Disclaimer: Essa história pertence a Kikiblue, que me autorizou a traduzir, e os personagens pertencem a Stephenie Meyer.

This history belongs to Kikiblue, who allowed me to translate, and the characters belongs to Stephenie Meyer.


Atenção: Essa fic é muito pesada, contém cenas de sexo depravado e gráfico, palavras vulgares e uso de drogas. Portanto, se você não aprecia esse tipo de coisa, não leia, volte ao meu perfil e leia outra fic ;). Você foi avisado (a).


EPOV

Quando voltei até o salão principal, cada par de olhos estava caindo em mim como moscas em merda, nenhum deles se importando. Eu os empurrei, procurando por ela. Eu só queria saber se ela estava bem.

Mas ela não estava lá. Ninguém tinha a visto o tempo todo que eu tive do lado de fora acalmando Renée. Nada de Jasper, ou Brandon, somente um bando de babacas fazendo piadas sobre Swan, incluindo Emmett quem imediatamente empurrei dentro de um vaso de planta antigo.

Eu nunca iria ao maldito evento de merdas de caridade de qualquer forma. Mas quando cheguei em casa eu não consegui me distrair o suficiente para pensar em outra coisa. Depois de algumas horas procurando por meu closet, reli uma revista e arrumei meu cabelo, percebi que na verdade eu queria ir.

E não, não era por aquelas porras de móveis antigos ou para pegar algumas habitantes de Forks. Tanto quanto eu lutei para admitir, eu queria ver a Swan novamente.

Eu estava começando a perceber que Jasper estava certo o tempo todo; ela realmente era uma ótima garota. Ela era diferente das outras garotas pegajosas de Forks; ela tinha conteúdo, ela me fazia rir e era muito corajosa. Gostaria de ter sabido mais cedo, para ter tempo de falar com ela ao invés de dispensá-la apenas como outra aspirante de Rosalie. Realmente, as duas estavam em pólos opostos.

Então poderíamos ser amigos, e eu estava bem com isso. Mas realmente, sabendo o que acontece comigo e com a Swan quando ficamos juntos, seriamos amigos com benefícios. Na verdade era o arranjo perfeito: Sexo sem sentimentos difusos de ambas as partes. Ela não iria ficar toda obsessiva comigo, e eu não iria rastejar até seu quarto e observá-la dormir tão cedo. Nós tínhamos um entendimento, e eu tenho tinha certeza que Swan seria um jogo.

Claro, eu agi como um idiota possessivo na noite do carnaval. Mas depois de ficar remoendo isso na minha cabeça o dia todo, eu percebi que só foi porque eu não estava esperando que sua atenção estivesse em outra pessoa. Aquele sarnento não era uma ameaça pra mim, apenas uma pequena inconveniência. E considerando os acontecimentos na floresta, tenho plena certeza que Swan nem foi capaz de lembrar do estúpido nome dele. Eu estava realmente ansioso para ver o sorriso crescer em seu rosto quando ela me visse saindo do Clube Country dos McCarty aquela noite.

Claro, inicialmente, Swan não estava no evento de caridade estúpido. Isso me irritou mais do que eu gostaria de admitir. Ao invés disso, tive que me sentar ao lado de Jasper que parecia que ia vomitar ao meu lado cada vez que alguém entrava pela porta. E do meu outro lado, eu tinha a porra da Rosalie tentando agarrar meu pau por baixo da mesa em cada oportunidade. Quando a merda da caridade começou, Jasper e eu escapamos pelos fundos antes que alguém percebesse.

Eu honestamente não vi a Swan até tarde da noite. Eu me senti como se tivessem atirado em mim quando eu vi seu rosto enrugado enquanto sua pobre mãe intoxicada se aproximava dela. Eu estava fodidamente irritado comigo mesmo, porque eu não tinha feito nada antes e não tinha que ficar sentado assistindo o acidente como os outros imbecis de Forks fizeram. Eu não queria ser como eles. Ela precisava de um amigo e eu sabia que eu podia estar lá por ela considerando que todos seus supostos amigos sumiram ou estavam apenas assistindo sem nenhuma preocupação.

Pessoas bêbadas não me assustam. Eu sabia que com a abordagem certa ela seria fácil de lidar. Afinal de contas, ela era apenas mais uma rica de Forks, sempre procurando pela atenção de um cara jovem suficiente para ser seu filho. Para minha sorte, na hora que nos aproximamos do primeiro banco ela estava perto de desmaiar. Assim que a coloquei em um taxi e paguei, voltei para o zumbido de fofoca, que agora eu fazia parte. Mas naquele momento eu realmente não dava à mínima.

