Disclaimer: Essa história pertence a Kikiblue, que me autorizou a traduzir, e os personagens pertencem a Stephenie Meyer.

This history belongs to Kikiblue, who allowed me to translate, and the characters belongs to Stephenie Meyer.


Atenção: Essa fic é muito pesada, contém cenas de sexo depravado e gráfico, palavras vulgares e uso de drogas. Portanto, se você não aprecia esse tipo de coisa, não leia, volte ao meu perfil e leia outra fic ;). Você foi avisado (a).


EPOV

Foi um erro.

Era como se eu estivesse tropeçando cegamente em uma besteira após a outra. A onda constante de estupidez fez minha cabeça correr enquanto eu dirigia. Minha única companhia era o mantra persistente que corria pela minha cabeça: Que porra eu estava pensando?

Eu estava pegando fogo por fazer tanta merda.

Quando eu acordei eu estava bem. Não, eu estava fodidamente sereno. Apenas calmo e imóvel porque eu não queria quebrar o transe estranho que ela me sugou no momento em que ela fechou minha porta. Eu sabia que o estupor tinha tudo a ver com sua boca, o jeito que ela olhava pra mim por baixo de seus cílios, e o cheiro de damascos que ela trazia com ela; como se ela não soubesse o que isso causava em mim. Ela tinha que saber, ela não era tola porra.

Ela estava em todos os lugares: cabelos castanhos enrolados por meu braço, na respiração suave fazendo cócegas em meu peito, pontas dos dedos pousando levemente sobre meu quadril nu. Eu acordei em um casulo dela, e foi perfeito, não poderia ter sido mais perfeito. Agora, logicamente, pensar nisso deveria ter sido suficiente para eu parar, e correr dessa porra dessa situação. Mas, aparentemente, a lógica tinha tirado a porra de umas férias.

Eu estava bem. Porra, eu quase estava feliz assim que a encontrei do lado da estrada. Eu a fiz sorrir novamente e assim que fiz, me senti simplesmente fodidamente fantástico. Percebi agora que eu estava muito feliz. Sim, eu queria dormir com ela. Porque diabos não dormiria? Ela era linda, ela estava disponível e, sim okay, ela sabia o que estava fazendo com meu pau.

Mas foi diferente das outras vezes; eu estava muito confortável. Longe pra caralho de confortável. Eu deixei baixar minha guarda e pisei em um novo território antes que tivesse a chance de perceber que porra eu estava fazendo.

Isso ainda não tinha me ocorrido enquanto eu a observava dormir; ela era fascinante pra mim. Eu nunca tinha ficado tempo suficiente em uma cama para ver uma garota dormir, simplesmente porque eu nunca senti essa necessidade. Mas com a Bella, ela simplesmente me puxou, me hipnotizou para querer ver aquele lábio inferior separar levemente enquanto ela suspirava dormindo. Ou o jeito que o sol da manhã fazia seu cabelo castanho levemente vermelho, fazendo eu chegar até ele e tocar cuidadosamente, simplesmente pra satisfazer essa estranha curiosidade que veio não sei de onde. Enquanto eu a observava dormir eu achei que estava tudo bem, que eu podia lidar com seja lá o que estava acontecendo e que não era grande coisa. Isso foi até que entrei no chuveiro e começaram a girar as engrenagens.

Comecei a pensar sobre o que as doze horas passadas tinham significado. Haviam diferentes níveis de interpretação para duas pessoas que tinham uma chance mínima de terminar com a mesma conclusão. Isso era impossível.

Se eu voltasse pro quarto e ela estivesse acordada, o que ela esperaria? Beijinhos de bom dia e olhares apaixonados? Café na cama? Deveríamos passar o dia juntos? Logicamente, isso era o que uma garota que eu tinha transado estaria desesperadamente esperando. Mas essa era Bella. E Bella não era como nenhuma outra garota que eu conheci. Ela de alguma forma era o lado positivo e negativo juntos em um pacote. Eu nunca entendi como ela não se rasgou em pedacinhos com todo sexo que ela testemunhou e fez. Mas novamente, eu a entendia. Eu sabia que éramos parecidos, ás vezes muito parecidos. E isso me assustava pra caralho porque com certeza eu não desenvolveria sentimentos por alguém como eu.

