Disclaimer: Essa história pertence a Kikiblue, que me autorizou a traduzir, e os personagens pertencem a Stephenie Meyer.

This history belongs to Kikiblue, who allowed me to translate, and the characters belongs to Stephenie Meyer.


Atenção: Essa fic é muito pesada, contém cenas de sexo depravado e gráfico, palavras vulgares e uso de drogas. Portanto, se você não aprecia esse tipo de coisa, não leia, volte ao meu perfil e leia outra fic ;). Você foi avisado (a).


BPOV

Qualquer animação que eu tinha originalmente para meu encontro com Jacob desapareceu no momento em que a mão do Cullen agarrou firmemente o interior da minha coxa. No lugar disso, minha cabeça de repente estava cheia com um milhão de perguntas que estavam centradas em torno dele.

Eu achei que ele só estava sendo arrogante, como normalmente era, preso ao seu eterno egoísmo. Mas tinha uma diferença dessa vez. Seu humor não era por minha causa ou algo que eu tinha dito ou feito. Tinha algo a ver com meu encontro com Jacob. Não tinha outra razão pra ele ser tão imbecil comigo. Primeiro, eu nem tinha o provocado para voltar a ser o arrogante normal. Era estranho vê-lo assim novamente, considerando que fazia um bom tempo que nossas conversas tinham sido boas nos últimos dias. Bem, pelo menos quando não estávamos nos esfregando vigorosamente um contra o outro.

Não tinha dúvida de que Jacob o irritou, e eu não fui a única que percebeu ele inflar como um estúpido boneco de ar de testosterona. Minha mente estava trabalhando a mil, tentando entender porque isso teria perturbado Edward Cullen. Sério, só podia ter uma resposta: Cullen estava caindo na minha e eu estava ganhando a aposta.

Eu sabia que devia estar lisonjeada e, bem, tão satisfeita como feliz que eu estava me destacando e ganhando a coisa estúpida. Mas por alguma razão, essa revelação me deixou ainda mais irritada. E quando o Cullen sugeriu que todos os caras que eu conhecia terminariam na minha calcinha, eu fiquei realmente muito irritada com ele. Mas não importou na hora, porque ele disse:

"Abra suas pernas..."

Passando as palavras, ele rugiu em meu ouvido, na minha cabeça me deu o mesmo calafrio delicioso que deu na primeira vez. E eu me odiava por isso. Eu odeio que eu o tenha deixado me tocar na montanha russa, eu odeio ter desistido tão rapidamente. Mas é isso que parecia acontecer quando eu estava com Edward Cullen; apenas nos transformávamos em animais sem nenhuma lógica ou senso de controle. Era como se ele me hipnotizasse pra fazer seja lá o que ele queira. Mas quando nossa vez no brinquedo terminou eu sabia que precisávamos transar.

O sexo foi maravilhoso. Não cheguei na minha cama antes das três da manhã. Mas se eu fosse honesta comigo mesma, eu teria ficado naquela floresta com ele o tempo que ele quisesse. Ontem à noite, o Cullen me comandou e eu amei isso pra caralho. Eu estava começando a perceber que esse era o único tipo de sexo que eu sempre tinha com o Cullen, aquele tipo que te deixava molhada somente por reviver em sua mente.

Embora eu só tenha chego na escola durante o segundo período do dia, eu estava fodidamente exausta quando terminou. Eu admito, meu estômago girava quando eu olhava pra ele em seu armário, seu rosto com o usual olhar pensativo. Mas uma vez que seus olhos encontravam os meus, ele me dava aquele sorriso torto que era um lembrete sólido da floresta. Estranhamente, nós acidentalmente acabamos nos encontrando em posições comprometedoras pelo resto do dia.