Depois de terem me contado que Swan tinha corrido dali logo que saí, eu pulei em meu carro e comecei a percorrer as ruas de Forks. Meu estômago estava rugindo e eu sabia que não era pela comida rica que fui forçado a empurrar garganta a baixo; eu sabia que era porque estava com medo por ela. Porra, todos sabem que têm coisas assustadoras pelos locais da floresta. O olhar em seu rosto, dizia que ela não se importava com o que aconteceria com ela.

Duas horas. Duas malditas horas angustiantes que levei para encontrá-la. Mas achei, finalmente, assim que saí da rodovia 101. Lá estava ela, parecendo tão pequena, sentada embaixo de uma árvore com sua cabeça entre as mãos vestindo nada além de seu vestido curto preto que só cobria um de seus ombros.

Eu não sabia o que ia dizer pra ela; eu só sei que eu não queria que ela ficasse sozinha.

O som das folhas esmagadas embaixo do meu pé a fizeram olhar pra cima, e seu rosto quebrou a porra do meu coração. Ela tinha chorado. Bem, não, ela tinha fodidamente puxado seus cabelos nas últimas horas. E ela estava sozinha, isso que realmente me matou.

Seu rosto imediatamente escureceu enquanto eu dava uns passos pra perto dela. Eu não sorri; apenas acenei pra ela.

"Você não precisa estar aqui," ela disse, sua voz áspera e profunda como se fosse a primeira vez que ela tinha falado em horas.

Suspirei enquanto parei. "Eu sei que não preciso," eu disse desabotoando minha jaqueta.

"Então foda-se e volte para a maldita festa," ela bateu, enquanto apertava os braços em volta de si mesma.

"Eu não quero," suspirei enquanto lentamente me sentava ao lado dela embaixo da árvore. Ela olhou pra mim, com seus olhos tortos pra mim como se eu tivesse espumando pela boca ou alguma merda. Eu a ignorei, tirei minha jaqueta e gentilmente coloquei sobre seus ombros. Ela pareceu entender, porque mordeu seu lábio enquanto lentamente, e talvez até hesitantemente, apertou a frente do pescoço. Debati se devia ou não chegar mais perto dela, mas quando eu percebi que ela estava tremendo, meu braço estava em volta dela antes que eu tivesse consciente da minha escolha. Ela não precisava da minha simpatia; ela não precisava do meu conselho. Ela só precisava de alguém para estar lá.

Ficamos quietos por um tempo enquanto ela tremia e parava.

"Todo mundo viu," ela sussurrou embaixo do meu queixo.

Engoli em seco.

Eu estava petrificado com medo de dizer a coisa errada porque é tudo que eu sempre faço. Tudo que eu queria fazer era que tudo isso fosse melhor pra ela. E eu sei que empurrar a porra da minha mão por dentro de sua saia não faria secar suas lágrimas.

Eu respirei fundo, deixando seu cheiro encher minha cabeça, sem fazer nada para impedir.

"Eles não importam," eu disse com certeza. "Você é melhor que eles. Você é melhor que Forks."

Fiquei surpreso em sentir seu corpo tremer enquanto ela soltava um pequeno sorriso.

"Isso é legal, Cullen, mas você não me conhece," ela disse, secamente.

Lambi meus lábios, escolhendo cada palavra cuidadosamente.

"Sim... eu conheço," eu disse com confiança.

Ela angulou seu rosto então aqueles grandes olhos castanhos estavam olhando pra mim. Pelo olhar em seu rosto, estava claro que ela não estava acreditando.

Sorri pra ela, apesar de meu estômago doer.

"Jasper estava certo sobre você, sabe. Somos muito parecidos. E realmente podemos fazer escolhas estúpidas."

"Eu ainda não acredito que você transou com Tanya..." ela disse enquanto balançava sua cabeça com uma risada silenciosa.

"É? Três palavras: Mija nas calças," eu respondi com um sorriso.

"Entendi," ela disse depois de uma breve pausa.

Pelo menos ela estava respondendo meus insultos como sempre. Respirei fundo novamente.

"Mas você sabe que bem por baixo disso você é como um cervo de merda nos faróis igual a mim," eu disse, ainda alisando seu cabelo, deixando-os cair em cascata em meu peito.

Ela sentou em frente ao meu peito imediatamente, um olhar cínico em seu rosto.

"Você fica com medo?" ela perguntou, levantando sua sobrancelha pra mim.

"Todos não ficam?" eu perguntei rapidamente, minha sobrancelha imitando a dela.

Ela riu. "Então o que assusta Edward Cullen?" ela perguntou, inclinando sua cabeça nos joelhos, deixando os cabelos cair por seus ombros.

