Disclaimer: Essa história pertence a Kikiblue, que me autorizou a traduzir, e os personagens pertencem a Stephenie Meyer.

This history belongs to Kikiblue, who allowed me to translate, and the characters belongs to Stephenie Meyer.


Atenção: Essa fic é muito pesada, contém cenas de sexo depravado e gráfico, palavras vulgares e uso de drogas. Portanto, se você não aprecia esse tipo de coisa, não leia, volte ao meu perfil e leia outra fic ;). Você foi avisado (a).


BPOV

Aparecer na casa de Jake sem aviso parecia uma boa maneira de ir. Eu meio que sabia o caminho pra La Push, considerando que realmente não havia muito pra saber. Enquanto eu dirigia pelo que eu achava ser a única rua que eles tinham, comecei a me lembrar de diferentes pontos de referência que despertaram mini flashbacks na minha mente, tornando tudo um pouco mais familiar. Era como se eu estivesse visitando alguém no passado. Enquanto minha mente acelerava, percebi que eu estava há milhas de distância da Bella Swan que costumava brincar nas praias de La Push.

A casa dos Black era exatamente do mesmo jeito que eu me lembrava: feita de madeira, cercada por árvores altas que a tornava densa e desfocada. A floresta costumava me petrificar, mesmo durante o dia. Era escura; não importava se tivéssemos um daqueles raros dias de sol de Washington. Se eu saía da casa dos Black à noite, eu costumava correr pro carro sem olhar em volta com medo de ser pega por algo ou alguém. Sorri comigo mesma enquanto lembrava de um Jake muito menor, se oferecendo pra andar comigo o tempo todo. Nem sempre eu o deixava ir; eu não gostava do fato de ter medo, e eu me sentia mal por ele perceber quando ninguém mais o fazia.

Assim que bati a porta do meu carro, silenciosamente me amaldiçoei quando meus pensamentos naturalmente foram para em como sua casa era pequena. Claro, era isso que Forks fazia com você: mexia com seu senso de realidade. A casa era amável; era tudo que qualquer família podia precisar. Eu só estava sendo uma metida do caralho. Eu tinha que admitir, era bom estar longe de todas as besteiras de Forks e estar em um lugar de verdade.

Fiz meu caminho para a porta da frente, conseguindo andar com a ponta do pé para que meus saltos não afundassem no solo macio e levemente umedecido. Falhando na minha tentativa, eu escovei sem jeito meus saltos no capacho. As letras estavam um pouco gastas, mas eu ainda podia ler as letras que diziam 'Bem-vindo, entre'. Era o mesmo de dez anos atrás.

Logo percebi que estava olhando para o capacho mais tempo do que necessário. Eu ainda nem tinha batido na maldita porta. Em vez isso, eu estava fazendo um papel assustador de uma espreitadora. Assim que bati levemente na porta, esperei que pudesse trapacear em pensar que minha hesitação e minha falta de atividade cerebral era devido eu estar nervosa sobre o encontro. Isso teria feito sentido considerando que há alguns dias eu estava nervosa. Porra, eu estava quase apavorada, como uma novata molhando a calcinha por ganhar um sorriso do zagueiro. Mas agora, eu me sentia paralisada e eu não pretendia saber por quê.

Bati novamente, um pouco mais forte dessa vez, me reassegurando que essa era a coisa certa a se fazer.

Foda-se o Cullen. Foda-se a aposta. Foda-se Forks.

"Bella?"

A voz de Jacob veio de atrás de mim. Me virei rapidamente, acrescentando um sorriso perfeito. Ele estava parecendo um pouco confuso. Vi seus olhos correrem rapidamente por mim enquanto ele se aproximava. Eu juro que o vi corar um pouco. Tudo bem, era a reação que eu queria.

"Eu achei que fosse te pegar mais tarde?" ele perguntou, nervosamente coçando a nuca.

"Você ia," eu disse, ainda sorrindo pra ele, ainda mais quando vi a mancha de óleo cremoso escorrendo por seu peito. "Eu precisava dirigir e achei que você podia lidar com o Aston Martin," coloquei meus braços no corrimão de sua varanda me inclinando sobre ela, lhe dando meu melhor olhar 'foda-me'. "Sabe, entre outras coisas."

Jacob sufocou uma risada e murmurou algo concordando enquanto sua mão permaneceu firmemente na nuca. Ele estava confuso. Ou melhor nós dois estávamos. Eu não estava acostumada com um cara ser tão sub-sexual; eu me senti como se estivesse meio fora da minha área.

"Você está bonita," ele disse, acenando sua mão pra cima e pra baixo na minha frente. Pode ter sido apenas uma calça jeans rasgada e uma camiseta, mas eu ainda estava de um jeito que o cara iria querer me deixar nua.

"Obrigada," eu disse, ficando ereta e descendo as escadas da varanda para encontrá-lo. "Assim como você. Mas eu acho que você já sabe que quando está meio nu fica muito bem." Eu ri, levantando minha sobrancelha para seu peito nu. "Você nunca fica com frio? Nós vivemos em condições quase árticas."

"Olha quem fala a garota que só veste uma camiseta," Jake riu. "Eu estava trabalhando no Rabbit e ficou quente."

"Dá pra ver," eu disse propositalmente mordendo meu lábio inferior o mais timidamente que eu consegui. Era um pouco estranho, flertar tanto com ele. Mas eu disse a mim mesma que era por isso que eu estava aqui. Uma boa transa com alguém novo faria toda a parte de merda da minha vida sumir, como normalmente fazia.

"Então, eu posso ver?" eu perguntei, rindo pra ele por baixo de meus cílios.

Eu vi um ligeiro pânico cair sobre seu rosto. "Ver o quê?"

"O Rabbit, Jacob," eu ri enquanto passava por ele, fazendo meu caminho para a garagem junto da casa.

"Claro..." eu o ouvi dizer atrás de mim.

Fiquei em silêncio enquanto caminhava, inclinando minha cabeça para encontrar o sol gentil que passava pelas nuvens. Ele iluminava a grama alta, inspirando cada gota de orvalho a brilhar como pequenos diamantes espalhados pelo chão. Era bonito, e deveria ter sido o cenário perfeito para o que estávamos descaradamente prestes a fazer. Ainda assim, minha mente estava em outro lugar. Eu tinha que me dar um chute pra sair desse meu atípico coma por desejo sexual.

Seus passos estavam um pouco atrás dos meus, mas foi só quando cheguei na porta fechada da garagem que senti sua presença atrás de mim. Jacob radiava calor; percebi isso em nossa pequena dança no Nipslip. No pequeno pedaço nu das minhas costas eu podia senti-lo chegar mais perto porque eu estava ficando quente.

Coloquei minha mão na porta e me virei pra ele, sorrindo como se minha vida dependesse disso. "Me sinto tão travessa. Me lembro quando esse local era proibido. É como se seu pai pudesse nos pegar agora."

Ele concordou e me deu um pequeno sorriso, pressionando os lábios. "Eu lembro. Mas ele está fora pescando, então seu segredo está seguro comigo."

Com uma sobrancelha levantada, eu me virei pra porta e a empurrei lentamente. Assim que entrei, fui invadida com o cheiro de concreto úmido e óleo de motor velho. O local era pequeno, mas só porque caixas, ferramentas e pedaços de carro literalmente enchiam o espaço. Estavam em todo lugar, subindo as prateleiras na parede; alguns objetos não identificados pendurados no teto. No meio de toda essa desordem estava o Rabbit com algumas ferramentas em cima de uma folha cor mostarda no chão.

"Você não estava brincando," Eu disse, acenando para as peças espalhadas. "Você o estraçalhou."

"Bem, não existem shoppings em La Push, sabe. Tinha que me manter ocupado de algum jeito."

"Eu posso pensar em outras maneiras," coloquei minhas mãos sob o capô, olhando para a caixa vazia que era o carro, fingindo saber o que eu estava vendo. A situação toda era muito 'Penthouse*', mas mesmo com um pouco de óleo, o peito nu de Jacob, nada estava me motivando a progredir.

* Penthouse revista Americana para homens, contendo artigos e fotografias eróticas.

Eu sabia que ele estava me olhando da porta da frente, e eu realmente queria gostar disso. Eu estava esperando pela precipitação acontecer antes dele me tocar. Eu queria sentir a eletricidade correndo por minhas pernas; queria chegar naquele estágio em que você podia sentir o sexo no ar, coçando meu nariz e fazer a pulsação entre minhas pernas acelerar até que eu não pudesse mais agüentar. Eu queria tanto querer ele.