Suspense era uma coisa do passado. Agora o Cullen parecia estar um pouco mais faminto pra sexo do que eu, e transamos muito a tarde. Transamos em meu carro, transamos na mesa da sala de Biologia durante o horário de almoço, fizemos um 69 na mesa do diretor durante o último período. E então ele me deu um beijo de despedida quando o sinal tocou, o que pra minha surpresa e medo, fez minha cabeça girar. Na hora em que voltei pro meu carro, eu estava literalmente bêbada de orgasmos com feromônios.

Bem bom humor foi embora assim que eu fechei a porta da frente quando cheguei em casa.

"Izzey? Isabella? É você?"

Ah porra…

Ela pareceu como um tipo de mãe-monstro da sessão da tarde, vestida com uma roupa da temporada passada. Ela estava com seu visual usual pós-meio-dia: Seu cabelo estava pra cima em um coque despenteado por causa do ângulo que ela tinha prendido, com certeza ela tinha desmaiado depois do almoço. Seu rosto estava manchado, inchado e claramente além de qualquer ajuda que o Crème de la Mer poderia oferecer. Seus olhos estavam vermelhos e vidrados, como uma espécie de zumbi dopado de crack. Seus passos estavam desajeitados e altos no sapato de boneca que era jovem demais pra ela. Mas o mais impressionante, nenhuma palavra deixava sua boca sem ser arrastada, puxando cada sílaba junto como uma grande palavra que realmente não fazia nenhum sentido.

Eu estava bem familiarizada com esse monstro desde que eu tinha seis anos, então eu sabia o que cada balbuciar e resmungo significava.

"Ah Izzeeey!" ela exclamou, jogando seus braços em volta de mim. "Estive tão preocupada com você."

Eu automaticamente endureci ao seu toque. O cheiro do gim me atingiu como um caminhão, junto com um milhão de memórias reprimidas que voltaram com o fedor.

A verdade era: Renée estava fodida, e então eu estava fodida, também.

A Bella de seis anos se encolheu dentro de mim.

"Porque você não me ligou?"ela perguntou em seu típico tom arrogante que eu tinha decifrado enquanto ela tentava parecer como uma mãe preocupada.

"Eu estava na escola, Renée," eu disse, colocando minha mão entre nós, tentando quebrar o abraço sufocante.

"Eu estava tão preocupada! Você precisa me ligar quando estiver fora de casa!" Ela pegou meu rosto em suas mãos, pressionando tão forte como ela sempre fazia. "E eu sou sua mãe, não me chame de 'Renée'. Me mostre algum respeito, porra!"

"Desculpa, mãe," eu disse, me sentindo derrotada.

Ah, palavra predileta de Renée: Respeito. Constantemente exigindo mas nunca merecendo. Era uma situação sem saída que eu sabia que provavelmente iria me assombrar na minha vida adulta e me custou muito trabalhar o psicológico da minha vida adulta.

Ela bateu palmas alto enquanto rudemente colocava seu braço entre o meu.

"Agora, sobre hoje à noite..."

"Não posso. Estou ocupada. Vou sair," eu respondi rapidamente. Essa era uma resposta normal que eu sempre tinha na ponta da língua, pronta e esperando para ser apresentada. Tudo para me afastar dessa amargurada o mais rápido possível.

Sua boca abriu. "Mas eu achei que poderíamos assisti um filme e ter uma noite de sexta de garotas? Nós nunca tivemos uma noite de meninas, Izzeeee! Você poderia convidar Alice e ..."

"Desculpe, Renée..." Meu tom não mudou. Era tedioso e profundo. Era o som da rendição. Eu tinha me rendido de tentar mudar o caminho de Renée há alguns anos. Agora a única comunicação que saía da minha boca era frio e seco.

"Mamãe!" Ela cuspiu em um tom estridente que perfurou meus tímpanos.

"Desculpe, mamãe. Eu tenho compromissos."