E porque ela era igual a mim, seria a primeira coisa que saísse de sua boca sobre a aposta? E se eu entrasse lá e a visse coberta pelo lençol branco, com um pequeno sorriso no rosto enquanto ela se sentava e ria, voltando a ser uma vadia por eu ter perdido a aposta?

Foda-se. Eu não daria a ela essa porra dessa satisfação.

Me enrolei na toalha e espiei pela fresta da porta, a observando na cama por alguns minutos. Seu pé estava pra fora do lençol. Estava esticado de forma que eu podia ver suas unhas do pé pintadas de vermelho sangue. Ela não tinha se movido; não havia nenhum sorriso demoníaco e nada de sobrancelha levantada. Ela estava parada.

Mas eu ainda tinha que sair daqui.

Era raro eu ter que escapar da minha casa. Era meu santuário, uma barreira da besteira entediante e superficial que era Forks. Eu sempre fui cuidadoso em deixar isso claro pra todas as vadias; somente Jasper esteve por aqui e nem mesmo ele entrou em meu quarto. Mas agora que ela o tinha invadido porque eu a deixei entrar, junto com seu cabelo comprido, sua respiração, suas unhas pintadas e seu cheiro. Era como se a casa inteira a tivesse aceitado, transformado-se e se adornado a ela. Vivendo e respirando como ela, me fazendo perguntas que eu não queria responder ou me preocupar em encarar.

Eu tinha que sair daqui simplesmente pra clarear a porra da minha mente de pensamentos dela. Caminhei para meu quarto e simplesmente continuei caminhando, descendo as escadas, pelo corredor até a garagem. Entrei em meu carro e dirigi. E continuei dirigindo. Precisava da porra de um drink, ou de um psicanalista, ou ambos. Jasper não estava na sua casa; ele nem estava atendendo a porra do telefone. Eu com certeza não precisava lidar com as conseqüências de ontem a noite, então só continuei dirigindo porque era a opção mais fácil.

E foi fácil, pelo menos pela primeira meia hora. Minha música podia ser estridente e o tráfego anormalmente vazio, mas minha mente estava trabalhando. Lentamente, pouco a pouco, flashes da noite passada entravam na minha cabeça, cada um mais gráfico que o outro, até que tive uma sobrecarga sensorial e eu podia sentir a porra do seu gosto na minha garganta. Quando abaixei o volume da música ficou claramente óbvio: Bella não iria a lugar algum.

Isso era besteira. Que porra 'significar algo' significava? Era a porra de um termo estúpido criado por românticos filmes de merda que não tinham lugar na realidade. Não haviam porras de finais felizes, nada de pôr do sol. Isso não era como os relacionamentos de verdade funcionavam. Em vez disso, você vivia, fodia, ficava velho e passava por toda essa merda de altos e baixos, sem bússola e sem um plano pré-destinado. E não havia dúvidas na minha cabeça que ela saberia disso porque essa era Bella. Bella não era perfeita; assim como também não sou. Ela não tinha expectativas. Ela nunca esperava nada de mim a não ser uma boa transa e um sorriso. Então porque eu esperaria que ela quisesse ou esperasse algo diferente?

Depois de tudo que tinha acontecido na primeira semana de volta em Forks, eu sabia que com certeza ela não merecia ser deixada sozinha novamente. Eu a deixaria mal. Fugir não resolve nada e eu estava irritado comigo mesmo por ser um viadinho. Eu precisava de uma solução, uma espécie de manifestação divina para voltar a ser eu. Eu não teria essa merda me assombrando até que eu a visse novamente. Eu queria sentar com ela e ver o que toda essa merda tinha significado pra ela e pra mim, porque eu sabia o que estava acontecendo. Foi um erro, mas com certeza eu podia dar um jeito nisso se fosse rápido o suficiente.

