. Pegou um casaco e saiu. Ela morava a duas quadras do centro de Hogsmead. Rapidamente chegou ao Três Vassouras, que estava quase lotado naquela noite de sábado.
Florence sentou, pediu um vinho branco, camarões e observou o lugar. Nenhum rosto conhecido. O pedido logo chegou.
A porta se abriu e por esta entrou quem ela mais queria ver:
- Prof. Snape. – murmurou, sorrindo, sentindo o rubor intensificar o rosa que o vinho dera às suas bochechas.
Snape correu os olhos pelo salão e a viu.
"Florence Dellacourt. Mais linda do que nunca."
Florence sorriu e ele tomou aquilo como um convite para se juntar a ela.
- Boa noite, Srta. Dellacourt. O que a traz de volta à Hogsmead?
- Boa noite, Prof. Snape. Eu terminei minha faculdade e meu mestrado e decidi me mudar para o povoado. Se não tiver companhia, sente-se comigo. Não quero estragar sua noite...
- Você acaba de salvá-la. – comentou Snape, a voz suave, sentando ao lado dela.
Conversaram muito, trocaram olhares, elogios e toques ocasionais de mãos.
Snape a acompanhou de volta até em casa.
Às portas da casa dela...
- Agora você já sabe onde eu moro. Sinta-se convidado a aparecer quando quiser. - disse Florence.
- Posse me convidar para um chá, amanhã à tarde?
- Claro! – ela sorriu.
- Então, até amanhã, Srta. Dellacourt. – disse Snape, o mesmo tom suave de antes, a voz que acariciava os sentidos dela.
- Florence. Me chame de Florence. – pediu ela.
- Visto que não sou mais seu professor, não vejo porque não. E você me chame de Severus.
O sorriso dela aumentou, assim como o brilho nos lhos verdes.
- Certo. Severus. – ela testou o nome dele nos lábios. – Até amanhã, às cinco.
- Amanhã às cinco. – confirmou ele.
Florence entrou em casa e observou pela janela Snape se afastar pela rua coberta de neve. Seu coração batia descontrolado.
No dia seguinte, Snape apareceu lá na hora combinada. E o dia foi incrível. Terminando com um momento especial quando ele disse que iria embora, as onze da noite.
Eles caminhavam pelo pátio da casa dela, até o portão.
- Quando retornam as aulas? – perguntou Florence.
- Dentro de uma semana.
- E o que você fará nestes últimos dias de folga dos cabeças-ocas?
- Estive pensando em fazer visitas diárias à Hogsmead. – disse Snape.
- Alguma velha amiga moradora do povoado?
- Não. Algo mais do que amizade, eu espero. – murmurou ele.
Florence o encarou, sorrindo.
Snape levou uma mão ao rosto dela, acariciando-a, puxando-a levemente pela nuca em direção ao seu rosto, tocando os lábios rosados dela nos seus, sentindo-a suspirar. Pediu passagem com a língua, a qual ela permitiu. Snape a envolveu pela cintura, colando os corpos, aprofundando o beijo.
Florence envolveu o pescoço dele, mergulhando as mãos nos fios de cabelos negros, como ela sempre sonhara.
Os lábios se separaram, mas não os corpos.
- Há quatro anos eu quero fazer isso. – murmurou Snape.
- Eu pensei em você todo esse tempo... – admitiu ela. – Podia parecer uma simples paixonite pelo professor, mas não... Desde o primeiro dia em que eu te vi, quando eu estava no primeiro ano e você no terceiro, você chamou minha atenção...
- Eu me lembro de você. Lembro da sua seleção. – disse Snape. – Você veio e sentou na minha frente na mesa da sonserina.
Eles se beijaram novamente.
- Eu não quero que você perca seu emprego por minha culpa... – murmurou Florence.
- Por que diz isso? – estranhou Snape.
- Porque Dumbledore nunca gostou de mim.
- Não é que ele não goste de você. – disse ele. – Ele tem motivos para não querer que eu me envolva com você. Pela sua segurança.
- Tem a ver com a guerra, não é? – Florence o fitou, preocupada.
- Sim. Você corre riscos estando comigo.
- Eu não me importo. Eu esperei demais para estar com você.
- Você não sabe o que está dizendo.
- Mas a guerra está em uma trégua, não é? – pontuou Florence.
- Temporariamente, sim.
- Me deixe ficar com você até que ela volte.
- Mesmo que eu dissesse não, eu não conseguiria me afastar. – admitiu Snape. – Eu sei onde você mora, eu não conseguiria não vir vê-la.
E ele a beijou, com mais paixão.
- Fique aqui. – pediu Florence.
- Tem certeza?
- Se a guerra estourar amanhã, eu não quero saber que desperdicei com doces um tempo precioso que poderia ter passado nos seus braços... – ela murmurou.
E os dois voltaram para dentro de casa, direto para o quarto dela.
Snape explorava o corpo curvilíneo dela com paixão, desejo, uma violência necessária, marcando a pele branca em algumas partes. Ouvindo seu nome ser gemido. E quando ele se enfiou entre as pernas dela e a fez sua, ele soube que poderia fazer amor com esta mulher todos os dias de sua vida sem jamais desejar outra em sua cama. O sexo dela envolvia seu membro perfeitamente, como que apertando-o e sugando-o para dentro dela, estremecendo ao chegar no clímax com seu nome saindo dos lábios avermelhados.
E assim foram todos os dias daquela semana. E assim foram meses. Cinco meses para ser mais exata.
Snape apresentou Florence para a mãe e as duas se tornaram amiga. Florence não havia conhecido os pais e Eileen era uma mãezona que a recebeu com todo carinho.
Três maravilhosos anos se passaram.
Mas o romance deles tinha tempo previsto para acabar.
E sempre que algum ataque a trouxas era noticiado no Profeta Diário, Florence sentia o medo tomar sue corpo.
Medo que se intensificou em julho de 1987, quando Florence descobriu não estar mais sozinha no mundo. Ela estava grávida. Havia se descuidado com a poção contraceptiva.
"Como contar a Severus? Ele me disse que não queria filhos... ele detesta crianças."
Por ação do destino, naquela semana eles haviam discutido.
Depois de muito chorar e pensar, Florence tomou uma decisão drástica, a única que lhe pareceu sensata: inventou uma convenção na França, aproveitando que haviam brigado, e não voltou para a Inglaterra por três anos.
Nota da autora: essa fic está completa e tem sete capítulos. Cuidem com as datas porque há muuitos pulos!
Beijus para Yasmin Potter e Alice's Doll.
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