E não era uma mentira. Hoje era o Evento de Gala no Clube Country dos McCarty. Era um evento anual que eu disse que iria apenas por Alice. Felizmente, Renée não usava um calendário desde que entrei no ensino médio. Já que o convite estava escondido, eu podia ir facilmente a qualquer evento em Forks segura em saber de que ela não iria me envergonhar e nem empatar meu foda com ninguém por estar lá.

"Ooooh!" ela exclamou, rudemente empurrando meu ombro. "Você é tão vadiazinha às vezes, Isabella. Você precisa aprender a ter respeito!" ela continuou sacudindo meu ombro com a cada sílaba.

Deixei meu corpo ficar mole com cada puxão.

Seus olhos estavam em mim, novamente se estreitando enquanto chegavam ao meu rosto.

"E pare de se vestir como se você fosse tamanho zero quando você claramente não é, fica parecendo uma vadia barata," ela se atrapalhou enquanto saía da sala.

Fiquei parada por uns momentos, ouvindo o som de seus sapatos de boneca no chão de carvalho. Me concentrei em minha respiração com meus olhos fechados, dando meu melhor para filtrar a adrenalina que tinha aparecido na breve conversa que tive com minha mãe. Assim como eu fazia todas as outras vezes.

Fiz meu caminho para meu quarto, olhando pros meus pés a cada degrau e me recusando a sentir pena de mim mesma. Tranquei a porta, assim que a fechei; eu estava grata de que meu quarto dava o melhor para me separar do resto do mundo. Rapidamente fui até minha bolsa pra pegar um cigarro, reclamando por não ter nada mais forte. Lentamente sentei na minha janela e me alegrei. Enquanto eu inalava profundamente, eu segurava a fumaça por cinco segundos. Isso tinha se tornado um ritual desde que eu tinha por volta dos treze anos.

No momento em que sentei na janela, eu estava pronta para deixar de ser filha de Renée e voltar a ser Bella Swan novamente.

O Clube Country dos McCarty era típico de Forks. Era ostentoso, espaçoso e cheio de lixo rico. Alice e eu, vestidas com um tecido especial e atraente que ela tinha pego da nova coleção de primavera de Nova York, fizemos nosso caminho pela hall de entrada de ouro até a área de jantar do clube.

Reconheci cada rosto na multidão. Eram as mesmas pessoas que eu conversava falsamente por cinco anos, vestidas com as coisas mais finas que poderiam comprar de última hora na internet. Não era somente a maioria dos estudantes de Forks que estavam presentes mas também uma pequena coleção de pais que ansiosamente se misturava com a geração mais nova. Talvez procurando por uma nova amante ou possivelmente um novo mulherengo que poderiam levar para uma viagem especial de 'negócios' para Las Vegas. O cheiro de vaidade e homem velho com pênis duro enchia o ar.

Felizmente, Alice e eu estávamos livres de nossos pais, considerando que os dela ainda estavam do outro lado do mundo e Renée provavelmente estava desmaiada no sofá, onde ela deveria estar. Nós duas poderíamos nos misturar livremente sem medo. Essa ausência paternal era aceita em Forks, considerando que muitos pais saíam para viagens longas e deixavam suas crias com babás. O fato é que eu nunca viria para essas coisas com Renée e meu padrasto disse que tínhamos mais dinheiro que qualquer outra pessoa e a vida deles era muito mais excitante.

Alice e eu abrimos mão do jantar de três refeições muito ricas que seria servido por um hambúrguer no meu carro. Na hora que chegamos no local, era vez do leilão ser apresentado por ninguém menos que nossa querida Rosalie. Ela estava com um vestido vermelho longo que cobria seus seios mais do que eu sei que ela gostaria.

