Disclaimer: Essa história, pertence a Kikiblue, que me autorizou a traduzir, e os personagens pertencem a Stephenie Meyer.
This history, belongs to Kikiblue, who allow me to translate, and the characters belongs to Stephenie Meyer.
Atenção: Essa fic é muito pesada, contém cenas de sexo depravado e gráfico, palavras vulgares e uso de drogas. Portanto, se você não aprecia esse tipo de coisa, não leia, volte ao meu perfil e leia outra fic ;). Você foi avisado (a).
BPOV
Nós éramos um casal. Nós éramos O casal.
Todos os dias nós passamos juntos, caindo na mesma rotina. Edward me pegava para a escola todas as manhãs sem falhar. Sempre passávamos a pequena viagem com minha mão descansando em seu joelho. Andávamos de mãos dadas pelos corredores, dando o nosso melhor para ignorar os olhares e nos perdendo em nossas próprias conversas. Sentamos juntos em todas as aulas que tínhamos, ele puxava a cadeira para mim sem dizer uma palavra; era simplesmente assim que era agora. Sempre que eu precisava ficar perto dele, sua mão ia para o meu joelho bem antes de ele se inclinar e escovar os lábios em minha bochecha. E quando não tínhamos aula juntos, ele me encontrava em meu armário no final do dia, sempre com um pequeno sorriso para mim antes de eu beijá-lo. Isso se tornou rotina, mas não significa que eu não goste.
Isso me pegou de surpresa. Não era como se eu estivesse procurando por um namorado. Eu não estava procurando por nada além de uma boa transa, risos e drogas o suficiente para me ajudarem em meu último ano de escola.
As coisas mudam.
Edward era tudo que eu precisava que ele fosse, um cavalheiro, um comediante, um amigo. E em resposta, eu dava o meu melhor para ser quem eu achava que ele queria e precisava. Mas eu sempre sentia que o deixava meio mal por causa de minha própria paranóia. Durante as semanas do primeiro semestre de aula, comecei a sentir como se todos estivessem sentados esperando que nós ferrássemos com o outro. Acho que eu também esperava.
Mas nós brigávamos. Puta merda, nós brigávamos como loucos. Nós brigávamos mais por coisas estúpidas, coisas que não importavam e eram esquecidas em um instante. Idiotas davam seus melhores para sabotar o que tínhamos plantando sementes de dúvidas em nossas mentes com um pequeno comentário aqui ou um rumor lá. Eles eram persistentes, mas nós éramos mais fortes. Ainda assim, era claramente óbvio que poderíamos ser extremamente protetores um com o outro, assim como possessivos. Mas não importa o motivo, nós sempre fazíamos as pazes, em seu carro, na sala de aula vazia, às vezes até mesmo na cama.
Estar com ele fazia sentido e eu estava feliz. Ou melhor, eu estava o mais feliz que eu permitia ser. Eu tinha que ser cautelosa; fui muito machucada no passado para não ser. Imbecis que um dia estavam lá, me dando apoio, me adorando. No instante seguinte, eles sumiram. Ou beberam. Ou revelaram ser maricas. Era um padrão que eu conhecia bem. Era simplesmente assim que as coisas funcionavam. Era simplesmente o que eu fazia com as pessoas. Eu queria que Edward fosse uma exceção, mas eu não via como isso poderia ser diferente. Então me preparei, estava à procura de qualquer sinal em meu caminho.
Alice se deu melhor na categoria 'ser uma namorada' do que eu. Tanto é que comecei a me odiar por não ser capaz de me adaptar tão facilmente como ela. Ela e Jasper nunca brigavam, nunca estavam separados, porra, eles simplesmente pareciam nunca parar de sorrir e dar aquelas olhadinhas um para o outro. Era tudo 'baby' e 'eu te amo' entre eles. Não pude evitar ficar enjoada com isso e eu apenas sentia inveja por ser tão fácil com eles. Era óbvio para mim, e não pude evitar me perguntar como isso era óbvio para Edward.