Passei tudo na minha cabeça: Jacob deslizando suas mãos quentes pela pele nua das minhas costas, lentamente achando a minha barriga, minha pele pinicando com o seu toque. Seus olhos escuros olhando meu rosto enquanto seus dedos deslizavam por dentro da minha blusa, levando suas mãos uma pra cada lado da minha cintura, virando-me para ele enquanto eu me inclinava no carro, me pressionando contra sua virilha dura e latejante. Jacob puxando minha camiseta pela minha cabeça e levando minha pele nua pra ele enquanto seus lábios se uniam aos dele. Jacob pegando minhas coxas firmemente com suas mãos, enrolando minhas pernas em volta de sua cintura enquanto ele me colocava em cima do carro gentilmente, todo tempo lambendo meu lábio inferior com sua língua enquanto seus dedos encontravam o lado de dentro da minha calcinha. Jacob tirando minha calça jeans uma perna por vez e então beijando todo caminho de volta pra cima até meu centro. Jacob usando sua língua para massagear o algodão úmido da minha calcinha, roçando perfeitamente o tecido no meu clitóris até que eu sussurrei pra ele entrar em mim. Jacob constantemente me fudendo em cima de seu velho Rabbit enquanto eu explorava cada curva de seu peito, mexendo no óleo entre nós.

Imaginei como seria o gosto dele, como seria a sensação de seus lábios na minha pele. Pensei em abrir aquele pacote maravilhoso, revelando a protuberância que eu provoquei no Nipslip, segurá-la em minha mão antes dele entrar em mim. Eu devia ter amado isso pra caralho. Devia ter sido o suficiente para me incentivar a dar o primeiro passo. Minha mente pensava em tudo, mas o meu corpo não respondia; sem pulsação, sem calor – absolutamente porra nenhuma. Em vez disso, toda vez que eu pensava em um gosto, não era o de Jacob. Toda vez que pensava em um gemido rouco, não era o de Jacob. Era o de Edward.

Porra, não...

Eu tinha que tirar essa porra da minha cabeça.

"Então, o que você acha?" Jacob disse, se inclinando perto de mim no carro.

"É ótimo, Jacob. Vai ficar ótimo." Eu acenei minha cabeça, tentando tirar os pensamentos tristes e patéticos da minha mente enquanto ignorava o fato de que eu estava me tornando uma idiota de merda.

"Você está bem?" ele perguntou, franzindo o rosto pra mim. "Você está um pouco pálida."

"Estou bem," eu respondi enquanto levantava e jogava meu cabelo sobre os ombros. "Acho que estou com um pouco de frio," eu disse enquanto olhava pelo local, procurando minha motivação.

"Pobre Bella, linda demais pra usar uma jaqueta," Jake sorriu, me puxando pra baixo de seu braço enquanto começava a falar sobre as partes do carro, partes de metal e outras merdas que eu não entendia ou não me importava em me concentrar. Mas o cara era como um radiador. A mudança repentina de temperatura enviou um calor agradável por meu corpo, mas infelizmente, não para a minha calcinha.

Era minha vez; Jake não era o tipo de cara que tiraria vantagem. Eu teria que dar o sinal verde a ele. Me virei para encará-lo, pressionando meu corpo no dele enquanto olhava diretamente em seus olhos. Ele pareceu surpreso enquanto parava de falar, meio como um cervo pego pelos faróis. Ele não reagiu imediatamente enquanto eu levantei para beijá-lo. Ele demorou momento, como se ele soubesse que esse beijo era tudo. Mas então eu senti sua mão no meu pescoço enquanto ele me beijava com uma paixão que eu não estava preparada.

Caímos em cima do capo, fazendo-o fechar com um barulho alto enquanto minhas mãos agarravam suas omoplatas como se eu estivesse desesperada para tê-lo. Ele grunhiu enquanto me levantava, envolvendo minhas pernas em volta de sua cintura e suas mãos moviam para minha virilha. Deixei seus lábios moverem do meu rosto para meu pescoço enquanto seus dedos começaram a trabalhar abrindo minha calça jeans. Eu fiz o mesmo, rapidamente abri o botão das suas. Meus olhos rolaram pra trás da minha cabeça enquanto eu deixava minha mente dominar; seu cheiro, seu gosto, seu toque. O ouvi gemer enquanto minha mão agarrava firmemente seu pau, esfregando quase violentamente pelo lado de fora da sua cueca. Eu estava fora do meu ritmo, mas Jake não pareceu se importar. Foi então que meus olhos se abriram com a percepção de que eu realmente não queria fazer isso; era tudo errado.

"Espera…" eu disse, sem fôlego, sem pensar.

Mas ele já tinha parado, descansando sua cabeça em meus ombros enquanto respirávamos brutalmente. Sua mão lentamente saiu de dentro da minha calcinha. Eu nem sequer pestanejei.

"Porra, Bella..." ele disse, engasgando sua respiração. Ele levantou e colocou as mãos na cabeça enquanto seu rosto enrugava, cheio de arrependimento. "Desculpe, eu não posso fazer isso."

Eu não disse nada. Eu não estava em choque nem mesmo remotamente irritada com Jacob. Eu estava chocada comigo mesma.

"PORRA!" ele gritou, chutando uma lata de tinta vazia, atingindo o outro lado do cômodo e me fazendo pular.

"Jesus, Jake, tudo bem," eu disse, saindo do meu torpor.

Ele olhou pra mim pedindo desculpas. "Eu sinceramente não pensava que isso ia acontecer. E eu realmente não pensava que ficaria todo patético e emocional com você. É só que, isso..." ele moveu suas mãos entre nós enquanto olhava timidamente para o chão. "Isso não parece certo."

Ele continuou olhando para seus pés com sua testa franzida, claramente irritado consigo mesmo. Meus olhos brilharam quando eu entendi completamente. "Sua namorada."

Seus olhos escuros encontraram os meus rapidamente; ele voltou a parecer como um cervo pego nos faróis. "É óbvio, huh?"

Neguei com minha cabeça. "Na verdade não. Só faz sentido. Quero dizer, você a mencionou antes."

Ele suspirou um gemido zangado enquanto se inclinava em uma caixa no meu lado oposto. "Eu sinto muito..."

"Não, Jake está tudo bem. Eu entendo completamente." E a merda, a porra, a coisa crônica idiota era que: eu realmente entendia. Edward Cullen tinha fodido comigo em mais de uma maneira. E agora, eu estava incondicionalmente e irrevogavelmente obcecada por ele. Ele estava impresso em meu cérebro, ele tinha fodido qualquer chance que eu teria de ter um relacionamento normal com um cara normal, e ele descaradamente ganhou a aposta. Eu estava seriamente fodida, mas, ironicamente, nem tanto quanto eu gostaria.

"Não está tudo bem. Isso é uma grande merda a se fazer. Sabe, eu queria fazer isso desde que eu tinha dez anos. Eu não teria te convidado pra sair se eu soubesse que eu era um completo idiota apaixonado."

Forcei um sorriso pra ele enquanto puxava minha blusa e pulava pra fora do capô. "Jake, você não é um idiota. Ela deve ser uma ótima garota.

Ele acenou enquanto eu colocava minha mão em seu braço. "Ela é."

"Então não se preocupe com isso," eu disse, com um encolher de ombros. "Isso é bom de se ver."

Jake soltou um suspiro enquanto descansou sua cabeça em meu ombro. "Ninguém está mais surpreso do que eu, acredite."

Não era estranho. De qualquer forma, ambos estávamos em um maldito universo alternativo que não fazia sentido pra nenhum de nós. Talvez o fato de que ambos percebemos que não éramos quem achávamos que éramos nos aproximou mais, ou nos deu um passe livre direto para a Vila Platônica.

"Olha, é melhor eu ir. Você obviamente tem muito pra resolver..." eu disse, levantando e dando um tapinha leve em seu ombro.

O rosto de Jacob se contorceu enquanto negava com sua cabeça. "Porra, não, eu ainda vou te levar pra sair."

"Jake, você realmente não precisa fazer isso, eu entendo como você se sente."

Ele colocou sua mão no meu ombro, inclinando-se para olhar diretamente em meus olhos. "Por favor, assim eu me sentirei menos como um imbecil. Além disso, se tiver tudo bem pra você, eu realmente gostaria que fôssemos amigos. E amigos saem juntos. Então vamos sair."

Não pude evitar sorrir com a idéia.

"Vamos, Bells, a bebida é por minha conta. Eu te devo."

Suspirei enquanto ajeitei minha blusa e joguei meu cabelo pra trás. "Claro, porque diabos não. Eu posso aceitar uma bebida."

Deixei Jacob dirigir, mais porque ele me pegou engolindo a quarta dose de uísque em seu armário de licor enquanto ele se trocava em seu quarto. Eu não estava depressiva com o que tinha acontecido entre nós. Na verdade eu estava aliviada. Era diferente estar com um cara e não ter que pensar em sexo. Jacob era honesto comigo, e isso era bizarramente revigorante. Ele me contou sobre a Ness, e como ele tinha ouvido música country, e escrito poesias ruins desde que ela pediu um tempo. E ele me contou sobre seus planos desesperados para tê-la de volta.