Pisquei pra ela algumas vezes, tentando clarear minha mente. Estava lutando para encontrar algo que a fizesse se sentir melhor.

"Tenho medo do futuro. Tenho medo de não cumprir com as expectativas de Carlisle. Tenho medo de não conseguir ter uma carreira ou até mesmo se a carreira de medicina é certa pra mim. E às vezes, você me assusta."

Fechei minha boca. De onde diabos veio isso?

Ela franziu a testa pra mim imediatamente. Não olhei pra outro lugar além de seus olhos.

"Como eu possivelmente posso te assustar, Cullen?" ela perguntou, angulando sua cabeça, tentando pegar meu olhar.

"Eu não sei..." eu murmurei, evitando seu olhar questionador enquanto olhava pras minhas unhas. "Eu acho que é porque você não é quem eu achei que você fosse. Na verdade você é muito legal."

Ela riu, levemente batendo em meu braço. Eu imediatamente sorri, satisfeito por aquele sorriso ser causado por algo que eu disse, mesmo que tenha parecido bobo.

"Sabe, eu acho que é a coisa mais legal que você já disse pra mim," ela disse, inclinando a cabeça de lado e me dando um pequeno sorriso.

Pisquei pra ela novamente, pensando na melhor coisa pra dizer.

"Desculpe. Vou me esforçar mais."

Ela pareceu confusa, o que era bom porque ambos estávamos. Eu estava seriamente fracassando com a coisa de ser apenas amigos. Provavelmente porque meu corpo tinha tanta reação ao cheiro dela, o que eu percebi que iria me seguir pelo resto dos dias depois que eu a visse.

"Certo," ela disse, se arrastando então agora estava embaixo de meu braço novamente. Eu inalei o cheiro de seu cabelo automaticamente.

"Porque você me ajudou?" ela perguntou com um suspiro enquanto começava a brincar com meus dedos.

Tremi com o contato.

"Eu queria. Eu não gostei de te ver daquele jeito," eu disse honestamente.

"Ótimo," ela disse, sentando-se novamente e fazendo beicinho. "Mais pena."

Balancei minha cabeça negativamente, chateado por ela não estar mais tão perto de mim, mas ainda mais distraído com seu lábio inferior.

Fodidamente o querendo junto dos meus...

"Não, eu não tenho pena de você. Todos nós temos nossas coisas. Eu só queria te tirar daquilo por uma noite."

Ela olhou pra mim curiosamente, inclinando a cabeça. "Obrigada... novamente. Você não tinha que fazer aquilo."

"Claro que eu tinha. Somos amigos," eu disse, fiz uma pausa, esperando por sua reação quase como eu estava esperando pela minha.

"Amigos..." ela balançou a cabeça enquanto olhava para as pontas do cabelo. "Eu realmente nunca pensei que isso iria acontecer. Ser amiga de Edward Cullen..." ela riu enquanto balançava sua cabeça incrédula.

Eu ri suavemente com ela em acordo.

Ela suspirou, inclinando sua cabeça de volta na árvore.

"Bem, segunda-feira vai absorver meu segredo sujo. Forks ama um escândalo. Você devia estar lá pra ver a coisa toda de 'James termina com a espetacular Bella." Juro que eles estavam vendendo camisetas com a cara do imbecil nelas."

Uma carranca ramificou em minha testa imediatamente. "James?"

Ela fechou seus olhos, provavelmente tentando esconder a dor que eu tinha visto brevemente em seus olhos quando ela disse o nome. Foi só então que aquele nome fez sentido pra mim, porque ela tinha me dito sobre isso antes quando nos falamos pela primeira vez. E novamente, como na primeira vez que ela o mencionou, eu de repente queria socar esse cara chamado James bem no meio da cara.

"Somente um ex-namorado. Ou de preferência, o ex-namorado. Sempre tem alguém que ferra com você, certo?" Ela disse contemplativa enquanto olhava pro céu.

Concordei, sem a entender completamente. Eu realmente nunca fui ferrado por uma garota. Eu realmente nunca tive uma namorada. Qual o ponto de toda a angústia que vem com isso? Transar e se despedir sempre foi mais fácil. Me pergunto se isso é realmente uma merda.

Ela olhou pra mim de braços cruzados mas seus olhos caíram pra suas mãos.

"Somente mais um capítulo em meu passado negro, agora eles podem adicionar 'mãe bêbada' a ele."

Ela mordeu seu lábio inferior enquanto seus olhos me observavam cuidadosamente. Eu não me mexi.

"Você não pareceu tão chocado sobre Renée..." ela disse, consumida. "Era tão óbvio pra você?"