Fiz o caminho pra casa com metade do tempo; minha cabeça estava contemplando tudo que tinha sido dito entre nós durante a semana. Maravilhosos flashbacks, e antes que eu pudesse me impedir eu estava ansioso para vê-la novamente.

Isso foi passageiro assim que meu estômago apertou logo que vi o Veyron* de Carlisle estacionado na porta. Seu Bugatti* favorito normalmente ficava na garagem quando ele estava fora. Os deuses continuavam fodendo comigo, pois estava claro que Carlisle tinha voltado pra casa mais cedo. Assim que pulei nos primeiros degraus da casa eu silenciosamente rezei para que Bella ainda estivesse dormindo ou ainda esperando por mim no meu quarto.

Foto do Bugatti no meu perfil.

Carlisle e eu tínhamos uma regra em casa: Nada de mulheres mostrado a bunda pela casa de manhã. Nós nunca dissemos isso explicitamente; eram apenas regras e parecia lógico. A casa era nosso espaço; seu e meu e nós não queríamos as garotas famintas por Cullen vasculhando nossas coisas quando o sol nascesse. Eram apenas transas e depois as colocávamos no taxi porque assim era mais fácil. Eu tinha quebrado uma regra, outro maldito erro.

No momento em que eu o vi, eu sabia que ele tinha visto Bella. Ele tinha aquele olhar no rosto, preocupado com um leve senso de simpatia. O mesmo olhar que ele costumava me dar quando recebia outro telefonema da escola o alarmando sobre eu fumar ou ser pego transando com uma novata na sala de xerox. Eu só queria que ele deixasse essa passar, pelo menos dessa vez. Eu não queria falar sobre essa porra, mas pelo olhar dele, essa era a única coisa que ele queria fazer.

"Edward," ele começou, levantando a mão para dar um tapinha em meu ombro como ele fazia toda vez que chegava de viagem.

Acenei pra ele. "Voltou mais cedo do que…"

Ele acenou pra me silenciar e colocou seu braço em volta das minhas costas me guiando pra dentro de casa. "Eu mudei meus planos. As coisas foram melhores do que eu esperava na viagem então achei que seria melhor voltar pra casa mais cedo."

Engoli em seco. "Certo," eu disse olhando pros meus pés, os quais estavam andando no mesmo passo que ele. Porque diabos eu estava regredindo como uma criança que tinha feito algo errado? Rapidamente levantei meu queixo, joguei minha jaqueta no sofá da sala e logo me sentei.

Carlisle estava parado na porta de entrada, batendo no queixo com sua mão. Esse era seu maldito olhar de médico fazendo diagnóstico quando ele estava interpretando um 'pai'. Eu odiava isso pra caralho.

"Tem alguma coisa que você gostaria de falar?" eu disse, dando meu melhor para não soar como uma criança petulante. Eu só queria ter 'a conversa' e sair daqui.

Ele baixou as mãos e as colocou atrás das costas. Posição pai médico número dois.

"Quero falar sobre Bella Swan."

Meu peito apertou enquanto meus olhos disparavam dele pro meu colo.

"Porque você quer falar sobre ela?" eu perguntei, desafiadoramente levantando meu queixo novamente.

"Corremos um do outro essa manhã,"

"Certo," eu disse, olhando pra ele. Então preparei as três frases que acabariam com a conversa. "Desculpe. Isso não acontecerá novamente. Foi um erro."

Mas ele não se importou. Eu sei por que ele sentou no meu lado oposto na mesa, ainda com o olhar preocupado, e com a boca apertada.

"Eu sei, tudo bem ter uma namorada, Edward..."

Enruguei meu rosto e dei um sorriso distraído. "Ah Jesus, Carlisle, ela não é minha namorada..."