Chegamos em Port Angeles no que pareceu ser vinte minutos por conta de ter Jacob como meu terapeuta pessoal. Eu contei a ele tudo sobre a charada que era minha vida, talvez até demais. Mas ele não pareceu hesitar, julgar ou suspirar. Ele apenas prestava atenção. Era bom conversar com alguém que não era oitenta por cento uma merda. Era bom conversar com alguém que era normal.

"Então se você odeia tanto Forks, porque não se muda?" ele me perguntou do outro lado da mesa.

Suspirei, balançando minha cabeça enquanto agitei com má vontade minha bebida não-alcoólica. "Não é tão simples."

Jacob franziu a testa. "Claro que é. Vá para uma escola diferente, termine seu último ano em um lugar novo."

Levantei minha sobrancelha pra ele. "Fugir dos problemas não resolve, Jacob."

"Claro, mas sentar no meio deles também não ajuda. Você estaria lá por menos de um ano, novo ambiente e novos amigos. Vá em frente e saia dessa Forks de merda."

Mordi meus lábios. Isso fazia mais sentido do que eu queria admitir. E se eu fosse honesta comigo mesma, não era a primeira vez que o pensamento estava na minha cabeça. Eu estava irritada comigo mesma por não entrar em contato com meu passado mais cedo, mas entrar em contato com Jake ou qualquer dos meus velhos amigos de La Push não parecia certo. Fiquei tão presa com o que significava ser uma criança em Forks que tudo parecia tão distante. Forks parecia melhor, era como uma versão de Gossip Girls encontrando The OC no estado de Washington. Quanto mais rápido eu saísse, melhor. Mas não era tão fácil.

"Não posso," eu admiti.

"Porque não?"

"E minha família? Minha mãe..."

Jacob se inclinou em cima da mesa e falou em voz baixa. "Por favor, não use isso como desculpa, Bells. Você precisa se afastar dela. Você mesma disse."

Suspirei em acordo. Nenhuma reabilitação ou uma intervenção do Dr. Phil iria impedir Renée de fazer o que ela fazia de melhor. A idéia de estar longe dela literalmente fazia eu sentir como se um peso fosse tirado dos meus ombros. Deixar Forks significaria deixar pra trás toda a merda de 'Mãe e filha'. Eu ficaria mais do que feliz lidando com o conforto da clínica terapêutica do outro lado do país.

Tomei um grande gole da minha bebida. "Certo... mas e meus amigos?"

Jacob riu, balançando a cabeça. "O que tem eles? Você terá novos. E você manterá contato. Não é como se fosse pra sempre, e pelo amor de Deus Bells, vivemos na era do Skype e iPhone. Tenho certeza que você consegue encarar."

Olhei para minha bebida, imaginando os gritos e protestos que eu ouviria de Alice se a deixasse. E então, Alice estava ocupada agora. Talvez ela não se importasse.

"Bells, você é uma ótima garota. Mas Forks está acabando com você. Que diabos você está fazendo bebendo doses de licor durante a tarde? E nem vou falar da porra da aposta."

Gemi enquanto descansava minha cabeça em minhas mãos com um suspiro. "Eu não devia ter te contado sobre isso."

"Sim, devia. Esse cara precisa ter sua cabeça examinada pra não ficar fodendo com você desse jeito. Eu juro que se ele te perturbar novamente eu literalmente vou re-arrumar a cara dele. Quero dizer, não sou perfeito mas essa merda é errada."

"Falou o cara que trabalha em um bar de nudismo…" eu murmurei.

Ele me deu um olhar de desaprovação e eu rapidamente me encolhi.

"Desculpe, isso foi baixo," eu suspirei, tomando o resto da minha bebida. "Entendo o que está dizendo. Acredite, eu entendi."

Jacob se inclinou sobre a mesa e pegou minha mão, apertando-a gentilmente. "Estou dizendo isso porque eu me importo, okay? Você vale muito mais que isso, mais do que Forks. Espero que entenda isso. Queria que olhasse pra si mesma."

Olhei por cima da minha bebida e fiquei surpresa quando senti lágrimas acumulando em meus olhos. Então lembrei porque as palavras foram tão familiares. Jake não foi a primeira pessoa a me dizer que eu era melhor que Forks essa semana.

Sequei rapidamente as lágrimas que escaparam enquanto ri. "Porra, Jacob, que diabos? Não comece a dar uma de irmão mais velho. Podemos apenas curtir a noite?"

"Claro," ele disse, terminando sua bebida e me puxando para a pista de dança. Então eu dancei com Jake, porque ele era muito engraçado e se importava comigo. Era a distração perfeita. Tínhamos ido ao melhor clube que vale a pena mencionar. Claro, era dominado pelo pop brega e homens velhos o suficiente para serem meus avós, mas era onde todos que eu conhecia não estariam.

Eu estava me divertindo, mas era um tipo diferente de diversão. Eu não estava drogada, não estava destruída. Eu estava sóbria, rindo e estava com um amigo que estava dando seu melhor para ser o John Travolta da minha versão Uma Thurman. Eu estava feliz. Mas então eu o vi.

É isso que acontece quando você baixa sua guarda: O universo faz o melhor pra morder a sua bunda para lembrá-lo que a vida é assim e merdas realmente acontecem. Eu simplesmente olhei por cima dos ombros de Jacob. A garota atrás dele simplesmente deu um passo para a direita. O garoto perto dela simplesmente deslizou para a esquerda. E a luz simplesmente acendeu em seu rosto, iluminando as mesmas maçãs do rosto que eu cuidadosamente estudei aquela mesma manhã.

"Você está bem?" Sempre o perceptivo Jacob. Ele virou pra ver o que eu estava olhando, mas o universo continuou conspirando. Sua visão foi bloqueada.

Quando ele olhou pra mim a visão ficou clara novamente, mas não havia mais o Cullen.

Suspirei, enquanto esfregava minha testa. "Não, estou bem, só preciso de uma bebida."

"Certo," Jake concordou. "Vou com você."

Sorri timidamente e o deixei me guiar pelas mãos para fora da multidão. Enquanto Jacob pedia minha terceira coca da noite, meus olhos vagaram pela multidão, procurando novamente por ele. Eu estava checando freneticamente para ver se ele estava lá, em algum lugar, olhando pra mim. Mas ele não estava.

Lambi meu lábio inferior, tentando lubrificar minha boca de repente seca como lixa enquanto mentalmente dizia a mim mesma para relaxar. Eu não queria confrontá-lo pelo jeito que ele me tratava ou falar da aposta ou qualquer outra coisa. Eu só queria fingir que ele nunca existiu. A melhor coisa pra mim era deixar isso pra lá. Deixar ele pra lá e esquecer sobre Edward Cullen. Claro, isso machucaria no começo. Talvez como doeu quando James fudeu comigo. Mas eu iria passar por isso, assim como foi com James. Era a melhor coisa, e eu precisava começar a cuidar de mim.

Jake me deu a bebida com um sorriso preocupado. "Eu volto em um minuto, okay? Preciso fazer uma ligação."

"Perseguindo a Ness?"

Ele levantou o polegar. "Você sacou!" ele sorriu.

"Sem problemas," eu disse, me inclinando no espaço do bar que seu corpo e movimento havia revelado.

Depois que o observei desaparecer na multidão, me virei e coloquei minha bebida no bar, mexendo no canudo lentamente. Era como se de alguma forma eu tivesse me enganando que havia vodka no fundo do copo.

Não, eu não preciso mais dessa merda.

Enquanto eu de forma faminta observava o cara perto de mim apertar a mão de seus companheiros e deixar o bar, eu congelei. Edward Cullen estava inclinado no bar, olhando diretamente pra mim. Meu estômago praticamente caiu na minha bunda enquanto meu peito contorceu com força.

"Como está seu encontro?" ele disse friamente, sem nenhum movimento de desculpa ou remorso em seu rosto.

Engoli em seco, empurrando a bola de raiva, lágrimas e medo por minha garganta.

Zombei dele, mentalmente colocando minha armadura. Eu não daria a ele a reação que ele queria. "Sério, é assim que você vai começar uma conversa comigo?"

"Sim, acho que sim," ele respondeu sem rodeios.

Forcei um sorriso. "Bem, está indo bem pra caralho. Obrigada por perguntar. Te vejo por aí."

Eu ia escaper; pelo menos, esse era meu plano. Deixá-lo aqui sem lhe dar nenhuma importância. Achar Jacob e ir embora dessa porra. Mas o primeiro passo que eu dei eu senti sua mão segurar o meu braço. Antes que eu tivesse tempo de protestar, ele tinha me puxado para o canto do bar.

"Me solta!" eu falei, agarrando sua mão com minhas unhas.

Ele não vacilou. Em vez disso, ele apenas olhou pra mim.

"O que você está fazendo?" ele rosnou.