Seus olhos castanhos me golpearam enquanto adrenalina corria pelo meu estômago. Eu sabia que tinha que ser claro com ela, porque isso é o que os amigos fazem: eles são honestos um com o outro. E eu achei que ela merecia muito mais de mim. Eu só não sabia como ela ia lidar com isso.

Suspirei profundamente enquanto empurrava minhas mãos por meu cabelo antes de nossos olhos se encontrarem novamente.

"Bella," eu disse, minha voz falhando. "Eu já sabia sobre sua mãe."

BPOV

Eu estava toda dolorida. Meus olhos e cabeça doíam de tanto chorar, e eu nunca parava, não importa quanto eu tentasse. Meus pés estavam arranhados e me matando por causa dos saltos estúpidos que eu estava usando. Minha bunda estava quadrada de ficar sentada embaixo dessa árvore por tanto tempo, com nada mais que um fino tecido me separando do chão sujo embaixo. Mas tinha tudo ficado entorpecido. E eu não tinha certeza qual palavra que saiu de sua boca tinha me impressionado mais.

Ele disse meu nome. E eu percebi imediatamente que eu nunca tinha o escutado falar isso antes. Mas foi o jeito que ele disse que fez arrepios correrem pela minha pele. Por alguma razão, o jeito que sua boca se movia quando ele disse isso, fez meu nome parecer tão mais sexy do que realmente era. Sua voz profunda era suave, reconfortante e naquele momento eu estava fixada nele como uma fãzinha. Nada mais importava porque ele estavam bem ali perto de mim.

Então o resto de sua frase começou a trabalhar em minha consciência.

"O que... como?" eu gritei, sentando em meus joelhos e o encarando, tentando meu melhor pra não cair em cima dele.

Seus olhos não deixaram os meus, mas ele pareceu hesitante. Isso me surpreendeu.

"Você me disse," ele disse sem se mexer.

Olhei pra ele enquanto minha cabeça começou a mexer.

"Não, eu nunca falei... porque eu faria isso?"

"Semestre passado," ele interrompeu.

Meu estômago caiu.

Ah merda...

Ele suspirou rudemente, esfregando a barba fina que tinha crescido em seu queixo durante o dia. Fiquei surpresa em ver que sua mão pegou a minha no meu colo. Ele se concentrou em nossas mãos enquanto falava.

"Era uma das festas de Emmett. Eu entrei e te vi com alguns caras. Eu não sabia quem eles eram e acho que você também não." Seus olhos encontraram os meus, possivelmente para medir minha reação.

Mantive minha boca fechada.

"Você estava, bêbada. Muito, muito bêbada e eu não gostei da situação." Seus olhos foram para nossas mãos novamente, sua testa franzida como se ele estivesse vendo algo que eu não conseguia. "Então, eu te tirei de lá."

"Você me tirou de lá?" eu repeti.

"Isso é tão errado?" ele disse, quase defensivamente.

"Bem, é um pouco estranho considerando que nunca tínhamos nos falado antes," eu respondi, me igualando ao seu tom.

"O que? Você acha que eu ia apenas sair de uma situação suspeita como aquela e não fazer nada? Fala sério, Bella, você precisava de ajuda. Você não estava em estado de cuidar de si mesma, não consegui achar Alice. Você estava muito indefesa."

Eu instantaneamente estremeci com a palavra.

Indefesa era uma coisa que eu nunca quis ser. Senti seus olhos em mim enquanto eu olhava para minhas mãos.

Ele suspirou suavemente. "Você brigou comigo, claro, mas eu tirei você de lá sem fazer muita cena."

"Então porque fomo para a sua casa?" eu interrompi, desesperada para empurrar a situação sufocante pra baixo da minha garganta. "Porque você simplesmente não me levou pra minha casa?"

"Eu não podia simplesmente despejá-la na porta de seus pais, você não estava em estado pra ser deixada sozinha. Além disso, tinha o fato de que eu não tinha idéia de onde você morava. Levar você pra minha casa era a melhor opção."

Pisquei pra ele, tentando me lembrar de alguma coisa que ele estava me contando.

Eu realmente me coloquei em uma situação como essa?

Alice sempre disse que se preocupava comigo sobre como eu ficava quando tomava pílula.

"Quando chegamos na minha casa perguntei que diabos você achava que estava fazendo e você simplesmente teve um ataque de nervos. Você me disse tudo, sobre sua mãe, seu pai e o cara chamado James. A porra toda."