"Acho que deveríamos sair em um encontro duplo," Alice me disse uma tarde enquanto enganchou seu braço no meu no corredor. Era como se ela estivesse sentindo a falta do braço de Jasper e teve que substituir pelo meu por aquele tempo ou então ela cairia de joelhos e chorava.
"Não sei se é uma boa idéia, Alice," eu murmurei, olhando para nossos pés enquanto caminhávamos para a nossa próxima aula.
"Está brincando? É uma idéia ótima! Não sei como não pensei nisso antes." Ela apertou meu braço e sorriu para mim. Dei um pequeno sorriso a ela antes de morder meu lábio. "Quero dizer, somos melhores amigas. Nossos namorados são melhores amigos. Como isso não poderia dar certo?"
Ela estava certa. Daria certo. Acabamos combinando o clichê dos clichês, jantar e cinema. Para a minha surpresa, eu me diverti um pouco, e isso foi antes de eu planejar dar ao Edward um sexo oral na fileira de trás do cinema. Nós rimos até o estômago doer, conversamos sobre relacionamento, pessoas e besteiras. Rapidamente nos tornamos uma coisa só, esse quarteto estranho que era inteiramente monogâmico. E mesmo fora da escola, nós éramos como os casais mais poderosos de Forks, e isso simplesmente parecia um pouco estranho para mim.
Jasper estava em cima de mim antes que eu pudesse admitir para eu mesma que eu estava lutando contra o meu novo eu.
"O que está acontecendo com você?" Ele perguntou enquanto esperamos por nossos respectivos casais assim como fazíamos todas as quintas-feiras à tarde.
"O quê?" eu perguntei, levantando meu queixo desafiadoramente. "Estou bem."
"Bem, isso é uma mentira não muito convincente," ele disse enquanto me oferecia um cigarro. "É Edward?"
"Não," eu disse mais defensivamente do que queria. "Ele é legal. Estamos bem."
"Então, é você," ele disse com certeza.
Fiz careta para ele enquanto acendia meu cigarro. "Obrigada."
Eu sabia que ele estava olhando para mim. Olhei para ele e fiz uma cara de 'que porra é essa'.
Ele sorriu em resposta. "Você já pensou em deixar algo bom acontecer com você para que possa mudar?"
Suspirei com raiva. "Jasper, eu amo você, mas pode, por favor, parar com a psicologia para idiotas? Realmente não estou com humor."
Ele não vacilou enquanto sugava seu cigarro, seus olhos em mim como ele sempre fazia quando estava prestes a dizer algo irritantemente certo.
"Só estou te avisando para relaxar um pouco. Pare de esperar por alguma merda acontecer. Merdas sempre acontecem, mas se forem honestos um com o outro, vão passar por isso."
Ele não me pressionou mais. Talvez porque percebemos a tensão em minha voz. O tipo de tensão que te diz que uma pessoa está prestes a chorar. Eu nunca chorava. Pelo menos em frente outra pessoa. Se eu chorasse, significava que eu tinha um problema. Significava que eu era um problema. Significaria que eu estava arruinando tudo como eu sabia que faria.
A maior parte do tempo as coisas eram boas entre nós. Melhor do que boas. Eu vivia em um tipo de existência em que cada garota queria tirar proveito de seu namorado gostoso, ter melhores amigas, boa educação, futuro promissor que de repente não parecia tão inalcançável. Normalmente, eu sentia isso quando éramos apenas eu e Edward deitados na cama de seu quarto. Era meu lugar favorito para ficar. No momento em que fechávamos a porta, éramos apenas eu e ele, juntos e sozinhos e eu sentia como se fosse o único lugar em que eu realmente pudesse respirar.