"Você é insano, caralho?" eu gritei, franzindo a testa pra ele o melhor que eu pude. "Eu estou em um encontro."

"A aposta não acabou." Ele disse com a voz firme e baixa, sem quebrar o seu olhar.

"Sim, bem, tenho certeza que acabou." Eu disse confiante.

Seus olhos piscaram rapidamente algumas vezes como se eu tivesse o pego de surpresa. Fan-foda-tástico. Ele se inclinou pra mais perto; eu podia sentir o cheiro da sua respiração, então prendi a minha. "Se você negligencia, quer dizer que eu ganho."

Exalei um suspiro determinado enquanto movia sua mão pra fora do meu braço. "Não me importo. Não vou fazer nada que você disser. Fique com o seu carro estúpido."

Eu o empurrei e passei por ele, a adrenalina me abastecendo. Edward Cullen não teria nenhum poder sobre mim. Garota fãzinha ou não – eu ia passar por isso e sair dessa merda.

"É seu," ele gritou por trás de mim.

Eu parei. Meu rosto enrugando enquanto eu virava para encará-lo. "O que?"

Eu o vi respirar fundo enquanto dava um passo pra perto de mim. "Venha comigo agora e é seu. É seu pelo resto do ano."

Eu ia abrir minha boca mas eu não sabia o que dizer. Isso não fazia nenhum sentido. Esse não era o Cullen.

"Eu não me importo com o seu carro, Cullen," eu gaguejei.

"Nem eu," ele rosnou rapidamente.

"Então com o que você se importa, Cullen?" eu rebati, cruzando os braços na minha frente. "Me diga, estou morrendo pra saber."

Vi seu maxilar apertar enquanto ele tomava outro passo pra perto de mim. Percebi que estava prendendo a respiração quando ele pegou minha mão na dele. "Me sinto muito protetor sobre você."

"Você não é meu guarda-costas, Cullen. Eu não preciso de você."

"Apenas venha comigo, Bella, por favor."

Ele me desarmou novamente porque, porra, ele olhou por baixo de seus cílios e eu juro por Deus, ele parecia sincero. Ou, o mais sincero que Edward Cullen poderia parecer. Lambi meu lábio inferior rapidamente, tentando me lembrar de todas as merdas sobre Edward Cullen que eu tinha dito a mim mesma.

Mas eu não conseguia lembrar.

Ele deve ter visto em meu rosto, porque a próxima coisa que eu sabia era que estávamos nos beijando. E porra, eu me perdi completamente. Era como exalar; nos derretíamos completamente um no outro. Derrubei minha bebida no chão enquanto sua mão moveu para meu rosto, acariciando a pele do meu pescoço, fazendo com que bilhões de impulsos elétricos entrassem em erupção por todo meu corpo. Tudo e todos estavam apagados enquanto eu o beijava faminta. Foda-se a lógica. Foda-se.

Agarrei seu braço e o puxei para a porta ao nosso lado, nos levando para um closet lilás. Eu o empurrei contra a parede, saboreando a mistura de nossas respirações enquanto ele se forçou no meu jeans. Enquanto eu puxava minha blusa por minha cabeça, seus lábios se prenderam em meu mamilo sólido e nu. Deixei escapar um suspiro enquanto ele chupava meu seio ao mesmo tempo em que os seus dedos achavam o meu clitóris. Puxei seu cabelo, trazendo seus lábios de volta para os meus enquanto eu chutava minha calça jeans no chão. Quando ele me pegou e me empurrou contra a parede, eu apertei minhas pernas em volta da sua cintura, o trazendo pra mais perto de mim para que eu pudesse sentir a fricção em minha calcinha fina.

Edward agarrou minha calcinha, a rasgando e jogando no chão enquanto eu agarrava seu pau perfeito em minha mão; meu clitóris vibrando com isso. Nós dois vibramos com a sensação intensa quando me encaixei em cima dele. Ele rangeu os dentes enquanto eu subia e descia em seu eixo, me movendo cada vez mais rápido, como se eu estivesse com medo que ele fosse desaparecer a qualquer momento. Ele colocou suas mãos em meu rosto, deixando o dedão achar o caminho da minha boca entre as investidas. Enquanto eu lambia seu dedo, eu comecei a sentir minhas pernas tremerem com seu cheiro, seu toque, seu rosto. Me levando para o topo como somente ele podia.

Viemos juntos, batendo na parede com um mix de gemidos e sussurros que foram diminuídos pela música alta do lado de fora que estava longe de nós. Inclinei minha cabeça pra trás na parede, desesperada para pegar minha respiração enquanto sua testa suada estava em meu ombro.

Depois de alguns minutos, ele sentou, pegando meu rosto em sua mão e se inclinando para me beijar. O beijo tinha mudado de animalesco para gentil enquanto nossas respirações diminuíam juntas, mas ele não parou de me beijar. Senti seus lábios em meu queixo, meu nariz, e minhas pálpebras fechadas. Eu não sabia o que ele estava fazendo, mas eu queria que nunca acabasse.

"Eu sinto muito," ele disse enquanto beijava o espaço embaixo da minha orelha.

"Por qual parte?" eu sussurrei vagamente.

Ele sentou pra me olhar. Fiquei surpresa em ver que ele parecia arrependido. "Por tudo isso," ele disse, me observando, esperando pela minha reação.

"O que eu fiz essa manhã foi um erro. Não era a coisa certa a se fazer."

Balancei minha cabeça para tirar o feitiço de seus olhos verdes nos meus. "Nada disso é a coisa certa a se fazer," eu disse, ficando de pé. O senti me observando enquanto eu desajeitadamente pegava minhas roupas. Parei, fechando meus olhos para me recompor.

"Eu não posso continuar com isso, Edward. Seja lá o que for, eu não estou mais nesse jogo."

"E se não for um jogo?" ele perguntou, inclinando a cabeça para o lado.

"Tudo é um jogo," eu disse, quase com raiva. "Todos jogamos; é assim que somos. Especialmente quando estamos juntos."

"Não se não quisermos que seja."

O observei me olhar. Nenhum de nós piscou. Engoli em seco. "Eu não entendo o que está dizendo."

Ele passou a mão no cabelo enquanto levantava pra me encarar. "Estou dizendo que não posso parar isso. Não parar com o que estamos fazendo."

"Porque não?"

Ele manteve seus olhos presos no meu sem hesitação. Esse era um novo Edward. Um Edward que estava me assustando. "Porque eu não quero. E eu não acho que você queira também."

Franzi a testa pra ele, sem entender completamente o que tinha acontecido entre nós, mas ao mesmo tempo entendendo completamente.

Ele correu seu dedo pelo meu braço, observando o movimento enquanto ele falava.

"Foda-se tudo. Foda-se nossos amigos, nossa família, foda-se a aposta, foda-se o meu status. Foda-se Forks. Não dou a mínima pra isso e sei que você também não. É por isso que não podemos parar."

"O que, porque nós dois temos um senso fodido de rebeldia adolescente?"

"Não, porque precisamos um do outro pra passar por toda essa merda."

Segurei minha respiração automaticamente. Meu coração estava batendo em meus ouvidos, minhas pernas estavam dormentes e tudo que eu podia sentir era o local em meu braço que ele tinha acabado de acariciar. Nós éramos as mesmas pessoas, mas com um saco de bagagem emocional que nenhum de nós tinha experiência para distinguir. Apesar de toda essa besteira, ele estava certo. Agora, eu precisava dele seja lá do jeito que ele estivesse disposto a se entregar pra mim.

"Eu não posso prometer nada," eu disse, finalmente deixando minha respiração escapar por meus lábios.

Ele olhou pros seus pés, com a testa franzida com a mesma intensidade que me fez querer esticar a mão e tocar seu rosto. "Não me importo. Confio em você," ele disse calmamente.

Neguei com minha cabeça. "Não confie."

Ele não vacilou. Em vez disso deu mais um passo e beijou minha testa.

"Eu não estou pronto pra isso parar."

O observei apertar minha mão antes de sair pela porta. Eu não sabia o que estava fazendo. Tenho certeza que ele não sabia o que estava fazendo. O que eu sabia era que eu não podia liberá-lo agora. Ele estava ocupando o meu juízo e tirando qualquer senso de lógica que eu tinha. Agora, isso estava certo pra mim.


N/T: Fanfic nova no meu perfil 'A Child of the night' é simplesmente LINDA ... confiram!