Apertei a ponta do meu nariz enquanto flashes de reconhecimento apareciam. O capacete: eu achei no seu corredor. Sua camisa: ele me deu para colocar quando fechou a porta de seu quarto depois que eu joguei minha blusa pela sacada. Eu estava acabada, eu fui pra cima dele e ele não me tocou. Então o vômito verbal começou, no lugar do vômito de verdade. Não admira que ele tenha me deixado de manhã. Eu fui uma idiota do caralho.

Uma maldita idiota mortificada.

"Porque você não me disse?" eu perguntei, tentando unir os pedaços enquanto aceitava minha derrota.

Ele simplesmente respondeu, "Porque você disse pra eu não contar."

Suspirei enquanto relutantemente olhava pra ele. Seus olhos verdes estavam ansiosamente esperando os meus. Meu coração vacilou quando percebi que ele estava sendo sincero. E mais, suas mãos não tinham deixado as minhas.

"E você não disse a ninguém?" perguntei hesitantemente.

Ele não piscou. "Nem uma alma. Eu prometi que não faria."

Cerrei meus olhos pra ele, mas a verdade era obvia: se ele tivesse dito as pessoas, teria chego a mim logo de manhã. Eu sabia como era Forks. Aparentemente, o Cullen também sabia.

O Cullen rapidamente empurrou sua mão pelos cabelos. O observei, percebendo que ele não estava mais me tocando.

"Agora eu sei que deixar um recado foi uma merda a se fazer, mas eu não tinha força pra lidar com as conseqüências. Então saí."

"Não, eu entendi..." eu disse, olhando pras minhas mãos vazias.

"Mas, porra, eu estava tão bravo com você, Swan," ele disse irritadamente.

"Sim, eu entendo. Lidar com vômito, uma garota chorando em sua casa não é o que você espera de um final de semana," eu disse em voz baixa.

"Não, não é só por isso. Fiquei bravo porque você simplesmente fez novamente a próxima vez que te vi. Se desperdiçando sem dar a mínima. Então, eu simplesmente te deixei fazer isso, eu acho. Fazer o que você queria. Afinal de contas, não sou ninguém pra julgar."

A lâmpada interna ascendeu. "Foi por isso que você foi um babaca comigo desde então..." não era uma pergunta, mas ele acenou em acordo de qualquer forma.

Ele começou a gesticular freneticamente com suas mãos. Me sentei, me sentindo muito, muito estúpida.

"Quero dizer, o que você estava tentando provar pra si mesma? Que você podia fazer isso? Você nunca entendeu que merecia coisa melhor?"

Ele olhou pra mim como da primeira vez que ele começou a falar comigo embaixo da árvore. E eu não sabia o que isso significava. Eu estava tão confusa.

"É complicado," eu disse, baixando minha cabeça e continuando a mexer nas minhas pontas duplas.

"Tente," ele disse teimosamente. "Tenho certeza que posso lidar com isso."

Mordi o interior da minha bochecha enquanto olhava para minhas pernas cruzadas. Eu não podia pensar no que dizer por que por alguma razão, as palavras foram saindo sozinhas.

"Ninguém te diz que quando seu coração está partido é uma dor física," engoli em seco, ansiosa para não deixá-lo ver as lágrimas que estavam lutando pra cair. O Cullen estava bravo comigo, e isso me chateou. "Eu odiava que sentissem pena, eu queria mostrar a todos que eu estava bem e que a porra da minha vida não tinha parado mesmo se Renée estivesse nela. Então eu bebia, usava drogas e fodia por aí. Afinal de contas, todo mundo fazia isso."

"É, realmente uma mentalidade saudável, Swan," ele murmurou enquanto se sentava encostando na árvore.

Meus olhos se voltaram pra ele, "É, e viver com as ordens do pai não é um fracasso, Cullen? Quem diabos é você pra julgar? Porque você se importa com o que eu faço?" eu falei defensivamente.

Ele imediatamente franziu os lábios enquanto seus olhos desceram para seus sapatos.

Cerrei meus olhos pra ele enquanto os segundos passavam entre nós.

"Eu honestamente não sei," ele murmurou em um suspiro.

A raiva em seu rosto sumiu. Em vez disso, ele na verdade parecia um pouco triste. Sem pensar, peguei suas mãos nas minhas e coloquei meus dedos entre os dele. Ele não olhou pra mim, mas apertou suavemente minha mão. Eu acho que esse era o nosso jeito fodido e silencioso de pedir desculpas.

"Olha, está tarde. Eu acho que deveríamos..." ele acenou com sua cabeça para a estrada. Eu relutantemente concordei.

Ele pegou minha mão e me ajudou a levantar. Mas o movimento foi muito rápido pra mim, então meus joelhos vacilaram e eu caí em cima dele. Seus braços rapidamente envolveram em volta de mim enquanto ele me pegava, me puxando apertado em seu peito.