Quem saberia que ela é uma das mais notórias de Forks? Ela falou de forma eloqüente, seu cabelo estava perfeito, ela fazia as piadas corretamente e fazia contato visual com as pessoas certas. Rose se encaixava em Forks perfeitamente e eles a amavam por isso. Somente Alice e eu percebemos que o rubor brilhante em suas bochechas insinuavam que ela tinha pego algum cara de Forks em um quarto escuro e isolado e feito oral nele ou recebido um oral. E julgando pelo fato de que tínhamos visto Emmett emergir de seu Hummer com uma das garçonetes do clube parecendo satisfeito enquanto entrava no local, foi o suficiente pra saber que Rose não tinha sido servida por seu amado.

Alice e eu queríamos vomitar quando vimos o rosto orgulhoso dos Hale's e dos McCarty enquanto olhavam para Rose cruzar a multidão. Não havia dúvida sobre isso; as duas famílias estavam certamente fortificando o relacionamento entre Rose e Emmett, trazendo duas das famílias mais antigas e poderosas de Forks juntas com uma aparente felicidade conjugal.

Alice e eu não pudemos deixar de notar que embora Emmett estivesse fingindo fazer parte disso tudo, em pé com sua família, seus olhos claramente estavam em outro lugar. Aquele movimento com as sobrancelhas estavam agindo rapidamente com todas as mulheres do local.

Na hora em que Rosalie passou para os móveis antigos, alguns convites para o jogo de basquete e uma nova Ferrari 599XX, eu estava com uma necessidade desesperada por um cigarro. Alice decidiu brincar de amiga falsa e dar parabéns a Rose pelo trabalho bem feito. Rolei meus olhos pra ela enquanto escapava por suas costas. Alice era uma pessoa muito mais paciente do que eu com toda essa merda.

Enquanto eu saía pelas portas duplas, eu imediatamente vi Newton e alguns de seus amigos rindo da fonte que agora estava cheia de bolhas. Eu rapidamente me esquivei pela parede de tijolos e suspirei de alívio enquanto vi Jasper fumando sozinho em um banco.

Ele olhou para cada pedaço de sua calça e desabotoou sua camisa. Eu nunca soube que Jasper era o tipo de cara que iria a essa merda de evento sem brigar. E eu tenho certeza que não vi seu pai ou sua madrasta de vinte e dois anos na multidão. Enquanto chegava mais perto, percebi que ele na verdade estava uma merda. Ele estava fumando com raiva, suas sobrancelhas fincadas como se ele tivesse tentando entender o roteiro de Lost. Ele colocou seu cabelo atrás da orelha quando viu eu me aproximar e acenou pra mim. Eu sabia que tínhamos o tipo de relacionamento que sempre falávamos a verdade um pro outro.

"J, você está uma merda. Está tudo bem?" eu perguntei, o olhando de cima a baixo.

Ele suspirou suavemente e balançou sua cabeça. "Sim, eu só estou... estou realmente cansado."

Cerrei meus olhos pra ele. "Tem certeza? Você parece que está com dor ou algo assim."

Ele sufocou um sorriso enquanto me oferecia um de seus cigarros. Peguei o cigarro dele e coloquei atrás da minha orelha. Pausamos enquanto ele se animava.

"Tem sido uma semana estranha. Bem, umas semanas estranhas, na verdade."

Ele olhou para seus sapatos e sorriu; eu imediatamente olhei para suas covinhas.

"E você?" ele perguntou, olhando pra mim. "Primeira semana acabou. Semana que vem realmente começam as coisas. Maldito final de ano."

Suspirei. "Sim, estou meio que pensando que tenho que começar a prestar atenção esse ano. Planejar minha fuga desse lugar ou alguma merda assim."

Ele olhou pra mim interrogativamente enquanto levava seu cigarro a sua boca. "Sério? Eu achei que você gostava de Forks."

Suspirei enquanto me debruçava na parede ao lado dele.

"Eu gosto. Bem… eu não sei se eu gosto ou não. Eu apenas aceitei isso... bem, como minha vida era." Meus olhos se focaram nas pequenas folhas verdes que saíam da árvore. Eu distraidamente acendi meu cigarro, coloquei em uma das folhas e as observei queimar enquanto eu perfurava as palavras na minha cabeça. "Mas eu acho que preciso sair daqui, pela minha própria sanidade." Minha frase saiu como um murmúrio enquanto eu fumava meu cigarro.