JAKE PINTO MOLE

Morri, realmente nem sei como ainda consegui terminar de traduzir esse capítulo, lindo, não foi? Bella provando ser como todas nós, se fazendo de idiota pra ouvir ele se declarar primeiro (embora não tenha sido uma declaração), mas vamos esperar porque nem tudo são flores e desses dois podemos esperar de tudo, certo? Agora já falei que eu morro quando homem beija a testa? Acho TÃO lindo *chora*

Obrigada a todos os comentários anteriores, eu recebi tantos elogios e fiquei tão feliz que agora são 4:00 da manhã e eu to traduzindo, sendo que estou em semana de provas ;)

Comente... Até sábado... beijinhos s2

Capítulo 18: Pico da alegria

BPOV

Aparecer na casa de Jake sem aviso parecia uma boa maneira de ir. Eu meio que sabia o caminho pra La Push, considerando que realmente não havia muito pra saber. Enquanto eu dirigia pelo que eu achava ser a única rua que eles tinham, comecei a me lembrar de diferentes pontos de referência que despertaram mini flashbacks na minha mente, tornando tudo um pouco mais familiar. Era como se eu estivesse visitando alguém no passado. Enquanto minha mente acelerava, percebi que eu estava há milhas de distância da Bella Swan que costumava brincar nas praias de La Push.

A casa dos Black era exatamente do mesmo jeito que eu me lembrava: feita de madeira, cercada por árvores altas que a tornava densa e desfocada. A floresta costumava me petrificar, mesmo durante o dia. Era escura; não importava se tivéssemos um daqueles raros dias de sol de Washington. Se eu saía da casa dos Black à noite, eu costumava correr pro carro sem olhar em volta com medo de ser pega por algo ou alguém. Sorri comigo mesma enquanto lembrava de um Jake muito menor, se oferecendo pra andar comigo o tempo todo. Nem sempre eu o deixava ir; eu não gostava do fato de ter medo, e eu me sentia mal por ele perceber quando ninguém mais o fazia.

Assim que bati a porta do meu carro, silenciosamente me amaldiçoei quando meus pensamentos naturalmente foram para em como sua casa era pequena. Claro, era isso que Forks fazia com você: mexia com seu senso de realidade. A casa era amável; era tudo que qualquer família podia precisar. Eu só estava sendo uma metida do caralho. Eu tinha que admitir, era bom estar longe de todas as besteiras de Forks e estar em um lugar de verdade.

Fiz meu caminho para a porta da frente, conseguindo andar com a ponta do pé para que meus saltos não afundassem no solo macio e levemente umedecido. Falhando na minha tentativa, eu escovei sem jeito meus saltos no capacho. As letras estavam um pouco gastas, mas eu ainda podia ler as letras que diziam 'Bem-vindo, entre'. Era o mesmo de dez anos atrás.

Logo percebi que estava olhando para o capacho mais tempo do que necessário. Eu ainda nem tinha batido na maldita porta. Em vez isso, eu estava fazendo um papel assustador de uma espreitadora. Assim que bati levemente na porta, esperei que pudesse trapacear em pensar que minha hesitação e minha falta de atividade cerebral era devido eu estar nervosa sobre o encontro. Isso teria feito sentido considerando que há alguns dias eu estava nervosa. Porra, eu estava quase apavorada, como uma novata molhando a calcinha por ganhar um sorriso do zagueiro. Mas agora, eu me sentia paralisada e eu não pretendia saber por quê.

Bati novamente, um pouco mais forte dessa vez, me reassegurando que essa era a coisa certa a se fazer.

Foda-se o Cullen. Foda-se a aposta. Foda-se Forks.

"Bella?"

A voz de Jacob veio de atrás de mim. Me virei rapidamente, acrescentando um sorriso perfeito. Ele estava parecendo um pouco confuso. Vi seus olhos correrem rapidamente por mim enquanto ele se aproximava. Eu juro que o vi corar um pouco. Tudo bem, era a reação que eu queria.

"Eu achei que fosse te pegar mais tarde?" ele perguntou, nervosamente coçando a nuca.

"Você ia," eu disse, ainda sorrindo pra ele, ainda mais quando vi a mancha de óleo cremoso escorrendo por seu peito. "Eu precisava dirigir e achei que você podia lidar com o Aston Martin," coloquei meus braços no corrimão de sua varanda me inclinando sobre ela, lhe dando meu melhor olhar 'foda-me'. "Sabe, entre outras coisas."

Jacob sufocou uma risada e murmurou algo concordando enquanto sua mão permaneceu firmemente na nuca. Ele estava confuso. Ou melhor nós dois estávamos. Eu não estava acostumada com um cara ser tão sub-sexual; eu me senti como se estivesse meio fora da minha área.

"Você está bonita," ele disse, acenando sua mão pra cima e pra baixo na minha frente. Pode ter sido apenas uma calça jeans rasgada e uma camiseta, mas eu ainda estava de um jeito que o cara iria querer me deixar nua.

"Obrigada," eu disse, ficando ereta e descendo as escadas da varanda para encontrá-lo. "Assim como você. Mas eu acho que você já sabe que quando está meio nu fica muito bem." Eu ri, levantando minha sobrancelha para seu peito nu. "Você nunca fica com frio? Nós vivemos em condições quase árticas."

"Olha quem fala a garota que só veste uma camiseta," Jake riu. "Eu estava trabalhando no Rabbit e ficou quente."

"Dá pra ver," eu disse propositalmente mordendo meu lábio inferior o mais timidamente que eu consegui. Era um pouco estranho, flertar tanto com ele. Mas eu disse a mim mesma que era por isso que eu estava aqui. Uma boa transa com alguém novo faria toda a parte de merda da minha vida sumir, como normalmente fazia.

"Então, eu posso ver?" eu perguntei, rindo pra ele por baixo de meus cílios.

Eu vi um ligeiro pânico cair sobre seu rosto. "Ver o quê?"

"O Rabbit, Jacob," eu ri enquanto passava por ele, fazendo meu caminho para a garagem junto da casa.

"Claro..." eu o ouvi dizer atrás de mim.

Fiquei em silêncio enquanto caminhava, inclinando minha cabeça para encontrar o sol gentil que passava pelas nuvens. Ele iluminava a grama alta, inspirando cada gota de orvalho a brilhar como pequenos diamantes espalhados pelo chão. Era bonito, e deveria ter sido o cenário perfeito para o que estávamos descaradamente prestes a fazer. Ainda assim, minha mente estava em outro lugar. Eu tinha que me dar um chute pra sair desse meu atípico coma por desejo sexual.

Seus passos estavam um pouco atrás dos meus, mas foi só quando cheguei na porta fechada da garagem que senti sua presença atrás de mim. Jacob radiava calor; percebi isso em nossa pequena dança no Nipslip. No pequeno pedaço nu das minhas costas eu podia senti-lo chegar mais perto porque eu estava ficando quente.

Coloquei minha mão na porta e me virei pra ele, sorrindo como se minha vida dependesse disso. "Me sinto tão travessa. Me lembro quando esse local era proibido. É como se seu pai pudesse nos pegar agora."

Ele concordou e me deu um pequeno sorriso, pressionando os lábios. "Eu lembro. Mas ele está fora pescando, então seu segredo está seguro comigo."

Com uma sobrancelha levantada, eu me virei pra porta e a empurrei lentamente. Assim que entrei, fui invadida com o cheiro de concreto úmido e óleo de motor velho. O local era pequeno, mas só porque caixas, ferramentas e pedaços de carro literalmente enchiam o espaço. Estavam em todo lugar, subindo as prateleiras na parede; alguns objetos não identificados pendurados no teto. No meio de toda essa desordem estava o Rabbit com algumas ferramentas em cima de uma folha cor mostarda no chão.

"Você não estava brincando," Eu disse, acenando para as peças espalhadas. "Você o estraçalhou."

"Bem, não existem shoppings em La Push, sabe. Tinha que me manter ocupado de algum jeito."

"Eu posso pensar em outras maneiras," coloquei minhas mãos sob o capô, olhando para a caixa vazia que era o carro, fingindo saber o que eu estava vendo. A situação toda era muito 'Penthouse*', mas mesmo com um pouco de óleo, o peito nu de Jacob, nada estava me motivando a progredir.

* Penthouse revista Americana para homens, contendo artigos e fotografias eróticas.

Eu sabia que ele estava me olhando da porta da frente, e eu realmente queria gostar disso. Eu estava esperando pela precipitação acontecer antes dele me tocar. Eu queria sentir a eletricidade correndo por minhas pernas; queria chegar naquele estágio em que você podia sentir o sexo no ar, coçando meu nariz e fazer a pulsação entre minhas pernas acelerar até que eu não pudesse mais agüentar. Eu queria tanto querer ele.