Eu ia murmurar alguma coisa sobre ser uma burra desajeitada, mas então ele fez algo que eu não estava esperando: ele me beijou. Não o tipo de beijo faminto que ele tinha me dado muitas vezes antes. Esse era suave, lento e profundo. Seus dedos foram para meus cabelos, depois para o meu rosto enquanto seus outros dedos traçavam meu pescoço, enviando arrepios por minha espinha. Meus olhos fecharam automaticamente enquanto eu sentia o seu cheiro, curtindo a sensação. Ambos levamos nosso tempo, ambos curtindo a nova sensação entre nós que tenho certeza que nenhum de nós poderia explicar.

"Eu não vou pra casa," eu sussurrei enquanto nossas testas descansavam juntas.

"Eu sei. Você vai ficar comigo," ele disse enquanto gentilmente pegava minha mão e me guiava para seu carro que estava estacionado estranhamente ao lado da estrada.

Fomos em silêncio, inclinei minha cabeça pra olhar pra ele. Mas dessa vez, eu realmente olharia pra ele. Seu maxilar era forte, suas bochechas perfeitas e angulosas. Foi só agora que me concentrei que percebi sutis manchas bronze por seus cabelos. Ele era lindo, no sentido mais original da palavra.

A casa dos Cullen não era nada como eu me lembrava. Inferno, eu não lembrava de nada devido toda a intoxicação. Além disso, a ressaca dos infernos que eu tive aquela manhã me fez sair correndo dali como uma barata tonta o mais rápido que meus pés sujos podiam me carregar. Isso claramente me dizia que eu estava muito mal porque normalmente, eu me lembraria da casa.

Não era como a maioria das casas de Forks. Claro, era grande, mas não era cheia de coisas antigas e obras de valor inestimável de artistas com nome que você não consegue pronunciar. Era simples, elegante e aconchegante; tal coisa era rara em Forks. Não tinha nenhuma sala que não parecia confortável o suficiente pra você sentar. Não havia um cômodo que não tinha uma foto familiar. E isso me surpreendeu, considerando que eu conhecia a reputação dos Cullens. Eu acho que me precipitei com Carlisle Cullen; ele fazia seu melhor como pai solteiro cuidando de seu filho.

"O que você estava esperando?" o Cullen me perguntou enquanto eu caminhava pela casa com ligeiro assombro. "Correntes, chicotes e máscaras?"

"Não," eu respondi com um sorriso, "As máscaras não."

O quarto do Cullen não era tão simples como o resto da casa. No momento em que eu entrei, aprendi três coisas sobre ele que eu não sabia: ele amava filmes, gostava de ler e tocava guitarra. Deixei meus dedos correrem sobre as fileiras de CDs que estavam em sua parede, acenando minha cabeça aprovando uns que eu conhecia, inclinando minha cabeça para os nomes que passavam em branco na minha cabeça. Olhei timidamente em sua direção, me perguntando o que ele estava fazendo. De repente, me ocorreu: eu estava nervosa por estar em seu quarto.

"Você toca muito?" eu perguntei, sinalizando para a guitarra.

Ele balançou sua cabeça negativamente enquanto colocava as mãos no bolso.

"Não tanto quanto eu gostaria."

Balancei a cabeça. Então o silêncio estava entre nós.

Ele não estava olhando pra mim, mas definitivamente ele estava desconfortável, ou bravo. Acho difícil de dizer isso quando se trata do Cullen. Uma parte de mim deu atenção a isso, a parte feminina explodiu, realmente, eu não teria como evitar.

"Eu sinto muito… sobre tudo," eu disse de repente, enquanto olhava pras minhas mãos.

"Você não tem nada pra se desculpar, Bella," ele disse calmamente.

Meu coração pulou com o som do meu nome novamente. Percebi que minha pulsação estava acelerada. Isso não era bom pra Bella Swan, porque era inevitável que minha boca ia abrir.

"Eu só... não sei, tem sido uma noite muito estranha e eu não esperava ver você, mas eu queria ver você. Eu não sei porque. E então Jasper estava todo... mas quando eu vi você com Renée, foi estranho. E então você veio me encontrar, o jeito que você..."

Olhei brevemente pra ele. Suas sobrancelhas estavam franzidas em confusão, assim como tenho certeza que a minha estava.

Fiquei grata por ele falar antes de mim.

"Bella, antes na floresta…" ele disse com uma pausa. Ele balançou sua cabeça, ainda com a testa franzida enquanto dava quatro passos que eu previamente havia contado que havia entre nós.

Ele abriu sua boca pra falar com uma leve hesitação.

"Eu só quero tentar uma coisa."