Nós nem sempre transávamos e fazíamos as pazes. Às vezes, eu ficava apenas deitada em sua cama, o observando dedilhar o violão. Ou ele sentava em sua cadeira enquanto eu sentava na cama fazendo o dever de casa. Eu vivia para esses momentos; aqueles onde eu me perdia em seja lá o que eu estivesse fazendo e de repente ficava ciente do silêncio vindo do outro cômodo. Olhei para cima e fui atingida por aqueles olhos, aqueles malditos lindos olhos verdes que me matavam toda vez que eu os via.
"O que?" perguntei olhando ele me observar. Ele tinha aquele sorriso torto em seu rosto enquanto descansava o queixo em sua mão.
Ele sorriu calmamente. "Não posso apenas observar você?"
Fiz uma careta. "Isso me distrai," eu disse, apontando para a página na minha frente com minha caneta.
Ele suspirou com um sorriso. "Ótimo," ele disse enquanto levantava de sua cadeira e lentamente fazia seu caminho para a cama.
Era um daqueles beijos que me faziam viver. Às vezes ele apenas se inclinava contra a cama, e me beijava lentamente por alguns minutos. Sua mão gentilmente acariciava minha bochecha enquanto nossos lábios se moviam juntos e em silêncio. Naquele momento, eu me sentia calma e contente. Como se nada pudesse nos separar, nem mesmo eu. O beijo nunca era tão longo quanto eu queria. Ele apenas sentava de volta em sua cadeira com um sorriso no rosto, completamente ciente do que ele tinha feito comigo.
"Volte ao trabalho então, Bella," ele disse, ainda com aquele sorriso deliciosa em seu rosto antes de olhar de volta para sua própria lição.
Eu gostava dele. Não somente porque ele era lindo e sexy pra caralho. Eu gostava dele como pessoa. E porra, ele me fazia rir. Não aqueles pequenos sorrisos educados que eu normalmente dava para os caras que eu queria transar. Eram aqueles tipos de sorrisos que você não consegue segurar nem mesmo se tentar. Eram aqueles que fazem sua barriga doer porque você não pára. Aqueles que te fazem roncar mesmo com seus melhores esforços. Comecei a me perguntar por que não éramos amigos. Mas claro que tinha a ver com o mundinho enganador em que vivíamos.
Nós não passamos despercebidos em sua casa. Carlisle começou a me aceitar como uma visitante regular, até mesmo me convidando para jantar pelo menos uma vez na semana. Eu educadamente recusei, mais porque eu sabia que Edward e seu pai ainda estavam andando em um campo de batalha e não era como se ele fosse curtir algum juntar em família com ele. Edward me disse sobre isso; a madrasta amável e o pai maravilhoso. Às vezes ele me ligava tarde da noite para dizer que estava do lado de fora e precisava dar uma escapada. Eu, sendo uma artista do escape doméstico, o entendia completamente. Então, dirigíamos, conversávamos e chegávamos à única conclusão possível: Se éramos negligentes, é porque eles foram negligentes primeiro.
Era bom ser capaz de me abrir um pouco sobre meu próprio ninho fodido. Edward tinha visto Renée em ação, embora eu tenha dado o meu melhor para protegê-lo dela novamente.
"Não tenho medo dela," ele disse enquanto tirava meu cabelo do rosto. Era outro sábado, sua casa estava vazia e passamos o dia na cama, apenas saindo de lá para pegar comida e mais camisinha. Um dia perfeito.
"Eu também não, só não quero que ela fale merdas para você. É cansativo."
O ouvi suspirar enquanto seus lábios pressionavam minha testa. "Prefiro que ela ferre comigo do que com você. Ela não pode me machucar."
Eu ri, pegando sua mão na minha e entrelaçando nossos dedos. "Meu Deus, ela pode tentar."
"Ela só me machuca quando eu vejo como ela te deixa machucada. Então eu quero quebrar ela ao meio."
Meus olhos dispararam para os seus enquanto eu juntava meus lábios. "Edward..."
"Não, estou falando fodidamente sério," ele disse, sentando de repente e empurrando seu cabelo com a mão. "Só quero te afastar de tudo isso. Foda-se, deveríamos apenas ir, partir e deixar tudo isso."