Ele franziu a testa pra mim mas seu som continuou calmo. "Essa é a segunda vez que vejo essa menina saindo da casa de manhã. Isso nunca aconteceu com nenhuma outra garota. Então é lógico pensar que ela significa alguma coisa pra você."

Ri enquanto bagunçava meu cabelo. "Ela é apenas outra transa, Carlisle."

Ele segurou meu olhar por um momento e então inclinou sua cabeça pensativamente. "É uma pena. Ela parece ser uma garota muito doce."

Eu não disse nada.

Carlisle suspirou enquanto levantava e começava a caminhar para a porta. "Nós ficamos um pouco surpresos por ver que você a deixou."

De repente minha atenção voltou para o que ele tinha dito. "Nós?"

Ele parou na porta de entrada. Sentei e o vi hesitantemente virar pra me olhar.

"Sim..."

"Que diabos é 'nós'?" eu ri. Eu adoraria se Carlisle estivesse me dando esse discurso de pai somente pra poder se desculpar por ter trazido sua própria galinha pra casa. Pausei enquanto pensava, "Você estava em casa ontem à noite?"

Carlisle virou para me encarar, negando com a cabeça. "Não, nós chegamos essa manhã."

"O que, está trazendo serviço pra casa? Isso é um pouco desesperado, não acha, Carlisle? Claro que existem muitas mulheres em Forks para você pegar se tem algum desejo a noite, não?" eu ri.

Ele ergueu a sobrancelha pra mim como se ele não estivesse impressionado ou alguma merda. Eu estava me irritando que ele não estava deixando pra lá e continuava agindo como pai.

"Edward, alguém vai ficar conosco por um tempo. Seu nome é Esme e na verdade ela é a razão por eu ter passado tanto tempo em Ohio."

Olhei pra ele com um sorriso de escárnio em meus lábios.

"Você está brincando, certo?"

"Na verdade não. Ela está na sala nesse momento. Quero que você a conheça."

Meu queixo caiu enquanto eu negava com minha cabeça. "Bem, que diabos Carlisle, por quanto tempo ela vai ficar? Ela deve ser alguma transa."

"Talvez eu não tenha sido claro, Edward. Esme é importante pra mim. Eu a chamei aqui para que pudesse conhecer você."

"Mas, isso não é contra as regras?"

"Que regras?"

"Você e sua aversão com a monogamia," eu disse, minhas mãos voando no ar sem pensar. "Você sempre foi desse jeito."

Ele balançou a cabeça. "Essa era a melhor forma que eu podia viver para lidar com a perda de sua mãe. Existem exceções a todas as regras, Edward. Esme é a melhor exceção que eu já vi."

Pisquei algumas vezes; ele não era mais como o pai que eu conhecia. "Está falando sério?"

"Muito."

"Então, o que, vai casar com ela?"

"Eu não fiz planos oficiais ainda, mas não posso descartar essa opção."

Agarrei meus cabelos com as mãos e gemi. "Jesus porra..."

"Edward, isso é importante pra mim. E para ser honesto, isso será importante pra você também. Uma influência feminina será bom pra você."

Olhei para o teto por um momento, meu cérebro diminuindo de intensidade devido à autoridade paternal não característica de Calisle. Eu não sabia que ele era assim, mas fazia sentido. Eu sabia que ele era um daqueles caras legais, era só questão de tempo para ele parar de transar com as aspirantes a Sra. Cullen e encontrasse alguém que realmente significasse algo pra ele. Era como uma questão de matemática, que estava prestes a acontecer.

"Certo, deixe-me conhecê-la," eu disse ficando de pé e passando por ele. "Estou fodidamente em êxtase."

O ouvi me seguir enquanto fazia meu caminho para a sala.