Passei tudo na minha cabeça: Jacob deslizando suas mãos quentes pela pele nua das minhas costas, lentamente achando a minha barriga, minha pele pinicando com o seu toque. Seus olhos escuros olhando meu rosto enquanto seus dedos deslizavam por dentro da minha blusa, levando suas mãos uma pra cada lado da minha cintura, virando-me para ele enquanto eu me inclinava no carro, me pressionando contra sua virilha dura e latejante. Jacob puxando minha camiseta pela minha cabeça e levando minha pele nua pra ele enquanto seus lábios se uniam aos dele. Jacob pegando minhas coxas firmemente com suas mãos, enrolando minhas pernas em volta de sua cintura enquanto ele me colocava em cima do carro gentilmente, todo tempo lambendo meu lábio inferior com sua língua enquanto seus dedos encontravam o lado de dentro da minha calcinha. Jacob tirando minha calça jeans uma perna por vez e então beijando todo caminho de volta pra cima até meu centro. Jacob usando sua língua para massagear o algodão úmido da minha calcinha, roçando perfeitamente o tecido no meu clitóris até que eu sussurrei pra ele entrar em mim. Jacob constantemente me fudendo em cima de seu velho Rabbit enquanto eu explorava cada curva de seu peito, mexendo no óleo entre nós.

Imaginei como seria o gosto dele, como seria a sensação de seus lábios na minha pele. Pensei em abrir aquele pacote maravilhoso, revelando a protuberância que eu provoquei no Nipslip, segurá-la em minha mão antes dele entrar em mim. Eu devia ter amado isso pra caralho. Devia ter sido o suficiente para me incentivar a dar o primeiro passo. Minha mente pensava em tudo, mas o meu corpo não respondia; sem pulsação, sem calor – absolutamente porra nenhuma. Em vez disso, toda vez que eu pensava em um gosto, não era o de Jacob. Toda vez que pensava em um gemido rouco, não era o de Jacob. Era o de Edward.

Porra, não...

Eu tinha que tirar essa porra da minha cabeça.

"Então, o que você acha?" Jacob disse, se inclinando perto de mim no carro.

"É ótimo, Jacob. Vai ficar ótimo." Eu acenei minha cabeça, tentando tirar os pensamentos tristes e patéticos da minha mente enquanto ignorava o fato de que eu estava me tornando uma idiota de merda.

"Você está bem?" ele perguntou, franzindo o rosto pra mim. "Você está um pouco pálida."

"Estou bem," eu respondi enquanto levantava e jogava meu cabelo sobre os ombros. "Acho que estou com um pouco de frio," eu disse enquanto olhava pelo local, procurando minha motivação.

"Pobre Bella, linda demais pra usar uma jaqueta," Jake sorriu, me puxando pra baixo de seu braço enquanto começava a falar sobre as partes do carro, partes de metal e outras merdas que eu não entendia ou não me importava em me concentrar. Mas o cara era como um radiador. A mudança repentina de temperatura enviou um calor agradável por meu corpo, mas infelizmente, não para a minha calcinha.

Era minha vez; Jake não era o tipo de cara que tiraria vantagem. Eu teria que dar o sinal verde a ele. Me virei para encará-lo, pressionando meu corpo no dele enquanto olhava diretamente em seus olhos. Ele pareceu surpreso enquanto parava de falar, meio como um cervo pego pelos faróis. Ele não reagiu imediatamente enquanto eu levantei para beijá-lo. Ele demorou momento, como se ele soubesse que esse beijo era tudo. Mas então eu senti sua mão no meu pescoço enquanto ele me beijava com uma paixão que eu não estava preparada.

Caímos em cima do capo, fazendo-o fechar com um barulho alto enquanto minhas mãos agarravam suas omoplatas como se eu estivesse desesperada para tê-lo. Ele grunhiu enquanto me levantava, envolvendo minhas pernas em volta de sua cintura e suas mãos moviam para minha virilha. Deixei seus lábios moverem do meu rosto para meu pescoço enquanto seus dedos começaram a trabalhar abrindo minha calça jeans. Eu fiz o mesmo, rapidamente abri o botão das suas. Meus olhos rolaram pra trás da minha cabeça enquanto eu deixava minha mente dominar; seu cheiro, seu gosto, seu toque. O ouvi gemer enquanto minha mão agarrava firmemente seu pau, esfregando quase violentamente pelo lado de fora da sua cueca. Eu estava fora do meu ritmo, mas Jake não pareceu se importar. Foi então que meus olhos se abriram com a percepção de que eu realmente não queria fazer isso; era tudo errado.

"Espera…" eu disse, sem fôlego, sem pensar.

Mas ele já tinha parado, descansando sua cabeça em meus ombros enquanto respirávamos brutalmente. Sua mão lentamente saiu de dentro da minha calcinha. Eu nem sequer pestanejei.

"Porra, Bella..." ele disse, engasgando sua respiração. Ele levantou e colocou as mãos na cabeça enquanto seu rosto enrugava, cheio de arrependimento. "Desculpe, eu não posso fazer isso."

Eu não disse nada. Eu não estava em choque nem mesmo remotamente irritada com Jacob. Eu estava chocada comigo mesma.

"PORRA!" ele gritou, chutando uma lata de tinta vazia, atingindo o outro lado do cômodo e me fazendo pular.

"Jesus, Jake, tudo bem," eu disse, saindo do meu torpor.

Ele olhou pra mim pedindo desculpas. "Eu sinceramente não pensava que isso ia acontecer. E eu realmente não pensava que ficaria todo patético e emocional com você. É só que, isso..." ele moveu suas mãos entre nós enquanto olhava timidamente para o chão. "Isso não parece certo."

Ele continuou olhando para seus pés com sua testa franzida, claramente irritado consigo mesmo. Meus olhos brilharam quando eu entendi completamente. "Sua namorada."

Seus olhos escuros encontraram os meus rapidamente; ele voltou a parecer como um cervo pego nos faróis. "É óbvio, huh?"

Neguei com minha cabeça. "Na verdade não. Só faz sentido. Quero dizer, você a mencionou antes."

Ele suspirou um gemido zangado enquanto se inclinava em uma caixa no meu lado oposto. "Eu sinto muito..."

"Não, Jake está tudo bem. Eu entendo completamente." E a merda, a porra, a coisa crônica idiota era que: eu realmente entendia. Edward Cullen tinha fodido comigo em mais de uma maneira. E agora, eu estava incondicionalmente e irrevogavelmente obcecada por ele. Ele estava impresso em meu cérebro, ele tinha fodido qualquer chance que eu teria de ter um relacionamento normal com um cara normal, e ele descaradamente ganhou a aposta. Eu estava seriamente fodida, mas, ironicamente, nem tanto quanto eu gostaria.

"Não está tudo bem. Isso é uma grande merda a se fazer. Sabe, eu queria fazer isso desde que eu tinha dez anos. Eu não teria te convidado pra sair se eu soubesse que eu era um completo idiota apaixonado."

Forcei um sorriso pra ele enquanto puxava minha blusa e pulava pra fora do capô. "Jake, você não é um idiota. Ela deve ser uma ótima garota.

Ele acenou enquanto eu colocava minha mão em seu braço. "Ela é."

"Então não se preocupe com isso," eu disse, com um encolher de ombros. "Isso é bom de se ver."

Jake soltou um suspiro enquanto descansou sua cabeça em meu ombro. "Ninguém está mais surpreso do que eu, acredite."

Não era estranho. De qualquer forma, ambos estávamos em um maldito universo alternativo que não fazia sentido pra nenhum de nós. Talvez o fato de que ambos percebemos que não éramos quem achávamos que éramos nos aproximou mais, ou nos deu um passe livre direto para a Vila Platônica.

"Olha, é melhor eu ir. Você obviamente tem muito pra resolver..." eu disse, levantando e dando um tapinha leve em seu ombro.

O rosto de Jacob se contorceu enquanto negava com sua cabeça. "Porra, não, eu ainda vou te levar pra sair."

"Jake, você realmente não precisa fazer isso, eu entendo como você se sente."

Ele colocou sua mão no meu ombro, inclinando-se para olhar diretamente em meus olhos. "Por favor, assim eu me sentirei menos como um imbecil. Além disso, se tiver tudo bem pra você, eu realmente gostaria que fôssemos amigos. E amigos saem juntos. Então vamos sair."

Não pude evitar sorrir com a idéia.

"Vamos, Bells, a bebida é por minha conta. Eu te devo."

Suspirei enquanto ajeitei minha blusa e joguei meu cabelo pra trás. "Claro, porque diabos não. Eu posso aceitar uma bebida."

Deixei Jacob dirigir, mais porque ele me pegou engolindo a quarta dose de uísque em seu armário de licor enquanto ele se trocava em seu quarto. Eu não estava depressiva com o que tinha acontecido entre nós. Na verdade eu estava aliviada. Era diferente estar com um cara e não ter que pensar em sexo. Jacob era honesto comigo, e isso era bizarramente revigorante. Ele me contou sobre a Ness, e como ele tinha ouvido música country, e escrito poesias ruins desde que ela pediu um tempo. E ele me contou sobre seus planos desesperados para tê-la de volta.