Sorri para ele antes de me sentar e beijar sua bochecha. "Edward, você vai para Harvard. Precisa terminar a escola. Não é tão fácil."
Tremi quando seus dedos traçaram minhas costas, acariciando delicadamente enquanto falava. "Bem, talvez seja. Algumas coisas são mais importantes. Você é muito mais importante."
Minha boca abriu enquanto eu ria. "Seu futuro é importante, seu grande idiota, pare de brincar."
"Não estou brincando. Por que estaria?"
Arqueei minhas costas para por meus lábios nos deles. Beijá-lo naquele momento fez o maior sentido, e ele me beijou de volta enquanto eu rolei para cima dele, o prendendo entre minhas pernas. Eu não estava pensando mas ao mesmo tempo estava. Tudo estava tão claro mas tão oculto. As palavras saíram da minha boca enquanto eu beijava seu queixo e nem mesmo tive a chance de impedi-las.
"Eu te amo," eu sussurrei.
O tempo parou para mim. Tudo que eu ouvi foram as arfadas de minha própria respiração enquanto eu abria meus olhos com horror para o que eu tinha dito. Eu não podia olhar nos olhos dele. Eu não queria. Foi muito rápido, fodidamente honesto e claro. Não era eu.
Eu não lhe dei a chance de dizer nada. Em vez disso, coloquei meus lábios de volta nos dele enquanto me pressionei mais em sua ereção. Ele soltou um suspiro exasperado enquanto eu me movia para cima e para baixo de seu eixo. Mantive meus olhos firmemente fechados enquanto meus lábios começaram a mover em seu pescoço, peito e mamilos. Ele gemeu quando meus dentes deslizaram em seu mamilo ereto, mas eu sabia que ele não ia deixar isso para lá. Ele sentou rapidamente, segurando minha bunda e me puxando para mais perto dele enquanto eu continuava saltando em seu pau. Gemi quando ele empurrou mais fundo, enterrando meu rosto em seu pescoço para não ter que olhar para ele e encarar o fato de que ele não disse também. Eu não queria que ele falasse isso também, porra.
Viemos juntos, quase sem esforço. Mas não foi a mesma coisa porque eu tinha fodido tudo com três palavras que eu nem mesmo queria dizer.
"Bella," ele sussurrou enquanto seus lábios escovavam meus seios. Peguei seus olhos em mim como se estivessem implorando. Balancei negativamente minha cabeça enquanto me inclinava para beijá-lo.
"Não diga nada," eu implorei e o beijei com urgência, tentando afastar aquele momento. Mais palavras significariam apenas mais dor. "Por favor..."
Sendo o cavalheiro que ele é, ele não disse uma palavra.
Em vez disso, o resto da tarde foi passada com roupas, passeando pela casa dele e não necessariamente juntos. Eu não sabia o que dizer então eu falei sobre tudo que nos tiraria do assunto, ou me faria esquecer da merda, cagada que eu cometi. Mas não importa quanto eu tentasse fingir que tudo estava bem, nós dois sabíamos que não estava. À noite, desisti de fingir.
"Então, vou à festa de Emmett essa noite," eu disse do canto da cozinha. Edward decidiu se manter ocupado fazendo o jantar. Eu o estive observando cortar os vegetais por cinco minutos em total silêncio.
Ele parou de cortar uma cebola para olhar para mim. "Sério?"
Ignorei seu tom, o tipo de tom que me dizia tudo que eu já sabia sobre a festa em questão; apenas outra festa escolar de merda, a mesma que fomos um milhão de vezes antes. As festas eram bem sem graças durante as primeiras semanas do semestre.
"É," eu disse roendo minhas unhas. "Alice vai e sinto que preciso cortar meu cabelo um pouco. Quero dizer, não faço isso há anos."
Edward ficou em pé me olhando, como se estivesse tentando ler minha mente. Eu fodidamente desejei que ele pudesse; talvez ele me entendesse melhor que eu mesma.