Claro, lá sentada na sala havia uma mulher de cabelos caramelos que se virou e sorriu enquanto entrávamos – e aquele sorriso era todo pra Carlisle. Ela se virou sorrindo de Carlisle pra mim, e porra, achei difícil não sorrir de volta pra ela. Então em vez disso olhei para meus pés antes de olhar pra Carlisle. Mas ele não estava lá para pegar meu olhar - ele estava olhando para a mulher.

Carlisle foi até ela, pegando sua mão. Senti minha sobrancelha levantar; eu estava olhando pra uma porra de retrato de família.

"Edward, essa é Esme."

"Oi," eu disse, sem reagir à mão estendida porque eu estava muito ocupado olhando para meu pai que estava literalmente vidrado na mulher.

Ela não hesitou, apenas continuou me dando um sorriso caloroso que me fez sentir culpado por agir como um idiota. "Edward, estou tão feliz por conhecer você, seu pai me falou muito sobre você."

Carlisle riu. "Não se preocupe, Edward, eu pulei todas as partes ruins!"

Eles riram juntos, ainda segurando um a mão do outro. O olho dele brilhava pra ela. Ela era fodidamente perfeita. Eles estavam inquestionavelmente unidos.

"Você terá que desculpar Edward, Esme, ele estava for a na cidade e acho que ele ainda está sofrendo."

Ela me deu um aceno compreensivo antes de sorrir de volta pra Carlisle. "Claro, conheci sua amiga mais cedo. Uma bela garota. Se divertiram juntos?"

Eu bufei, balançando minha cabeça enquanto cruzava os braços no peito.

Carlisle voltou para o modo pai preocupado novamente, inclinando sua cabeça de lado e sinalizou para que eu sentasse na cadeira do lado oposto como se de repente ele fosse uma porra de um psicólogo ou alguma merda assim.

"Você quer falar sobre o que aconteceu ontem à noite?" ele perguntou.

Minha cabeça continuou negando lentamente. "Nem um pouco," eu disse, virando para a porta da saída. "Prazer em conhecê-la," eu murmurei, sem parar para ouvir as várias respostas ou protestos enquanto deixava a sala.

Eu não precisava fingir ser da família perfeita agora. Eu ia levar algum tempo para me acostumar com Carlisle como 'Sr. Marido', mas não era isso que estava me perturbando e fazendo meu estômago e cabeça doer. Não era ela, ela não tinha feito nada errado. Ela não parecia o tipo de mulher que podia fazer algo errado. Era melhor eu sair daquela cena do filme 'A vida em preto e branco' antes que eu acabasse com a felicidade deles. Eu ainda precisava clarear minha mente.

Quando estacionei na casa de Jasper fiquei ainda mais irritado porque o bastardo estava em casa e não tinha me ligado, considerando todas as mensagens que deixei pra ele. Ele abriu a porta com um maldito sorriso em êxtase que implicava no seu uso matinal de ervas. Ele não tinha trocado de roupas desde ontem à noite, mas ele não parecia se importar.

"Jesus, onde você esteve porra?" eu disse enquanto entrava pela porta. "Você já ouviu falar em responder as porras das mensagens?"

Ele riu enquanto começava a subir as escadas. "Meu amigo, eu estava muito, muito ocupado."

Esfreguei minhas pálpebras enquanto suspirei. "Que seja, você tem alguma coisa? Preciso de um maldito cigarro, tem sido uma manhã do caralho."

"Claro, eu estava enrolando uma agora."

Bufei pra ele. "Claro, porque você já está drogado."

"Na verdade não estou. Estou de boa."

Empurrei a porta de seu quarto e fiquei surpreso por não ser atingido pelo usual cheiro de ervas. Em vez disso, meus olhos caíram sobre o sofá marroquino, que tinha uma figura enorme no meio dela, parecendo um Buda.

"Eai, Cullen!" Emmett pulou de pé e veio bater na minha mão.

"Que porra é essa?" eu disse, olhando pra Jasper e apontando pra Emmett.