Chegamos em Port Angeles no que pareceu ser vinte minutos por conta de ter Jacob como meu terapeuta pessoal. Eu contei a ele tudo sobre a charada que era minha vida, talvez até demais. Mas ele não pareceu hesitar, julgar ou suspirar. Ele apenas prestava atenção. Era bom conversar com alguém que não era oitenta por cento uma merda. Era bom conversar com alguém que era normal.

"Então se você odeia tanto Forks, porque não se muda?" ele me perguntou do outro lado da mesa.

Suspirei, balançando minha cabeça enquanto agitei com má vontade minha bebida não-alcoólica. "Não é tão simples."

Jacob franziu a testa. "Claro que é. Vá para uma escola diferente, termine seu último ano em um lugar novo."

Levantei minha sobrancelha pra ele. "Fugir dos problemas não resolve, Jacob."

"Claro, mas sentar no meio deles também não ajuda. Você estaria lá por menos de um ano, novo ambiente e novos amigos. Vá em frente e saia dessa Forks de merda."

Mordi meus lábios. Isso fazia mais sentido do que eu queria admitir. E se eu fosse honesta comigo mesma, não era a primeira vez que o pensamento estava na minha cabeça. Eu estava irritada comigo mesma por não entrar em contato com meu passado mais cedo, mas entrar em contato com Jake ou qualquer dos meus velhos amigos de La Push não parecia certo. Fiquei tão presa com o que significava ser uma criança em Forks que tudo parecia tão distante. Forks parecia melhor, era como uma versão de Gossip Girls encontrando The OC no estado de Washington. Quanto mais rápido eu saísse, melhor. Mas não era tão fácil.

"Não posso," eu admiti.

"Porque não?"

"E minha família? Minha mãe..."

Jacob se inclinou em cima da mesa e falou em voz baixa. "Por favor, não use isso como desculpa, Bells. Você precisa se afastar dela. Você mesma disse."

Suspirei em acordo. Nenhuma reabilitação ou uma intervenção do Dr. Phil iria impedir Renée de fazer o que ela fazia de melhor. A idéia de estar longe dela literalmente fazia eu sentir como se um peso fosse tirado dos meus ombros. Deixar Forks significaria deixar pra trás toda a merda de 'Mãe e filha'. Eu ficaria mais do que feliz lidando com o conforto da clínica terapêutica do outro lado do país.

Tomei um grande gole da minha bebida. "Certo... mas e meus amigos?"

Jacob riu, balançando a cabeça. "O que tem eles? Você terá novos. E você manterá contato. Não é como se fosse pra sempre, e pelo amor de Deus Bells, vivemos na era do Skype e iPhone. Tenho certeza que você consegue encarar."

Olhei para minha bebida, imaginando os gritos e protestos que eu ouviria de Alice se a deixasse. E então, Alice estava ocupada agora. Talvez ela não se importasse.

"Bells, você é uma ótima garota. Mas Forks está acabando com você. Que diabos você está fazendo bebendo doses de licor durante a tarde? E nem vou falar da porra da aposta."

Gemi enquanto descansava minha cabeça em minhas mãos com um suspiro. "Eu não devia ter te contado sobre isso."

"Sim, devia. Esse cara precisa ter sua cabeça examinada pra não ficar fodendo com você desse jeito. Eu juro que se ele te perturbar novamente eu literalmente vou re-arrumar a cara dele. Quero dizer, não sou perfeito mas essa merda é errada."

"Falou o cara que trabalha em um bar de nudismo…" eu murmurei.

Ele me deu um olhar de desaprovação e eu rapidamente me encolhi.

"Desculpe, isso foi baixo," eu suspirei, tomando o resto da minha bebida. "Entendo o que está dizendo. Acredite, eu entendi."

Jacob se inclinou sobre a mesa e pegou minha mão, apertando-a gentilmente. "Estou dizendo isso porque eu me importo, okay? Você vale muito mais que isso, mais do que Forks. Espero que entenda isso. Queria que olhasse pra si mesma."

Olhei por cima da minha bebida e fiquei surpresa quando senti lágrimas acumulando em meus olhos. Então lembrei porque as palavras foram tão familiares. Jake não foi a primeira pessoa a me dizer que eu era melhor que Forks essa semana.

Sequei rapidamente as lágrimas que escaparam enquanto ri. "Porra, Jacob, que diabos? Não comece a dar uma de irmão mais velho. Podemos apenas curtir a noite?"

"Claro," ele disse, terminando sua bebida e me puxando para a pista de dança. Então eu dancei com Jake, porque ele era muito engraçado e se importava comigo. Era a distração perfeita. Tínhamos ido ao melhor clube que vale a pena mencionar. Claro, era dominado pelo pop brega e homens velhos o suficiente para serem meus avós, mas era onde todos que eu conhecia não estariam.

Eu estava me divertindo, mas era um tipo diferente de diversão. Eu não estava drogada, não estava destruída. Eu estava sóbria, rindo e estava com um amigo que estava dando seu melhor para ser o John Travolta da minha versão Uma Thurman. Eu estava feliz. Mas então eu o vi.

É isso que acontece quando você baixa sua guarda: O universo faz o melhor pra morder a sua bunda para lembrá-lo que a vida é assim e merdas realmente acontecem. Eu simplesmente olhei por cima dos ombros de Jacob. A garota atrás dele simplesmente deu um passo para a direita. O garoto perto dela simplesmente deslizou para a esquerda. E a luz simplesmente acendeu em seu rosto, iluminando as mesmas maçãs do rosto que eu cuidadosamente estudei aquela mesma manhã.

"Você está bem?" Sempre o perceptivo Jacob. Ele virou pra ver o que eu estava olhando, mas o universo continuou conspirando. Sua visão foi bloqueada.

Quando ele olhou pra mim a visão ficou clara novamente, mas não havia mais o Cullen.

Suspirei, enquanto esfregava minha testa. "Não, estou bem, só preciso de uma bebida."

"Certo," Jake concordou. "Vou com você."

Sorri timidamente e o deixei me guiar pelas mãos para fora da multidão. Enquanto Jacob pedia minha terceira coca da noite, meus olhos vagaram pela multidão, procurando novamente por ele. Eu estava checando freneticamente para ver se ele estava lá, em algum lugar, olhando pra mim. Mas ele não estava.

Lambi meu lábio inferior, tentando lubrificar minha boca de repente seca como lixa enquanto mentalmente dizia a mim mesma para relaxar. Eu não queria confrontá-lo pelo jeito que ele me tratava ou falar da aposta ou qualquer outra coisa. Eu só queria fingir que ele nunca existiu. A melhor coisa pra mim era deixar isso pra lá. Deixar ele pra lá e esquecer sobre Edward Cullen. Claro, isso machucaria no começo. Talvez como doeu quando James fudeu comigo. Mas eu iria passar por isso, assim como foi com James. Era a melhor coisa, e eu precisava começar a cuidar de mim.

Jake me deu a bebida com um sorriso preocupado. "Eu volto em um minuto, okay? Preciso fazer uma ligação."

"Perseguindo a Ness?"

Ele levantou o polegar. "Você sacou!" ele sorriu.

"Sem problemas," eu disse, me inclinando no espaço do bar que seu corpo e movimento havia revelado.

Depois que o observei desaparecer na multidão, me virei e coloquei minha bebida no bar, mexendo no canudo lentamente. Era como se de alguma forma eu tivesse me enganando que havia vodka no fundo do copo.

Não, eu não preciso mais dessa merda.

Enquanto eu de forma faminta observava o cara perto de mim apertar a mão de seus companheiros e deixar o bar, eu congelei. Edward Cullen estava inclinado no bar, olhando diretamente pra mim. Meu estômago praticamente caiu na minha bunda enquanto meu peito contorceu com força.

"Como está seu encontro?" ele disse friamente, sem nenhum movimento de desculpa ou remorso em seu rosto.

Engoli em seco, empurrando a bola de raiva, lágrimas e medo por minha garganta.

Zombei dele, mentalmente colocando minha armadura. Eu não daria a ele a reação que ele queria. "Sério, é assim que você vai começar uma conversa comigo?"

"Sim, acho que sim," ele respondeu sem rodeios.

Forcei um sorriso. "Bem, está indo bem pra caralho. Obrigada por perguntar. Te vejo por aí."

Eu ia escaper; pelo menos, esse era meu plano. Deixá-lo aqui sem lhe dar nenhuma importância. Achar Jacob e ir embora dessa porra. Mas o primeiro passo que eu dei eu senti sua mão segurar o meu braço. Antes que eu tivesse tempo de protestar, ele tinha me puxado para o canto do bar.

"Me solta!" eu falei, agarrando sua mão com minhas unhas.

Ele não vacilou. Em vez disso, ele apenas olhou pra mim.

"O que você está fazendo?" ele rosnou.

"Você é insano, caralho?" eu gritei, franzindo a testa pra ele o melhor que eu pude. "Eu estou em um encontro."

"A aposta não acabou." Ele disse com a voz firme e baixa, sem quebrar o seu olhar.