"Você quer que eu vá?" ele perguntou. Eu podia dizer pelo seu tom que ele não queria.
Dei de ombros enquanto corri meu dedo pelo balcão de mármore.
Ele não disse nada; em vez disso ele voltou a cortar a cebola. O observei cortar uma, duas, três vezes antes de ele suspirar e balançar negativamente sua cabeça.
"Eu não entendo," ele disse, colocando a faca na mesa e me olhando novamente.
"O que?" eu disse categoricamente.
"Bella, é uma festa do Emmett, porque diabos você quer ir lá?"
Eu não pisquei. "Por que não?"
"Porque é uma festa. Na casa do Emmett. Só vai ter as mesmas pessoas usando as mesmas drogas e transando com as mesmas pessoas."
Levantei minha sobrancelha para ele. A adrenalina começou a filtrar em meu peito enquanto eu percebia onde a conversa estava indo. "E daí? Não é como se fôssemos fazer alguma coisa lá," eu disse cruzando meus braços.
Ele franziu a testa para mim e pegou a faca novamente, começando a cortar pequenas fatias da cebola. "Olha, eu não vou e não vejo porque você deva ir."
"Ah, então é isso? Você simplesmente não quer que eu vá?" eu estava começando a gritar.
"Não, foda-se, eu sei o que é. É sobre eu ser 'sua garota', é como eu me pendurar em você como se você fosse algum tipo de troféu."
Ele bateu a faca na mesa. Eu vi algumas fatias de cebola voarem para o chão. "Você está louca? De onde veio isso?"
Eu o ignorei. "Bem, quer saber? Eu sou dona de mim mesma, Edward. Vou fazer que porra eu quiser, você não é meu dono."
Ele olhou para mim. "Quando eu disse que era seu dono?"
"O tempo todo!" eu gritei, jogando as mãos para os lados. "Sempre estamos aqui! Sempre estamos juntos! Falo que quero ir à algum lugar e você fica me controlando!"
Sua boca abriu e só me estimulou ainda mais. "Bella, que porra é essa? Um minuto atrás você estava dizendo que me ama, no seguinte está me acusando de ser possessivo?"
Meu estômago estava borbulhando com as palavras. Doía porque veio de sua boca, mas não do jeito que eu queria. Ou não queria, não tenho certeza.
Suspirei com raiva enquanto me inclinei sobre o balcão olhando para o chão. "Que seja, você sabe o que está fazendo." Foi tudo que eu consegui pensar enquanto caminhei em direção a porta. "Estou indo essa noite. Venha se quiser, não me importo," eu gritei antes de bater a porta atrás de mim.
Verdade seja dita, eu realmente não dou a mínima para a festa. Era simplesmente uma coisa normal a se fazer, e acho que de alguma forma era uma distração que eu estava acostumada a ter. Senti a adrenalina de nossa discussão amenizar enquanto eu acelerava pela estrada tranqüila. Assim que cheguei em casa, percebi que eu simplesmente queria brigar com ele. Queria dar a ele a chance de mandar eu sumir de lá, sair de sua vida. Queria que ele fosse um idiota, para que eu pudesse virar e sair antes de cair em depressão. Não fazia diferença se eu o amava porque eu sabia que no fim ele só acabaria me odiando como todos os outros.
Bati a porta do meu quarto e liguei meu aparelho de som, aumentando o volume até que meus pensamentos estavam abaixo da batida. Depois de ligar rapidamente para Alice, passei a maior parte do tempo bebendo o máximo de vodka possível enquanto me vestia. Na hora que Alice chegou, eu já estava fraca.
Eu bebi mais. Ah porra como eu bebi. Era como se eu estivesse compensando o tempo perdido. Dancei com Alice e Rosalie, e com outros caras que eu sabia que não podiam acreditar em sua sorte por Edward ter me deixado sem vigilância. Eu ri, flertei e brinquei com as pessoas como se eu fosse a velha Bella, aquela que aparentava não se importar com o mundo.