"E sua irmã gêmea?" ele perguntou.

Fiz uma cara confusa.

"Alice," Ele disse, sacudindo as cinzas em um cinzeiro.

"Ah, ela vai voltar pra Nova York. Então eu não sei, talvez eu vá pra lá" eu falei.

Jasper acenou, seus olhos indo pra longe.

"Bem, às vezes você encontra coisas que fazem valer a pena ficar. Às vezes você acha coisas que fazer valer a pena partir. Você vai descobrir, de um jeito ou de outro."

Levante minhas sobrancelhas pra ele enquanto bufava. "Okay, obrigada Sr. Motivador, vou manter isso em mente."

Ele franziu a testa pra mim com os lábios juntos.

Suspirei lentamente. "É, eu acho que sempre descobrirei de um jeito ou de outro..." inclinei minha cabeça em seus ombros e deixei meus olhos relaxarem, criando uma escuridão para o jardim na nossa frente. Isso era perfeito: eu e Jasper, fumando do lado de fora. Qualquer outro tempo eu tomaria vantagem da situação, mas algumas coisas estavam saltando em minha mente e me impedindo.

Eu sentei de repente enquanto o rosto do Cullen aparecia na minha mente completamente sem aviso.

"Hey, como está sua aposta?" Jasper perguntou.

Às vezes eu podia jurar que Jasper tinha um sexto sentido em como eu estava me sentindo.

"Bem, eu acho. Eu tenho um encontro amanhã." Eu sorri.

"Ah sim, com o cara gigante do carnaval. Ele certamente causou algumas controvérsias, não foi?"

"O Cullen é um idiota," eu respondi encolhendo os ombros.

Ele sorriu pra mim. Eu o conhecia o suficiente para reconhecer aquele sorriso como educadamente perplexo.

"Certo," ele disse, colocando seu cabelo loiro atrás da orelha novamente. "Mas, o que isso tem a ver com a aposta? Eu achei que Bella Swan não tivesse encontros?"

"Não tenho!" protestei sorrindo. "Eu não sei. Ele é um velho amigo. Talvez seja algo que eu precise tentar, talvez eu tenha que parar com esses joguinhos. Tem alguns anos que não namoro."

"Concordo," ele disse, parando pra olhar pra mim enquanto acenava. Eu sabia que ele estava debatendo algo.

"E nem todo mundo é o James,"ele disse ironicamente.

"Ai! Você realmente está dando uma de terapeuta essa noite não?"eu disse, batendo em seu antebraço com a palma da minha mão.

Ele riu enquanto se esticou e me puxou em um abraço.

"Bella, você tem problemas. Porra, todos temos problemas. Estou apenas contente que você tenha começado a perceber que não precisa ficar mais se controlando."

"Certo. Obrigada. Isso é estranho," eu disse timidamente.

Normalmente Jasper ficava nessa quando estava chapado e enchíamos a boca de Oreos* em meu quarto. Mas eu podia ver que ele estava sóbrio e isso era mais do que preocupante.

* Oreos – marca de biscoito.

"Então, e nosso amigo em comum, Sr. Cullen. Onde ele entra nesse encontro?" ele perguntou.

"Cullen não é meu amigo, ele é uma aposta." Eu disse rapidamente.

Jasper se afastou, colocando a mão embaixo da boca enquanto olhava pra mim curiosamente.

"Sim, tenho certeza que vocês dois entraram nessa aposta estúpida para lucrar," ele riu.

Dei um olhar pra ele enquanto ele levantava as mãos em defesa.

"Como você não está chapado?" eu exclamei. "Você está me assustando, J!"