"Sim, bem, tenho certeza que acabou." Eu disse confiante.

Seus olhos piscaram rapidamente algumas vezes como se eu tivesse o pego de surpresa. Fan-foda-tástico. Ele se inclinou pra mais perto; eu podia sentir o cheiro da sua respiração, então prendi a minha. "Se você negligencia, quer dizer que eu ganho."

Exalei um suspiro determinado enquanto movia sua mão pra fora do meu braço. "Não me importo. Não vou fazer nada que você disser. Fique com o seu carro estúpido."

Eu o empurrei e passei por ele, a adrenalina me abastecendo. Edward Cullen não teria nenhum poder sobre mim. Garota fãzinha ou não – eu ia passar por isso e sair dessa merda.

"É seu," ele gritou por trás de mim.

Eu parei. Meu rosto enrugando enquanto eu virava para encará-lo. "O que?"

Eu o vi respirar fundo enquanto dava um passo pra perto de mim. "Venha comigo agora e é seu. É seu pelo resto do ano."

Eu ia abrir minha boca mas eu não sabia o que dizer. Isso não fazia nenhum sentido. Esse não era o Cullen.

"Eu não me importo com o seu carro, Cullen," eu gaguejei.

"Nem eu," ele rosnou rapidamente.

"Então com o que você se importa, Cullen?" eu rebati, cruzando os braços na minha frente. "Me diga, estou morrendo pra saber."

Vi seu maxilar apertar enquanto ele tomava outro passo pra perto de mim. Percebi que estava prendendo a respiração quando ele pegou minha mão na dele. "Me sinto muito protetor sobre você."

"Você não é meu guarda-costas, Cullen. Eu não preciso de você."

"Apenas venha comigo, Bella, por favor."

Ele me desarmou novamente porque, porra, ele olhou por baixo de seus cílios e eu juro por Deus, ele parecia sincero. Ou, o mais sincero que Edward Cullen poderia parecer. Lambi meu lábio inferior rapidamente, tentando me lembrar de todas as merdas sobre Edward Cullen que eu tinha dito a mim mesma.

Mas eu não conseguia lembrar.

Ele deve ter visto em meu rosto, porque a próxima coisa que eu sabia era que estávamos nos beijando. E porra, eu me perdi completamente. Era como exalar; nos derretíamos completamente um no outro. Derrubei minha bebida no chão enquanto sua mão moveu para meu rosto, acariciando a pele do meu pescoço, fazendo com que bilhões de impulsos elétricos entrassem em erupção por todo meu corpo. Tudo e todos estavam apagados enquanto eu o beijava faminta. Foda-se a lógica. Foda-se.

Agarrei seu braço e o puxei para a porta ao nosso lado, nos levando para um closet lilás. Eu o empurrei contra a parede, saboreando a mistura de nossas respirações enquanto ele se forçou no meu jeans. Enquanto eu puxava minha blusa por minha cabeça, seus lábios se prenderam em meu mamilo sólido e nu. Deixei escapar um suspiro enquanto ele chupava meu seio ao mesmo tempo em que os seus dedos achavam o meu clitóris. Puxei seu cabelo, trazendo seus lábios de volta para os meus enquanto eu chutava minha calça jeans no chão. Quando ele me pegou e me empurrou contra a parede, eu apertei minhas pernas em volta da sua cintura, o trazendo pra mais perto de mim para que eu pudesse sentir a fricção em minha calcinha fina.

Edward agarrou minha calcinha, a rasgando e jogando no chão enquanto eu agarrava seu pau perfeito em minha mão; meu clitóris vibrando com isso. Nós dois vibramos com a sensação intensa quando me encaixei em cima dele. Ele rangeu os dentes enquanto eu subia e descia em seu eixo, me movendo cada vez mais rápido, como se eu estivesse com medo que ele fosse desaparecer a qualquer momento. Ele colocou suas mãos em meu rosto, deixando o dedão achar o caminho da minha boca entre as investidas. Enquanto eu lambia seu dedo, eu comecei a sentir minhas pernas tremerem com seu cheiro, seu toque, seu rosto. Me levando para o topo como somente ele podia.

Viemos juntos, batendo na parede com um mix de gemidos e sussurros que foram diminuídos pela música alta do lado de fora que estava longe de nós. Inclinei minha cabeça pra trás na parede, desesperada para pegar minha respiração enquanto sua testa suada estava em meu ombro.

Depois de alguns minutos, ele sentou, pegando meu rosto em sua mão e se inclinando para me beijar. O beijo tinha mudado de animalesco para gentil enquanto nossas respirações diminuíam juntas, mas ele não parou de me beijar. Senti seus lábios em meu queixo, meu nariz, e minhas pálpebras fechadas. Eu não sabia o que ele estava fazendo, mas eu queria que nunca acabasse.

"Eu sinto muito," ele disse enquanto beijava o espaço embaixo da minha orelha.

"Por qual parte?" eu sussurrei vagamente.

Ele sentou pra me olhar. Fiquei surpresa em ver que ele parecia arrependido. "Por tudo isso," ele disse, me observando, esperando pela minha reação.

"O que eu fiz essa manhã foi um erro. Não era a coisa certa a se fazer."

Balancei minha cabeça para tirar o feitiço de seus olhos verdes nos meus. "Nada disso é a coisa certa a se fazer," eu disse, ficando de pé. O senti me observando enquanto eu desajeitadamente pegava minhas roupas. Parei, fechando meus olhos para me recompor.

"Eu não posso continuar com isso, Edward. Seja lá o que for, eu não estou mais nesse jogo."

"E se não for um jogo?" ele perguntou, inclinando a cabeça para o lado.

"Tudo é um jogo," eu disse, quase com raiva. "Todos jogamos; é assim que somos. Especialmente quando estamos juntos."

"Não se não quisermos que seja."

O observei me olhar. Nenhum de nós piscou. Engoli em seco. "Eu não entendo o que está dizendo."

Ele passou a mão no cabelo enquanto levantava pra me encarar. "Estou dizendo que não posso parar isso. Não parar com o que estamos fazendo."

"Porque não?"

Ele manteve seus olhos presos no meu sem hesitação. Esse era um novo Edward. Um Edward que estava me assustando. "Porque eu não quero. E eu não acho que você queira também."

Franzi a testa pra ele, sem entender completamente o que tinha acontecido entre nós, mas ao mesmo tempo entendendo completamente.

Ele correu seu dedo pelo meu braço, observando o movimento enquanto ele falava.

"Foda-se tudo. Foda-se nossos amigos, nossa família, foda-se a aposta, foda-se o meu status. Foda-se Forks. Não dou a mínima pra isso e sei que você também não. É por isso que não podemos parar."

"O que, porque nós dois temos um senso fodido de rebeldia adolescente?"

"Não, porque precisamos um do outro pra passar por toda essa merda."

Segurei minha respiração automaticamente. Meu coração estava batendo em meus ouvidos, minhas pernas estavam dormentes e tudo que eu podia sentir era o local em meu braço que ele tinha acabado de acariciar. Nós éramos as mesmas pessoas, mas com um saco de bagagem emocional que nenhum de nós tinha experiência para distinguir. Apesar de toda essa besteira, ele estava certo. Agora, eu precisava dele seja lá do jeito que ele estivesse disposto a se entregar pra mim.

"Eu não posso prometer nada," eu disse, finalmente deixando minha respiração escapar por meus lábios.

Ele olhou pros seus pés, com a testa franzida com a mesma intensidade que me fez querer esticar a mão e tocar seu rosto. "Não me importo. Confio em você," ele disse calmamente.

Neguei com minha cabeça. "Não confie."

Ele não vacilou. Em vez disso deu mais um passo e beijou minha testa.

"Eu não estou pronto pra isso parar."

O observei apertar minha mão antes de sair pela porta. Eu não sabia o que estava fazendo. Tenho certeza que ele não sabia o que estava fazendo. O que eu sabia era que eu não podia liberá-lo agora. Ele estava ocupando o meu juízo e tirando qualquer senso de lógica que eu tinha. Agora, isso estava certo pra mim.

N/T: Fanfic nova no meu perfil 'A Child of the night' é simplesmente LINDA ... confiram!

Morri, realmente nem sei como ainda consegui terminar de traduzir esse capítulo, lindo, não foi? Bella provando ser como todas nós, se fazendo de idiota pra ouvir ele se declarar primeiro (embora não tenha sido uma declaração), mas vamos esperar porque nem tudo são flores e desses dois podemos esperar de tudo, certo? Agora já falei que eu morro quando homem beija a testa? Acho TÃO lindo *chora*

Obrigada a todos os comentários anteriores, eu recebi tantos elogios e fiquei tão feliz que agora são 4:00 da manhã e eu to traduzindo, sendo que estou em semana de provas ;)

Comente... Até sábado... beijinhos s2