Jasper, que estava sentado em sua usual mesa, deu de ombros pra mim. "Ele estava aqui quando cheguei." Então, sendo o gênio que ele sempre era ao enrolar, em menos de três minutos eu estava reclinado sobre o sofá esperando minha mente finalmente clarear.

"Então, onde você estava ontem à noite?" eu perguntei, relutantemente passando o baseado a Emmett sabendo que ele ia babar nele todo como sempre fazia.

"É, quem você comeu ontem à noite?" Emmett perguntou, apertando desajeitadamente o baseado entre as articulações de seus dedos de salsicha. "É melhor não ser Tanya novamente, cara, ou juro que você é um psicopata."

Jasper sorriu e negou com sua cabeça enquanto dava um olhar 'que porra é essa' para Emmett. "Não cara, estou cansado dessa merda. Estou mudando pro nível seguinte. Estou com Alice Brandon."

Eu lentamente me virei pra ele. "O que você quer dizer com estar com ela?"

Ele sorriu. "Quero dizer, estamos juntos. Um casal. Exclusivo. E porra, cara, isso é demais."

Minha confusão foi cortada pela gargalhada de Emmett. "Cara, foi derrotado por uma buceta?" ele riu, batendo sua mão na mesa de madeira na nossa frente, fazendo minha cerveja espirrar na madeira escura.

"Cala a porra da boca, Emmett, você está tão preso a buceta de Rosalie que parece seu ginecologista," eu bati, limpando a cerveja derramada com um lenço usado.

A boca de Emmett abriu enquanto ele inclinou a cabeça de lado com curiosidade. "Hein?"

O ignorei enquanto Jasper ria. Eu não sabia que porra dizer. Ainda bem que não tive que pensar em nada, porque bem na hora como se ela estivesse ouvindo tudo, Alice Brandon invadiu o quarto. Ela estava diferente também, o mesmo olhar, um sorriso bobo no rosto, que só ficava maior quando ela encontrava os olhos de Jasper. Meu estômago de repente embrulho com o pensamento de que ela poderia estar com Bella. Nem mesmo tentei esconder o fato de que fiquei observando a porta por um bom tempo depois que Alice passou por ela.

"Hey meninos," Alice delicadamente sentou perto de Jasper, se encostando no braço do sofá. Ele riu e a agarrou pela cintura, a puxando em um abraço e um beijo que fez eu me sentir como um maldito espreitador.

Eu estava feliz por ele. Quero dizer, eu estava feliz porque ele estava feliz. Apesar de agora eu ter que lidar com o fato de todo lugar que eu olhar ver um casal fodidamente feliz salivando um no outro. Eu tinha perdido meu braço direito, agora eu estava preso com um gigante idiota que ainda estava tentando entender o que eu disse do ginecologista.

"Hey, pequena Alice," Emmett sorriu, balançando as sobrancelhas pra ela.

Enquanto Alice e Jasper começaram a babar um no outro, minha linha de pensamento foi interrompida por um barulho alto de um tapa em meu braço.

"Hey, cara, que porra aconteceu com você ontem à noite? Aposto que Bella sugou sua vida. Eu não entendo como a boquinha da vadia consegue ser tão boa em volta do meu pau, estou certo?"

Foi instantâneo. Como quando você pula a introdução do DVD. Em um minuto você está tranqüilo, no outro, você tem esse cara enorme no chão e está em cima dele, um punho cerrado, e a outra mão agarrando a gola de sua camisa, esperando pelo próximo ataque.

"Jesus porra, Cullen, desculpe!" Emmett gemeu, tentando cobrir o rosto.

Jasper estava de pé, segurando meus ombros, me afastando dele enquanto Alice estava de pé entre nós. Aparentemente, eu simplesmente tinha socado a cara do imbecil.

Jasper rapidamente puxou Emmett de pé e o tirou do quarto enquanto Alice pulava na minha frente dizendo alguma merda tão rápido que eu não entendia. A empurrei de lado indo em direção a janela, sentindo a adrenalina me cortar como vidro.