"O que estou dizendo é que vocês dois são as pessoas mais teimosas que já conheci. E eu sabia que se vocês tivessem algo físico seria mais do que 'apenas físico', se você entende o que quero dizer."

Olhei pra ele de boca aberta enquanto ele fazia aspas no ar. Ele respirou rápido. "Vocês dois são uma versão fodida igual Rachel e Ross*."

* Rachel e Ross – personagens do seriado Friends, são o casal com a história mais complicada da série.

Fiz uma careta pra ele. "Obrigada, J, que legal. Mas eu prometo pra você, isso é só uma merda pra mim e vai acabar na segunda."

Jasper levantou sua cabeça, me olhando de lado. "Você está me dizendo que nem pensou nisso? Ser a garota que domou Edward Cullen?"

"Isso realmente não é o topo da minha lista 'do que fazer', Jasper. O Cullen e eu somos corpos amigos e isso é temporário," eu disse com um suspiro. Então eu instantaneamente parei minha reação.

Me virei lentamente para Jasper que tinha um olhar 'oh-não-me-diga' orgulhoso em seu rosto.

"É uma maldita aposta!" eu gritei, indo lhe dar outro tapa enquanto ele se esquivava de meu braço.

"O que você disser, Senhorita Swan," ele disse com um sorriso enquanto colocava seu braço em volta do meu ombro.

"Você tem que conversar, Whitlock. Alice está lá dentro sabe," eu ri quando seu braço retraiu.

"Viu!" eu exclamei com um sorriso. "Você vacilou quando eu disse o nome dela! Que diabos está acontecendo entre vocês dois?"

"Por quê?" ele perguntou, levando os olhos para o chão.

"Por quê? Vocês dois ficam simplesmente emos perto um do outro, é por isso. É meio que chato."

"Eu posso te dizer honestamente que nada está acontecendo entre eu e Alice," ele disse firmemente.

Soltei um suspiro exagerado, rolando os olhos pra completar.

"Jasper, não seja um viadinho. Isso é chato. Mas eu juro que se ela for só mais uma buceta..."

Seus olhos foram para os meus rapidamente. "Eu nunca faria isso com Alice, Bella. Mesmo se algo tivesse acontecido entre nós."

Juntei meus lábios. "Okay, é melhor ir falar com ela."

Ele olhou pra mim hesitantemente.

Eu ri pra ele. "Tudo bem. Eu tenho muitas pessoas de Forks para ter conversas falsas."

Ele se inclinou com um sorriso e beijou minha testa.

"Você é um bom partido, Bella Swan. Não deixe ninguém dizer o contrário. Eu invejo o homem que conseguir te laçar."

"Tá, tá," eu disse, o empurrando pelo peito. Charme do Sul minha bunda.

Eu o observei desaparecer pela festa enquanto terminava meu cigarro e passando os próximos minutos lutando contra o desejo de mandar uma mensagem para o Cullen e dizer pra ele me encontrar do lado de fora para uma rapidinha. Meu lado racional venceu, então guardei meu telefone.

Festas como essa aconteciam uma vez por semana em Forks, e eu costumava ser interessada nelas mesmo se fosse apenas pra criar algum caos. Mas agora, a realidade da conversa seca e repetitiva estava chegando em mim e começando a se mostrar.

"Sério, Isabella, você devia vir a nossa casa, é perfeita para caminhadas, tem a melhor visão de Forks."

"Na verdade, é só Bella. E eu não gosto de caminhar." Eu suspirei enquanto meus olhos mais uma vez corriam pelo local.

Eu estava falando com quem achei ser um amigo de Alice, mas na verdade era o primo de Mike que veio da Europa. Eu devia saber porque ele tem o mesmo sorriso estúpido que Newton e consegue me irritar assim como o Newton fazia. Ele disse seu nome mas eu não estava escutando. Verdade seja dita, eu estava procurando o Cullen pela sala. Ele na verdade não tinha dito que viria (algo sobre ser muito lotado), mas isso ainda não impediu meus olhos de fazer uma varredura pelo local pra checar.