"Cadê o Edward?" Emmett perguntou enquanto apertava a articulação de meus dedos. Estávamos sentados em seu escritório ridiculamente grande, que era como se fosse seu quarto de droga toda vez que tinha festa. Normalmente, eu ignorava os vários papelotes que passavam pela porta. Hoje era diferente.
Dei de ombros enquanto exalei e deixei minha mente curtir. Quando olhei para Jasper, ele estava me dando o mesmo olhar.
Rolei meus olhos.
"Ele está em casa, não sei," eu disse acenando minhas mãos no ar e tentando mudar de assunto.
Emmett riu. "Você devia manter o controle desse filho da puta, Belly, você deveria saber como ele é."
"Se eu fosse você eu começava a manter o controle sobre sua própria namorada chupar múltiplos paus antes de começar a se preocupar com o que Edward está fazendo," eu falei enquanto começava a balançar minha cabeça com o ritmo da música soando pela sua casa.
Emmett deu uma daquelas suas gargalhadas. Porque, é claro, na sua cabeça era assim: como se alguém fosse trair Emmett. "Você me mata, Belly, sério!" ele disse, batendo em meu ombro com mais força do que devia e pegando a erva da mesa.
Claro, depois do meu momentinho intoxicante com Emmett e Jasper, encontrei uma Rosalie muito bêbada ganhando um frustrante sexo oral de Mike Newton no banheiro de cima. Pobre vadia, nem mesmo percebeu que eu tinha entrado até que eu comecei a rir. Mike foi pego como um gato comendo creme, quase literalmente.
Rosalie praticamente gritou quando me viu e chutou com seu salto a testa úmida de Newton no processo de se levantar. Comecei a rir ainda mais quando vi que sua força o jogou contra a parede do banheiro, o fazendo cair no chão. Ele estava frio, mas o tesão ainda estava tentando achar seu caminho para fora de suas calças.
"Ah uau, Rose, nem consigo te dizer como essa pequena imagem me faz sentir. Jesus, está tão desesperada por um oral agora que Jasper está fora do mercado?" eu disse, ainda rindo enquanto me apoiava contra a porta.
"Vá se foder, Swan!" ela disse, enquanto puxava sua calcinha e tropeçava em minha direção. Posso dizer pelos seus olhos que ela bebeu mais do que vodka.
"Bella..." Mike disse enquanto seu sorriso atrapalhado começava a aparecer. "Quer amor do Mike Newton?"
Fiz uma cara de nojo enquanto ele ria para mim. "Mike, vim aqui apenas para usar o banheiro como uma pessoa normal. Sabe, sua atração por sexo oral em banheiro é realmente preocupante, você deveria falar com alguém sobre isso."
Ele sorriu mais uma vez antes de fechar seus olhos e caiu de volta em seu próprio mundo inconsciente e perturbador.
"Só uma coisa…" Rosalie disse por cima de meu ombro, se atrapalhando enquanto apontava o dedo para o meu rosto. "Edward estava muito feliz lambendo meu clitóris há algumas horas..."
Eu ri enquanto acenei minha mão em frente ao seu rosto. "Blah, blah, blah, claro, aposto que estava."
Ela estava tentando focar em mim, mas falhou miseravelmente. "Acredite no que quiser. Todos sabem que ele te trai. Talvez seja a hora de o trair também," ela zombou curvando seu lábio superior.
A empurrei de costas então sua coluna bateu no batente da porta. Ela estava muito perto de mim e sua respiração estava me deixando enjoada. Rosalie bateu a cabeça com uma pancada e então começou a rir.
"Ficou nervosa, não é?" ela riu antes de se inclinar para mim novamente com uma cara de bêbada. "Se você contar a alguém o que viu..."
Acenei minha mão em seu rosto. "Sai da minha frente, Rosalie, você está arruinando minha diversão."