Ele pegou minha cabeça em suas mãos antes de seus lábios chegarem mais perto dos meus. Ele levou seu tempo, deixando seus olhos correr por meu rosto, mas finalmente se focando em meus lábios. Eu podia sentir a respiração quente se misturando entre nós junto com o calor de seu olhar. Sem pensar, peguei meu lábio inferior na minha boca. Ele imediatamente deu aquele sorriso torto enquanto se inclinava e colocava seus lábios nos meus.

O beijo foi como antes, mas ainda tão novo que arrepios correram por minha pele. Não estava sendo dirigido por luxúria como das outras vezes; era calmo e reconfortante, impulsionado por algo completamente diferente. E seja lá o que for fez minha cabeça girar. Antes que eu soubesse, minha respiração estava curta enquanto meu coração batia em meu peito furiosamente ao ponto de doer.

Dei mais um passo pra perto dele, querendo ficar mais próxima e prolongar o beijo. Eu não sei onde minha cabeça estava; não conseguia acessar o lado lógico. Porque de repente, com Edward Cullen, nada era normal. Meu coração batia furiosamente contra meu peito e eu o beijei como se minha vida dependesse disso. Não era normal, mas seja lá o que tinha entre nós, de repente, era lindo.

Caímos na extremidade da cama juntos, de alguma forma ainda conseguindo continuar o beijo.

Ele de repente se afastou, sua respiração pesada e afiada.

"Bella," ele sussurrou, "Bella, isso não significa..."

Eu o beijei antes que ele tivesse a chance de terminar porque eu não me importava com o que significava, eu não me importava com a aposta de merda, eu só queria me concentrar no presente e o seguir. Deslizei minhas mãos por seus cabelos, o puxando pra mim.

O beijo aprofundou e começou a sair gemidos e lamúrias entre nós. O tempo começou a ser irrelevante e eu não sei como ele chegou em cima de mim ou quem disse o que na luz opaca de seu abajur.

"Edward..." eu sussurrei enquanto seus lábios acharam minha garganta.

Seus beijos desaceleraram no meu pescoço até parar.

Meu coração parou em resposta. Eu ia perguntar a ele se eu tinha feito algo errado, mas assim que me sentei e agarrei meus joelhos eu vi uma coisa que alimentou meu alívio. Ele estava sorrindo.

Ele se inclinou e gentilmente escovou meu cabelo de lado enquanto abria o zíper nas minhas costas. Não pude evitar rir quando ele me deitou de volta no lençol. Me embaralhei com minha roupa de repente restritiva quando ele se inclinou pra outro beijo. Sua mão lentamente traçou meu corpo, entre meus seios nus e por minha calcinha. Arqueei minhas costas para permitir que ele puxasse-as por minhas pernas, arremessando-a no chão. Ele se sentou e olhou pra mim. Embora eu tenha estado com ele tantas vezes antes, essa era a primeira vez que eu me sentia realmente nua na frente dele.

Sentei em meus joelhos e me movi pra mais perto dele. Fiquei silenciosamente satisfeita que meu cabelo cobria meus seios enquanto me inclinava para tirar a camisa que ele estava vestindo. Me sentei e deixei minha mão explorar seu corpo, correndo pela pele suave de seu peito que estava subindo e descendo tão rápido como o meu. Minha mão caiu em suas calças; ele instantaneamente sentou em seus joelhos para me dar acesso ao cinto e ao zíper, o qual eu teria feito um trabalho muito mais rápido se ele não tivesse se inclinado novamente pra me beijar.

Nós não queríamos quebrar o beijo entre nós enquanto ele tirava sua cueca. Rimos entre os beijos enquanto ele estranhamente vacilou de lado e eu agarrei seus braços, o puxando de volta pra mim. Ele somente se afastou quando estava nu como eu.

Dessa vez fui eu quem me inclinei, pegando sua nuca e trazendo seus lábios pros meus. Me deixei de volta na cama, o encorajando a vir comigo. Exalei quando o peso do seu corpo caiu sobre o meu. Ele não parou de me beijar.

Depois de mais alguns momentos perdidos naquele beijo ele sentou, elevando seu corpo alguns centímetros acima do meu. Ele olhou pra mim com aqueles olhos verdes entrando em mim, como se ele pudesse me ver toda, como se eu não pudesse esconder nada dele.

Ele correu sua mão por dentro da minha perna, fazendo cócegas na pele com a ponta de seus dedos. As envolvi em volta dele, o empurrando contra mim, ansiosa para o sentir dentro de mim. A pressão de sua ereção dura contra minha coxa não era o suficiente.

