Julho 1994

Albus Dumbledore decidiu reativar a Ordem da Fênix e apareceu na casa de Florence com dois pedidos:

- Sirius, eu queria saber se poderíamos usar a Mansão Black como sede da Ordem. – disse o diretor.

- Mas é claro, Dumbledore! Fico feliz em finalmente poder fazer algo! – exclamou Sirius.

- E Florence, eu quero que você se torne responsável pelas poções da Ordem. – continuou Dumbledore.

- Mas você tem um Mestre de Poções suficientemente capaz para essa função. – retrucou Florence.

- Mas ele não tem como dar conta de tudo sozinho. Peço que aceite meu convite, querida.

- Ok, Dumbledore. Eu aceito. – disse ela, sem saber ao certo se estava fazendo o certo.


Agosto 1994

Mansão Black

Laboratório de Poções

A primeira noite deles trabalhando juntos foi estranha.

Snape estava diferente, distante. As primeiras palavras dele a feriram, mas Florence concordara que era melhor assim.

- A guerra estourou. Espero que lembre-se do nosso acordo. – disse Snape.

- Sim, eu me lembro.


Subiram para jantar com os outros membros da Ordem.

Florence voltou para o laboratório antes de Snape.

Quando ele entrou no laboratório ela percebeu que ele estava prestes a explodir.

- Por que nunca me contou que abrigou Sirius Black em sua casa? – rosnou ele, olhando-a fixamente.

- Porque faz parte do nosso acordo, lembra: nenhuma palavra sobre vida pessoal. – Florence respondeu, calma.

- Então, Sirius Black faz parte da sua vida pessoal?

Florence o encarou. Ele estava com ciúmes?

- E o que isso interessa pra você? Rosmerta faz parte da sua vida pessoal e eu não lhe faço perguntas ou lhe peço explicações. – disse ela, estúpida.

Se encararam por um tempo.

Snape voltou a trabalhar na bancada, sem olhá-la outra vez.

Florence saiu dali.


Mais tarde naquela noite, Snape encontrou Sirius Black sozinho numa sala da mansão. Ele entrou e bateu a porta. Sirius o olhou, debochado.

- Eu estava me perguntando quanto tempo ainda levaria pra você vir falar comigo.

- Que bom que você já está à par do assunto. – rosnou Snape. – Fique longe dela.

- Por que? Isso é papel seu.

- Você está avisado, pulguento. Se tentar alguma coisa...

- Eu já tentei, ranhoso. – interrompeu Sirius. – Já tentei e não consegui. Sabe por quê? Porque, por algum motivo que eu desconheço, Florence ama você. E por essa cena ridícula de ciúmes, vejo que ela é retribuída. Por que não deixa de ser idiota por um minuto e casa com ela?

- Não posso me arriscar a expô-la ou perdê-la.

- Você está se arriscando a perder muito mais do que apenas Florence, Snape. – falou Sirius, sério, saindo da sala.


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