Depois do que pareceu ser uma hora, ela me deu um abençoado minuto de silêncio enquanto eu pegava minha cerveja e dava um grande gole para umedecer minha súbita boca seca.

"Uau, Cullen, isso que é uma reação. Vai me atacar também se eu falar o nome dela?"

Limpei a boca com as costas da mão enquanto fiz uma careta pra ela. "Que diabos você está falando?"

"Estou falando do que diabos aconteceu aqui. Eu acho que nunca vi alguém se mover tão rápido."

"Que bom pra você," eu disse me recostando na cadeira.

Eu acho que a ouvi bater o pé. "Sabe o que estou pensando? Acho que está afim da Bella."

"Pode guardar seus pensamentos pra você mesma?" eu disse, esfregando minha testa enquanto inclinava minha cabeça.

Alice deu um rosnado estridente enquanto jogava as mãos pro ar. "Porque você simplesmente não é honesto com ela? Ela precisa de honestidade. Acredite em mim, ela irá valorizar."

"Okay, certo, seja assim. Continue com sua aposta estúpida. Ela não está mais nessa, acredite em mim."

Esfreguei meus olhos antes de olhar pra ela. "O que você quer dizer?"

Ela se jogou no sofá oposto; uma sobrancelha sabe tudo levantada do jeito que as meninas sempre fazem quando sabem de algo e amam que você não saiba. "Eu quero dizer que acho que ela está fora dessa coisa toda. Não, tenho certeza que ela está considerando ir em um encontro. Isso não viola as regras ou algo assim?"

Fechei meus olhos. Pulguento do caralho. Eu deveria ter sabido. Swan vai direto pra onde ela acha que vai doer.

"Olhe, só porque você está fudendo com meu amigo não significa que de repente somos camaradas certo? Pode simplesmente calar a porra da boca por um maldito segundo?"

A ouvi bufar enquanto batia o salto na madeira, bem alto. "Você é tão ruim quanto ela, sabia."

Inclinei minha cabeça pra trás na cabeça e soltei um suspiro quando Jasper voltou.

"Você está bem, cara?" ele perguntou, sentando no meu lado oposto. Novamente, outro olhar preocupado. Mais merda que eu não precisava ou queria.

Concordei enquanto levantava e bebia o resto da cerveja. "Estou fodidamente bem, porque não estaria?"

Jasper ficou sentado. "Edward, você não precisa de poderes psíquicos para saber por que você fez aquilo."

"Ah mas que porra, o que há com as pessoas?" eu gritei, batendo meu copo na mesa. "Pare de falar coisas que não existem! Bella Swan não significa nada pra mim. Eu não significo nada pra ela. É uma porra de uma aposta que já perdeu a graça. Eu não me importo mais com essa porra. Vou sair essa noite; vou começar a atacar as calouras como eu devia ter feito há cinco dias. Venha se quiser, eu realmente não me importo."

Jasper suspirou e balançou a cabeça. "Certo cara, faça o que quiser. Tenha uma ótima noite."

"Está fora?"

"Estou fora. Estou cheio de você e da Bella. Vocês dois precisam crescer porra."

Olhei pra ele, meus dentes cerrados.

Ele me olhou de volta, super sério, obviamente disposto a se defender se necessário. Mas eu não iria bater em Jasper, eu não precisava. O que eu precisava era uma bebida, outro cigarro e alguma buceta nova.


N/T:Obrigada a todos os comentários anteriores e sejam muito bem vindas leitoras novas.

Edward teimoso pra cacete não?E quanto porra em um único capítulo *isso pq tinha mais e eu tive que dar uma cortada*. Mas temos que entender que é complicado pra ele mudar seu estilo de vida assim, do nada, e aceitar que pode gostar de alguém, vamos ter paciência e torcer pra que tudo se resolva.

Faltam 10 capítulos *pisca*

Beijooos s2 ... comentem e até sábado.