A empurrei novamente enquanto passava pela porta, os deixando lá. Me senti ficando quente enquanto passava pela multidão de pessoas nos corredores, nas escadas. Peguei uma garrafa meio vazia de vodka na mesa ao lado enquanto eu caminhava até um dos quartos destrancados. Segui direto para o banheiro, fechando a porta rapidamente. Inclinei minha cabeça contra a porta enquanto brigava com a náusea que estava correndo em mim. Fechei meus olhos mas falhei, pois não via nada além de Edward com Rosalie, ou com a garota da sauna ou qualquer outra.
Limpei minha testa com a palma da minha mão. Eu estava quente, suando e sem ar, por motivo nenhum. A luz estava machucando meus olhos e o som da música agitava dentro de mim. Cambaleei até a pia e me esforcei para abrir a torneira. Enquanto molhava meu rosto com a água, apreciei a sensação fria em meus dedos. Segurei minha respiração e comecei a borrifar água em meu rosto, uma vez após a outra, uma com mais urgência que a outra e não me importando com meu cabelo e maquiagem. Assim que meu coração parou de acelerar, fechei a torneira e relutantemente olhei para meu reflexo me olhando de volta. Rímel preto estava por todo meu olho enquanto meu cabelo estava grudado em minha testa e pescoço.
Eu não me importava, a vaidade tinha desaparecido; tudo que eu conseguia pensar era em Edward. Aquelas três palavras. Os beijos de Edward. A risada de Edward. Minha risada. Nossa risada.
As provocações de Rosalie.
Talvez Rosalie estivesse me contando a verdade. Eu não parei de brincar com seu namorado por aí só porque ele estava com ela. Tudo era feito aqui. Todos faziam, porque Edward não? Porque eu caí nessa? Éramos Edward e eu diferentes de Rosalie e Emmett? Como poderíamos ser?
O sorriso de Edward apareceu em minha mente novamente, e eu pressionei meus dedos sobre minhas pálpebras para clarear a imagem perfeita. Limpei meu rosto com uma das toalhas da pia, vendo o rímel preto arruinar o tecido branco. Não me importei. A única coisa que eu me importava era em não me importar. Era a opção mais segura, a mais fácil. Era a opção que eu deveria ter escolhido antes mesmo de beijá-lo. Eu estava com sentimentos mais profundos do que deveria estar.
Observei a toalha cair no chão e vi a garrafa de vodka. Ela brilhou com a luz do banheiro de mármore e parecia muito mais convidativa do que qualquer outra coisa que estava passando em minha cabeça. Eu não precisava estar sóbria, essa era a única coisa que fazia sentido. Virei a garrafa, engolindo o líquido até que queimou minha garganta. Não vomitei; vi isso com uma pequena vitória. Mas podia sentir ela escorrendo do meu peito para meu estômago, me aquecendo e se espalhando por meu corpo. Acabou muito rápido. Concordei comigo mesma sabendo que precisava de mais.
Não tive tempo de pensar onde estava indo assim que saí do banheiro. Minha mente estava correndo, meus pés eram incontroláveis, e minha boca estava seca por mais bebida. Mas não foi isso que me fez parar no meio do caminho do quarto mal decorado. Eu olhei e pisquei algumas vezes, certa de que estava literalmente sendo assombrada por corpos e sexo do passado. Não importa quantas vezes eu tenha piscado, ele ainda estava lá, sorrindo para mim como se não tivesse passado nenhum tempo desde a primeira vez que o vi. Não era alucinação, e nem truque de luz. Lá, parado na minha frente, estava James.
N/T: Tá, eu começo a traduzir o capítulo e felicidade me domina, toda boba com eles, aí a Bella vem a caga tudo, vou nem falar nada. Será que Rosalie falou a verdade? E o que a Bella vai fazer em relação ao James? OMG... sábado que vem vocês irão descobrir.
Só de ler a Bella beber tanta vodka eu quero vomitar *fato*, já to aqui passando mal traduzindo (virose e gripe *delícia*) e ainda leio isso *morro*
Comentem... até sábado que vem... beijos s2 *faltam 3*