Edward moveu suas mãos entre minhas pernas, delicadamente movendo seus dedos em minha buceta que estava doendo pra estar mais perto dele. Solucei quando senti seus dedos tocando a minha entrada.

Deixei escapar um suspiro quando ele entrou em mim mesmo quando ele estava sendo delicado. Ele exalou um ar descoordenado quando eu o empurrei mais fundo, permitindo toda sua extensão de entrar em mim. Beijei sua testa em resposta, desejando que ele continuasse. Seus olhos verdes observaram os meus enquanto ele lentamente começava a se mover dentro e fora, sua pélvis habilmente esfregando contra meu clitóris a cada movimento. Cada investida, cada atrito que corria pelas minhas coxas e corpo me fazia perder a respiração. Minha cabeça não parava de girar: seu gosto, seu cheiro estavam me levando a um ponto que eu precisava estar.

Arqueei minhas costas e comecei a mover meu corpo com o dele, mostrando a ele que estava tão ansiosa pra estar com ele como ele parecia estar por mim. Suas mãos correram por minha pele, acariciando levemente meus mamilos, me fazendo choramingar. Coloquei minha mão em sua bochecha, o puxando pra outro beijo que me levou pra longe de tudo, eram apenas ele e eu. Eu o ouvi dizer meu nome no escuro, cada sílaba tinha uma ternura revelada antes deles se encontrarem com os meus. Eu sabia o que estávamos fazendo, e isso era algo que eu nunca tinha feito antes; estávamos fazendo amor.

Senti meu orgasmo lentamente se construir entre nós enquanto ele se movia dentro e fora, mas assim que atingiu seu auge, sacudi violentamente minhas pernas e levantei meu peito. Joguei minha cabeça pra trás e soltei um gemido. Foi somente então que ele gemeu meu nome novamente e percebi que ele tinha vindo comigo.

Eu não achei que conseguiríamos acalmar nossa respiração, ali entrelaçados em seu quarto.

Com um suspiro, ele gentilmente se apoiou nos cotovelos, angulando seu rosto acima do meu. O sorriso torto que eu tinha descoberto ser muito fácil de adorar apareceu em seu rosto enquanto ele alisava meu cabelo pra trás do meu rosto.

Minha respiração não voltava enquanto seus olhos verdes lentamente se moviam entre os meus.

"Você é realmente linda," ele disse suavemente, colocando seus lábios nos meus novamente. Eu o beijei de volta com esse sentimento maçante em meu estômago.

Quando o beijo parou, ele rapidamente pulou da cama e desapareceu em uma porta que eu presumi ser seu banheiro.

Meu estômago de repente estava cheio de emoção. Eu não tinha certeza do que iria acontecer agora. Normalmente, eu me vestiria e sairia, assim como todas as outras vezes que fizemos sexo. Ou qualquer outra vez que fiz sexo com outra pessoa. Mas eu não estava tão disposta a ir embora, a idéia fez minha garganta doer.

Ele voltou, ainda nu, e lentamente caminhou de volta pra cama. Eu não pude decifrar sua expressão na luz pálida enquanto ele se deitava. Para minha surpresa, ele rapidamente puxou as cobertas sobre nossos corpos nus; o ar que tomou conta de meu corpo era divino, mas somente porque era completamente o seu cheiro.

Eu o observei deitar em seu travesseiro com um braço atrás da cabeça. O outro esticado em minha direção. Olhei pra ele, sem ter certeza do que significava. Mas assim que olhei de volta pra ele, ele acenou pra seu braço com a cabeça. Me aproximei dele e deitei minha cabeça entre seu braço e peito, sorrindo somente quando eu sabia que ele não veria. Então apenas ficou melhor; seu braço se envolveu em minha volta, me puxando pra mais perto dele.

Não era normal eu me aconchegar. Eu não tinha feito isso desde... sempre. Era contra minhas regras. Mas quando respirei fundo e comecei a observar seu peito subir e descer na minha frente, eu percebi que realmente não me importava.

Talvez porque eu estava emocionalmente esgotada com todos os eventos da noite. Mas talvez porque eu estava mais confortável do que achava possível deitada aqui, presa pelo seu braço. Talvez porque eu tenha percebido que sua respiração tinha desacelerado a um ritmo constante, me dizendo que ele tinha adormecido em meus braços. Mas eu não queria partir.

Eu estava em sérios problemas.


N/T: AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH PORRAAAAAAAAAAAAAAA!

*Chora desesperadamente, soluça, puxa os cabelos*

Só digo uma coisa: LINDOS PORRA... meu capítulo predileto de todos os 26.

Sem mais...!

PS: Como estou indo viajar, estou deixando o capítulo postado pra vocês. Bom Feriado girls ;)