O segundo Newton se inclinou pra sussurrar.

"Sabe, que em italiano 'Bella' significa linda?" ele sorriu pra mim como se tivesse acabado de solucionar a fome no mundo.

É. Definitivamente assustador.

Ele se inclinou pra mais perto. Eu me inclinei pra trás.

"Mike me disse tudo sobre você," ele disse, levando seus olhos para o meu decote. "Você quer sair para caminhar comigo? Sozinhos?"

Dei um passo pra trás.

"Não... não... não," eu murmurei, de repente me afastando. "...Eu tenho que… eu não devia estar aqui."

Fiz meu caminho pela multidão, fodidamente irritada comigo mesma por não ter pensado em uma resposta inteligente e adequada. Ignorei os sorrisos falsos dos adultos aleatórios e olhei para os estudantes obedientes de Forks. Eu estava ficando entediada e percebi que já era pra eu ter ido há meia-hora.

Ouvi um barulho no bar como um sorriso estridente que rompeu a conversa fútil no local. Levei menos de meio segundo pra perceber de quem vinha aquela risada.

Não...

"Izzey! Venha aqui!"

Ela apareceu como um monstro em erupção em meio a um monte de rostos borrados. Meu estômago estava na garganta enquanto ela caminhava em minha direção, em seu mini-vestido de lantejoulas, passando pelos moradores surpresos de Forks.

Congelei enquanto ela me cutucou com a mão que não estava atrapalhada, segurando um copo de Martini meio vazio.

"Ah, estou tão brava por você não ter me dito que estaria aqui. Eu quero te apresentar para... hey, qual a porra do problema de vocês?" ela gritou para um grupo de senhoras que tinham parado sua conversa para assistir a novela que estava acontecendo bem em frente aos seus olhos.

Onde diabos estava Alice? Se algo dessa magnitude acontecesse nós sempre tínhamos prometido uma pra outra que lidaríamos com isso juntas, rápida e discretamente. Mas quando percebi estava sozinha.

Engoli em seco para tentar me recompor. Eu era Bella Swan, eu podia lidar com isso. Suspirei e fui falar.

"Renée..."

"MAMÃE!" ela gritou, empurrando meu peito com força.

Eu podia sentir a adrenalina em minhas pernas enquanto lágrimas pinicavam meus olhos.

Aqui não. Não com todo mundo vendo.

Eu rapidamente disparei meus olhos pelo local, procurando por ajuda. Alice não estava por aqui pra ser vista. Mas eu percebi cada sorriso e cada cochicho e cada pessoa que apontava em minha direção.

Não... não... não...

Renée puxou meu ombro pra mais perto dela. "Você é muito levada por não me dizer que viria pra cá. Você acha que meus amigos se esqueceriam de mim?"

Abri minha boca pra falar mas não saiu nada. Eu sabia que não tinha nenhuma palavra que a faria ir embora. Eu estava perdida, todo mundo iria saber.

"Agora venha aqui e sente comigo, eu quero que você conheça alguns velhos amigos da mamãe;"

"Mãe, eu tenho que ir..."

Ela agarrou meu pulso, suas unhas postiças cortando a camada superior da minha pele.

"Você virá e vai se sentar como uma filha que deveria ser!" ela disse, me colocando na direção que ela tinha vindo.

Não pude evitar meus pés de segui-la. Meus olhos caíram para seu sapato ridículo da Gucci que ela estava usando enquanto me puxava pela multidão indiscreta. Ela sentou em uma das mesas, me puxando para sentar ao lado dela. Eu não sabia quem eram as pessoas na mesa, mas acenei e sorri quando ela falou seus nomes em voz alta. Quando olhei nos olhos dele, fui atingida pela pior coisa imaginável: pena.

Eles estavam tendo pena de mim por causa dela.

Eu não segui a conversa, mas eu senti a queimação de suas centenas de olhos em nós. Forks era uma cidade pequena e isso era um escândalo. Qualquer suspeita estava sendo confirmada enquanto os minutos passavam e quando a manhã de segunda chegasse eu seria conhecida como a garota com a mãe exuberante que a mortificava em festas. E ainda assim ninguém veio ajudar. Alice era uma maldita desertora.

Somente quando achei que as coisas não podiam ficar piores, Renée riu tanto que deslizou pela cadeira, me puxando com ela.

"AH PORRA! Isabella, me levante!" ela gritou, batendo em minha perna nua.

Eu não conseguia me mover. Eu vi os olhares de nojo, pena, repulsa e humor que todos a nossa volta tinham. A sala estava ficando menor.

"ME LEVANTE!" ela gritou, batendo seus punhos cheios de jóias no chão.

Pulei com o barulho, desajeitadamente tentando me levantar com um vestido que nunca seria tão flexível.

"Com licença..."

Meu coração parou.

Eu sabia o que ia acontecer. Contei até cinco antes de me virar e ver o que eu sabia que seria um dos porteiros do clube que iria nos escoltar pra fora. Afinal de contas, Forks não lidava bem com exibições públicas de problemas familiares.

Quando terminei de contar eu virei minha cabeça.

Não consegui respirar.

Era Edward Cullen. Edward Cullen estava estendendo sua mão para minha mãe. Edward Cullen estava rindo fodidamente para minha mãe estúpida e bêbada.

"Sra. Dawyer, gostaria de tomar um ar fresco? Conheço um lugar encantador na beira do lado que é simplesmente perfeito em uma noite como essa."

Ele não olhou pra mim. Seus olhos estavam focados em Renée. Ele estava sorrindo com aquele sorriso deslumbrante pra ela. Ele estava me deslumbrando, porra. Renée sorriu de volta.

Eu não sei quem estava mais chocada, eu, Renée, ou a população do local.

"Ah sim, seria adorável." Ele a colocou de pé com facilidade, dando-me um momento para me levantar e alisar meu vestido. Eu não existia mais pra Renée. Ela apenas continuou sorrindo como se tudo estivesse bem e normal. Edward Cullen estava em seu radar.

"Ah pelo menos ainda existe algum cavalheiro morando em Forks!" ela olhou para o sorriso de alguns dos meus colegas de classe que estava se cutucando com cotovelos e rindo.

Não me importei em olhar pra eles, ou naquele momento, me importar com o que eles estavam pensando. Porque, naquele momento, Edward olhou pra mim. Seus olhos verdes perfurando os meus, mas não foi como todos os outros jogando olhares simpáticos em meu caminho. Ele me olhou como se quisesse dizer que tinha resolvido. Enquanto ele colocava sua mão nas costas dela e saía para o lado de fora com ela, ele acenou pra mim em conhecimento.

Então eu observei Edward Cullen sair com minha mãe. Sem surpresa nenhuma, todos os observavam sair. Os acontecimentos dos últimos dez minutos tinham reduzido de ruído a um zumbido baixo de suspiros e comentários não-tão-mal- intencionadas.

Eu não sabia como me sentir no começo. Eu estava com raiva de todo mundo. Eu estava com vergonha de tudo. Eu tinha que sair dessa porra. Então eu não dei a chance de ninguém olhar pra mim assim que o Cullen e Renée tinham desaparecido do lado de fora. Ao invés disso, eu corri para a porta da frente sem olhar pra trás.


N/T: Essa Renée é uma vaca, por mim podia beber demais e cair com a garganta no copo e morrer, agora preparem-se pro próximo capítulo, pra mim é o mais lindo de todos *-*.

Joselma: Agora pode parar de ler o capítulo 12, que você já deve ter decorado e leia esse kkkkk